Sobre 300, Santoro e adaptações de quadrinhos

Finalmente consegui assistir à adaptação de uma das melhores obras de Frank Miller dos quadrinhos, 300 de Esparta, batizado apenas de 300 (ou o filme consagrador de Rodrigo Santoro).

Bem, como assisti tardiamente, tudo que tinha que ser falado do filme já foi, tanto que o papo do momento é sobre as terceiras partes de Spiderman e Piratas do Caribe, mas como quero dar minha opinião, vá lá: Filmão, mas não inesquecível.

Explico. Como Borat, gostei muito do filme, mas esperava bem mais. Ainda mais que comprei a obra,quando saiu a primeira vez e, sempre comentava com meus irmãos que, quando saísse o filme, teriam que caprichar muito, pois, dos que eu li, Cavaleiro das Trevas, Origem e 300, estão entre as três melhores obras de quadrinhos que já acompanhei. Isso porque estou deixando de fora Marvels, Piada Mortal. Asilo Arkhan, entre outros.

“Ah, mas e Sin City e Whatchmen?” Infelizmente, por mais que tenha tentado comprar, não cheguei a acompanhar essas obras primas, só lendo alguns episódios esporádicos.

Volta o filme.

300 é um ótimo filme, tem um visual e fotografia espetaculares (tudo colocado via computador, pois foi gravado sem cenários, só com os atores), mas, por maior que seja o orgulho e a glória de ser um soldado e cidadão espartano, há um sentimento que falta alguma coisa. Não gostei de algumas coisas, como a trama paralela da Rainha espartana e os slowmotions durante as batalhas. O final, estilo Coração Valente, até que agradou.

Mas, apesar desses detalhes, é um ótimo filme, daqueles feitos para macho mesmo. Sangue, cabeças decepadas, sangue, sexo, sangue, batalhas no mano a mano espetaculares e… sangue. Aliás, se bobear, espirra para fora da tela em cima do espectador.

Quanto ao Xerxes do Rodrigo Santoro. Apesar de ser o vilão, sua participação não é muito grande, mas como diria o Severino: “Aquilo lá é uma bichona”. Aliás, esse cara tem as manhas para fazer personagens andróginos.

Para encerrar, gostei do filme, mas não do jeito que imaginei (como aquela sensação de querer sair do cinema, empunhando uma espada e arrancando a cabeça de passageiros do metrô e gritando “I’am Spartan).

Vale a pena, mas não crie grandes expectativas.

Crônica de um casamento

Estava em casa de folga brincando com o cachorro lambão, quando o porteiro lhe entregou a correspondência. Entre as várias contas e impostos para pagar havia um envelope diferente. Ele abriu e, imediatamente, caiu para trás. Era um convite de casamento.

Anos e anos sem notícias dela, fora apaixonado por mais de 10 anos sem nunca conseguir, ao menos, um beijo. Creditava à antiga paixão o atraso em perder a virgindade aos 25 anos.

Eram unha e carne, ela dava mostras que sabia de sua paixão e usava, maliciosamente e maldosamente, isso a seu favor. Costumava chorar os foras que levava em seu colo e falar sobre seus novos amores. Machucava ele, e muito. Mas ele estava sempre lá, ouvindo atentamente.

Resumindo, era um mané.

Um dia resolveu encarar os fatos e desistir de sua paixão pseudo-platônica. Não atendeu mais seus telefonemas, mudou-se e, enfim, tocou sua vida.

Agora, recobrando-se do choque e lendo pela enésima vez o convite. Estava num papel bonito e em letras douradas, mas, ao contrário da música de corno sertaneja, não havia nada escrito sobre ele ser o amor da vida dela. Rapidamente recobrando a razão, decidiu que não iria ao casamento, mesmo não sabendo como ela descobriu seu endereço.

De terno impecável, dias depois, ele estava na cerimônia de casamento. Decidira enfrentar seus antigos fantasmas e, também por curiosidade, vê-la depois de alguns anos. Surpreendeu-se.

Ela estava deslumbrante no vestido de noiva, tão deslumbrante quanto linda e, apesar desse detalhe, ele não sentira nada por ela. Parece que vencera seus fantasmas. Ela se encaminha até ele.

– Oi!
– Oi!
– Há quanto tempo.
– Pois é, muito tempo.
– Não retornou meus telefonemas.
– Muito trabalho e falta de tempo em casa.
– Que bom que veio.
– Obrigado pelo convite. Espero que sejam felizes.
– Obrigada, aproveite a festa.

E assim, diplomático, foi o último diálogo entre eles. Por dentro, ele estava contente, pois vencera, de fato, seus medos, só lamentando o fato da cerveja quente e dos salgadinhos oleosos.

No salão, num canto, a noiva limpava uma lágrima de saudade.

Blogs que recomendo – A Princesa e o Canalha

Voltando ao roteiro de recomendações, nesta semana recomendo o blog da Princesa e o Canalha.

Blog de opostos: De um lado a história de um canalha que vive em Praga, República Theca, onde nos intervalos de suas aulas de pós-graduação, conquista e ilude as pobres mulheres thecas, que estão entre as mais belas do mundo. Dizem as más línguas que o Canalha já assediou Sylvia Saint, atriz e estrela mundial do cinema alternativo.

Do outro lado há a Princesa, jovem sonhadora de Mossoró (RN) que coloca suas angústias e esperanças em leves e/ou pesados textos sobre sua vida e a perspectivas de amores mal-resolvidos.

Como dois tipos assim se reuniram? Só entrando.

Nem preciso dizer que só o fato de reunir, em um espaço só, duas pessoas completamente diferentes, já vale a visita.

Mais um que entra para a história

E morreu o presidente mais autêntico da história.

De parada cardíaca (dizem), faleceu o primeiro presidente da Federação Russa, Boris Yeltsin.

O cara, junto com Bill Clinton, foi um dos chefes de estado mais polêmicos, no sentido cômico, que já pisou na face da terra.

Aparecia bêbado e com a cara cheia de vodca em cerimônias importantes, dançava em solenidades quebrando protocolos, passava a mão na mulherada sem se importar com nada, tocava instrumentos das bandas marciais russas e cagava e andava para o que diziam. Pena que foi presidente da nação mais sem noção do planeta.

Foi obrigado a renunciar, por conta dos escândalos de corrupção que os ex-membros da KGB comandavam, assumindo o sem graça e assustador Vladimir Putin, que não tem humor e, ainda por cima, elimina seus inimigos com Polônio 210.

Se Yeltsin fosse brasileiro daria um ótimo presidente e seria amado pelo povo.
Vai deixar saudades.

Saudade

Pois é, minha mãe nem deixou me despedir da minha cachorra.

Sem abrir caixa nenhuma, Pandora foi “expulsa” de casa, simplesmente porque era autêntica. Agitada, dava um pau nos outros dois cachorros de casa, fazia o que bem entendia, menos quando eu estava em casa, e fazia de tudo para pegar os demônios que enchem o saco na rua, além de atormentar os FDP dos vizinhos.

Vizinhos esses que, têm que rezar muito para eu não ficar em casa, pois colocam funk, forró, gospel, sertanejo e o diabo a quatro no último volume, atormentando a tudo e a todos e, se um cachorro late, incomoda os “bebês” das mães de 15, 16 e 17 anos. Essas vadias FDP, também, que deixam os filhos com as mães e chegam em casa 6 da manhã, porque deram a noite toda e depois ficam reclamando do cachorro latindo.

Há mais rancor para falar dessas pragas/barangas, mas como só os aturo nos fins de semana, então nem vale a pena gastar bytes com eles.

O que interessa é, que apesar dos pesares, minha cachorrinha vai ter um espaço maior para correr e infernizar num sítio em Peruíbe.

Fica a saudade.

É possível, sim!

É possível você sorrir depois de ser espinafrado via e-mail?

É possível ficar feliz após seu time ser eliminado, em casa, depois de perder de quatro?

É possível ter alguma alegria depois de sair com os amigos para uma festa de casamento chatinha e a noite terminar às 23 horas, num sábado?

É possível, já no domingo, você ter alguma perspectiva de que as coisas vão melhorar, sendo que leva outra espinafrada, dessa vez via telefone?

É possível, depois de tudo isso e mais um pouco, ter um fim de semana chamado “perfeito”?

Digo e assino embaixo:

É sim, pois Tudo é Possível!

Celular is dead

Falando em tragédias, meu celular que estava na UTI faleceu de vez.

Primeiro o visor interno apagou, depois o externo e, agora, o aparelho inteiro deu piti.

Como bom brasileiro, não copiei a agenda que ele guardava interna, possuindo apenas a do chip.

Se alguém reparar que faz tempo que não ligo. Não estressa. É porque perdi seu número mesmo.

Enquanto não compro/arrumo outro, estou com um provisório que a Dani emprestou. O número e o código continuam os mesmos