Meu Aniversário Surpresa (ou como prefiro chamar: Aniversário Bico)

Marcos, Eu, Daniel e D. Lúcia no niver bico.

Marcos, Eu, Daniel e D. Lúcia no niver bico.

No domingo dia 05/05 aconteceu uma das maiores surpresas ou golpe que esse Bonilha já levou e /ou viveu até o momento. Tudo começou com um plano da minha noiva Cristina, com a ajuda da família e dos amigos, começou a organizar tudo por volta de Janeiro. Enquanto ela armava tudo, o tempo ia passando.  E eu sem saber de nada, para variar.

Eu e a Cristina, responsável pela festa.

Eu e a Cristina, responsável pela festa.

Eis que numa sexta-feira, jantando com os colegas de trabalho da Cris, recebemos um convite para um aniversário infantil no mesmo dia do meu aniversário, 05/05. Num primeiro momento não topei ir pois estava com a ideia de comemorar em casa, afinal com a grana curta não dava para pensar em festa. Fui convencido com o argumento de que era uma ótima opção de comemorar o meu niver sem gastar.

Chega o grande dia e eu, sem saber de nada, com um embrulho do Ben 10 onde tinha um avião de plástico daqueles que se você apertar mais ele desmonta em trocentos pedaços na mão chego com a Cris no buffet onde seria o tal do aniversário infantil. Detalhe: Na porta do buffet tinha um monte de bexigas nas cores branca, vermelha e preta e eu sou corinthiano, mas beleza. Ao entrar  no buffet, eis a surpresa: todos os meus amigos e familiares reunidos fazendo uma festa danada e eu com aquela cara misto de surpresa, pânico e alegria. Quase voltei para a porta do buffet, mas dei de cara com o meu pai e acabei voltando para dentro do buffet. Por fim fiquei indo de um lado para o outro cumprimentando os amigos e familiares presentes escutando vários: Você é uma besta mesmo, por não ter percebido nada, entre outros palavrões piores rsrs.

Mas valeu cada momento e essa festa foi um daqueles momentos que irão estar para sempre gravados na memória e será história para contar no futuro de como eu fui para um aniversário infantil que na verdade era o meu aniversário infantil.

Abraços e até o próximo post.

 

 

 

 

 

 

 

12 anos e 2 anos!

Eis que abril está indo embora e, apesar do aperto para ajustar as finanças, posso dizer que foi um dos melhores meses dos últimos tempos, mesmo estando em férias praticamente caseiras.

Explico, neste mês completei, respectivamente 12 anos de união e 2 anos de casado com Lucilene e, ao contrário do que sempre ouvia, a TV prega e, algumas rodas de amigos comentava, foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida.

S2

Melhor foto!

Lu não é simplesmente só minha esposa. Ela é minha companheira, amiga, confidente, amante, enfim, tudo! Entramos em frias juntos, compartilhamos de momentos mágicos juntos e passamos por toda e qualquer situação, seja boa ou ruim, juntos.

Claro que há brigas, óbvio que de vez em quando nos desentendemos e, certeza, que há dias que um quer estrangular o outro, mas nada que não dure nada além de um sorriso, um pedido de desculpas e aquele momento mágico de reconciliação que fortalece ainda mais a relação.

Uma das coisas mais acertadas que fiz na minha vida, foi casar com a Lu e construir esse caminho juntos, caminho esse que, quem sabe em breve, possa ter a participação de mais uma ou duas ou três figurinhas, não é mesmo?

Algo que, por enquanto, ainda não está nos planos (calma galera!), mas já estamos planejando para providenciar assim que possível.

Enfim, só escrevi tudo isso para mostrar o quanto amo essa mulher e o quanto ela é importante para mim!

Te amo Lu!

Mais um aniversário e daí?

Esse aniversário foi “estranho”, talvez por não estar tão na vibe de comemorar os 31 anos ou, sei lá, talvez esteja certa aquela definição para lá de besta de que “depois dos 30, não se comemora, só lamenta”.

Como acho essa última meio forçada, fico com a primeira opção.

Chato desperdiçar a chance de comemorar o aniversário num sábado (ano passado foi ducaralho), mas, realmente, não estava lá com muito clima de fazer qualquer coisa ontem.

Alguns meses de idade

Já fui lindo.

Aquela coisa de ver que certas coisas não deram certo, notar que viver de renda com uma mansão, um carrão e a mulher gostosa aos 30 não deram muito certo, com exceção da mulher, que a cada dia que passa está melhor do que nunca.

Enfim, negócio é trabalhar cada vez mais, continuar jogando na loteria (proj. Cido), estudar e ir tocando o futuro, com mais pé no chão e menos sonhos, já que apesar de sonhar ser muito bom, chega a atrapalhar na hora de fazer as coisas com a cabeça.

E vamos ver como será esse ano XXXI…

2013: Ano da Conquista

Sei que abandonei de vez isso aqui e ainda estou pensando se renovo ou não o domínio e se já não mato o blog de vez. Como só de pensar em fazer isso, já me dá um aperto no coração, acabo deixando para lá, mesmo que fique abandonado, mas com seu arquivo ainda vivo por aqui.

Metas

Mas, mudando de assunto, não sei se farei uma retrospectiva como tenho mania de fazer, como sempre deixo acumular uma porrada de coisas porque quero fazer uma primeiro e, depois, não faço nada, farei diferente desta vez, indo direto ao assunto que deu na telha de escrever.

Nos últimos dois anos, batizei cada ano de acordo com um fato marcante pessoal. Se 2011 foi o ano da união, ano passado foi o da mudança, para este 2013 que acabou de chegar, espero e vou perseguir como ano da Conquista.

Para isso, listei algumas coisas, por ordem de lembrança, que perseguirei este ano:

Pós-graduação (prioritário)

Chutar o Santander (2x, mas se for um logo de cara, tá beleza)

Inglês (é, de novo)

Voltar a guardar dinheiro

Previdência privada (não confundir com o anterior)

Comprar ou financiar um imóvel (segundo semestre ou só 2014)

Carro (o mais desnecessário e ao mesmo tempo o mais arriscado de ir num embalo que pode rolar de acordo com as adversidades)

Perder a barriga (risos).

Enfim, poucas coisas, mas com cada uma envolvendo certa complexidade que pode envolver perseverança, dinheiro e vontade, ou ambos. Inglês já começo agora em janeiro, a pós depende de uns detalhes, assim como chutar o Santander e ver se acerto com a Caixa, resto depende do sucesso desses.

Torçam por mim e ótimo 2013 para todos nós!

Presente dos Dias das Mães Inesperado

Dona Lúcia Feliz acompanhando o seu Time ser Campeão.

No último domingo, dia das mães, após um início complicado, com brigas entre os Bonilhas, levamos a dignissíma D.Lúcia, mãe dos Bonilhas para viver um dia das mães diferente: acompanhar o Santos, seu time do coração no jogo decisivo do Paulista 2012. A última vez que ela tinha visto o Santos ao vivo, o Pelé era um garoto recém – saído das fraldas.

O combinado era sair cedo no domingo do Guarujá para poder chegar em SP por volta das 13 horas e poder chegar no estádio com tranquilidade. Bem, esse era o combinado, como com a Dona Lúcia, se não tiver pelo menos 1 hora de atraso, não é a D. Lúcia. Saí de casa cedo, pois tinha jogo decisivo (quartas de final da libertadores católica do Guarujá de futsal :P) às 09 da manhã, já sabendo que chegaria em cima da hora em SP. Ao sair, D. Lúcia já acordada, arrumando as coisas para subir, pensei: “Pelo jeito vai chover até transbordar o Morumbi, ela já está de pé e arrumando as coisas, vai chegar no horário ou até cedo”. Pensamento que viria  a se tornar totalmente furado mais tarde.

Acabado o jogo, classificado e feliz, ligo para ela para contar o feito histórico (Corinthians, já estou na semi, coisa que você não chegou ainda, rsrs). Eis que me atende assim: ” E daí, estou aqui na Ponta da Praia esperando o corno do seu irmão que me ligou às 09 falando que estava indo para casa, me atrasou toda e agora estou a quase uma hora e meia esperando aquele merda. E cade você, já está chegando? Pois cansei de esperar e vou embora, vocês que se f…” Nota-se que ela estava bastante “feliz” com a situação toda. Falei que estava a caminho, cheguei no ponto de ônibus, com apenas uma senhora, pergunto para ela: ” Já passou algum 77?”, ela responde: “Estou a quase 20 minutos aqui e não veio nenhum”. Fiquei preocupado, era 10:35 e estava no  Guarujá ainda.

Toca o celular, o Daniel na linha, preocupado: ” Cadê você? Acabei de chegar e tem um ônibus que vai sair às 11, você consegue chegar em tempo? Se sim, eu compro a sua passagem”. Diante desta proposta, não pensei duas vezes e fui para o ponto de táxi e peguei um, o tiozinho super tranquilo: ” Em 10min você está no terminal, não se preocupe”. Chegamos em 15min e na sorte que consegui pegar a barca, chegando na Ponta da Praia exatemente 11 da manhã, ônibus ligado e pronto para sair.

D. Lúcia brava com todo mundo, embarcamos rumo a Sampa rezando para que o motorista fosse daqueles que faz Santos – São Paulo em 45 min e ainda comenta que demorou para chegar. Infelizmente não foi o caso, chegamos no Jabaquara 12:50 e com Dona Lúcia cada vez mais nervosa: “Vamos chegar tarde no seu irmão, temos que comer e não podemos sair tarde de lá”.  Graças a Deus, o metrô foi rápido e chegamos no Santa Cecília às 13:30, para variar o Marcos não tinha comida para a nós e muito menos disposição em preparar alguma coisa, a sorte foi a feira que estava acabando e comer um pastel gelado com um caldo de cana de procedência muito suspeita.

Alimentados e dispostos, fomos em direção ao estádio, chegando lá um clima de festa por parte dos santistas, e de preocupação por nossa parte, pois o Daniel não tinha ingresso e ia tentar comprar de um cambista, mas tinha que ser da torcida do Guarani, já que era o que compramos por falta de opção. Encontrado o primeiro cambista o cara me faz a seguinte proposta: ” 1 por R$ 100 e 2 por R $150″. O Daniel, que tem uma criação de escorpião na carteira, da espécie mais venenosa do mundo me solta a contraproposta: “Tenho só R$ 70, aceita?” O cambista, sem muita escolha, aceita. Detalhe: O Marcos pagou R$ 60 em cada um, então o Daniel não saiu tanto no prejuízo.

Chegada ao Estádio, nota-se a tranquilidade para poder entrar.

Resolvido o problema do ingresso, enfrentamos uma verdadeira multidão para entrar nele, depois de entrar, fomos parar na arquibancada amarela do  Morumbi, sendo que os ingressos era para a arquibancada vermelha, coisas do futebol. Um frio daqueles animava ainda mais a gente para o jogo, detalhe: Dois sãopaulinos, um corinthiano, esse que vos escreve e uma santista no meio da torcida do Santos. O que não fazemos para ver a nossa mãe sorrindo…

Começa o jogo e vemos um Santos achando que decide a qualquer momento e um Guarani guerreiro, indo pra cima. Na arquibancada, D. Lúcia empolgada cantando e pulando sem parar, Marcos e Eu tirando foto e postando no Facebook e Daniel, Daniel esticando o braço quando a torcida esticava e não dizendo uma palavra, com uma cara de enterro. Esse estava curtindo o momento :P.

O Marcos, para disfarçar, cantou todas as músicas, errado é claro, e eu fiquei no simples e sem erro: “Santos eooo, Santos eoooo. Estando em território estranho, tem que disfarçar da melhor maneira possível. Durante uma reposição e outra, eu, Marcos e os demais torcedores fazia uma análise profunda da qualidade das gandulas, eis que em uma desta análises, falando sobre o quase choque entre duas gandulas na disputa de bola, eis que o Daniel me solta: “Poxa, vocês viram o pastor alemão da Polícia, que bonito”. Sãopaulino, no Morumbi, não poderia esperar outra coisa…. Segue o jogo como diz o Milton Leite, no gramado Santos ganhando de 3 x 2 e Dona Lúcia mais do que feliz de estar vendo o Neymar destruir a zaga do Guarani. Meu, quando tiver saco, monto um time no PES 2012 com Neymar, Messi, Iniesta, Xavi e no ataque pode ser o Adriano mesmo, afinal com um meio de campo destes, até eu no ataque faço gol fácil, fácil.

D. Lúcia com os Bonilhas: Marcos e Daniel no estádio durante o jogo.

Termina o jogo, Santos 4 X 2 e campeão, D. Lúcia feliz da vida e começa o martírio para voltar para casa, ou melhor para o apartamento do Marcos no Santa Cecília. Antes de ir para lá, passamos no Walmart para comprar a janta e com isso evitar ônibus lotado. Chegamos no Santa Cecília quase 21 horas, mortos com frio e com sono, muito sono, pelo menos eu. Mas com o dever cumprido, pois D. Lúcia estava radiante e falando a todo instante: “Meus meninos me levaram para o jogo e ver meu time campeão”. Apesar dos sufocos, valeu a pena dar um presente diferente para D. Lúcia, uma mulher que nos ensinou e nos ensina muito com sua alegria, determinação e garra. Agora se virar para pagar a aventura.

Abraços,

Rafael Bonilha.

Trintão!

Pela primeira vez (acho) não publico um texto de aniversário na data exata. Chega a ser estranho, ainda mais numa data, digamos, especial, pois deixei os “Anos 20” e entrei nos “Anos 30”.

Repetindo:

30 anos!

Engraçado como há 10 anos, quando fiz 20 e estava na faculdade sonhando em conquistar o mundo e tudo mais, nunca imaginaria trabalhando no que eu trabalho e casado,sendo totalmente caseiro.

Se antes pensava nas baladas, TCC, todas as mulheres do mundo e, principalmente, em ter o mínimo de responsabilidade possível, hoje, já penso nos cálculos para comprar um carro, uma casa, com quantos anos quero ter meu primeiro filho, na pós que devo começar em breve e nas contas que nunca param de chegar.

Além da música ruim, teve até bolo!

No famoso review que sempre faço do ano que passou, não fui a nada de marcante como no Ano XXVIII. Não fui em shows, teatros, passeios. Nem em cinema eu fui! “Apenas” casei! Uma das melhores coisas que fiz na vida! Também ganhei na Mega Sena da Virada, mas o pedido saiu errado e “só” acertei a quadra, ganhando, se não uma mixaria, mas algo que só serviu para cobrir o rombo do especial. Digamos que comprava o PS3 e uma TV de 22 polegadas.

Aliás, a cada dia que passa, mais apaixonado eu fico pela Lucilene. E olha que já estamos há quase 5 anos convivendo juntos, mas sem nunca perder a chama da paixão e como se fosse o primeiro dia que a conheci.

Estamos erguendo os tijolinhos para construir isso que chamamos de “vida juntos”. Não temos ideia de quando vai vir o carro, a casa, o filho e até o PS3! Mas aos poucos, vamos pavimentando esse caminho. Sem sustos, sem afobação e sem fazer loucuras que possamos nos arrepender depois.

Talvez, a única coisa ruim do ano passado foi ter rompido, ou melhor, ter parado de falar com uma pessoa especial para mim. Mas, ao contrário do que acontece com a maioria. Eu valorizo as pessoas pelos momentos felizes que elas compartilham comigo e não nas dificuldades (quer dizer, valorizo também, mas guardo mais os momentos de alegria) e, infelizmente, no momento mais feliz da minha vida, essa pessoa resolveu que não deveria participar. Como foi a terceira mancada grave, botei no gelo. Pelo menos até ela resolver vir trocar ideia comigo e não ficar de recadinhos ou agindo como se nada tivesse acontecido.

Desculpe, divaguei.

Enfim, o grande momento da celebração desse início da “Era 30” foi com a família e os amigos – daqueles que posso inserir na categoria “Família – cantando e celebrando muito num karaokê aqui de São Paulo.

Faltaram algumas pessoas importantes, que infelizmente não puderam ir, mas meu amor Lucilene, minha mãe Lúcia, meus irmãos Rafael e Daniel, junto com as namoradas Cris e Thalita, meus velhos amigos Paulo e Diego, com a noiva Amanda, e os amigos mais “novos”, Lilian, Filipe, Márcia, Rafael, Johnny, Gabi, Eric, Gabi, Gaia, Leão, Nathália, Théo, Lilhá, Nayara e Ronaldo, que conheci aqui em São Paulo, mas levo no coração como se conhecesse desde o jardim de infância, estavam todos lá para agitar a “festa”.

Emocionante e bom saber que sempre poderei contar com essas pessoas (e mais algumas) faça sol ou faça chuva para poder sair e dar risada ou para lamuriar e reclamar da vida.

Talvez a música do Fábio Jr. (depois regravada pelos saudosos Raimundos) já nem faça mais sentido para mim, mas posso dizer que tentarei manter sempre esse jeito besta de ser, que marcou meus anos 20, para ser cada dia uma pessoa melhor e mais responsável nos anos 30.

Que venha o 31!

PS: Incrível como sempre mudo o título quando copio para o WP.

Orgulho dessa família!

Uma pausa na saga das Férias do Nordeste para falar sobre um fato que me emociona até agora.

Eis que no sábado passado, meu irmão caçula Daniel Junio Bonilha se formou bacharel em Relações Internacionais.

Maior festão no Clube de Regatas Vasco da Gama (de Santos) em que, para variar, toda a família e os amigos mais próximos, bem como suas respectivas namoradas e esposas estiveram presentes.

Rafael, Daniel, Eu e Paulo, um dos amigos-irmãos.

Mais do que outra formatura, festa, cachaça e cerveja à vontade, foi o significado desta cerimônia, pois com a colação de grau de meu irmãozinho mais novo fechamos um ciclo em que os três – Daniel, Rafael e eu – estão formados e tomando os rumos da vida.

“Mas Marcos, tudo isso para falar que vocês três tem ensino superior? Qualquer mané se forma nas Uninoves da vida”.

Isso é verdade, não subestimando quem se forma nas Uninoves da vida. Lembrando que tem muito Zé Buceta, que não manja merda nenhuma, saindo da USP e grandes profissionais saindo das UNIP´s da vida.

Orgulho!

O que quero dizer com a formatura do Daniel é que quem nos conhece, sabe das dificuldades que enfrentamos para alcançarmos esse objetivo. Só quem convive com a gente, tem noção do que foi conseguir (e manter) a bolsa para terminar o curso de jornalismo. Só quem viu, tem ideia do que foi o tombo de perder a bolsa de Engenharia, se levantar, e se formar na FATEC. Só quem ouviu, sabe o que foi o sacrifício trabalhar, estudar e se matar para manter altas notas em Relações Internacionais. É, foi foda.

Crescemos no Perequê, um dos bairros mais pobres de Guarujá, tivemos problemas com distâncias para estudar, fazer trabalhos e se deslocar para ver palestras e seminários. Muitas vezes dormimos em casas de amigos, porque para nós era um martírio depender de transporte público morando tão longe.

Felicidade estampada na cara! E foi assim nas três festas!

Para tirar xerox, comprar livros, pagar viagens, gasolina e passagens, tivemos que ralar muito, já que, mesmo no caso da bolsa e da faculdade sendo gratuita, era difícil conciliar tudo ganhando uma miséria, ou até mesmo nada. Mas sempre tinha um ajudando o outro.

Se conseguimos chegar até onde chegamos foi graças a esse esforço, os amigos, família e, principalmente, nossa mãe, Dona Lúcia Donizeti Rodrigues, que sempre nos apoiou, deu força, incentivou e, principalmente, nos abraçou e nos levantou quando achávamos que não ia dar ou que aquilo não era para gente. Talvez por isso, nas três festas, ela se emocionou e chorou na hora das valsas e colações.

Fim de festa e o copo na mão.

Enfim, batalhamos e conseguimos. Os três filhos, irmãos e, principalmente, amigos, formados e dando orgulho para todos aqueles que confiaram na gente.

Principalmente para Dona Lúcia.

Feliz Ano Novo in Sampa

É isso mesmo, mandei o texto da Mega Sena antes do “Feliz Ano Novo”, afinal, são fatos que aconteceram no ano passado e não tenho culpa de não ter tido tempo para escrever no dia 31, aliás, não ter tido tempo quase o ano inteiro.

Chega de “nariz de cera”. Tirando uma ou outra exceção, as comemorações de Ano Novo das quais eu participo, sempre são animadas e com gente legal, bacana e que, se pudesse, viveria sempre (well, na real eu vivo com uma e com alguns já vivi bastante tempo. =P). Nos últimos, sei lá, 15 para 17 anos (nem faço ideia das contas) passamos nossos réveillons (tá certo esse plural) na praia. Não precisamente na praia, mas em alguma cidade com praia perto. Talvez, desses 15 ou 17, tenha passado uns 70% na praia de fato.

Divaguei.


Fugimos disso!

Foram festas em Guarujá, São Vicente, Santos, Praia Grande e Mongaguá, sempre ali com a família ou amigos por perto. Mas sempre com a gente tendo que se matar para correr com a logística da coisa, ora tendo que ver uma carona, ora tendo que ver o horário dos ônibus, ora tendo que chorar para sair mais cedo para não pegar (muito) trânsito. Muitas vezes fracassando miseravelmente.

Esse ano, por conta do feriado ser um fim de semana comum maledeto (2012, para compensar, terá quatro dias para Natal e quatro para o Ano Novo), depois de muito especular, quase decidindo ir para Mongaguá, resolvemos ficar por aqui por Sampa, passando o primeiro ano novo em nossa própria casa. Própria não, mas vocês entenderam.

Nisso, tentando ver para onde iríamos, descartando a Avenida Paulista por conta da péssima qualidade de shows escolhidos, qual não foi nossa surpresa ao receber a ligação de minha mãe falando que subiria com meu irmão caçula e um dos nossos melhores amigos para passar a virada com a gente. Aí foi correr para comprar as coisas para fazer a ceia e as bebidas.


Disso também. E sem correr risco de pagar peitinho no G1

Apesar de tristes, pela família da Lu estar longe e ela querendo estar lá com eles, e meu irmão do meio não ter vindo, foi uma das melhores viradas de ano que já passamos. Mesmo com chuva e trancados num apartamento que mal cabem duas pessoas, nos divertimos enchendo a lata de cerveja, batidas de sakê e sidra, além de uma ceia para ninguém botar defeito e, novamente, o Wii como carro-chefe para muitas risadas.

Ah sim, além do lance da Mega Sena.

Mesmo no domingo, ainda chovendo bagarai (grandes merdas, no litoral também choveu e os fogos devem ter sido fraquinhos…) ainda fizemos algumas coisas, apesar da preguiça e do corpinho de quase 30 estar no modo “recarga”.

Não sei se passaremos mais algum ano novo aqui no Santa Cecília no futuro, acho difícil, mas do jeito que foi, coloca fácil como um dos mais legais da minha vida.

Se bem que, como disse, estando com amigos e a família que amamos, quase todas essas festas são as melhores da vida.

Feliz Ano Novo, turma!

O Dia mais Feliz da minha Vida – Durante

Dei meu braço à minha mãe e jurei que não choraria, mais para meu irmão não levar os R$10,00 apostados com meu outro irmão, do que para manter a pose austera.

Falhei miseravelmente.

Conforme os acordes da música foram se iniciando, e a música Tudo que se quer entrando em meus ouvidos, junto com a imagem daqueles que, certeza absoluta, ajudaram a escrever a história da minha vida, rapidamente comecei a sentir aquele nó na garganta, a me deixar invadir por aquele momento único, inesquecível e que levarei comigo por toda a minha vida.


Sério, acho que sou proibido de ouvir essa música de novo. É tocar para marejar os olhos

Parei de segurar e deixei a emoção tomar conta de mim. Olhei para o lado, minha mãe chorando também, com aquele orgulho de levar o filho até o altar, entregando seu menino – porque para ela, homem ele não, mas sempre será um menino – para sua futura nora. Não perdendo ele, mas sim, perdoem-me o clichê, ganhando mais uma filha.

As lágrimas escorriam no rosto como a beleza das cataratas do Iguaçu, vendo minha vózinha emocionada, vendo mais um neto se casando, lembrei de meu avô, que tanto faz falta, e chorei mais, sem parar, sem conter, sem segurar o líquido salgado da felicidade.

Ao chegar ao altar, o padre me cumprimentou e brincou com meu choro, pedindo para me acalmar.

Eu soluçava de tamanha emoção e, para conter, fiz até uma respiração ridícula profunda, para recuperar o controle das minhas emoções. Pior que meus olhos já começavam a arder, já que estava com lentes de contato.

Ao me virar, fui vendo cada um dos padrinhos que, por incrível que pareça, representam cada momento da minha vida. Casal por casal, foi chegando, me cumprimentando, rindo da minha cara por causa do choro, tirando sarro da minha cara por isso e, enfim, sendo o que cada um é e que não seria diferente naquele momento tão especial para mim.

E eles foram entrando na ordem:

Lúcio e Jacelma
Eughenio e Daniella
Paulo e Camila
Micheline e Luis
Diego e Amanda
Carlos e Thaís
Vagner e Paula
Beto e Gilmara
Osni e Mari
Eric e Gabi

Todos lindos e maravilhosos!

Aí, quando já estava mais calmo, a porta da igreja se fechou.

Comecei a me soltar um pouco mais ao ouvir meus padrinhos, atrás de mim, conversando enquanto a noiva não entrava.

Meus outros amigos, Alex e Andrea, que não ficaram no altar para me dar de presente as fotos mais lindas que alguém pode fazer, fotografavam e tentavam me acalmar, já que, pelo jeito, parecia que eu estava para ir à forca. Mas só que ao contrário.

Eis que as portas se abrem e minha cunhada começa a cantar a Melodia do Amor, com a voz que deve ser a mais próxima ou melhor que as dos anjos. Instantaneamente vejo os pajens, meus sobrinhos Nathan e Vitória à frente, e a mulher mais linda que já pisou na Terra adentrando a igreja junto com seu pai.

Maravilhosa!

Fantástica!

Linda!

Não há palavras para descrever como Lu estava linda.

Enquanto caminhavam em minha direção, meus olhos jorravam tanta água, eu soluçava tanto, que parecia que teria um treco. Não era possível que aquele momento tão lindo estava acontecendo, não era possível que nós estávamos tendo um sonho em vida real tão maravilhoso como aquele.

Eles chegaram até mim. Abracei meu sogro tão forte que pensei que o quebraria ao meio. Beijei a testa de Lu e disse que ela estava linda. Soluçando.

Nos viramos para o padre e a cerimônia se desenrolou como se não houvesse atraso algum. Sem cortes, sem punições pelos pequenos percalços que tivemos até ali.

Confesso que não lembro ao pé da letra as bonitas palavras que o padre disse. Mas lembro a essência. Foi bacana ele citar meu irmão, Rafael, que tanto lutou para que tivéssemos essa cerimônia maravilhosa.

Já mais calmo, quase esmagando a mão da Lu, quando nos ajoelhamos, foi a vez de fazer todo o salão rir, acabando com o vácuo da cueca boxer que tanto me incomodava.

Durante a benção das alianças, nosso sobrinho estava tão entretido, que nem percebeu quando o padre pediu os anéis dourados. Quando se tocou, fez um “Tá aqui!” tão divertido, que a risada foi geral.

Após assinarmos o livro, fomos cumprimentar todos, mais uma vez, caí num choro, que o lenço que Diego me deu durante a cerimônia, podia ser torcido numa boa. Lenço esse que está comigo até hoje e que guardarei de lembrança.

Com o fim da cerimônia, ao som de “O Tempo não pode apagar” cantado novamente pela Milena, saímos e fui vendo todos ali. Amigos do Perequê, amigos do futebol, amigos jornalistas, amigos da escola, amigos do CAMPG, amigos parentes, parentes (=P), todos aqueles que ajudaram a construir meu caráter e que, de uma forma ou de outra, fazem parte da minha vida. Infelizmente, não foram todos que puderam comparecer, por motivos diversos, mas estavam lá de alguma forma ou de outra.

Ao sair, desta vez sem chorar, infelizmente não foi possível cumprimentar a todos na saída da igreja. Já que havia outro casamento para começar e, como já citado, o nosso atrasou tudo. Saímos com o carro e paramos na esquina da igreja, para ir falando com todo mundo. Depois, o Alex fez mais fotos e rumamos para a festa.

Assunto para conclusão desta história.

O Dia mais Feliz da minha Vida – Antes

Eu sei que o blog está abandonado e que os poucos e valentes três ou quatro leitores esperaram, acho que já sem muitas esperanças, por um texto após o dia 16 de abril.

Sei que as desculpas de computador ruim que desanima a escrever, falta de tempo (ainda mais que estava de férias), procrastinação e, claro, a pura e simples preguiça não são motivos para adiar e… bem, passar mais de um mês e não falar sobre aquele que foi o dia mais feliz (e choroso) da minha vida.

A espera acabou, o dia 16 de abril de 2011 foi aquela data que mostrou que a minha família, todos os meus amigos de coração e até a “sorte” que me acompanha são as coisas mais importantes que tenho na minha vida, complementando com aquela metade que Platão, desde os tempos antigos enchendo o saco em banquetes, diz que procuramos pela vida. E eu me juntei a ela.

Acordando

Não vou comentar sobre a noite anterior ao dia 16, quando dois dos meus melhores amigos, mais o meu irmão, resolveram que eu tinha que ter uma despedida de solteiro – nem que fosse para sair à noite, sozinho, pela última vez – foi divertida, embora tenha faltado as stripers, mas o final, com direito a motos com pneu furado, a busca por uma borracharia no meio da madrugada e a outra moto pifando por falta de gasolina (depois funcionando por milagre) é melhor deixar para lá.

Acordei, na casa da minha sogra, no meio do caos que o dia reservava. Após o café, encasquetaram que eu tinha que fazer as unhas. Fugi, mas mesmo depois de fazer a barba, não tive escolha e fui para o facão do alicate, controlada pela minha amada Lucilene.

Tudo estava indo bem, até alguém perguntar a hora e após o “11:30”, um pedaço do meu dedo ficar no alicate, com um jorro de sangue batendo no teto. Sem condições psicológicas para controlar um alicate, inclusive com um tratado de Haia proibindo tal manejo no Guarujá, Lu encaminhou a missão à minha cunhadinha, que terminou o serviço.

Era hora de correr. Graças ao Carlos, amigo que não tenho como dimensionar a importância na minha vida, fom…

Peraí, tem sim:

“Ultimamente eu venho imaginando o quão especial será a sensação de ver amigos tão únicos para mim finalmente se casando, certamente será algo que por mais que escondam, irá emocionar. Sinto-me muito feliz em acompanhar meu grande amigo assumir seu grande amor, e a minha única amiga de verdade realizar esse grande feito que é celebrar a união com quem ama. Digo sem qualquer cerimônia que vocês, mais do que grandes amigos, são dois grandes exemplos de vida para mim. Ver a força com que enfrentam seus problemas e buscam seus objetivos é motivador, 😉 Felicidades meus amigos.”

É, não tem, quando li isso chorei que nem criança.

Corremos com várias coisinhas, que para variar, sempre aparecem nesses momentos para atrasar, ou para dar mais emoção ao acontecimento. Foi compra de decoração de última hora, aluguel de roupa em cima da hora, detalhes do salão/restaurante… Enfim, um rolo da porra para resolver. Se não fosse o Carlos, não sei como faríamos para correr com isso tudo.

Após o almoço que não tínhamos como comer por causa do nervosismo e adrenalina, deixamos Lu no salão e, faltando umas três horas e meia para a cerimônia, fomos comprar lentes de contato, já que não estava a fim de casar com cara de nerd bobão. Só bobão bastava.

Dei muita sorte nesse quesito, se a médica e vendedora me empurrassem lentes de vidro moído, teria comprado, graças aos céus, não foi o caso.

Voltamos para a casa da sogra e lá encontramos com meu irmão, onde tínhamos pouco mais de duas horas para ir ao Perequê, nos arrumar e voltar ao Centro de Guarujá. Desespero batendo já.

Baixou um piloto de fuga em Daniel e fizemos Conceiçãozinha-Perequê em meia hora. Chegando lá, consegui me arrumar em tempo recorde e, faltando meia hora para o início da cerimônia, entramos – minha mãe, Rafael, Daniel de motorista e eu – no Celtinha e, de novo com o espírito de algum piloto irresponsável (acho que era o Villeneuve, o pai), Daniel voou com o Celtinha pelas ruas de Guarujá.

Cinco horas!

Pressão

Convidados e padrinhos ainda chegando, mal cumprimentei algumas pessoas e a coordenadora da igreja – ou seja lá o que ela faz – já foi me agarrando e colocando no início da fila com a minha mãe.

Estavam faltando dois casais de padrinhos e uma madrinha, minha cunhada que ia cantar durante a cerimônia, os pajens e, coisa de louco, as alianças. A doida da igreja começou a colocar terror e falar que o padre ia cortar parte da cerimônia e que celebrássemos com as alianças de outras pessoas. Terrorismo total.

Chega um casal.

Para ganhar tempo, fui me fazendo de desentendido e perguntando para a outra moça da igreja o que tinha que fazer e como se comportar. Essa, pacientemente, ia me explicando tudo, pela quinta ou sexta vez. A outra estava faltando pouco para fazer a gente entrar debaixo de pontapés. Dados por ela mesma.

Chega uma madrinha.

Logo em seguida, chega o casal que faltava.

Tentei negociar, falando para esperar mais 5 minutos, pacientemente com a melhor educação dada pelas melhores estrebarias da Suíça (valeu Maskate), ela berrou que já estávamos 365 dias atrasados.

Sem ter como argumentar mais, chamei meu irmão para substituir meu sobrinho que já estava substituindo outra pessoa.

Ah sim, esse não veio e perdi o bolão que ainda não paguei.

Como um jogador cheio de vontade, para marcar o gol salvador do time de coração, meu irmão ajeitou o terno, fez o sinal da cruz, deu uma corridinha e…

Chegaram meus sobrinhos e pajens.

Como técnico que muda de ideia, ora porque o time fez um gol, ora porque aquele zagueiro essencial ao esquema foi expulso, meu irmão voltou e perfilamos na fila.

Infelizmente, não foi possível enrolar mais ainda para dar tempo de entrar com minha cunhada cantando – pois estava passando o som – senão a doida arrancava a cabeça de todo mundo da fila e ia usar como enfeites para o casamento seguinte.

Era o início da cerimônia…