12 anos e 2 anos!

Eis que abril está indo embora e, apesar do aperto para ajustar as finanças, posso dizer que foi um dos melhores meses dos últimos tempos, mesmo estando em férias praticamente caseiras.

Explico, neste mês completei, respectivamente 12 anos de união e 2 anos de casado com Lucilene e, ao contrário do que sempre ouvia, a TV prega e, algumas rodas de amigos comentava, foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida.

S2

Melhor foto!

Lu não é simplesmente só minha esposa. Ela é minha companheira, amiga, confidente, amante, enfim, tudo! Entramos em frias juntos, compartilhamos de momentos mágicos juntos e passamos por toda e qualquer situação, seja boa ou ruim, juntos.

Claro que há brigas, óbvio que de vez em quando nos desentendemos e, certeza, que há dias que um quer estrangular o outro, mas nada que não dure nada além de um sorriso, um pedido de desculpas e aquele momento mágico de reconciliação que fortalece ainda mais a relação.

Uma das coisas mais acertadas que fiz na minha vida, foi casar com a Lu e construir esse caminho juntos, caminho esse que, quem sabe em breve, possa ter a participação de mais uma ou duas ou três figurinhas, não é mesmo?

Algo que, por enquanto, ainda não está nos planos (calma galera!), mas já estamos planejando para providenciar assim que possível.

Enfim, só escrevi tudo isso para mostrar o quanto amo essa mulher e o quanto ela é importante para mim!

Te amo Lu!

Lu Bonilha

A primeira mulher que gostei, fora a minha mãe, foi a professora do prézinho, acho que era Marisa o nome dela, sim, Marisa. Pode-se dizer que, com 3, 4 ou 5 anos, nossa paixão é invariavelmente a professora que nos passa as atividades lúdicas e nos diverte. Afinal, aquelas chatinhas, as tais meninas, só serviam para encher o saco, chorar e torrar nossa paciência. Nunca que casaria com elas, só com aquela professora linda e maravilhosa que me dava atenção e cuidava de mim quando a mãe não estava por perto.

Acho que o fato de descobrir que a professora era casada, já perto de se despedir da escolinha (e depois de São José dos Campos), e ainda que ela tinha filho e, pior, que eu havia apanhado dele uma vez, pode ser considerado o primeiro fora que tomei na vida. “Como assim casada? E aquela visita e aquele abraço gostoso que ela me deu nas férias, indo me visitar em casa? E o presente que ela levou em casa quando fiquei doente e me contou uma história?

É amigos, frustrações são inesquecíveis, principalmente a primeira.

Logo, um dos meus melhores amigos na época, que também era meu primo, resolvemos disputar nossa prima, que era uns, sei lá, 20 anos mais velha. Nós, pirralhos bem resolvidos de 6 que éramos e conscientes de que o outro não era digno daquela linda loira de cabelos encaracolados a la anos 80 (e eram os anos 80) travamos uma terrível guerra para ver quem ficava com ela, quem dormia na casa dela, e quem se escondia embaixo da cama, enquanto ela se trocava e era descoberto, na casa dela.

Foi uma guerra ingrata, apesar de perdemos para um yuppie com cara de nerd e jeito bobo na época, e culparmos um ao outro por tal descalabro. Rompemos relações diplomáticas e só voltamos a nos falar na semana seguinte. Uma eternidade para os padrões infantis da época, sem internet e telefone.

Minha família foi embora de São José dos Campos e, após uma breve estada em Santos e São Vicente, fomos para Santo André.

Lá, na primeira ou segunda série, me apaixonei por uma menina de outra sala, chamada Michelle. Era linda! Olhos e cabelos castanhos, jeito angelical, enfim, linda! Era tão besta, que eu a acompanhava de longe e esperava ela entrar em casa para seguir o meu caminho. Um dia reparei que ela não ia mais à escola e nunca mais a vi ou tive notícia.

Por algum motivo que eu não sei bem, não lembro de grandes amores na terceira ou quarta série. Havia meninas bonitas, legais, mas nada que fizesse “tocar o sino”. Só queria saber de farra, futebol e brincar. Que é o que interessa nessa idade.

Eis que vamos embora de Santo André e aportamos em Guarujá. Essa linda cidade maravilhosa que tanto amo e curto. (Rá!)

À parte do deslumbre de morar em um lugar com praia (já havia morado, mas nem tinha noção da coisa), durante as férias, não fiz nada de novo, só praia, praia e praia.

Quando começou o ano letivo, logo no primeiro dia, vi aquela que, talvez, tenha mais me tirado o sono na vida. Pelo menos até 2001.

Resumão porque esse texto já tá gigante e histórinhas de amor que não dão certo, só tem graça quando você é pequeno. Me apaixonei por essa menina e fiquei cozinhando durante toda minha vida nesse colégio. Mesmo quando desisti, e quis o destino que ela caísse na minha sala DUAS vezes, quando a encontrei novamente, dessa vez trabalhando no local que ela frequentava, aí amigos, fiquei de quatro.

É fato que até as tartarugas que não existem no Tortuga sabiam da história. Um amigo chegou a falar que “desistiu dela”, sem conhecer, de tanto que era o meu lenga-lenga no assunto. Fato que meio que fui feito de gato e sapato, ouvindo coisas de ex e atuais e sendo o “amigo gay”, da história. Reconheço que a culpa foi toda minha, já que nesses CINCO fucking anos, nunca cheguei nela e disse o que sentia. Enfim, cabaço total, segundo o jargão popular.

Mais uma vez entro naquele limbo de não morrer de amores por ninguém. Saía, dava uns beijos, não comia ninguém, mas me divertia muito com os amigos que até hoje mantenho contato do colegial. Foram dois anos que até tinha algum interesse em alguém, mas por algo que dava errado, ou porque não era para ser, logo voltava à bagunça.

Quando entrei na faculdade de jornalismo, logo visualizei aquelas mentiras contadas nos filmes americanos, achando que finalmente perderia a dita virgindade e que a vida só seria festas, sexo, bebida, sexo, mulheres, sexo, bagunça, sexo, enfim, sexo!

Muita frustração ao notar que tinha que estudar que nem um FDP e que a galera, tirando um ou outro, era uma continuação do ensino médio, só que com pessoas mais chatas e sem espírito de farra.

Nesse ano, cheguei a gostar de uma loirinha, onde revivi a disputa com um amigo, vizinho de bairro. Ele ganhou, digamos assim, mas quando fomos visitá-la em SP, os dois tomaram no toba e ficaram a ver navios preteridos por um Morcego (apelido do cara, sente o drama). Algumas meninas chegaram a mostrar interesse em minha pessoa, durante essa fase, mas eu era otário e abria mão porque alguns amigos gostavam de tal garota. Resultado, a mina ficava fula porque não queria ficar com o mané, e ficava fula em dobro porque o mané que ela queria falava para ficar com o outro mané.

Fui burro para carai nessa época.

No segundo ano da faculdade, comecei o ano bem, indo para um memorável carnaval em Cananeia e com esperanças das grandes putarias prometidas para mim pelos American Pies da vida.

Óbvio que isso não ocorreu.

Em 11 de abril de 2001, dia de prova de Filosofia, e aniversário de uma amiga, eis que ela aparece na faculdade. Já tínhamos nos “visto”, assim, entre aspas, porque fiz uma piada idiota com ela, tirando os óculos e falando que “ninguém ficava comigo, que ficar? Tenho olhos verdes” (se tiver errado, ela aparece e corrige), óbvio que não vi muito bem a beleza que estava diante dos meus olhos verdes.

Bem, no dia 11 de abril, ela apareceu, para esperar a amiga que fazia aniversário naquele dia. Como eu saí mais cedo por causa da prova, começamos a conversar. Conhecendo as pestes de amigos que tinha, levei ela para fora da faculdade e comecei a falar, mas tipo, falar muito.

Um adendo, uma das observações da minha tenra e grande infância e adolescência, era o fato de perder mulheres por falar demais. E, sim, no sentido literal da palavra.

Voltando, quando finalmente tomei coragem, após umas 12 horas (ou 18, não lembro) de conversa, a beijei.

Não preciso dizer que amigos viram e fizeram uma bagunça nada, comigo e ela não sabendo onde enfiar a cara e todo mundo me zoando, dizendo que eu tinha deixado de ser BV. É, minha fama na faculdade, nesse assunto, não era das melhores.

Após esse beijo, saímos mais vezes, outros beijos aconteceram e, em 5 de maio de 2001, a pedi em namoro.

Mesmo com várias brigas, várias noites de sono perdidas (sim, foi com ela que perdi mais noites de sono na vida, aliás, ainda perco de vez em quando), amanhã, 9 de abril de 2011, dois dias antes de completarmos 10 anos juntos, nos casaremos no civil e ela carregará meu nome. A coisa mais preciosa que tenho nessa vida.

Amanhã, Lucilene, também conhecida como Luzinha, Lu, Lulu, Luca, Luluzinha, Luci, amor da minha vida e a mulher mais incrível que já conheci, terá meu oficialmente meu nome:

Lucilene Batista da Silva Bonilha.

Te amo Lu, e obrigado por me fazer o homem mais feliz do mundo nos últimos 10 anos. E espero que faça por toda eternidade.

Sonho realizado

Um dos meus grandes sonhos de infância, adolescência e adulto sempre foi assistir, in loco, um Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Quando pequeno, meus pais, sempre que visitavam minha bisavó que morava em Interlagos, falavam que me levariam, principalmente quando passávamos em frente ao autódromo, ainda mais em dia de corrida.

Obviamente, nunca me levaram.

O Incrível Hulk, pole pela primeira vez

Durante a adolescência, e até pouco tempo atrás, todo ano combinava com amigos de que, no ano seguinte, iríamos presenciar a corrida nas arquibancadas do José Carlos Pace.

Infelizmente, por problemas financeiros, agendas e compromissos, também nunca conseguimos.

Hoje foi diferente.

Alonso, o único que pode ser campeão aqui

Na manhã deste sábado, às 5 da madrugada, acordamos, Lucilene e eu, arrumamos nossa mochila, tomamos um café marromeno e partimos para realizar um sonho, que vinha lá de menino. De um menino que sempre foi apaixonado por automobilismo, em especial a essa Fórmula 1, que apesar de não ser a mesma que esse menino aprendeu a gostar, ainda é especial para ele.

Molhado, cansado e incrivelmente feliz

Quis o destino que esse menino, hoje homem, realizasse esse sonho com o grande amor de sua vida, amiga e companheira em todos os momentos, perrengues e aventuras. Mulher com a qual passará os momentos eternos enquanto dure os seus destinos.

Voltando ao sonho, como tudo que acontece no Brasil, pagamos caro, encaramos desconforto, chuva direta na cuca, desrespeito, frio e bagunça para sair. Vimos o quanto é caro tentar levar uma lembrancinha para casa – desistimos, $50 por uma caneca ou $120 por um boné é demais para nós – e tivemos que ter paciência com gente que quer acordar tarde e sentar na janelinha. Pensamos se tudo isso valia a pena.

Lotado, mas como tinha gente folgada nesse meio

Vimos que valia.

Bastou o primeiro carro de F1 ir à pista, o barulho de 120 decibéis rasgando a reta, o cheiro de gasolina e “pastilha” de freio queimados, os estouros da redução de rotação do motor, para as lágrimas se misturarem às gotas de chuvas, e aquela empolgação de garoto voltar. Aquele homem formado voltar a ser a criança que falava que Piquet era melhor que Senna para seus pais e, depois, ver que o cara realmente era o melhor de todos, mesmo hoje, conhecendo a história, voltando a achar que Piquet realmente foi melhor que Senna.

Razão pela zona do dia, tanto no público quanto na pista

O resultado do treino, quis o destino, acabou sendo surpreendente, assim como a presença daquelas duas figuras molhadas no meio de milhares de figuras molhadas. Nico Hullkenberg fez sua primeira pole na carreira, com uma Williams depois de anos e com um motor Cosworth depois de mais anos ainda. Dos que concorrem ao título, Vettel em segundo, Webber em terceiro, Hamilton em quarto e Alonso em quinto, devem fazer uma corrida emocionante e ainda mais inesquecível.

Mesmo com nenhum brasileiro indo bem, mesmo não tendo Piquet, Senna, Prost, Mansell, Berger, entre outros com quem aquele menino aprendeu a ver e gostar de corridas ali, seu sonho finalmente estava sendo realizado.

Juntos em tudo: roubadas, coisas incríveis ou numa mistura dos dois

E amanhã ele estará completo.

2 para 28

Contar uma história resumida de 28 anos em 5 dias sem citar as paixões, é a mesma coisa que comer bolo sem açúcar, ok?

Tá, a comparação não teve nada a ver com nada, talvez porque açúcar, doce, melação, essas coisas, tenham a ver com amor e paixão, ou porque, quando escrevi estas mal traçadas linhas, tenha comido um pedaço de bolo que faltou açúcar.

Minha vida amorosa, se não me falha a memória (e olha que ela falha bastante) é daquelas coisas que mais divertem meus amigos, tamanhos absurdos e desatinos do destino que aconteceram. Basta lembrar que perdi minha adolescência inteira (ou 5 e 6 anos da minha vida) apaixonado pela mesma garota. Que nunca fiquei, diga-se de passagem.


Foto tirada há 2 anos no casamento de um amigo no melhor estilo Uommmmmmmm

Bem, a moça da foto aí em cima, pode-se dizer que é a paixão da minha vida, tantos perrengues, coisas e bons momentos que tivemos. Chega a ser engraçado duas pessoas com personalidades tão diferentes ficarem tanto tempo juntas. Ela nunca entrou no blog (engraçado isso, mas nem ligo) e se entrar, capaz de mandar tirar a foto, por motivos óbvios. Como sei que a chance disso acontecer é perto de zero, coloco essa foto para representar esse momento dos 28.

Mais uma para terminar a série, já tenho ideia do que colocar, problema é arrumar a imagem para tal. Fico na dependência do @RafaelBonilha

Para ser igual tem que ser diferente

Por Daniella Velloso

É incrível como homens e mulheres são diferentes. Até aí nenhuma novidade. O que me espanta, é como as pessoas lutam contra isso.

Você é daqueles que acha que é possível mudar a natureza de alguém? Eu não.

Para as mulheres, casamento é prova de amor. Para os homens, é conveniência ou pura conseqüência de um relacionamento duradouro.

Tipo “É, já enrolei o quanto deu, agora não cola mais…”.

Para as mulheres, datas especiais são datas onde algo especial aconteceu.

Difícil? Qual o problema dos homens em relação às datas?

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Esperando o celular tocar

Recife

O celular não toca.

Ela disse que ligava, mas já se passaram algumas horas, que parecem várias eternidades, já apelando para o clichê básico.

Ele sabe que provavelmente o telefone não irá tocar, mas se prende à vã esperança.

Seria certo ele ligar e acabar com o último pingo de dignidade que a ele resta?

Não, ele sabe que algo ainda tem que ter.

Foram mais de três mil quilômetros de viagem, sabendo que ela não viria. Chegou a ligar para ela, avisando que iria, e ela, para lhe dar uma falsa esperança, não confirmou e nem recusou seu convite.

Só disse que ligava.

São três horas da manhã, ele está acordado com seu celular ligado e recarregando na tomada, esperando a ligação.

Na TV em um canal passa um leilão de gado, no outro venda de brincos e, em todos os outros, Jogos Olímpicos. Todos ignorados por ele.

Ele acende seu Vila Rica, do segundo maço da noite, e olha pela janela a noite quieta da cidade a qual se sente um intruso.

Ele sabe que, provavelmente, este é um ponto final de anos de conversa. Ela irá viver sua vida, e ele, a dele.

A vista da janela só o faz se perder nos pensamentos

Nunca se (re)encontrarão, não conhecerão as famílias e nem agregarão os amigos do outro aos seus.

Mas ele queria ouvir sua voz pela última vez.

Queria dizer a ela, pela última vez, que foi legal o tempo que passaram, teoricamente, juntos. Dizer que as conversas, promessas de mundos e mares ao outro foram legais, mas que agora era hora de cada um cuidar da sua vida e de seu destino, sendo feliz com quem quer que seja.

O maço de Vila Rica acaba, a China ganha mais uma medalha e o celular toca.

Ele corre para atender e nem deixa tocar a segunda melodia da música que representava a união dos dois. Só teve tempo de ouvir uma voz feminina dizendo:

– Recarregue seu celular até o dia 10 e aproveite as promoções incríveis da TIM.

Poup Pourri

Olá,

Eu sei que falei: “nem pensar…”
Mas agora me arrependo, roendo as unhas
Estou com o coração na mão, pois fui sincero
Como não se pode ser

Quem tem amor na vida,
Tem sorte
Quem na fraqueza sabe
Ser bem mais forte
Ninguém sabe dizer onde a
Felicidade está

Afinal, um erro assim tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E, quando acaba a bebedeira,
Ele consegue nos achar

Tão perto, não importa o quanto distante
Não poderia ser muito mais [distante] do coração.
Eternamente confiando no que nós somos
E nada mais importa.

Nunca me abri deste jeito,
A vida é nossa, nós vivemos da nossa maneira.
Todas estas palavras eu não digo simplesmente [por dizer]

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Um ano.

Quase passa despercebido, mas há exatamente um ano tomei a decisão que mudou radicalmente a minha vida (clichê básico).

No dia 1º de fevereiro de 2007 – depois de uma inédita parceria bem sucedida no mundo bilionário das comunicações, que só deu errado porque deu certo – desiludido com o mercado jornalístico litorâneo e de saco cheio de falsas promessas que nunca davam em nada, resolvi me mudar de mala e cuia para São Paulo.

É engraçado ver, depois de 12 meses, como o tempo voa e também como aconteceram tantas coisas nesse período.

Durante essas 52 semanas conheci várias pessoas interessantes, fazendo novas amizades, (que sei que serão eternas) conheci novos amores, (que foram embora como as folhas do outono), firmei um compromisso sério (que por enquanto está indo às mil maravilhas) e estou me satisfazendo profissionalmente (coisa difícil de se ver em um ano de trabalho).

Triste só o fato de ainda não conhecer a cidade como gostaria, de não conhecer pessoas que sei que estão perto, mas a agenda impede de, pessoalmente, encontrar e dar boas risadas e, para encerrar, algumas outras coisas que não vem ao caso agora, mas, se não lembro, não devem ser lá muito importantes.

Muita gente diz até hoje que fui louco de ter tomado essa decisão, afinal, seria funcionário público, teria estabilidade garantida e trabalharia em horário fixo com um bom salário (até parece). Sim, fui louco, mas estou feliz.

Não me arrependo nenhum pouquinho de ter mandado Guarujá para a PQP. Só visito a cidade ainda porque meus familiares vivem lá. É uma cidade doente e, pelo jeito, não terá cura tão cedo. Só lamento pela minha família e os amigos que possuo lá.

Para as pessoas que fizeram desse ano de liberdade uma experiência fantástica, meu muito obrigado, em especial para o velho Vagner, que, apesar do gênio mano de ser, me acolheu em sua casa e ajudou muito com a malandragem da vida.

Pois é, já que abri o texto com um clichê, encerro com outro: Que venha mais um ano, de preferência, melhor que este que passou.

E mais um ciclo chega ao fim

O blog está abandonado novamente, o que não é novidade para ninguém, mas, já que é fim de ano e hoje é o último dia de trabalho de 2007, resolvi fuçar e ver o que havia prometido para 2007.

Incrível, como as coisas mudam radicalmente em 365 dias.

Ir embora de Guarujá
Fazer o jornal prosperar. (N.E, prosperou tanto que até foi vendido, voltando à merda que era antes)
Começar a fazer academia. Para 2008.
Praticar algum esporte. Para 2008.
Continuar o curso de inglês. Er… próxima.
Ir embora de Guarujá
Atualizar o blog sempre. (N.E.Aos trancos e barrancos, mas estou atualizando.)
Dar mais atenção para minha família. Hum… Acho que depende do ponto de vista.
Dar mais atenção para a Pandora. (Mesma coisa do jornal, tanto que deram a bichinha)
Dar mais atenção para meus amigos. (N.E.Fui relapso nesse, prometo melhorar)
Ir embora de Guarujá
Ganhar na Mega-Sena (é difícil, mas não custa sonhar). Para 2008.
Ser um pouco mais “vivo”. . (N.E. Acho que fui…)
Trabalhar menos. (Bem, ando trabalhando pá carai, mas em sábados, domingos, feriados e agregados não trabalho mais)
Ir embora de Guarujá.
Ganhar dinheiro. Para 2008. rs
Freqüentar mais o cinema. (N.E. Agora no fim do ano que dei uma maneirada, mas esse ano foi o que mais freqüentei o cinema na minha vida).
Viajar mais. Para 2008
Conhecer novos amores. Para 2008 (ou nunca mais rs)
Ir embora de Guarujá
Ver meu pai.
Fazer algum curso novo. Para 2008
Comprar um veículo (seja moto ou carro). Para 2008.
Ser menos cabeça dura. Para o século que vem.
Atualizar meu guarda-roupa. Para 2008.
Ir embora de Guarujá.
Visitar RN. Para 2008.

Sei lá, vamos ver o que 2008 reserva.

Oficialmente o blog sai de férias até o dia 02, mas sempre voltando em edições e plantões especiais.

A todos os leitores que tanto admiro, Feliz Natal e Feliz 2008, cheio de tudo aquilo que nesta época desejamos a todos.

Dando as devidas explicações – Vou casar!

Sei que o Lua anda abandonado e com posts aquém da qualidade, portanto venho aqui dar as devidas explicações do porquê deste espaço, que gosto tanto, ter ficado de lado.

2007 tem sido o ano em que mais amadureci, envelheci e aconteceram coisas que nunca imaginaria que ocorreriam:

Fui dono de jornal com um amigo competentíssimo e que só deu errado porque deu certo.

Resolvi dar um kick na Ilha de Santo Amaro, num momento em que poderia ter sido funcionário público e ficar com a bunda engordando num lugar que sei que me mataria aos poucos.

Decidi encarar uma cidade 1000 vezes maior que a Sucupira do litoral, com a ajuda de outro amigo que me apoiou bastante, e começar tudo de novo e, graças a Deus, está dando tudo certo, apesar do estresse de todo emprego normal e decente que deveria existir por aí.

Enfim, acho que envelheci uns cinco anos e, agora, estou para envelhecer mais uns 10, pois noivei e, logo logo, a minha querida (pegando frase emprestada do TJM II) estará junto comigo para um ajudar o outro nessa tarefa estranha e complicada que é a convivência humana.

Como estou correndo atrás de várias coisas, como aluguel, preços de móveis, etc, etc. Sobra pouco tempo para blogar, mas prometo que assim que as coisas normalizarem, voltarei a cuidar desse espacinho que tanto me dá alegrias e me ajuda desestressar um pouco depois de um dia que enche o saco.