Flash Pops Músicas Anos 80

Já faz um tempo que lançaram, mas quase esqueci de anunciar aqui.

Está no ar o novo jogo de adivinhações nostálgicas do Flash Pops. Agora para adivinhar quem são os cantores das músicas (bregas) da época.

Confesso que ainda não terminei, mas já adianto que nesse aqui estava indo bem mal.

Estrangeirismos

Para quem está cansado de estrangeirismos, como delete para lá, add para cá, briefing acolá, feedback, entre outras viadagens gringas. Esse é o vídeo certo!

Reforço o recado do cantor!

VPQP!

Como foi o melhor show da minha vida – Iron Maiden em SP


O que aconteceu nesse fim de semana, nos dias 01 e 02 de março, é daquelas coisas que vou carregar até o fim da vida. Coisas para se contar aos netos, amigos, almoços de domingo com a família, enfim, lembranças que ficarão marcadas eternamente.

A começar pelos envolvidos, meus dois irmãos mais novos, um primo que é quase irmão, uma cidade que ninguém conhece e um show de rock da melhor banda de heavy metal do planeta.

Para não deixar o texto imenso, vou pular a parte do sábado que envolve frescuras para comer em algum lugar, balada regada à tequila, caminhas extensas, passeio de trólebus (que foi destruído no final), se perder do grupo no Centro e mandar todo mundo se foder, chegar primeiro em casa e ser xingado pela turma, após horas depois.

Esse é o resumão do sábado.

Fotos do Uol.

No domingo, com todo mundo acordando tarde por causa da balada (e da pequena caminhada) do dia anterior, o jeito foi se arrumar rapidinho, ver o primeiro tempo de um jogo chocho por natureza e zarpar para o show do Iron Maiden no Chiqueirão.

Logo no metrô, começamos a observar o pessoal se encaminhando para o show, todos devidamente trajados com camisas da banda, como se fosse um uniforme único.

Destoando de todos, apenas eu estava fora da moda, usando uma camisa vermelha sem graça.

Como todo mundo estava com fome, resolvemos passar no shopping West Plaza, que fica a caminho do Palestra, para forrar o bucho. Aproveitei e comprei uma camisa preta, sem estampa mesmo, para ir ao show e me livrar da vermelhinha sem graça.

Após uma refeição extremamente saudável no Habib’s, corremos para o show.

Chegando lá, uma briga para achar o local de entrada, após dar uma mega volta no quarteirão e se perder no drive thru do McDonald’s (sem comentários), achamos a pequena fila e a expectativa aumentou.

Como sempre, o caçula sempre ficava para trás, enquanto o do meio distribuía patadas para todos os lados, mesmo assim, ao entrar no estádio, a ficha caiu ao ver aqueles milhares de alucinados: estávamos no show dos Caras.

Depois de muito empurra-empurra, encontramos um lugar e lá ficamos esperando, espremidos, no meio daquele povo de metaleiro do Brasil inteiro. O show de abertura com a filha de Steve Harris já havia terminado, tendo durado apenas meia hora. Ainda faltavam 20 minutos.

Faltando uns 10 minutos, o calor desgraçado que fazia foi quebrado por uma chuva forte que, segundo o filósofo J Rafael, vulgo irmão do meio, era a prova que Deus é metaleiro.

Se o filósofo estava certo eu não sei, mas que meu óculos embaçou, uma suvaqueira ferrada subiu e que foi uma chuva lava alma mesmo, isso não têm discussão.

De repente tudo se apagou, todos ficaram na expectativa e os dois telões do estádio começaram a passar imagens do Ed Force One desembarcando nos aeroportos do início da turnê, em seguida, Winston Churchill clamava seu tradicional discurso, enquanto imagens da invasão nazista na Europa era mostrada.

Era o início de Aces High, o Iron Maiden entrava em cena e a platéia, a plenos pulmões, vinha abaixo no Chiquirão.

Emendar, sem respirar, 2 Minutes to Midnight e Revelations mostrava que as expectativas e ansiedade sobre esse show estavam mais que superadas, era um sonho na vida real.

Nesse momento, depois do êxtase do início do show, percebi que havia perdido o caçula e o primo. Rafa continuava ali, firme e forte.

Após um papo com a galera, Bruce voltou com tudo com The Trooper, a caráter, como um soldado inglês. A multidão cantava a plenos pulmões junto com o vocalista da Donzela de Ferro.

Logo meu irmão caçula apareceu e, os três juntos, pela primeira vez, curtiam um momento em família inesquecível.

Enquanto falava do saudosismo e da relação do Brasil com a banda, desde o Rock in Rio I, Bruce, discordou do título da música seguinte. Meio que adivinhei que seria Wasted Years (Anos desperdiçados), quando um dos riffs que mais curto começou, abracei meus dois irmãos bem forte e me emocionei de estar ali com eles, sem brigar e fortalecendo esse laço que nunca foi lá muito forte e, que ali e espero que daqui para frente, seja inquebrável.

Eis que meu primo aparece, depois de ter sido carregado por quase todo o estádio, nem deu para perguntar onde ele estava, a voz de Vincent Price anunciava, com o coro de mais de 40 mil pessoas, que The Number of the Beast vinha aí.

Acho que de tanto gritar “Six, Six, Six” devo ter perdido uns pontos no céu.

Durante The Rime of the Ancient Mariner (baseado no poema de Samuel Taylor Coleridge) foram 13 minutos de som a la filme de terror e suspense, encerrando com Powerslave essa seqüência.

Após Heaven Can Wait, veio mais uma seqüência matadora, com a galera gritando a plenos pulmões Run to the Hills e, em seguida, o ponto alto da noite, onde após meu primo perguntar se cantariam aquela música, veio a introdução característica de Fear of the Dark. Quando o telão mostrou toda aquela multidão acendendo isqueiros, câmeras e celulares e, em uníssono, cantando a introdução da clássica música que, na teoria, nada tinha a ver com o show, lembrei da minha adolescência e do Rock in Rio III, onde me perguntava se veria isso ao vivo um dia. Engoli um seco de emoção mais uma vez.

Para encerrar essa série inesquecível, veio a música que batiza o grupo, Iron Maiden, junto com o boneco Eddie “Terminator” para terminar essa parte e se retirar.

Bruce se despede e todos ficam ansiosos, esperando por mais.

Confesso que já estava deveras cansado, mas se os caras tocassem a noite inteira, acho que só sairia dali carregado. O vocalista retorna e, após um bate-papo rápido com a galera, confirma que irá voltar em um ano, com explosões, fogos e luzes para “torturar-nos” um pouco mais.

Com Moonchild, The Clairvoyant e uma versão totalmente diferente e espetacular do que já ouvi de Hallowed be thy Name, Bruce Dickinson, Steve Harris, Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers e Nicko McBrain se despediram do palco do Palestra Itália.

Mesmo aguardando um segundo bis, as luzes se acenderam e estava decretado o encerramento do melhor show da minha vida.

Agora é esperar até o ano que vem e ver se eles cumprem a promessa de retornar logo, e assistir, de preferência, junto com esses que me acompanham desde que me entendo por gente.

Mesmo com a lerdeza de um e com as patadas do outro.

Valeu irmãos!

Para quem perdeu, vai uma palhinha do que acabei de falar.

Fotos do Uol.