Finalmente vendo 007 no cinema, mas… dublado!

Desde que me conheço por gente tenho uma certa admiração pela série 007, mas nunca havia conseguido assistir a um filme de James Bond na tela grande. Como sou dependente de alguém para ir comigo, sempre acabava assistindo a outra coisa, justamente porque as companhias não queriam ver o velho Bond traçando umas gostosas e salvando o mundo (ou a Inglaterra) mais uma vez.

Engraçado que dessa vez foi justamente o contrário. Saí para ver um filme e não tinha em mente o que ver. Cheguei no cinema, vi as opções e tinha 007 Quantum of Solace (EUA, 106 minutos), como o mundo nunca é perfeito para minha pessoa, só tinha a opção dublada. Como o próximo filme legendado era apenas às 23 horas, deixei meu preconceito de lado e fui ver daquele jeito mesmo, ainda ganhei um squeeze bem safado do filme (saudades das canecas dos heróis da Marvel).


Poster do filme

Só para refrescar a memória, em Cassino Royale temos o nascimento de 007 – e de Daniel Craig – com um Bond vacilante, apaixonado e cheio de falhas. Não dá outra, a mulher que o agente estava de quatro, Vesper Lynd, o trai, ele quase se lasca, mas se salva e aprende que para ser espião tem que ser mais macho e deixar essas coisas supérfluas, como sentimentos e amor, de lado.

Só que ele exagera em Quantum of Solace.

O filme começa praticamente de onde terminou Cassino Royale, com a característica ação no início dos filmes do espião inglês.


Trailer do filme. Ação desenfreada

Dá dó do Aston Martin, mas você fica preso na cadeira até o fim da perseguição sem respirar.
Daí em diante é só ação, com o agente e M (Judi Dench) tentando descobrir informações sobre a organização secreta que matou a paixão de Bond, vem dando as cartas no mundo e que consegue infiltrar agentes no próprio MI-6 britânico.

O filme contém todas as características que um filme do 007 tem que ter. Estão lá as Bond Girls (a ucraniana Olga Kurylenko, que faz Camille, é de matar), as propagandas explícitas de celulares, relógios e os carrões, aliás, é interessante ver como a onda verde chegou com tudo nos filmes, pois a maioria dos veículos (tirando o Aston Martin, claro) são ecologicamente corretos (aliás, alguém me diz o nome do Ford que a Camille aparece dirigindo logo no início).


Olga Kurylenko, a nova bond girl

O filme segue meio essa linha. Depois de Bond capturar Mr. White e não conseguir nada de novo, acaba seguindo uma pista e indo parar no Haiti, lá conhece Camille e Dominic Greene, o vilão principal do filme, que tem a intenção, em aliança com um general da Bolívia, de dar um golpe no nosso país vizinho e tomar sua principal fonte natural (acho que de todo planeta).

A história é bem amarrada, com 007 dando rolê por todos esses países mais Áustria e Itália, tomando tiros, levando porrada, pegando mulheres e saindo impecável na cena seguinte.


FDP, arranhou meu carro

O que me agradou nessa nova leva de filmes é que as histórias fazem sentido e não vejo nenhuma impossibilidade das coisas aconteceram, se é que não acontecem, deixando de lado os rolos comunistas de antigamente, as histórias fantásticas e mirabolantes e se amarrando em tramas complexas, mas verossímeis. Nem os gadgets existem mais, é tudo na pistola e na mão mesmo, embora gostasse dos inventos sem-noção de Q.

Quanto à atuação de Daniel Craig, o cara mostrou em dois filmes que merece ostentar o smoking de Bond. Ele encarna bem o personagem que quer vinganças, mas que precisa se segurar para descobrir qual a trama e a organização por trás de toda essa história, infelizmente, são rara as vezes que ele se segura, esquecendo, quase sempre, que é preciso interrogar os suspeitos antes de dar cabo deles, para desespero de M.


– Depois vou te levar lá em cima…

Para encerrar, é um filmão, vale o ingresso mesmo, a música-tema e a abertura – que é claro, não está liberada no youtube – também matam a pau, não é um Chris Cornell, mas Alicia Keys e Jack White (puta cara estranho) mandam muito bem com Another Way to Die.


Tema do filme, ignorem o estranho

Não perca tempo e corra para o cinema, mas tente ver o legendado, apesar da cópia dublada não ter comprometido.

Confesso que esse ano estou meio relapso em relação a ir ao cinema. Assisti apenas a três filmes e me arrependendo amargamente de não ter assistido ao Wall-E.

Enfim, espero que o ano que vem isso mude, mas, já que 2008 já era, vou vendo o que dá.

Trailer de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Para quem enjoou de ver as reprises na Sessão da Tarde e cresceu tendo Harrison Ford como ídolo pop, (lembre-se ele fez Star Wars também) esse trailer não deixa dúvidas de que Indiana Jones 4 (o nome é muito comprido) vai ser um baita pipocão.

Para variar, bateu aquela emoção quando a música-tema do velho Indy tocou, fazendo lembrar a época em que Hollywood sabia fazer trilogias.

Hoje, quase todos os filmes são feitos para serem trilogias, sendo cagados avacalhados no final.

Indiana 4 também terá aquele maluquinho nerd de Transformers no elenco. O tal do Shia LeBeouf.

Aproveitem o trailer.

Depois de séculos, um fim de semana perfeito

Voltando ao batente e agora com semana cheia e sem perspectivas de feriado, é hora de colocar as manguinhas de fora e tocar a vida sem malemolência e com foco nos objetivos.

Antes disso tudo, nada como ir assistir uma peça teatral num sábado à tarde e dar boas risadas com os Melhores do Mundo.

Para quem assistiu ao trecho de Hermanoteu na Terra de Godah, já postado aqui (e com imensa preguiça de procurar) saiba que aquela parte é fichinha perto do restante da peça. E olha que o encontro do irmão de Micalatéia (hum…) com o Isaac é engraçado demais.

Foi um dinheiro bem gasto e vale muito a pena prestigiar essa nova safra de comediantes que estão saindo diretamente dos palcos e que começam a brilhar na TV.

Quem puder confira, ainda quero ver se assisto ao espetáculo Notícias Populares, se ainda tiver algum ingresso.

Claro que, depois da peça, só sobrou a opção de assistir a uns filminhos regados à Brahma e pizzas.

Querem melhor fim de semana que esse?

update: Pronto, tá lá o link para quem quiser ver como esses caras são fodas.

Trailer – John Rambo

Uma das trilogias que marcaram minha infância, além de Indiana Jones, De Volta para o Futuro e Star Wars, foi Rambo.

A arma mais letal do exército americano depois de Bradock, o exército de um homem só, o cara que explodia pontes e comboios com flechas.

A interpretação de Stallone é parecida com a de um poste, mas como John Rambo (e Cobra) o cara simplesmente arrebentou (literalmente).

Eis que depois de ver isso e isso, simplesmente não consigo pensar em outro filme que não seja um dos blockbusters do ano.

Para quê 300? Um só resolve.