Como convencer alguém a ir ao cinema

-Então, vamos ver o Transformers?

-Transformers?! Não é filme com um monte de tiro, explosão ou cheio de bobagens?

Er… Não! Conta a história de um garoto meio nerd que quer conquistar a garota mais bonita da escola e, para isso, acha que comprando um carro vai conquistá-la. Mas o carro contém um segredo que vai mudar sua vida para sempre… Se eu contar mais, estraga o filme. Vamos?

-Parece legal.

-Sessão das 22:20?

-Tá.

Depois da sessão…

-Gostei, mas você mentiu para mim.

-Menti?

-Mentiu.

-Mas você gostou do filme cheio de tiros, explosões e várias bobagens…

-Sim.

-E não menti. A história bateu. O carro não tinha um segredo que mudou a história do moleque?

-Você é um bobo, sabia?

-Sabia, sim.

Mais tarde a resenha do melhor filme do ano.

Dia Internacional do Amigo!

Depois de uma semana para lá de triste e cheia de tragédias, só me resta desejar a todos um Feliz Dia do Amigo.

Essas pessoas que sempre agüentam nossas lamúrias, alegrias, segredos e tudo mais, além de dar aquela força com palavras de alento do tipo:

“Deixa de viadagem e vamos tomar todas!”.

O que é uma ótima pedida numa sexta-feira depois do expediente.

Para todos um bom fim de semana e, qualquer coisa, estarei em Guarujá!

Almoçando sozinho

Justo naquele dia ele resolveu almoçar sozinho, não que tenha enjoado da companhia dos colegas de trabalho, mas como ficou 10 minutos além do horário de saída, ninguém quis esperá-lo. Não se importava. Achava a idéia do “apito de fábrica” meio ultrapassada. Preferia sair ao término da tarefa, do que deixar as coisas de lado na metade.

Como todos havia ido a um restaurante mais caro, decidiu ir no de sempre, onde a comida é boa e o preço mais em conta. O único problema era a lotação do local, impossibilitando, às vezes, arrumar um lugar para sentar e comer, sendo a solução, muitas vezes, compartilhar a mesa com um estranho. Apesar disso, não foi muito difícil para ele arrumar um lugar para ficar.

Na mesa que escolheu não havia ninguém e, durante a refeição, não apareceu nenhuma alma para compartilhar o lugar.

Por mania inexplicável, não tomava líquidos enquanto comia, seja suco, água ou refrigerante, tendo dispensado dois garçons que perguntou se queria algo para acompanhar.

Ficou surpreso quando uma garçonete apareceu com um suco de laranja e deixou na sua mesa.

– Desculpe, mas não pedi nada.
– Eu sei. – falou com um sorriso simpático – foi a moça daquela mesa que te mandou.
– Quem? – perguntou ele estupefato.
– Aquela ali. – mostrou apontando uma garota quatro mesas à frente, à direita. – e pediu para te entregar isto.
– Bem… Obrigado!

Pegou o suco, olhou para a ruiva na mesa e agradeceu com um gesto.

Enquanto tomava o suco, desembrulhou o guardanapo e viu um número com uma frase: “8765-4321. Me liga, gatinho!”.

Mesmo achando o “gatinho” meio brega deu um sorriso, levantou, pagou a conta e foi embora, não antes de olhar a ruiva de cabelos longos, olhos castanhos claros e estatura mediana. Ela sorriu e ele retribuiu o sorriso.

Olhou o papel novamente, guardou no bolso e saiu com um sorriso de orelha a orelha com aquela sensação gostosa de “ganhou o dia”.

Conto de uma Borboleta Azul

Acordou vendo a borboleta azul, estática, como sempre.

A borboleta que o encantava desde a primeira vez que a viu de relance numa festa, escondida atrás dos longos fios dourados. Ficou olhando e se apaixonou quando os fios foram afastados por mãos macias e viu a borboleta batendo asas e voando naquela pista de dança.

Continuava olhando a tatuagem na nuca dela, enquanto a dona da borboleta se espreguiçava e se virava para encará-lo.

Olhar fixo, enigmático e penetrante. As esmeraldas enfeitiçavam e paralisavam qualquer ação dele, que pensou em sair da cama, mas desistiu depois de ser imobilizado pelo olhar dela.

Olhar que junto com o beijo quente, úmido e profundo, quebrou o feitiço de paralisia estática.

Eles ainda estavam extasiados da noite de luxúria, paixão e fogo que haviam passado, mesmo assim, se amaram novamente.

Após o sexo, ele voltou a encarar a borboleta, que repousava estática e calma, embaixo dos fios dourados.

Decidiu deixar sua linda borboleta na cama e levantou. Preparou o café e levou para ela na cama. Ela estranhou a flor, mas subconscientemente, ele havia levado para o pequeno inseto de asas azuis.

As esmeraldas o olhavam e admiravam aquele homem gentil que levava café na cama para sua mulher amada.

Tomaram banho juntinhos, com ele admirando a borboleta, como se voasse durante uma chuva de verão.

Já era tarde e ela precisava voltar para seu casulo. Se arrumaram e ele a levou até sua casa. Se beijaram novamente. Ela desceu do carro e, à distância, ele ficou observando o bailar da borboleta, embaixo dos fios dourados, voando de um lado para o outro.

Ao sair com o carro da esquina, não deixou de sentir uma ponta de ciúmes quando viu sua amada borboleta azul entrelaçada com seu noivo, que a esperava na porta de casa.

Céu e Inferno ou Inferno e Céu?

Chega a ser engraçado como as coisas acontecem comigo…

Estava escrevendo outro conto/crônica quando, do nada, caiu a ficha de como os fatos que acontecem na minha vida são relâmpagos, intensos e, de um lado agradáveis, de outro desagradáveis.

Incrível como de uma fase boa passo para uma ruim, voltando para a boa, descambando para a péssima, até normalizar novamente. Isso em apenas uma semana e com uma freqüência incrível.

O que acho disso?

Não consigo definir, afinal nem dá tempo de pensar em algo, apenas que no momento a sensação é desagradável.

Aconteceu no metrô

Metrô, como acho que já expliquei por aqui, é uma ciência sem lógica alguma. Você segue nele lotado, vazio, entupido, enfim, tudo no mesmo horário. Ou seja, não há meio de se programar para tentar ir confortável e fugir da algazarra. Vai pela sorte mesmo.

Mas uma das coisas mais estressantes que existem é pegar o trem, logo cedo, e ir mais amassado que sardinha em lata no vagão, e quando você pensa que não tem como entrar mais ninguém, sempre acaba entrando mais gente.

Assim como as pilhas, tudo tem seu lado positivo. Um deles é a “tensão sexual” que acaba envolvendo as pessoas, apesar de nunca terem se visto ou falado na vida.

Essa tensão é quando o vagão, estando lotado, vai espremendo cada vez mais as pessoas, como não tem como se mexer, as pessoas vão ficando cada vez mais frente a frente, dependendo de onde estiver.

Claro que complica se a pessoa que estiver à sua frente for do mesmo sexo, ou tiver bafo, ou pior, for do mesmo sexo e gostar do mesmo, tiver bafo e ainda sorrir para você.

Lembrando que esse texto nada tem a ver com as encoxadas, artífice covarde dos aspirantes a peão de obra, Valadão ou radical islâmico.

Essa tensão ocorre quando o indivíduo está no meio do vagão ou próximo às portas e, conforme o povo vai entrando, de repente ele se vê frente a frente com a deusa grega, ou grego. Se as mãos estiverem livres ou presas em algum outro canto, a situação fica mais tensa, pois estarão com os corpos colados, um sentindo o outro.

Esse momento é interessante, pois ambas as partes não têm para onde correr, estão ali se encarando, mesmo que tentem virar os olhos, rapidamente são obrigados a voltar ao enfrentamento. Ela, geralmente não sabe onde enfiar a cara, ele, quer perguntar o nome, fazer alguma piadinha, quebrar o gelo.

Mas não. Eles ficam ali, olho no olho. Mesmo com milhares de outros estranhos em volta, sem nem darem conta da existência deles, parece que estão ali, sós. Se alguém prestasse atenção na situação, juraria que poderia sair um beijo a qualquer momento, uma palavra de impacto, uma repulsa…

Mas não saiu nada. Apenas ficou aquela situação.Até que, depois de duas eternidades que equivaleram a 2 pentelhésimos de segundo, a vozinha anunciou a estação que, coincidentemente, ambos desceriam.

Foram cada um para um lado, em silêncio, pensando naquela tensão que acabaram de passar.

Não sabiam, mas tinham vivido uma paixão momentânea e explosiva.

Saudade

Pois é, minha mãe nem deixou me despedir da minha cachorra.

Sem abrir caixa nenhuma, Pandora foi “expulsa” de casa, simplesmente porque era autêntica. Agitada, dava um pau nos outros dois cachorros de casa, fazia o que bem entendia, menos quando eu estava em casa, e fazia de tudo para pegar os demônios que enchem o saco na rua, além de atormentar os FDP dos vizinhos.

Vizinhos esses que, têm que rezar muito para eu não ficar em casa, pois colocam funk, forró, gospel, sertanejo e o diabo a quatro no último volume, atormentando a tudo e a todos e, se um cachorro late, incomoda os “bebês” das mães de 15, 16 e 17 anos. Essas vadias FDP, também, que deixam os filhos com as mães e chegam em casa 6 da manhã, porque deram a noite toda e depois ficam reclamando do cachorro latindo.

Há mais rancor para falar dessas pragas/barangas, mas como só os aturo nos fins de semana, então nem vale a pena gastar bytes com eles.

O que interessa é, que apesar dos pesares, minha cachorrinha vai ter um espaço maior para correr e infernizar num sítio em Peruíbe.

Fica a saudade.

É possível, sim!

É possível você sorrir depois de ser espinafrado via e-mail?

É possível ficar feliz após seu time ser eliminado, em casa, depois de perder de quatro?

É possível ter alguma alegria depois de sair com os amigos para uma festa de casamento chatinha e a noite terminar às 23 horas, num sábado?

É possível, já no domingo, você ter alguma perspectiva de que as coisas vão melhorar, sendo que leva outra espinafrada, dessa vez via telefone?

É possível, depois de tudo isso e mais um pouco, ter um fim de semana chamado “perfeito”?

Digo e assino embaixo:

É sim, pois Tudo é Possível!

Amores Mal-resolvidos

Por falta de tempo para atualizar o Lua, vai um textinho que, dizem, ser do Jabor.

Se for, muito bom, se não, básico.

Mas, mesmo sendo, minha opinão não muda quanto ao que penso dele.

Aproveitem nesse fim de tarde ensolarado.

Amores Mal-resolvidos

Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade.

Metade deste povaréu sofre de Dor de Cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um Amor Mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que isso acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto.

Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que Não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado.

Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.

Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores.

Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez.

Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize.

Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade.

Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo.

Isso é que libera a gente para Ser Feliz Novamente.