Bye bye 2010, Bienvenue 2011!

E o ano chegou ao fim, como chamei esse ciclo que se finda no começo do ano, Vinte e Dez se foi e, num saldo para lá de mais ou de menos, foi um ano bem interessante.

Do que escrevi no dia 07 de janeiro, consegui fazer várias coisas, como finalmente ver a Fórmula 1 ao vivo no autódromo, ir em vários shows (como Metallica e Bon Jovi, os melhores do ano) e também comprei o Wii. No trabalho, as coisas evoluíram bem e, se não era o emprego dos sonhos, tenho me divertido e me adaptado bem com na função a mim designada.

A parte chata do ano é que não consegui me manter no inglês, não consegui escrever com a frequência que queria por aqui e também não viajei (o mais longe que fui, foi para Ubatuba) e nem saí como gostaria. Assim como estudar qualquer outra coisa ou sair mais em momentos de lazer.

O melhor de 2010 foi conseguir fazer quase tudo que fiz de bom esse ano ao lado da Lulu (Luzinha, Lucilene, Lu, Amor da minha vida) a pessoa que me aturará até o fim dos dias.

Para esse ano que se avizinha, já começo a mil por hora, já que em abril casamos, finalmente, e provavelmente, só pagarei os gastos de tudo que tem a ver com isso durante 2011. O que não é nada, apesar de perder Ozzy – de novo – Rock in Rio, U2, SWU, Iron Maiden e outros shows que agora não me lembro. Também não irei tanto ao Morumbi quanto fui no primeiro semestre (e a culpa nem é tanto da atual situação do time) e nem vou ver a F1 novamente.

2011 é o início do #Projeto2015, afinal, estamos abdicando de quase 100% de lazer, para bancar faculdade e cursos, claro que não viveremos só de trabalho/estudo, mas se gastávamos muito com supérfluos, isso não vai acontecer tanto ano que vem.

Sinto que atingi aquele lance de que “fiquei velho” mesmo, afinal, acho que chegou o momento de parar de pensar só em bagunça e tentar seguir o cronograma para atingir todos os objetivos que são pensados para o nosso futuro, não mais “para o meu futuro”.

E, a partir deste sábado, com o início de 2011, começa a grande trajetória daquilo que acreditamos ser o grande desafio das nossas vidas e que precisará de muito foco, planejamento, responsabilidade e disciplina, mas muito mesmo. Coisa que nunca consegui ter, mas que ao lado daquela que sempre me dá força, sei que atingir.

Enfim, ótimo 2011 para todos os dois ou três leitores fiéis que acompanham o Lua e que tenham um ano formidável.

To ficando velho

Eis que na segunda-feira houve a festa da “firma”.

Com muita pompa e circunstância, teve de tudo, show do Leonardo (que está martelando na minha cabeça até agora), cerveja à vontade, salgadinhos, celebridades, enfim, com tudo que tem direito e numa das maiores casas de show de SP.

Modéstia à parte, estava bem gatão e arrumado, mas ainda meio destruído por causa de um porre no sábado (maldita cerveja com tequila). Por conta disso, meio que maneirei demais na bebida e, pasmem, até nos salgadinhos, já que meu estômago estava pior que as florestas de Israel no momento.

Deveria entender isso como sinal, pois o barulho meio que me incomodava e aquele mundaréu de gente também, como se tivesse meio perdido no ambiente.

Quem me conhece, sabe que sempre curti festas, baladas, barzinhos, enfim, sempre gostei de sair e ficar até tarde curtindo até o último momento. Durante a festa, fui pego “pescando” e “bocejando”, o que talvez tenha ocasionado a pergunta de um colega: “Quer ir embora, Marcão?”.

Aquilo foi o atestado de que realmente estou ficando velho. Apesar da minha negativa na resposta, após meia hora saímos e, por volta das 3 da manhã já estava em casa, com a minha rainha do baile em seu oitavo sono, mas retribuindo meu beijo de chegada. Capotei e, no dia seguinte, mesmo acordando um pouquinho mais tarde, sentia todas as articulações doendo (nem dancei ou me mexi) e a cabeça estranha (não era ressaca), me sentindo irritado.

Hoje já é quinta e, certeza, ainda sinto os estragos da festa (potencializados pelos abusos de sábado), o que me leva a crer que só pode ser a idade chegando. Se antes podia sair na quinta, sexta, sábado e até domingo, e ir trabalha na segunda praticamente zerado, hoje, qualquer diazinho que eu resolva ir além das duas da manhã, independente do que esteja fazendo, e já me sinto mal o resto da semana. Se eu sair na sexta, sábado e domingo são reservados para recuperação total, praticamente dormindo o dia inteiro.

Triste afirmar isso, mas to ficando velho!

11 Anos

“Olá amigo, tudo bem?

Faz tempo que não nos falamos, né. Sei que nunca mais te visitei, aliás, desde a nossa despedida, acho que nunca te visitei. Tentei uma vez, mas como você deve ter notado, não achei seu lugar de descanso. Não fique bravo, eu evito visitar o lugar onde você porque você sabe que não me sinto bem em ir.

11 anos se passaram…

Não vou cair no clichê que o tempo passa rápido, mas é engraçado notar que sua memória ainda está tão viva, de tal forma que ainda lembro daquela quinta-feira (não lembro se foi dia 21 ou 28) chuvosa de outubro onde, ao contrário do que sempre fazia, só passei com a minha mãe e dei um oi rápido. Você perguntou se eu iria operar das costas e se estaria pronto para a temporada de verão daquele ano. Não sei se por conta do tempo e da sua preocupação com meu estado, não estava tão palhaço como normalmente estaria. Engraçado que nem cheguei perto de uma mesa de cirurgia.

Como tinha um trabalho para fazer, acabei indo embora rápido, enquanto minha mãe foi para casa. Estranho lembrar os detalhes desse dia. Outra vez cairei no clichê do ‘se soubesse o que aconteceria, teria ficado e falado mais’. Aliás, lembra que sempre ia de carona com você e o tranqueira? Justo nesse dia, tive que ir embora mais cedo.

Na escola, naquele dia, apresentamos o trabalho e depois fomos liberados mais cedo, por causa da chuva, a galera não quis ir até a Pracinha, como sempre fazíamos, e fui embora direto. Hoje penso que ainda bem, já que provavelmente veríamos o movimento na sua casa e a tristeza chegaria mais cedo.

Sabe, lembrar isso não é legal. Gosto de pensar, apesar de não servir de muita coisa, como seria se você ainda estivesse aqui com a gente. Será que você faria o curso de administração que cogitou fazer na Unaerp? Como seria compartilhar da vida acadêmica com você, apesar dos cursos diferentes. Será que perderíamos o contato? Será que hoje você estaria me zoando por conta do meu casamento, já que me aloprava por causa das minhas desventuras amorosas da época? Aliás, provavelmente você seria um dos padrinhos e, com certeza você ia gostar da Luzinha, provavelmente me zoando na frente dela e, depois, falando como eu sou um cara responsável, legal, gente fina… essas coisas que você sempre fazia.

É, vários ‘se, se, se…’ só posso falar que você é um amigo que faz falta, afinal, foi um dos meus primeiros chefes, conselheiro e, apesar, de me zoar na frente de todo mundo – muitas vezes merecido, é verdade – me defendia e sempre me apresentava como seu “braço direito”. Ensinava as coisas da banca, conselhos, enfim. Quase um irmão, inclusive para os meus irmãos.

É cara, pensar no como seria com você aqui é foda. Toquei a vida, mas toda vez que eu passo naquela esquina daquele quarteirão que tanto influenciou na minha vida, na Enseada, dá um aperto no peito e um nó na garganta. Lembrando das risadas, histórias, projetos, zoeiras. É foda.

Enfim, me despeço, rindo e com algumas lágrimas, já que provavelmente me zoaria com esse texto, achando que tá “gay” demais.

Abraços Ademir, um dia nos veremos e colocamos o papo em dia, espero que com cerveja open bar aí onde você está.

Acho que, na história desse blog, esse é o texto mais procrastinado de todos os tempos por mim. Era para escrevê-lo no ano passado, por conta da data redonda, mas acabei deixando para depois, adiando… E bem, fez mais um ano e, ainda por cima, passou mais um mês além da conta. Acho que por ser difícil escrever sobre um amigo próximo, que acabou deixando este mundo cedo demais, acabei por meio que evitar falar sobre isso. Fica aqui minha carta a ele.