Amigos, amigos, confissões à parte

E aí que são altas horas da madrugada, não tem cerveja para beber, dei um pau no sobrinho no Wii e, por enquanto, ao contrário dele, não estou com sono. Deu vontade de blogar um pouco. Como escrevi antes, isso vem sido algo raro, então é bom aproveitar quando dá vontade. E, como há algo que vem corroendo por dentro, então é melhor colocar para fora.

Essa semana me chateei muito com um fato que não vem ao caso e que já está, digamos, se superando. Por conta do que houve, cheguei até a fazer algo que nunca imaginei que faria, o qual sou totalmente contra, que é proteger os tweets contra terceiros, o popular ‘trancar o twitter’. De tabela, bloqueei uma pessoa querida, a qual nunca imaginei no universo que bloquearia. Ou seja, para meus padrões de tolerância, foi bem grave.

Enfim, como já disse, estou superando, mas há um porém que, infelizmente, acontecerá e que é bem chato de minha parte. Perderei um pouco da minha espontaneidade com a pessoa, já que não falarei tudo que falava com ela, bem como me policiar quanto aos assuntos que tocar. Nada que seja grave, já que acho que ela era última pessoa com a qual tinha 100% de assuntos a falar. Nem com os melhores amigos e parentes do peito tenho tal espontaneidade, já que um ou outro sempre deu alguma mancada do tipo.

Exemplo. É normal comentarmos de amores que dão errado com algum(ns) amigo(s), mas naquela de rir um do outro e com uma tirada de sarro aqui ou acolá. Mas a partir do momento com ele começa a te sacanear contando para tudo quanto é lado, inclusive para estranhos e até para alguma potencial pretendente, então é melhor dar um toque nele, se insiste na tiração, para de contar o que rola na sua vida amorosa. Como sempre fui sarrista, acabei por sempre ter que parar de contar minhas desventuras amorosas, já que o pessoal achava que era algo que era bom de contar, por exemplo, no microfone antes de um seminário de faculdade ou naquele videokê cheio de gente.

Outro exemplo é quando alguém conta algo sobre a vida alheia (a popular fofoca, comum entre mulheres) e, após o pedido de sigilo, descobrir que a empresa inteira, mais a pessoa alvo da maldade, sabe no dia seguinte. Esse não passei, mas ao notar que alguns amigos gostavam de contar sobre a vida alheia, restringi as informações sobre a minha.

Deve ser comum isso, mas é chato você não poder tocar em tais assuntos porque você pode se prejudicar ou se estressar no futuro porque tal pessoa não sabe lidar direito com aquilo que foi confessada à ela. Pesquisando na memória acho que só um primo que posso falar tudo de qualquer assunto, mas ainda assim, acredito que apenas 98% de tudo.

Enfim, abri meu twitter novamente e, assim que a raiva – que ainda não passou – da pessoa passar, a desbloqueio também.

Infelizmente, provavelmente nosso relacionamento não será mais como antes.

É uma pena. Pelo jeito, se eu quiser desabafar, contar minhas trapalhadas, foras, flertes, projetos e o que for mais, terei que ter um amigo para cada assunto, já que dependendo do que for, poderei ter sérios problemas. O que é chato para cacete.

2 thoughts on “Amigos, amigos, confissões à parte

  1. É em tempos como este que reparamos o quanto é difícil tocar a vida. Eu costumo imaginar que compartilhar algo com alguém é mais ou menos dividir algo que está maior do que conseguimos suportar e quando não podemos subtrair este peso vem aquele sentimento de solidão. Ao menos é assim que sinto. Espero que as coisas melhorem por ai. O tempo costuma amenizar a dor, a raiva, entre outros.

    • Oi Mayumi, desculpe a demora em responder.

      Realmente, também penso assim, tanto que acredito que se você não colocar aquilo que te aflige para fora, isso acaba te corroendo, por isso que nunca tive problemas do tipo e acabei tendo um tipo de pessoa para falar de cada assunto.

      As coisas melhoraram e já me acertei com a pessoa.

      Beijos e valeu pelo comentário

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