12 anos e 2 anos!

Eis que abril está indo embora e, apesar do aperto para ajustar as finanças, posso dizer que foi um dos melhores meses dos últimos tempos, mesmo estando em férias praticamente caseiras.

Explico, neste mês completei, respectivamente 12 anos de união e 2 anos de casado com Lucilene e, ao contrário do que sempre ouvia, a TV prega e, algumas rodas de amigos comentava, foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida.

S2

Melhor foto!

Lu não é simplesmente só minha esposa. Ela é minha companheira, amiga, confidente, amante, enfim, tudo! Entramos em frias juntos, compartilhamos de momentos mágicos juntos e passamos por toda e qualquer situação, seja boa ou ruim, juntos.

Claro que há brigas, óbvio que de vez em quando nos desentendemos e, certeza, que há dias que um quer estrangular o outro, mas nada que não dure nada além de um sorriso, um pedido de desculpas e aquele momento mágico de reconciliação que fortalece ainda mais a relação.

Uma das coisas mais acertadas que fiz na minha vida, foi casar com a Lu e construir esse caminho juntos, caminho esse que, quem sabe em breve, possa ter a participação de mais uma ou duas ou três figurinhas, não é mesmo?

Algo que, por enquanto, ainda não está nos planos (calma galera!), mas já estamos planejando para providenciar assim que possível.

Enfim, só escrevi tudo isso para mostrar o quanto amo essa mulher e o quanto ela é importante para mim!

Te amo Lu!

Mais um aniversário e daí?

Esse aniversário foi “estranho”, talvez por não estar tão na vibe de comemorar os 31 anos ou, sei lá, talvez esteja certa aquela definição para lá de besta de que “depois dos 30, não se comemora, só lamenta”.

Como acho essa última meio forçada, fico com a primeira opção.

Chato desperdiçar a chance de comemorar o aniversário num sábado (ano passado foi ducaralho), mas, realmente, não estava lá com muito clima de fazer qualquer coisa ontem.

Alguns meses de idade

Já fui lindo.

Aquela coisa de ver que certas coisas não deram certo, notar que viver de renda com uma mansão, um carrão e a mulher gostosa aos 30 não deram muito certo, com exceção da mulher, que a cada dia que passa está melhor do que nunca.

Enfim, negócio é trabalhar cada vez mais, continuar jogando na loteria (proj. Cido), estudar e ir tocando o futuro, com mais pé no chão e menos sonhos, já que apesar de sonhar ser muito bom, chega a atrapalhar na hora de fazer as coisas com a cabeça.

E vamos ver como será esse ano XXXI…

Morre Chorão e parte da minha adolescência

Era o fim de 1997 e, como de praxe, ia de carona com um falecido amigo para escola falando sobre as perspectivas da temporada de verão, no rádio, de repente, entra “O Coro Vai Comê” que, na hora, virou minha música preferida por conta do rock nacional diferente que ali se apresentava.

Quando a música acabou, meu amigo tirou da Enseada FM e, sei lá porquê, colocou na Jovem Pan, passou um tempo e, do nada, entrou “Proibida para Mim”, para minha surpresa, da mesma banda da música da outra rádio, que era mais voltada para rock mesmo.

Melhor capa de disco deles.

Melhor capa de disco deles.

Na hora virei fã da banda por tocar músicas de diferentes maneiras, uma semana depois, com meu salário mínimo, comprei o CD, que ouvia direto.

Passado um ano, nunca sobrava grana para ir a um show, no começo de 1999 já bem famosos e com “Zóio de Lula” tocando a mil nas rádios, é anunciado um show no Caiçaras Clube, junto uma grana (sem a passagem de volta de Santos) e vou com um amigo que nem tenho tanto contato hoje, lá encontro mais alguns amigos e, sem brincadeira nenhuma, vejo o show mais legal que já vi na vida de uma banda nacional. Como sempre, não peguei ninguém, meu amigo se deu bem e voltamos a pé, dali da divisa até a ponta da praia, felizes da vida com aquele puta show que vimos.

Depois, o Charlie Brown Jr ficou mais comercial (Malhação e para tocar na Jovem Pan sempre) e eu comecei a curtir mais metal (Sabbath, Metallica, Slayer, Iron Maiden, etc. Depois viria outra fase, mas é outra história), mesmo assim, ainda fui em mais uns 3 ou 4 shows dos caras, inclusive como profissional. Infelizmente nunca entrevistei o Chorão, apenas o Pelado/Champignon/Marcão.

Em 2002 ou 2003 ainda comprei o Acústico MTV, na minha opinião um dos melhores (Titãs, Ira!, Cassia Eller, Zeca Pagodinho e Engenheiros juntos), passado um tempo, a banda “acabou” e meio que desencanei de vez do Charlie Brown, mesmo depois que voltaram dia desses aí.

Mesmo assim, é daquela bandas que marcaram sua adolescência, seja boa ou ruim, nem o Caiçaras, daquele show épico existe mais, aliás, um dos amigos daquele show mora no condomínio que tem no lugar.

Chorão não era gênio, poeta, nada, mas era um cara meio que com síndrome de Peter Pan e que, mesmo no auge do sucesso, tinha apenas no skate sua verdadeira paixão. Ainda assim, foi um dos últimos do rock nacional a fazer algo diferente e divertido, tocando uma geração com um pouco de protesto, carente nos dias de hoje, e, também, falando de músicas para “pegar umas minas” ou daquelas que são “proibidas para mim”, totalmente nada a ver com essas “músicas” de Restart, NX Zero ou outras merdas que nem mesmo a molecada de hoje gosta muito.

Foi-se um cara de 42 anos totalmente perdido depois de um divórcio e que aparentemente não aguentou o baque e a depressão que isso causa. Contraditório demais um problema comum nos 40, mas para um cara com cabeça de 18. Forte demais.

Enfim, como disse, não achava gênio, mas reconheço que agora o Chorão faz parte da história do rock nacional. E, infelizmente, junto com o Chorão, vi que morreu também parte da minha adolescência.

Vá em paz “TCHARROLADRÃO”!

2013: Ano da Conquista

Sei que abandonei de vez isso aqui e ainda estou pensando se renovo ou não o domínio e se já não mato o blog de vez. Como só de pensar em fazer isso, já me dá um aperto no coração, acabo deixando para lá, mesmo que fique abandonado, mas com seu arquivo ainda vivo por aqui.

Metas

Mas, mudando de assunto, não sei se farei uma retrospectiva como tenho mania de fazer, como sempre deixo acumular uma porrada de coisas porque quero fazer uma primeiro e, depois, não faço nada, farei diferente desta vez, indo direto ao assunto que deu na telha de escrever.

Nos últimos dois anos, batizei cada ano de acordo com um fato marcante pessoal. Se 2011 foi o ano da união, ano passado foi o da mudança, para este 2013 que acabou de chegar, espero e vou perseguir como ano da Conquista.

Para isso, listei algumas coisas, por ordem de lembrança, que perseguirei este ano:

Pós-graduação (prioritário)

Chutar o Santander (2x, mas se for um logo de cara, tá beleza)

Inglês (é, de novo)

Voltar a guardar dinheiro

Previdência privada (não confundir com o anterior)

Comprar ou financiar um imóvel (segundo semestre ou só 2014)

Carro (o mais desnecessário e ao mesmo tempo o mais arriscado de ir num embalo que pode rolar de acordo com as adversidades)

Perder a barriga (risos).

Enfim, poucas coisas, mas com cada uma envolvendo certa complexidade que pode envolver perseverança, dinheiro e vontade, ou ambos. Inglês já começo agora em janeiro, a pós depende de uns detalhes, assim como chutar o Santander e ver se acerto com a Caixa, resto depende do sucesso desses.

Torçam por mim e ótimo 2013 para todos nós!

Eleições 2012 – Passei longe da festa da democracia

E vamos chegando, tirando o pó, as teias de aranha e tudo mais que tem por aqui. Como tá muito sujo, já que era muito tempo sem entrar por aqui, vou puxar a cadeira, acostumar com o ambiente, assoprar o pó da máquina de escrever e rezar para a rinite não atacar.

Hoje foi a famosa “Festa da Democracia”, aquela que o cidadão tem a chance de fazer valer a tal de “Ficha Limpa” e tirar realmente quem não presta do lugar que não merece. Infelizmente, nêgo mal sabe para quê serve um vereador, imagine ter noção para votar, afinal, para muitos, “é só mais um dia perdido onde somos obrigados a votar em ladrões, etc, etc, whiskas sachê”.

Já pensou, lá nos confins do Maranhão, nêgo com dedo de outro para votar? LOL

Foda, mas não é sobre isso que vou falar.

Esse ano acabei falhando, pois não transferi meu título para SP, acho de extrema importância votar e, se possível, encher o saco desse povo que se acha deus quando está lá, sendo que, na real, eles que tinham que nos tratar como deuses. Mancada minha, mas é algo que vou corrigir assim que liberarem.

“Marcos, você bem que podia fazer seu exercício de cidadania e ir lá em Guarujá votar, afinal, sua família ainda vive la”.

Justamente, mas quando escrevi esse post em 2008 não pude deixar de notar que as coisas não mudaram muito. Até cheguei a pensar em ir só votar para tentar tirar a Professora de lá, mas tendo em vista que o cara que gostaria que assumisse esse lugar não está mais entre nós e que gastar R$100,00 só para votar numa cidade que quero que se exploda não seria lá uma ideia muito inteligente, resolvi ficar por aqui por SP mesmo. Ainda “sequestrei” meio que sem querer (querendo) três eleitores, para passar o domingo aqui com a gente. Só fomos lá justificar, rapidinho, e voltamos para casa para curtir um domingo agradável.

Para quem acha que fiz um desserviço à democracia, em 2008, sem brincadeira, devo ter arrumado, por baixo, uns 30 votos para a atual prefeita e, uns 15 ou mais, para um dos vereadores que, pelo que me contam, também foi uma puta decepção. Isso tudo só no caminho entre a casa da minha mãe e a escola onde voto (cerca de 3 km). Numa conta idiota, a cada km, arrumei 10 votos para ela, sem ganhar nada em troca, só para tirar um governo a la Maluf e confiando num projeto de mudança.

Enfim, hoje vejo que não mudou praticamente nada, pode não ter o governo a la Maluf, mas é algo que foi pouco, mas bem pouco, comparado ao que esperávamos. Se tinha um pouco de raiva e até queria fazer campanha contra para tirá-la, achei melhor simplesmente ficar em casa, não me comprometer com nada em relação a Guarujá (sério, o rival dela, com chances, é o cara que fiz questão de tirar de lá), logo, era a boa e velha discussão de “Quem é o menos pior: a que deixou a desejar ou o Maluf caiçara? Preferi ficar de fora disso.

Vendo as pesquisas e levantamentos finais, estou até torcendo para ela resolver logo, pois não quero ter que sair de casa para justificar de novo, já que não tenho a mínima vontade de descer a serra só para escolher um prefeito de uma cidade que não é mais minha.

Na verdade, estou aqui digitando lamentando de não ter entrado nas discussões Serra x Haddad x Russomanno, essa sim, uma eleição que pode mudar muita coisa, inclusive no cenário nacional.

Para encerrar, espero que os poucos leitores que sobraram, tenham escolhido o candidato que melhor lhes representa e, mais importante, o cobrem depois. Isso sim, uma coisa que tem que mudar logo nesse Brasil.

O dia em que quase morri com um copo d´água

Ah, aquele velho e bom post do último dia do mês.

Aliás, mês esse que passei por uns perrengues na última semana que posso dizer, sem medo, que quase bati as botas. Pior, de forma estúpida em uma delas.

Terça da semana passada e, como sempre faço todo dia, cheguei no trabalho, fui ao banheiro e, na volta, beber uma água. Com a copa vazia, eis que, virando o squeeze de uma vez, sei lá como, engasgo com o líquido inodoro e insípido. No susto, dou uma puxada de ar que complica ainda mais minha situação, puxando uns 100 litros de água. Na hora, expelo toda a água e começo a tossir sem parar. E bem alto, botando terror na Polimport.

Vital, mas pode ser mortal. Pelo menos para quem é meio burro. =P

Só que um mero detalhe, coisinha à toa, piora a situação: não conseguia puxar o ar.

Não sei como descrever, mas ali percebi como que um afogado deve se sentir. Pois tentava, desesperado, puxar o ar, levar para os pulmões a coisa mais básica para a sobrevivência e não conseguia. Só um chiado que não resolvia nada. Desesperado, noto minha mão mudando de cor e o suor frio.

Quando vou correr para o corredor (se é para cair, que caia com o povo olhando para chamar ajuda logo), dois colegas de trabalho aparecem, perguntando se está tudo bem. Sei lá porque, recupero o fôlego, o coração acelerado volta ao normal e as gotas de suor escorrem pelo rosto.

Mesmo com água ainda na garganta, tava tudo voltando ao normal.

Falo para os colegas que, agora, estava tudo bem e agradeço a preocupação. Vou para minha sala e todo mundo me olha com surpresa, perguntando se era eu o responsável pelo “escândalo” de a pouco. Com minha colega de baia falando que estava todo molhado de suor.

Falo o que aconteceu e, até semana passada, era o assunto da empresa, o cara que quase morreu bebendo água. Digno do famoso Darwin Awards.

A outra quase-morte conto depois.

Na mesma

E passou mais um mês e, mesmo com o reforço dos “novos” colaboradores, o blog passou em branco.

Pensando seriamente em deixar isso aqui de lado, ou começar a tomar vergonha na cara e escrever, pelo menos, uma vez por semana.

Enfim, vamos ver se julho vai ser mais tranquilo…

Desanimado com o Jornalismo

Ah, o desânimo…

Como notaram por aqui, faz tempo que não escrevo algo a la bate-papo. Aliás, até no twitter, onde falava para caramba, dei uma diminuída nas bobagens que escrevo.

Ironicamente, achei essa imagem no R7 e é justamente do tipo de jornalista que queria ser, de guerra.

Quem me conhece, sabe o quanto gosto de escrever e falar bobagem, mas o ato de escrever tem sido uma espécie de martírio, já que me lembra que não seguirei com o sonho de ser jornalista, coisa para a qual estudei e me preparei nos últimos 12 anos.

E nem é por conta de ter fracassado na profissão ou ser ruim demais, é o desapontamento com o jornalismo mesmo, que vai dos rumos que a profissão tomou, em todos os níveis, passando pela remuneração e o pouco tempo que acaba sendo reservado à família, caso queira ganhar razoavelmente… razoável.

Não, não escreverei mais sobre isso agora, estou adiando o derradeiro texto, pois no fundo sei que quando escrever, estarei rompendo de vez com isso. Pode falar o que for, mas ainda me considero um Jornalista. É o que está escrito naquele diploma que levei quatro anos para conquistar e que foi orgulho de minha mãe, família e amigos.

Só sei que está chegando a hora de, finalmente, romper com a profissão e me considerar outra coisa, seja lá o que for.

Infelizmente, por mais que esteja gostando do que ando fazendo, isso me dá um desânimo…

Trintão!

Pela primeira vez (acho) não publico um texto de aniversário na data exata. Chega a ser estranho, ainda mais numa data, digamos, especial, pois deixei os “Anos 20” e entrei nos “Anos 30”.

Repetindo:

30 anos!

Engraçado como há 10 anos, quando fiz 20 e estava na faculdade sonhando em conquistar o mundo e tudo mais, nunca imaginaria trabalhando no que eu trabalho e casado,sendo totalmente caseiro.

Se antes pensava nas baladas, TCC, todas as mulheres do mundo e, principalmente, em ter o mínimo de responsabilidade possível, hoje, já penso nos cálculos para comprar um carro, uma casa, com quantos anos quero ter meu primeiro filho, na pós que devo começar em breve e nas contas que nunca param de chegar.

Além da música ruim, teve até bolo!

No famoso review que sempre faço do ano que passou, não fui a nada de marcante como no Ano XXVIII. Não fui em shows, teatros, passeios. Nem em cinema eu fui! “Apenas” casei! Uma das melhores coisas que fiz na vida! Também ganhei na Mega Sena da Virada, mas o pedido saiu errado e “só” acertei a quadra, ganhando, se não uma mixaria, mas algo que só serviu para cobrir o rombo do especial. Digamos que comprava o PS3 e uma TV de 22 polegadas.

Aliás, a cada dia que passa, mais apaixonado eu fico pela Lucilene. E olha que já estamos há quase 5 anos convivendo juntos, mas sem nunca perder a chama da paixão e como se fosse o primeiro dia que a conheci.

Estamos erguendo os tijolinhos para construir isso que chamamos de “vida juntos”. Não temos ideia de quando vai vir o carro, a casa, o filho e até o PS3! Mas aos poucos, vamos pavimentando esse caminho. Sem sustos, sem afobação e sem fazer loucuras que possamos nos arrepender depois.

Talvez, a única coisa ruim do ano passado foi ter rompido, ou melhor, ter parado de falar com uma pessoa especial para mim. Mas, ao contrário do que acontece com a maioria. Eu valorizo as pessoas pelos momentos felizes que elas compartilham comigo e não nas dificuldades (quer dizer, valorizo também, mas guardo mais os momentos de alegria) e, infelizmente, no momento mais feliz da minha vida, essa pessoa resolveu que não deveria participar. Como foi a terceira mancada grave, botei no gelo. Pelo menos até ela resolver vir trocar ideia comigo e não ficar de recadinhos ou agindo como se nada tivesse acontecido.

Desculpe, divaguei.

Enfim, o grande momento da celebração desse início da “Era 30” foi com a família e os amigos – daqueles que posso inserir na categoria “Família – cantando e celebrando muito num karaokê aqui de São Paulo.

Faltaram algumas pessoas importantes, que infelizmente não puderam ir, mas meu amor Lucilene, minha mãe Lúcia, meus irmãos Rafael e Daniel, junto com as namoradas Cris e Thalita, meus velhos amigos Paulo e Diego, com a noiva Amanda, e os amigos mais “novos”, Lilian, Filipe, Márcia, Rafael, Johnny, Gabi, Eric, Gabi, Gaia, Leão, Nathália, Théo, Lilhá, Nayara e Ronaldo, que conheci aqui em São Paulo, mas levo no coração como se conhecesse desde o jardim de infância, estavam todos lá para agitar a “festa”.

Emocionante e bom saber que sempre poderei contar com essas pessoas (e mais algumas) faça sol ou faça chuva para poder sair e dar risada ou para lamuriar e reclamar da vida.

Talvez a música do Fábio Jr. (depois regravada pelos saudosos Raimundos) já nem faça mais sentido para mim, mas posso dizer que tentarei manter sempre esse jeito besta de ser, que marcou meus anos 20, para ser cada dia uma pessoa melhor e mais responsável nos anos 30.

Que venha o 31!

PS: Incrível como sempre mudo o título quando copio para o WP.

Férias no Nordeste – Até mais, e obrigado pelos camarões

Enquanto os novos integrantes não estreiam, vamos para a parte final das “Férias no Nordeste”.

Acordamos de madrugada e rumamos para o “ponto”, onde o “Pinga” (de pinga-pinga) já nos esperava para rumarmos para Natal.

O Pinga (sem aspas, vai assim mesmo) é um ônibus intermunicipal a la Itapemirim que sai de Areia Branca e vai para Natal diariamente. São seis horas de viagem, o que já seria cansativo em um ônibus preparado para esse porte, o que não é o caso do Pinga.

Quase isso...

Esse ônibus é o que batizei de “meldeos, é hoje que me fodo”, pois o dito-cujo é de assustar. Bancos com estofamento rasgado, luzes do teto queimadas ou faltando, painel do motorista com falta de botões e instrumentos quebrados, lataria amassada, enfim, negócio era bravo. Para se ter uma ideia, inocente, perguntei do cinto de segurança e o motorista deu risada.

Não podia ficar pior.

Mas ficou.

Apesar de ser seis horas de viagem, o povão que o ônibus pega em cada esquina (daí o apelido “pinga”, pois ele pinga em tudo quanto é canto) viaja em pé. Pior ainda, mandando um foda-se para quem tá sentado, seja lendo, ouvindo música ou dormindo. É mochila batendo na cara, bunda roçando para lá e para cá (e não são bundas roçáveis), corre-corre de crianças. Um inferno.

Tenham medo, muito medo dele.

Uma hora, um FDP que não tirava a mochila de jeito nenhum, ficou batendo com a bolsa na minha cara. Empurrei uma, duas, até que se tocou e foi colocar a mochila na cara da minha “sograsta”, que quase joga ele longe.

Outra hora, uma vadia que deveria estar com carrapato onde estava sentada, resolveu se apoiar no meu banco e ficar conversando com as amigas do banco ao lado. Já puto e quando ia mandar ela à merda, Lu sugeriu que levantasse o banco. Puxei a alavanca e quase ela se estatela no chão.

“Nem para pedir por favor para levantar o banco!”, berrou.

Sério, fiquei sem ação para resposta e comecei a rir junto com a Lu, pois EU que tinha que pedir “por favor” para a bonitona que se apoiava com o rabo na minha cabeça. Saiu xingando e continuamos rindo.

Após seis horas de viagem, Fabrício nos encontrou no meio do caminho e descemos daquela jabiraca ambulante. Só lamentei não ter tirado fotos de dia do amarelão e do painel crítico.

Natal

Preparar, apontar...

Poderia quebrar o post aqui e fazer outro texto, mas como fizemos o que batizei de “Fast Tour” em Natal, vamos até o fim.

Como tínhamos comido uma coxinha de uma parada de estrada que deveria equivaler a uma refeição de dez dias, ocasionando uma azia que não dava mais fome, seguimos para um lugar chamado Barreira do Inferno. Juro que imaginava outra coisa quando chegamos lá, mas era bem legal.

Cadê o Marcos Pontes?

A tal da Barreira é uma Base da Força Aérea estratégica para lançamento de foguetes, pesquisas aeroespaciais, entre outras coisas. Obviamente não fomos para o Centro, mas para um posto turístico com alguns modelos de foguetes, mísseis e um avião Xavante em exposição.

Pá-pum-clic-fotos e rumamos para o maior cajueiro do mundo.

Cajueiro visto de cima.

Estranho ir visitar uma árvore x-men (na real, x-tree) só porque possui uma falha genética e cresce descontroladamente sem parar. Mas, justamente por isso, e pelo fascínio do tal cajueiro ser o único no mundo que tem esse “problema” que torna a visita interessante. Ainda mais quando você descobre que os cajus que ele produz (2,5 toneladas por ano, que os visitantes podem levar para casa) não passam tal falha para frente. Mas já imaginou se isso fosse hereditário? Cajueiro gigante seria praga no país.

Quatro reais, toma um suquinho de caju de degustação, tira fotos, dá um rolê pela árvore, tira fotos, pergunta do moleque que a Regina Casé entrevistou há trocentos anos atrás, tira fotos, descobre que o moleque “fugiu” para São Roque-SP (provavelmente de saco cheio de ouvir e falar de caju), tira fotos, dá uma panorâmica do cajueiro, mais fotos e vamos para a feirinha de artesanato do lugar.

Cajueiro visto de baixo.

Compramos uma porrada de coisas que nem lembro mais o que eram, junto com alguns chaveiros, tomamos água de coco e comemos mais tapioca (viciei), depois vazamos para Parnamirim, almoçar.

Após o almoço (imprimir as passagens e fazer o check-in online, pois já estava batendo o desespero por não achar local para fazer isso) descansamos um pouco.

Naquela parte escura tem um mar.

Quando acordamos, deram a ideia de ir para um shopping ou conhecer uma outra parte da cidade. Com tempo, fomos para uma Feira de Artesanato na Praia dos Artistas. Compramos mais umas tranqueiras, camisas e chaveiros pela metade do preço da feira do cajueiro e fiquei puto. O lugar é legal, mas como já falei em algum lugar que não lembro o link, cidade de praia é tudo igual. Tem a praia, evento a ver com o local e feira de artesanato. Mais nada. Pode ser em Guarujá, Ubatuba, Recife, Natal, Miami… É tudo a mesma merda.

Igual a qualquer feira de qualquer praia que você conhece.

Voltamos para Parnamirim, terminamos de arrumar as malas, comemos tapioca pela última vez e fomos dormir para acordar de madrugada, de novo.

Logo cedo, acordamos, nos arrumamos e Fabrício, Sogrão e Sograsta nos levaram até o aeroporto. Nos despedimos, entramos no avião e voltamos para São Paulo.

Enfim, apesar do final abrupto, gostamos de Areia Branca. Não dá para falar muito de Natal, porque mal ficamos lá. Mas no geral, foram dez dias divertidos. Demos risadas, conhecemos novos amigos, novas culturas, culinária diferente e, o melhor de tudo, fizemos tudo isso junto.

Despedida do avião em SP, já que em Natal estava tudo escuro.

Já estamos pensando em nossa próxima viagem. Não sei quando o Nordeste entrará novamente na lista. Nem sabemos se poderemos ir mais longe, já que os planos desse ano envolvem muita coisa, mas o que interessa é que, um dia, visitaremos Areia Branca de novo.