mai 30 2007
A Dama da Noite
Desde pequeno me pego envolvido com a dama de vermelho, imortalizada pela bela Marilyn Monroe e jamais achei ser possível que outra pessoa tivesse tanta delicadeza e sensualidade para que fosse capaz de igualá-la.
Que bom que me enganei!
Naquela noite, os deuses me mostraram que existia alguém e que esse alguém, era especial. Ela era cheia de charme e tinha um sorriso descomunal. Eu passava de fronte sua casa quando a vi. Lá estava ela de frente para o computador. Escrevendo desenfreadamente, como se o teclado tivesse culpa da inveja das outras mulheres.
Seu rosto era pequeno e delicado e ornamentado por óculos de grau que lhe conferiam um ar de intelectual. Seu cabelo bem tratado, liso e louro, mostrava que ela não era uma mulher qualquer. Ela era a rainha entre as deusas.
A única capaz de afrontar Afrodite e de por no chinelo a rainha do Nilo. Seus seios fartos, rijos e empinados lembravam o sonho adolescente de dez em cada dez meninos do meu tempo. Suas curvas me fizeram parar brevemente e me lembrar da espetacular Marilyn, mas, de longe, ela a superava.
Freneticamente ela passava as mãos sobre as pernas, como que se quisesse mostrar a alguém do outro lado do mundo, o que ele estava perdendo por não estar ali ao seu lado. Me questionei, sobre que homem seria capaz de deixá-la só e, que imbecil a trataria mal? Mas percebi que ninguém seria capaz de tamanha atrocidade. Eu com certeza não. Seria capaz de passar dias apenas a olhando e admirando sua beleza.
Notei que seu corpo esculpido por Deus em pessoa, era sinônimo de perfeição e que apenas poucos dedos de pessoas inteligentes e abundantemente instigantes poderiam percorrer suas curvas. Reparei que com seu sorriso ela encantava e fascinava até as paredes ao seu redor e, que um beijo seu acordaria do sono da morte até mesmo os descrentes da ressurreição.
Vi que seu cabelo sedoso e macio iluminava o ambiente e que mesmo estando sempre de frente ao micro, brincava com minha presença acanhada. Ela sentia que eu estava ali. Gostava de se sentir desejada e sabia que eu a queria mais do que uma criança, quer um sorvete em um dia longo de sol.
Rapidamente e como se quisesse me pegar no flagra, ela se levantou da cadeira, onde a esta altura estava instalada, com as pernas sobre a escrivaninha e andando pela sala, levantou brevemente seu vestido vermelho, deixando a mostra, seu bumbum, lindo e empinado, tinha uma marca impactante de biquíni, que fez meu coração bater mais forte.
Ela me provocava como se eu fosse um menino e, no alto dos meus quase trinta anos, eu me sentia como um. Nunca soube seu nome, sua idade ou profissão, mas sempre que passo por aquela casa olho para dentro afoito, na esperança de vê-la novamente, nunca consegui. Vai ver eu dormia e acordei, ou ela se foi para longe, como as estrelas e as deusas que brincam conosco, pobres mortais.
Diego Oliveira é jornalista apaixonado pelo cotidiano e grande amigo do dono do blog, que anda muito vagabundo, já que está explorando os amigos para não ter que escrever nesse frio.
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