Desanimado com o Jornalismo

Ah, o desânimo…

Como notaram por aqui, faz tempo que não escrevo algo a la bate-papo. Aliás, até no twitter, onde falava para caramba, dei uma diminuída nas bobagens que escrevo.

Ironicamente, achei essa imagem no R7 e é justamente do tipo de jornalista que queria ser, de guerra.

Quem me conhece, sabe o quanto gosto de escrever e falar bobagem, mas o ato de escrever tem sido uma espécie de martírio, já que me lembra que não seguirei com o sonho de ser jornalista, coisa para a qual estudei e me preparei nos últimos 12 anos.

E nem é por conta de ter fracassado na profissão ou ser ruim demais, é o desapontamento com o jornalismo mesmo, que vai dos rumos que a profissão tomou, em todos os níveis, passando pela remuneração e o pouco tempo que acaba sendo reservado à família, caso queira ganhar razoavelmente… razoável.

Não, não escreverei mais sobre isso agora, estou adiando o derradeiro texto, pois no fundo sei que quando escrever, estarei rompendo de vez com isso. Pode falar o que for, mas ainda me considero um Jornalista. É o que está escrito naquele diploma que levei quatro anos para conquistar e que foi orgulho de minha mãe, família e amigos.

Só sei que está chegando a hora de, finalmente, romper com a profissão e me considerar outra coisa, seja lá o que for.

Infelizmente, por mais que esteja gostando do que ando fazendo, isso me dá um desânimo…

Programação de cursos de Mestrado e Doutorado em Buenos Aires!!!

Queridos amigos (as);

Recomendo o curso de Mestrado em Negócios Internacionais, caso tenham interesse favor entrar em contato ou através do site informado no texto.

Um forte abrço.

Daniel Bonilha.

 

Prezado (a) Senhor (a),

Em nome do Presidente do ILAE, Embaixador João Clemente Baena Soares, vimos apresentar-lhe a Programação de cursos de Mestrado e Doutorado em Buenos Aires. As turmas iniciam em julho de 2012.

As inscrições com descontos estão abertas até 31 de maio. Maiores informações acesse o site www.ceinter.com.br

Cordialmente,

Profª Dalva Martins
Vice-presidente Executiva
Telefone: 21 3415-3508

Presente dos Dias das Mães Inesperado

Dona Lúcia Feliz acompanhando o seu Time ser Campeão.

No último domingo, dia das mães, após um início complicado, com brigas entre os Bonilhas, levamos a dignissíma D.Lúcia, mãe dos Bonilhas para viver um dia das mães diferente: acompanhar o Santos, seu time do coração no jogo decisivo do Paulista 2012. A última vez que ela tinha visto o Santos ao vivo, o Pelé era um garoto recém – saído das fraldas.

O combinado era sair cedo no domingo do Guarujá para poder chegar em SP por volta das 13 horas e poder chegar no estádio com tranquilidade. Bem, esse era o combinado, como com a Dona Lúcia, se não tiver pelo menos 1 hora de atraso, não é a D. Lúcia. Saí de casa cedo, pois tinha jogo decisivo (quartas de final da libertadores católica do Guarujá de futsal :P) às 09 da manhã, já sabendo que chegaria em cima da hora em SP. Ao sair, D. Lúcia já acordada, arrumando as coisas para subir, pensei: “Pelo jeito vai chover até transbordar o Morumbi, ela já está de pé e arrumando as coisas, vai chegar no horário ou até cedo”. Pensamento que viria  a se tornar totalmente furado mais tarde.

Acabado o jogo, classificado e feliz, ligo para ela para contar o feito histórico (Corinthians, já estou na semi, coisa que você não chegou ainda, rsrs). Eis que me atende assim: ” E daí, estou aqui na Ponta da Praia esperando o corno do seu irmão que me ligou às 09 falando que estava indo para casa, me atrasou toda e agora estou a quase uma hora e meia esperando aquele merda. E cade você, já está chegando? Pois cansei de esperar e vou embora, vocês que se f…” Nota-se que ela estava bastante “feliz” com a situação toda. Falei que estava a caminho, cheguei no ponto de ônibus, com apenas uma senhora, pergunto para ela: ” Já passou algum 77?”, ela responde: “Estou a quase 20 minutos aqui e não veio nenhum”. Fiquei preocupado, era 10:35 e estava no  Guarujá ainda.

Toca o celular, o Daniel na linha, preocupado: ” Cadê você? Acabei de chegar e tem um ônibus que vai sair às 11, você consegue chegar em tempo? Se sim, eu compro a sua passagem”. Diante desta proposta, não pensei duas vezes e fui para o ponto de táxi e peguei um, o tiozinho super tranquilo: ” Em 10min você está no terminal, não se preocupe”. Chegamos em 15min e na sorte que consegui pegar a barca, chegando na Ponta da Praia exatemente 11 da manhã, ônibus ligado e pronto para sair.

D. Lúcia brava com todo mundo, embarcamos rumo a Sampa rezando para que o motorista fosse daqueles que faz Santos – São Paulo em 45 min e ainda comenta que demorou para chegar. Infelizmente não foi o caso, chegamos no Jabaquara 12:50 e com Dona Lúcia cada vez mais nervosa: “Vamos chegar tarde no seu irmão, temos que comer e não podemos sair tarde de lá”.  Graças a Deus, o metrô foi rápido e chegamos no Santa Cecília às 13:30, para variar o Marcos não tinha comida para a nós e muito menos disposição em preparar alguma coisa, a sorte foi a feira que estava acabando e comer um pastel gelado com um caldo de cana de procedência muito suspeita.

Alimentados e dispostos, fomos em direção ao estádio, chegando lá um clima de festa por parte dos santistas, e de preocupação por nossa parte, pois o Daniel não tinha ingresso e ia tentar comprar de um cambista, mas tinha que ser da torcida do Guarani, já que era o que compramos por falta de opção. Encontrado o primeiro cambista o cara me faz a seguinte proposta: ” 1 por R$ 100 e 2 por R $150″. O Daniel, que tem uma criação de escorpião na carteira, da espécie mais venenosa do mundo me solta a contraproposta: “Tenho só R$ 70, aceita?” O cambista, sem muita escolha, aceita. Detalhe: O Marcos pagou R$ 60 em cada um, então o Daniel não saiu tanto no prejuízo.

Chegada ao Estádio, nota-se a tranquilidade para poder entrar.

Resolvido o problema do ingresso, enfrentamos uma verdadeira multidão para entrar nele, depois de entrar, fomos parar na arquibancada amarela do  Morumbi, sendo que os ingressos era para a arquibancada vermelha, coisas do futebol. Um frio daqueles animava ainda mais a gente para o jogo, detalhe: Dois sãopaulinos, um corinthiano, esse que vos escreve e uma santista no meio da torcida do Santos. O que não fazemos para ver a nossa mãe sorrindo…

Começa o jogo e vemos um Santos achando que decide a qualquer momento e um Guarani guerreiro, indo pra cima. Na arquibancada, D. Lúcia empolgada cantando e pulando sem parar, Marcos e Eu tirando foto e postando no Facebook e Daniel, Daniel esticando o braço quando a torcida esticava e não dizendo uma palavra, com uma cara de enterro. Esse estava curtindo o momento :P.

O Marcos, para disfarçar, cantou todas as músicas, errado é claro, e eu fiquei no simples e sem erro: “Santos eooo, Santos eoooo. Estando em território estranho, tem que disfarçar da melhor maneira possível. Durante uma reposição e outra, eu, Marcos e os demais torcedores fazia uma análise profunda da qualidade das gandulas, eis que em uma desta análises, falando sobre o quase choque entre duas gandulas na disputa de bola, eis que o Daniel me solta: “Poxa, vocês viram o pastor alemão da Polícia, que bonito”. Sãopaulino, no Morumbi, não poderia esperar outra coisa…. Segue o jogo como diz o Milton Leite, no gramado Santos ganhando de 3 x 2 e Dona Lúcia mais do que feliz de estar vendo o Neymar destruir a zaga do Guarani. Meu, quando tiver saco, monto um time no PES 2012 com Neymar, Messi, Iniesta, Xavi e no ataque pode ser o Adriano mesmo, afinal com um meio de campo destes, até eu no ataque faço gol fácil, fácil.

D. Lúcia com os Bonilhas: Marcos e Daniel no estádio durante o jogo.

Termina o jogo, Santos 4 X 2 e campeão, D. Lúcia feliz da vida e começa o martírio para voltar para casa, ou melhor para o apartamento do Marcos no Santa Cecília. Antes de ir para lá, passamos no Walmart para comprar a janta e com isso evitar ônibus lotado. Chegamos no Santa Cecília quase 21 horas, mortos com frio e com sono, muito sono, pelo menos eu. Mas com o dever cumprido, pois D. Lúcia estava radiante e falando a todo instante: “Meus meninos me levaram para o jogo e ver meu time campeão”. Apesar dos sufocos, valeu a pena dar um presente diferente para D. Lúcia, uma mulher que nos ensinou e nos ensina muito com sua alegria, determinação e garra. Agora se virar para pagar a aventura.

Abraços,

Rafael Bonilha.