Trintão!

Pela primeira vez (acho) não publico um texto de aniversário na data exata. Chega a ser estranho, ainda mais numa data, digamos, especial, pois deixei os “Anos 20” e entrei nos “Anos 30”.

Repetindo:

30 anos!

Engraçado como há 10 anos, quando fiz 20 e estava na faculdade sonhando em conquistar o mundo e tudo mais, nunca imaginaria trabalhando no que eu trabalho e casado,sendo totalmente caseiro.

Se antes pensava nas baladas, TCC, todas as mulheres do mundo e, principalmente, em ter o mínimo de responsabilidade possível, hoje, já penso nos cálculos para comprar um carro, uma casa, com quantos anos quero ter meu primeiro filho, na pós que devo começar em breve e nas contas que nunca param de chegar.

Além da música ruim, teve até bolo!

No famoso review que sempre faço do ano que passou, não fui a nada de marcante como no Ano XXVIII. Não fui em shows, teatros, passeios. Nem em cinema eu fui! “Apenas” casei! Uma das melhores coisas que fiz na vida! Também ganhei na Mega Sena da Virada, mas o pedido saiu errado e “só” acertei a quadra, ganhando, se não uma mixaria, mas algo que só serviu para cobrir o rombo do especial. Digamos que comprava o PS3 e uma TV de 22 polegadas.

Aliás, a cada dia que passa, mais apaixonado eu fico pela Lucilene. E olha que já estamos há quase 5 anos convivendo juntos, mas sem nunca perder a chama da paixão e como se fosse o primeiro dia que a conheci.

Estamos erguendo os tijolinhos para construir isso que chamamos de “vida juntos”. Não temos ideia de quando vai vir o carro, a casa, o filho e até o PS3! Mas aos poucos, vamos pavimentando esse caminho. Sem sustos, sem afobação e sem fazer loucuras que possamos nos arrepender depois.

Talvez, a única coisa ruim do ano passado foi ter rompido, ou melhor, ter parado de falar com uma pessoa especial para mim. Mas, ao contrário do que acontece com a maioria. Eu valorizo as pessoas pelos momentos felizes que elas compartilham comigo e não nas dificuldades (quer dizer, valorizo também, mas guardo mais os momentos de alegria) e, infelizmente, no momento mais feliz da minha vida, essa pessoa resolveu que não deveria participar. Como foi a terceira mancada grave, botei no gelo. Pelo menos até ela resolver vir trocar ideia comigo e não ficar de recadinhos ou agindo como se nada tivesse acontecido.

Desculpe, divaguei.

Enfim, o grande momento da celebração desse início da “Era 30” foi com a família e os amigos – daqueles que posso inserir na categoria “Família – cantando e celebrando muito num karaokê aqui de São Paulo.

Faltaram algumas pessoas importantes, que infelizmente não puderam ir, mas meu amor Lucilene, minha mãe Lúcia, meus irmãos Rafael e Daniel, junto com as namoradas Cris e Thalita, meus velhos amigos Paulo e Diego, com a noiva Amanda, e os amigos mais “novos”, Lilian, Filipe, Márcia, Rafael, Johnny, Gabi, Eric, Gabi, Gaia, Leão, Nathália, Théo, Lilhá, Nayara e Ronaldo, que conheci aqui em São Paulo, mas levo no coração como se conhecesse desde o jardim de infância, estavam todos lá para agitar a “festa”.

Emocionante e bom saber que sempre poderei contar com essas pessoas (e mais algumas) faça sol ou faça chuva para poder sair e dar risada ou para lamuriar e reclamar da vida.

Talvez a música do Fábio Jr. (depois regravada pelos saudosos Raimundos) já nem faça mais sentido para mim, mas posso dizer que tentarei manter sempre esse jeito besta de ser, que marcou meus anos 20, para ser cada dia uma pessoa melhor e mais responsável nos anos 30.

Que venha o 31!

PS: Incrível como sempre mudo o título quando copio para o WP.

Orgulho dessa família!

Uma pausa na saga das Férias do Nordeste para falar sobre um fato que me emociona até agora.

Eis que no sábado passado, meu irmão caçula Daniel Junio Bonilha se formou bacharel em Relações Internacionais.

Maior festão no Clube de Regatas Vasco da Gama (de Santos) em que, para variar, toda a família e os amigos mais próximos, bem como suas respectivas namoradas e esposas estiveram presentes.

Rafael, Daniel, Eu e Paulo, um dos amigos-irmãos.

Mais do que outra formatura, festa, cachaça e cerveja à vontade, foi o significado desta cerimônia, pois com a colação de grau de meu irmãozinho mais novo fechamos um ciclo em que os três – Daniel, Rafael e eu – estão formados e tomando os rumos da vida.

“Mas Marcos, tudo isso para falar que vocês três tem ensino superior? Qualquer mané se forma nas Uninoves da vida”.

Isso é verdade, não subestimando quem se forma nas Uninoves da vida. Lembrando que tem muito Zé Buceta, que não manja merda nenhuma, saindo da USP e grandes profissionais saindo das UNIP´s da vida.

Orgulho!

O que quero dizer com a formatura do Daniel é que quem nos conhece, sabe das dificuldades que enfrentamos para alcançarmos esse objetivo. Só quem convive com a gente, tem noção do que foi conseguir (e manter) a bolsa para terminar o curso de jornalismo. Só quem viu, tem ideia do que foi o tombo de perder a bolsa de Engenharia, se levantar, e se formar na FATEC. Só quem ouviu, sabe o que foi o sacrifício trabalhar, estudar e se matar para manter altas notas em Relações Internacionais. É, foi foda.

Crescemos no Perequê, um dos bairros mais pobres de Guarujá, tivemos problemas com distâncias para estudar, fazer trabalhos e se deslocar para ver palestras e seminários. Muitas vezes dormimos em casas de amigos, porque para nós era um martírio depender de transporte público morando tão longe.

Felicidade estampada na cara! E foi assim nas três festas!

Para tirar xerox, comprar livros, pagar viagens, gasolina e passagens, tivemos que ralar muito, já que, mesmo no caso da bolsa e da faculdade sendo gratuita, era difícil conciliar tudo ganhando uma miséria, ou até mesmo nada. Mas sempre tinha um ajudando o outro.

Se conseguimos chegar até onde chegamos foi graças a esse esforço, os amigos, família e, principalmente, nossa mãe, Dona Lúcia Donizeti Rodrigues, que sempre nos apoiou, deu força, incentivou e, principalmente, nos abraçou e nos levantou quando achávamos que não ia dar ou que aquilo não era para gente. Talvez por isso, nas três festas, ela se emocionou e chorou na hora das valsas e colações.

Fim de festa e o copo na mão.

Enfim, batalhamos e conseguimos. Os três filhos, irmãos e, principalmente, amigos, formados e dando orgulho para todos aqueles que confiaram na gente.

Principalmente para Dona Lúcia.

Feliz Ano Novo in Sampa

É isso mesmo, mandei o texto da Mega Sena antes do “Feliz Ano Novo”, afinal, são fatos que aconteceram no ano passado e não tenho culpa de não ter tido tempo para escrever no dia 31, aliás, não ter tido tempo quase o ano inteiro.

Chega de “nariz de cera”. Tirando uma ou outra exceção, as comemorações de Ano Novo das quais eu participo, sempre são animadas e com gente legal, bacana e que, se pudesse, viveria sempre (well, na real eu vivo com uma e com alguns já vivi bastante tempo. =P). Nos últimos, sei lá, 15 para 17 anos (nem faço ideia das contas) passamos nossos réveillons (tá certo esse plural) na praia. Não precisamente na praia, mas em alguma cidade com praia perto. Talvez, desses 15 ou 17, tenha passado uns 70% na praia de fato.

Divaguei.


Fugimos disso!

Foram festas em Guarujá, São Vicente, Santos, Praia Grande e Mongaguá, sempre ali com a família ou amigos por perto. Mas sempre com a gente tendo que se matar para correr com a logística da coisa, ora tendo que ver uma carona, ora tendo que ver o horário dos ônibus, ora tendo que chorar para sair mais cedo para não pegar (muito) trânsito. Muitas vezes fracassando miseravelmente.

Esse ano, por conta do feriado ser um fim de semana comum maledeto (2012, para compensar, terá quatro dias para Natal e quatro para o Ano Novo), depois de muito especular, quase decidindo ir para Mongaguá, resolvemos ficar por aqui por Sampa, passando o primeiro ano novo em nossa própria casa. Própria não, mas vocês entenderam.

Nisso, tentando ver para onde iríamos, descartando a Avenida Paulista por conta da péssima qualidade de shows escolhidos, qual não foi nossa surpresa ao receber a ligação de minha mãe falando que subiria com meu irmão caçula e um dos nossos melhores amigos para passar a virada com a gente. Aí foi correr para comprar as coisas para fazer a ceia e as bebidas.


Disso também. E sem correr risco de pagar peitinho no G1

Apesar de tristes, pela família da Lu estar longe e ela querendo estar lá com eles, e meu irmão do meio não ter vindo, foi uma das melhores viradas de ano que já passamos. Mesmo com chuva e trancados num apartamento que mal cabem duas pessoas, nos divertimos enchendo a lata de cerveja, batidas de sakê e sidra, além de uma ceia para ninguém botar defeito e, novamente, o Wii como carro-chefe para muitas risadas.

Ah sim, além do lance da Mega Sena.

Mesmo no domingo, ainda chovendo bagarai (grandes merdas, no litoral também choveu e os fogos devem ter sido fraquinhos…) ainda fizemos algumas coisas, apesar da preguiça e do corpinho de quase 30 estar no modo “recarga”.

Não sei se passaremos mais algum ano novo aqui no Santa Cecília no futuro, acho difícil, mas do jeito que foi, coloca fácil como um dos mais legais da minha vida.

Se bem que, como disse, estando com amigos e a família que amamos, quase todas essas festas são as melhores da vida.

Feliz Ano Novo, turma!

O Dia mais Feliz da minha Vida – Durante

Dei meu braço à minha mãe e jurei que não choraria, mais para meu irmão não levar os R$10,00 apostados com meu outro irmão, do que para manter a pose austera.

Falhei miseravelmente.

Conforme os acordes da música foram se iniciando, e a música Tudo que se quer entrando em meus ouvidos, junto com a imagem daqueles que, certeza absoluta, ajudaram a escrever a história da minha vida, rapidamente comecei a sentir aquele nó na garganta, a me deixar invadir por aquele momento único, inesquecível e que levarei comigo por toda a minha vida.


Sério, acho que sou proibido de ouvir essa música de novo. É tocar para marejar os olhos

Parei de segurar e deixei a emoção tomar conta de mim. Olhei para o lado, minha mãe chorando também, com aquele orgulho de levar o filho até o altar, entregando seu menino – porque para ela, homem ele não, mas sempre será um menino – para sua futura nora. Não perdendo ele, mas sim, perdoem-me o clichê, ganhando mais uma filha.

As lágrimas escorriam no rosto como a beleza das cataratas do Iguaçu, vendo minha vózinha emocionada, vendo mais um neto se casando, lembrei de meu avô, que tanto faz falta, e chorei mais, sem parar, sem conter, sem segurar o líquido salgado da felicidade.

Ao chegar ao altar, o padre me cumprimentou e brincou com meu choro, pedindo para me acalmar.

Eu soluçava de tamanha emoção e, para conter, fiz até uma respiração ridícula profunda, para recuperar o controle das minhas emoções. Pior que meus olhos já começavam a arder, já que estava com lentes de contato.

Ao me virar, fui vendo cada um dos padrinhos que, por incrível que pareça, representam cada momento da minha vida. Casal por casal, foi chegando, me cumprimentando, rindo da minha cara por causa do choro, tirando sarro da minha cara por isso e, enfim, sendo o que cada um é e que não seria diferente naquele momento tão especial para mim.

E eles foram entrando na ordem:

Lúcio e Jacelma
Eughenio e Daniella
Paulo e Camila
Micheline e Luis
Diego e Amanda
Carlos e Thaís
Vagner e Paula
Beto e Gilmara
Osni e Mari
Eric e Gabi

Todos lindos e maravilhosos!

Aí, quando já estava mais calmo, a porta da igreja se fechou.

Comecei a me soltar um pouco mais ao ouvir meus padrinhos, atrás de mim, conversando enquanto a noiva não entrava.

Meus outros amigos, Alex e Andrea, que não ficaram no altar para me dar de presente as fotos mais lindas que alguém pode fazer, fotografavam e tentavam me acalmar, já que, pelo jeito, parecia que eu estava para ir à forca. Mas só que ao contrário.

Eis que as portas se abrem e minha cunhada começa a cantar a Melodia do Amor, com a voz que deve ser a mais próxima ou melhor que as dos anjos. Instantaneamente vejo os pajens, meus sobrinhos Nathan e Vitória à frente, e a mulher mais linda que já pisou na Terra adentrando a igreja junto com seu pai.

Maravilhosa!

Fantástica!

Linda!

Não há palavras para descrever como Lu estava linda.

Enquanto caminhavam em minha direção, meus olhos jorravam tanta água, eu soluçava tanto, que parecia que teria um treco. Não era possível que aquele momento tão lindo estava acontecendo, não era possível que nós estávamos tendo um sonho em vida real tão maravilhoso como aquele.

Eles chegaram até mim. Abracei meu sogro tão forte que pensei que o quebraria ao meio. Beijei a testa de Lu e disse que ela estava linda. Soluçando.

Nos viramos para o padre e a cerimônia se desenrolou como se não houvesse atraso algum. Sem cortes, sem punições pelos pequenos percalços que tivemos até ali.

Confesso que não lembro ao pé da letra as bonitas palavras que o padre disse. Mas lembro a essência. Foi bacana ele citar meu irmão, Rafael, que tanto lutou para que tivéssemos essa cerimônia maravilhosa.

Já mais calmo, quase esmagando a mão da Lu, quando nos ajoelhamos, foi a vez de fazer todo o salão rir, acabando com o vácuo da cueca boxer que tanto me incomodava.

Durante a benção das alianças, nosso sobrinho estava tão entretido, que nem percebeu quando o padre pediu os anéis dourados. Quando se tocou, fez um “Tá aqui!” tão divertido, que a risada foi geral.

Após assinarmos o livro, fomos cumprimentar todos, mais uma vez, caí num choro, que o lenço que Diego me deu durante a cerimônia, podia ser torcido numa boa. Lenço esse que está comigo até hoje e que guardarei de lembrança.

Com o fim da cerimônia, ao som de “O Tempo não pode apagar” cantado novamente pela Milena, saímos e fui vendo todos ali. Amigos do Perequê, amigos do futebol, amigos jornalistas, amigos da escola, amigos do CAMPG, amigos parentes, parentes (=P), todos aqueles que ajudaram a construir meu caráter e que, de uma forma ou de outra, fazem parte da minha vida. Infelizmente, não foram todos que puderam comparecer, por motivos diversos, mas estavam lá de alguma forma ou de outra.

Ao sair, desta vez sem chorar, infelizmente não foi possível cumprimentar a todos na saída da igreja. Já que havia outro casamento para começar e, como já citado, o nosso atrasou tudo. Saímos com o carro e paramos na esquina da igreja, para ir falando com todo mundo. Depois, o Alex fez mais fotos e rumamos para a festa.

Assunto para conclusão desta história.

O Dia mais Feliz da minha Vida – Antes

Eu sei que o blog está abandonado e que os poucos e valentes três ou quatro leitores esperaram, acho que já sem muitas esperanças, por um texto após o dia 16 de abril.

Sei que as desculpas de computador ruim que desanima a escrever, falta de tempo (ainda mais que estava de férias), procrastinação e, claro, a pura e simples preguiça não são motivos para adiar e… bem, passar mais de um mês e não falar sobre aquele que foi o dia mais feliz (e choroso) da minha vida.

A espera acabou, o dia 16 de abril de 2011 foi aquela data que mostrou que a minha família, todos os meus amigos de coração e até a “sorte” que me acompanha são as coisas mais importantes que tenho na minha vida, complementando com aquela metade que Platão, desde os tempos antigos enchendo o saco em banquetes, diz que procuramos pela vida. E eu me juntei a ela.

Acordando

Não vou comentar sobre a noite anterior ao dia 16, quando dois dos meus melhores amigos, mais o meu irmão, resolveram que eu tinha que ter uma despedida de solteiro – nem que fosse para sair à noite, sozinho, pela última vez – foi divertida, embora tenha faltado as stripers, mas o final, com direito a motos com pneu furado, a busca por uma borracharia no meio da madrugada e a outra moto pifando por falta de gasolina (depois funcionando por milagre) é melhor deixar para lá.

Acordei, na casa da minha sogra, no meio do caos que o dia reservava. Após o café, encasquetaram que eu tinha que fazer as unhas. Fugi, mas mesmo depois de fazer a barba, não tive escolha e fui para o facão do alicate, controlada pela minha amada Lucilene.

Tudo estava indo bem, até alguém perguntar a hora e após o “11:30”, um pedaço do meu dedo ficar no alicate, com um jorro de sangue batendo no teto. Sem condições psicológicas para controlar um alicate, inclusive com um tratado de Haia proibindo tal manejo no Guarujá, Lu encaminhou a missão à minha cunhadinha, que terminou o serviço.

Era hora de correr. Graças ao Carlos, amigo que não tenho como dimensionar a importância na minha vida, fom…

Peraí, tem sim:

“Ultimamente eu venho imaginando o quão especial será a sensação de ver amigos tão únicos para mim finalmente se casando, certamente será algo que por mais que escondam, irá emocionar. Sinto-me muito feliz em acompanhar meu grande amigo assumir seu grande amor, e a minha única amiga de verdade realizar esse grande feito que é celebrar a união com quem ama. Digo sem qualquer cerimônia que vocês, mais do que grandes amigos, são dois grandes exemplos de vida para mim. Ver a força com que enfrentam seus problemas e buscam seus objetivos é motivador, 😉 Felicidades meus amigos.”

É, não tem, quando li isso chorei que nem criança.

Corremos com várias coisinhas, que para variar, sempre aparecem nesses momentos para atrasar, ou para dar mais emoção ao acontecimento. Foi compra de decoração de última hora, aluguel de roupa em cima da hora, detalhes do salão/restaurante… Enfim, um rolo da porra para resolver. Se não fosse o Carlos, não sei como faríamos para correr com isso tudo.

Após o almoço que não tínhamos como comer por causa do nervosismo e adrenalina, deixamos Lu no salão e, faltando umas três horas e meia para a cerimônia, fomos comprar lentes de contato, já que não estava a fim de casar com cara de nerd bobão. Só bobão bastava.

Dei muita sorte nesse quesito, se a médica e vendedora me empurrassem lentes de vidro moído, teria comprado, graças aos céus, não foi o caso.

Voltamos para a casa da sogra e lá encontramos com meu irmão, onde tínhamos pouco mais de duas horas para ir ao Perequê, nos arrumar e voltar ao Centro de Guarujá. Desespero batendo já.

Baixou um piloto de fuga em Daniel e fizemos Conceiçãozinha-Perequê em meia hora. Chegando lá, consegui me arrumar em tempo recorde e, faltando meia hora para o início da cerimônia, entramos – minha mãe, Rafael, Daniel de motorista e eu – no Celtinha e, de novo com o espírito de algum piloto irresponsável (acho que era o Villeneuve, o pai), Daniel voou com o Celtinha pelas ruas de Guarujá.

Cinco horas!

Pressão

Convidados e padrinhos ainda chegando, mal cumprimentei algumas pessoas e a coordenadora da igreja – ou seja lá o que ela faz – já foi me agarrando e colocando no início da fila com a minha mãe.

Estavam faltando dois casais de padrinhos e uma madrinha, minha cunhada que ia cantar durante a cerimônia, os pajens e, coisa de louco, as alianças. A doida da igreja começou a colocar terror e falar que o padre ia cortar parte da cerimônia e que celebrássemos com as alianças de outras pessoas. Terrorismo total.

Chega um casal.

Para ganhar tempo, fui me fazendo de desentendido e perguntando para a outra moça da igreja o que tinha que fazer e como se comportar. Essa, pacientemente, ia me explicando tudo, pela quinta ou sexta vez. A outra estava faltando pouco para fazer a gente entrar debaixo de pontapés. Dados por ela mesma.

Chega uma madrinha.

Logo em seguida, chega o casal que faltava.

Tentei negociar, falando para esperar mais 5 minutos, pacientemente com a melhor educação dada pelas melhores estrebarias da Suíça (valeu Maskate), ela berrou que já estávamos 365 dias atrasados.

Sem ter como argumentar mais, chamei meu irmão para substituir meu sobrinho que já estava substituindo outra pessoa.

Ah sim, esse não veio e perdi o bolão que ainda não paguei.

Como um jogador cheio de vontade, para marcar o gol salvador do time de coração, meu irmão ajeitou o terno, fez o sinal da cruz, deu uma corridinha e…

Chegaram meus sobrinhos e pajens.

Como técnico que muda de ideia, ora porque o time fez um gol, ora porque aquele zagueiro essencial ao esquema foi expulso, meu irmão voltou e perfilamos na fila.

Infelizmente, não foi possível enrolar mais ainda para dar tempo de entrar com minha cunhada cantando – pois estava passando o som – senão a doida arrancava a cabeça de todo mundo da fila e ia usar como enfeites para o casamento seguinte.

Era o início da cerimônia…

11 Anos

“Olá amigo, tudo bem?

Faz tempo que não nos falamos, né. Sei que nunca mais te visitei, aliás, desde a nossa despedida, acho que nunca te visitei. Tentei uma vez, mas como você deve ter notado, não achei seu lugar de descanso. Não fique bravo, eu evito visitar o lugar onde você porque você sabe que não me sinto bem em ir.

11 anos se passaram…

Não vou cair no clichê que o tempo passa rápido, mas é engraçado notar que sua memória ainda está tão viva, de tal forma que ainda lembro daquela quinta-feira (não lembro se foi dia 21 ou 28) chuvosa de outubro onde, ao contrário do que sempre fazia, só passei com a minha mãe e dei um oi rápido. Você perguntou se eu iria operar das costas e se estaria pronto para a temporada de verão daquele ano. Não sei se por conta do tempo e da sua preocupação com meu estado, não estava tão palhaço como normalmente estaria. Engraçado que nem cheguei perto de uma mesa de cirurgia.

Como tinha um trabalho para fazer, acabei indo embora rápido, enquanto minha mãe foi para casa. Estranho lembrar os detalhes desse dia. Outra vez cairei no clichê do ‘se soubesse o que aconteceria, teria ficado e falado mais’. Aliás, lembra que sempre ia de carona com você e o tranqueira? Justo nesse dia, tive que ir embora mais cedo.

Na escola, naquele dia, apresentamos o trabalho e depois fomos liberados mais cedo, por causa da chuva, a galera não quis ir até a Pracinha, como sempre fazíamos, e fui embora direto. Hoje penso que ainda bem, já que provavelmente veríamos o movimento na sua casa e a tristeza chegaria mais cedo.

Sabe, lembrar isso não é legal. Gosto de pensar, apesar de não servir de muita coisa, como seria se você ainda estivesse aqui com a gente. Será que você faria o curso de administração que cogitou fazer na Unaerp? Como seria compartilhar da vida acadêmica com você, apesar dos cursos diferentes. Será que perderíamos o contato? Será que hoje você estaria me zoando por conta do meu casamento, já que me aloprava por causa das minhas desventuras amorosas da época? Aliás, provavelmente você seria um dos padrinhos e, com certeza você ia gostar da Luzinha, provavelmente me zoando na frente dela e, depois, falando como eu sou um cara responsável, legal, gente fina… essas coisas que você sempre fazia.

É, vários ‘se, se, se…’ só posso falar que você é um amigo que faz falta, afinal, foi um dos meus primeiros chefes, conselheiro e, apesar, de me zoar na frente de todo mundo – muitas vezes merecido, é verdade – me defendia e sempre me apresentava como seu “braço direito”. Ensinava as coisas da banca, conselhos, enfim. Quase um irmão, inclusive para os meus irmãos.

É cara, pensar no como seria com você aqui é foda. Toquei a vida, mas toda vez que eu passo naquela esquina daquele quarteirão que tanto influenciou na minha vida, na Enseada, dá um aperto no peito e um nó na garganta. Lembrando das risadas, histórias, projetos, zoeiras. É foda.

Enfim, me despeço, rindo e com algumas lágrimas, já que provavelmente me zoaria com esse texto, achando que tá “gay” demais.

Abraços Ademir, um dia nos veremos e colocamos o papo em dia, espero que com cerveja open bar aí onde você está.

Acho que, na história desse blog, esse é o texto mais procrastinado de todos os tempos por mim. Era para escrevê-lo no ano passado, por conta da data redonda, mas acabei deixando para depois, adiando… E bem, fez mais um ano e, ainda por cima, passou mais um mês além da conta. Acho que por ser difícil escrever sobre um amigo próximo, que acabou deixando este mundo cedo demais, acabei por meio que evitar falar sobre isso. Fica aqui minha carta a ele.

Ideias

Ter ideias num mundo como o de hoje é meio furada, já que hoje todo mundo é adepto do copiar e colar – já conhecido como control cê e control vê, por causa da revolução digital – mas não desisto, por mais absurdas que as minhas, às vezes, possam parecer.

Quando era mais novo – e bota mais novo nisso – era visto como avoado, afinal tinha as mais absurdas ideias que se possa imaginar.

Uma das coisas que mais gostava era de criar campeonatos.

De tudo.

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Beber, cair e levantar

Fim de semana interessante este que passou, que há muito tempo não tinha.

Balada, barzinhos, rock n’roll e um corpo destruído no domingo, impossibilitando de fechar a trinca com um pagode (sim, escapei) que insistiam para eu ir.

Foi legal mesmo. A parte chata foi ficar meio bêbado na sexta, fazendo com que não bebesse no sábado (aprendam amadores, sempre é preciso compensar). Mesmo assim, foi impossível resistir ao open bar dos camarotes da Itaipava. Mesmo sendo Itaipava.

De resto, mais uma vez comprovei a tese do barzinho – explicado neste post – embora no show tenha encontrado a galera perdida.

Enfim, vou tentando retomar a rotina.

A boa notícia é que, finalmente, acho que vou arrumar um emprego, embora seja tudo turvo e claro ao mesmo tempo.

Torçam por mim.

J. Rafael é o vencedor do Bolão do Brasileiro 2008

Desculpe a demora para postar isso aqui, mas como fiquei a semana inteira fora e, ontem, tive problemas com teclas que não deveriam existir no teclado (a desligar, por exemplo) acabei demorando mais do que gostaria para publicar o resultado final do Bolão do Brasileiro 2008.

Com 988 pontos, João Rafael é o grande campeão do Bolão, recebendo como prêmio uma camisa oficial do Sport Club Corinthians Paulista (argh). Lembrando que J. Rafael, como é conhecido no Bolão, já havia levado o livro Corinthians: É Preto no Branco, como vencedor do primeiro turno.

Em segundo lugar ficou Prisila Mion, que chegou a brigar cabeça com cabeça com Rafael, perdendo fôlego na reta final (acho que foi preocupação com os patinhos hehe) como prêmio de consolação, vai ganhar o livro Palmeiras: Um Caso de Amor (argh²), do Mário Prata, por ter ficado em segundo lugar no segundo turno (quanto segundo, parece o Vasco).

Aos outros participantes, agradeço mais uma vez por estes meses juntos prestigiando a brincadeira, se não fosse por alguns percalços, como esquecer alguns palpites, acho que Cido, Alan e Fernando teriam brigado pelo título.

Já os Thiagos sofreram por ter entrado depois (embora o Thiago Reis tenha ficado num honroso quinto lugar, já pensou se estivesse participando desde o começo), enquanto o Xanhenha apostava rodada sim, rodada não.

Os únicos que não tem desculpa para a classificação final somos nós, Frank e eu, já que não perdemos uma rodada e ficamos bem distantes de lutar por qualquer coisa.

Enfim, parabéns ao Rafa, à Pri e obrigado a todos que participaram, espero contar com todos no ano que vem.

E, se liguem, que em breve o Frank manda a tabela do Paulistão (sorry Alan hehe).

Segue a classificação final, se alguém não recebeu a tabela completa, é só me pedir que envio.

Ps: Prisila, me envia seu endereço por e-mail com CEP para mandar o livro. O Rafael, como mora em Guarujá, irá receber a camisa em casa das minhas próprias mãos, com direito à fotinha para registrar o momento feliz do pobre corintiano.

Bolão do Brasileiro 2008 – Palpites da 38ª Rodada e agradecimentos especiais

E chegamos à reta final do Bolão e, lógico, do campeonato mais disputado de todos os tempos.

A série B já acabou e agora resta saber quem vai ficar com a taça do que realmente interessa, o Campeonato Brasileiro da série A.

Todo mundo já sabe sobre minha triste frustração na semana passada, agora, estou num estado que não sei bem dizer o que é, mas é algo, digamos, catatônico, um estado que vai da indiferença, passando pela euforia, à preocupação em questão de segundos.

Enfim, tensão pura.

Voltando ao Bolão, todo mundo já sabe o que aconteceu com o PC do Frank, nosso auditor e co-realizador do evento, espero que até segunda esteja tudo pronto, já que gostaria de anunciar o vencedor nesse dia (e também comprar logo essa porcaria de camisa, tendo em vista que poderá ser um manto/pano de chão bem desagradável, seja alvinegro ou verde).

Desde já, agradeço a todos pela participação e por transformarem o que era uma brincadeira entre amigos em um negócio mais ou menos sério.

Lamento ter deixado meio de lado, principalmente nos últimos dias, mas quem acompanha o Lua sabe que estou passando por uma situação complicada, nada que interfira no Bolão, mas que me obriga a deixar tudo, inclusive o blog, meio de lado.

Enfim, agradecimentos especiais:

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