Eleições 2010 e a Festa da Democracia

Ao contrário de, sei lá, 109% da população brasileira, desde pequeno sempre curti esse lance de eleições, talvez por conta de ver aquela galera brigando por “Diretas Já” e depois pelo Impeachment do Collor. Para empolgar um pouco mais, já na adolescência, ainda rolou o lance do plebiscito, com direito à simulação de votação na escola.

Bons tempos.

Também sempre tive uma leve queda ideológica pelo PT, por conta do meu pai ter participado da histórica greve da GM, em São José dos Campos, e ter trabalhado como motorista da CUT durante um bom tempo, quando era bem pirralho, afinal rolava de ir uns amigos dele lá e ouvir várias histórias que, para um pirralho de 5-6 anos, soavam como batalhas épicas e históricas.

Fiquei mais velho, me formei em jornalismo, tive uma relação próxima da política e, inclusive, trabalhei como assessor de imprensa do partido mais conhecido (e odiado) do mundo o DEM PC do B. Durante esse período, tive o desprazer de descobrir que a população tinha razão em odiar a classe política. Mas também tive o prazer de ver alguns bons trabalhos e bons políticos também. Pelo jeito é aquela velha história do antigo comercial de biscoito, a política é ruim porque brasileiro não se importa com as eleições, ou o brasileiro não se importa com as eleições porque a política é ruim?

Acredito que se as eleições fossem levadas mais a sério, com certeza as coisas melhorariam, e muito, no país, por isso sempre fiz questão de participar da tal “festa da democracia” exercendo meu direito de voto, para dar continuidade aquilo que acho que está bem, ou para trocar aquilo que acredito estar uma bosta. Por essas e outras, acabei não tendo uma ideologia definida, tanto que já votei no PT, PSDB, PV, PMDB, PRONA, PC do B, e por aí vai.

Esse ano, infelizmente, não irei exercer esse direito que deveria ser mais valorizado pelo povo brasileiro. Por motivos pessoais e por absoluta falta de tempo para mudar meu domicilio eleitoral, ficarei em SP e justificarei meu voto, o que me deixa chateado, já que mais importante que eleger presidente e governadores, é a eleição dos senadores e deputados, que este ano, mais uma vez, deverá ser uma extensão do celeiro de celebridades nível B que virou a política brasileira.

Espero que você, que está lendo esse blog, e que poderá votar neste domingo, exerça seu direito, escolha bem seus representantes, principalmente dos cargos legislativos, e guarde os nomes que escolheu para cobrar via telefone, carta, e-mail ou protesto, porque ferramentas não faltam nesse sentido.

Boa festa da democracia e, se puder, guarde um pedaço de bolo para mim.

Frustração e festa adiada

Tinha tudo para ser histórico. Clima de festa, ambiente favorável, daqueles dias que você iria lembrar para sempre e que iria contar para filhos, netos, bisnetos e, depois de uma pausa, dizer olhando nos olhos deles:

– Aquele dia foi foda!

Mas, como diria Garrincha, esqueceram de combinar com os russos, no caso, o time do Fluminense.

Ou melhor, esqueceram de jogar futebol.


Uma imagem vale mais que mil palavras

Do que adiantou a epopéia para comprar os ingressos? Ou a longa caminhada para chegar até o Cícero Pompeu de Toledo?

Só não foi pior porque não perderam, mas a expressão de quase 70 mil pessoas com cara de bunda não condiz com a festa que fizemos na arquibancada.

Infelizmente não será dessa vez que verei um título ao vivo e a cores de meu time de coração, mas, a partir de agora (ou melhor, de domingo), serei uma pessoa mais presente nos estádios e tentarei dar meu apoio sempre que puder. Do mesmo jeito que cobrarei.


Só restou ir embora com cara de bunda

Torço para domingo, contra o Goiás, com o ingresso mais caro de todos os tempos, tudo dar certo e o caneco vir pela sexta vez, mas confesso que estou com o pé atrás…

Acho que dá, mas, por favor São Paulo, tenta ser campeão com a sua torcida presente.

Fui demitido, e agora?

Pois é pessoal.

Ontem estava com um post bem bacana na cabeça, sobre o fim de semana futebolístico, em que fui, finalmente, assistir a um jogo do poderoso Juventus na Rua Javari (infelizmente 0x0 contra o fraco Atlético Sorocaba) e depois fui jogar futebol com uma galera do Twitter.

Enfim, a idéia era essa, falar sobre o dia, torcedores do Juventus, o fato dos juventinos terem um time grande para simpatizar (no caso do Corinthians, pequeno mesmo, segundo os próprios) e não o contrário. Contar sobre os pernas de pau que compareceram a uma quadra alugada, com direito a churrasco, para desfilar sua brancura e barrigas nerds no society e meu ótimo desempenho como armador, com passes precisos e assistências milimétricas.

Mas não deu, ontem, logo cedo, fui chamado à sala de minha chefe e a dita cuja me comunicou que não faço mais partes dos planos da empresa, pois estão com contenção de custos, não dá para ficar com todo mundo, wiskas sachê e aquele blá-blá-blá todo.

Quando ela terminou, perguntou se estava tudo bem, se eu queria um copo d’água, se ia chorar (sério!) ou que fosse.

Os outros dois chefes, quando foram falar comigo, fizeram as mesmas perguntas (menos a das lágrimas) e eu disse que estava tudo ok, normal.

A questão da minha demissão não deve ser debatida aqui, mas o texto da Dani, uns dois posts abaixo, explica bem o que vem ocorrendo no local onde trabalhava.

O que não entendo é porque todo mundo acha que o fato de ser demitido é o fim do mundo.

Eu acho que era a pessoa mais normal e tranqüila do mundo ontem no escritório, mas, o excesso de preocupação – se eu estava bem, se iria me matar, quebrar tudo, etc. Isso realmente me incomodou.

Será que as pessoas acham que o simples fato de ser demitido é o fim do mundo?

Para mim, simplesmente é o recomeço, hora de mudar e se fortalecer. Pensar o que estava errado e trabalhar esse erro, enfim, nada que seja comparado a um pé na bunda sentimental (o que para mim também tem o mesmo efeito da demissão), perda de alguém querido, ou uma final de campeonato com gol contra aos 49 do segundo tempo.

As pessoas precisam repensar essa situação, senão, o mundo que já anda chato para cacete, vai ter mais um motivo para o povo continuar em estado de paranóia coletiva e mais estressados.

Aí, para alguém sair matando a torto e direito em escolas, jogar aviões em prédio, explodir hotéis e embaixadas, vai ser um pulo.

E tudo porque foi demitido, ora pois.

Agora, se souberem de alguém que precisa de um jornalista, me avisem. 🙂

Cadê o Gerente?

Por Daniella Velloso

Na sua opinião, o quanto a atuação desse profissional influencia o grau de sucesso dos projetos que ele gerencia?

Gerenciar o desempenho individual e coletivo de colaboradores é uma atividade indispensável para a competitividade de qualquer empresa. Alinhar as atividades diárias de pessoas e grupos com o cronograma e expectativa do cliente é uma premissa.

A maior interação entre gestores e colaboradores eleva a produtividade e qualidade e ponto.

O gerente encabeça uma equipe, ele dá a direção do projeto e dita o ritmo do mesmo. É ele quem deve gerenciar as crises e ultrapassá-las com uma boa estratégia. Olhar o todo, enquanto cada profissional foca em sua responsabilidade.

Além da visão do negócio, do senso estratégico e de planejamento, ele tem que ser um líder nato.

Motivos diversos que o fazem ganhar mais – bem mais – que os membros de sua equipe. Sempre que apresentava uma resposta de atuação, dividia os créditos do sucesso, mas assumia as responsabilidades do fracasso. Isso não é valoroso, é obrigação.

“Cara, te pagam mais para isso! Te exigem mais qualificações para que você possa suprir/dirigir um time!”

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Final da Libertadores

por Franklin Duarte

Esses dias ouvi um corintiano dizer que todo mundo nasce torcedor do Curíntia. Uns nascem torcendo contra e outros, a favor.

Ou seja, o futebol gravita em torno do timinho. Aliás, vai ver até que o futebol foi inventado para esse fim. Torcer contra ou a favor do timinho.

Para entender esse narcisismo, egocêntrico e megalomaníaco, parafraseemos Nelson Rodrigues: O corintiano é pretensioso até no câncer. Até o câncer do corintiano deve ser maior, mais devastador, mais fatal do que o de qualquer torcedor de outro time (lembrando que nesta visão só existem 2, o que é e o que não é Curíntia).

Assim, ninguém é mais fiel, mais raçudo, mais sofredor e até mais odiado do que eles. Se algum outro time quiser usar esses termos, terão que pagar direitos autorais ao timinho, já que, provavelmente eles patentearam esses e outros atributos.

Sendo assim, um corintiano nasce desprovido de qualquer indício da capacidade de uma análise imparcial do outro time (aquele que não é Curíntia, mas q subdivide-se em diversas facções, coisa só permitida para que se possa realizar campeonatos que não tenham somente 2 times: Curíntia x resto do mundo, aproveitando o fato que os anti-corintianos se diferem entre si como bambis, porcos, peixes, pó-de-arroz, etc, mas todos não passamos de anti-timinho na nossa essência, óbvio!).

A análise terá sempre a marginal como parâmetro: “tão raçudo quanto um corintiano!”, por exemplo.

Haja vista, na mídia de massa que sempre foi o centro da mediocridade, todos esses clichês são aplicados à exaustão. Todos os estereótipos que estão à mão são lançados, já que eles ajudam, e muito, a preguiçosa análise dos meios de comunicação.

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Por que educamos?

POR QUE EDUCAMOS?

*Marcos Serafim

Falar de educação não é tão simples como parece. Refletirmos sobre o porquê educamos é mais complicado ainda. Principalmente porque a maioria dos educandos das camadas populares mais pobres vivem uma situação sócio-econômica e psico-social muito difícil e conturbada. Como se não bastasse, o Estado, infelizmente, vira as costas quando se trata de uma educação de qualidade na rede pública. A resposta é uma progressão continuada.


Fica óbvio que educação de qualidade não encontra lugar vip ou tem prioridade em um Estado democrático de direita. Até porque a educação tem como alguns dos objetivos visar o pleno desenvolvimento da personalidade humana, formar pessoas conscientes de sua dignidade e ainda esclarecer e fortalecer o respeito e as exigências pelos direitos humanos e liberdades fundamentais.


O Estado democrático de direito obviamente não quer uma política educacional de qualidade que atinja níveis de eqüidade e de justiça social no Brasil para os pobres, pois se realmente quisesse, faria acontecer.


Obviamente. quem sofre é o “populacho” escondido, para inglês ver, no porão da obscura base da pirâmide que representa a má distribuição da renda no mundo, lá onde a miséria fica paralisada.


No entanto, talvez a melhor maneira de tentarmos responder o porque educamos, seja simplesmente expor nossas experiências. O que vivenciamos e sentimos ou estudamos e refletimos sobre o educar.


Educar não é fácil. É um compromisso de coragem. Principalmente porque somos educadores conscientes da má-fé do Estado. Também porque podemos, graças a Deus para quem não é ateu, apesar da tristeza que isso traz, trabalhar com um povo minorizado e excluído, que faz parte de uma porcentagem que vive lutando às margens da sobrevivência. Que além da deficiência da educação, encontram-se sem o direito de bem-estar, de gozar dos padrões básicos de nutrição, saúde, moradia, água e saneamento básico.


Entre outros motivos é por isso que educamos. Porque também acreditamos (há quem discorde) que o saber promete transformar o cidadão e dar a ele uma chance de reflexão e de subir um degrau na escalada do desenvolvimento social e urbano.


Segundo Paulo Freire, a educação tem como prioridades construir e libertar o ser humano das cadeias do determinismo neoliberal e que educar é ensinar as pessoas a pensarem certo.


O filósofo alemão, Friedrich Nietzsche, confirma isso dizendo que a prioridade da educação é promover capacidades intelectuais, artísticas, emotivas e físicas de cada discente e que a educação é o cultivo e adestramento de si, das características próprias de cada sujeito e de seu potencial criativo.


Seriam somente estas as respostas do porque educo?


Não!


É preciso muito mais que um simples trabalhar em sala de aula, mais ainda do que usar um quadro negro (por incrível que pareça) e verbalizar teorias. É preciso usar outros instrumentos de capacidade intelectual para realmente tentarmos libertar os oprimidos e incentivarmos a transformação do mundo ou pelo menos a realidade de cada um. Acredite ou não, temos que mostrar que ainda existe liberdade. Mas para que um indivíduo tenha liberdade nós também precisamos ser livres, já que livre, segundo Cecília Meireles, é o estado daquele que tem liberdade. Segundo que a outra forma de mostrar ao jovem que ele é livre para transformar o mundo, ou a si mesmo, seria através de uma formação cidadã incluente, sem sectarismo.


Florestan Fernandes faz uma reflexão sobre essa possibilidade de transformação, com base na educação. Ele diz que a grandeza de um homem se define por sua imaginação. E sem uma educação de primeira qualidade, a imaginação é pobre, e incapaz de dar ao homem instrumentos para transformar o mundo.


Muitos tocam trombetas e inflam o peito para dizer que têm compromissos ou finalidade “estatutária” pedagógica de ensino, seja ela na rede pública ou em Ongs, mas o educador deve compreender que a realidade dos jovens de comunidades carentes é esta: são analfabetos e semi-analfabetos, são hipossuficientes, vivem sem uma estrutura familiar afetiva, não tem noção de seus direitos, vivem em situação de risco social e pessoal constante e são excluídos em uma sociedade onde o acesso desigual aos bens culturais e de consumo é apenas uma face da opressão física e psíquica.


Enfim, acredito que é por isso que educamos e, como educadores, é a essa realidade que temos que “prestar contas”.


Temos que ter a mente aberta para isso.


Marcos Serafim, é em primeiro lugar, Militante Negro, depois Educador Social, Jornalista, Pós-graduando da Fesp-SP. É ainda um enxerido, intrometido e algo mais no curso de Formação Cidadã da Escola de Governo – IPESG.

Racismo e Execução num Brasil Autoritário


Marcos Serafim

Mesmo em um país considerado por alguns brasileiros como autoritário e autocrata e, pela Constituição, como um país de democracia, de direitos e igualdades, onde em teoria as leis são iguais para todos independente de cor ou raça. A luta pela integridade física, à justiça e principalmente à vida deve ser preservada, falta um esclarecimento às dúvidas sobre: qual o “lugar” da violência institucional letal e “legal” no Brasil? Praticadas por “agentes de segurança do Estado”, à polícia, já que constantemente emergem episódios de medidas repressivas contra as camadas populares onde a maioria da população é negra, afro-brasileira e pobre.

Tomando o caso específico dos negros, além de sofrerem uma violência estrutural, ou seja, violência causada pela exclusão e pela desigualdade social, pelo preconceito e pela discriminação por causa da cor e por serem pobres e moradores de favelas – denominadas pela socióloga Alba Zaluar, como áreas de habitações irregulares, construídas sem arruamentos, plano urbano, esgoto, água e sem luz –, eles ainda sofrem por serem vítimas de uma prática policial violenta e arbitrária em São Paulo devido a um imaginário coletivo da polícia brasileira de que “o negro sempre é o primeiro suspeito”, tomando emprestada a fala do ilustre irmão negro e docente do departamento de Antropologia da FFLCH – USP, Kabengele Munanga, durante no evento Juventude Negra, que aconteceu no Memorial da América Latina, Barra Funda.

A grande maioria dos negros e afrodescendentes no Brasil, que também são a grande maioria da população brasileira, estão excluídos dos direitos de consumo pelo fato de não pertencerem a uma classe econômica abastada, por estarem sem dinheiro e sem desemprego garantido, já que não são mais “úteis” à um sistema de produção fordista extinto e muito menos “úteis” em um sistema capitalista de “produção macro tecnológico global industrializada” ou simplesmente por não se enquadrarem nos padrões sociais elitistas de consumo e etc., sobrando assim apenas a ilegalidade da subsistência, ou ainda viver em uma espécie de darwinismo social de quem perde e de quem ganha na sobrevivência, dentro dessa evolução pós-modernista. Para afirmar ainda mais isso, tomo emprestado a afirmação de um especialistas em questões sociais, Pierre Bordieu, que diz : “O acesso desigual aos bens culturais é apenas uma face da opressão física e/ou psíquica que assumiu o racismo à brasileira”.

Com tudo isso, será que para negro resta apenas ter sua identidade marcada pela idéia de “cidadão suspeito” ou de “alta periculosidade”, que oferece risco à sociedade e que por isso deve ser eliminado?

A sociedade e o Estado estão a par dessas situações repressivas, racistas e eliminatórias em que vivem os negros. Não dá para lavar as mãos como Pôncio Pilatos e deixar de enxergar que a violência policial existe e que muitas vezes é letal e ainda que possivelmente tem caráter seletivo, isso seria ignorar que possa existir ainda a possibilidade de um viés racista da Polícia Militar durante a rotina de trabalho.

Se existe uma espécie de “cultura de punição” ou de “ódio racista” predominante na Instituição Militar, acredito que isso tenha algum reflexo no índice de milhares de negros “extraídos” da sociedade, abatidos sumariamente pela ação truculenta da polícia. Portanto, se não houver uma inversão dos fatos os negros continuarão sendo inculpados injustamente e maltratados, como já vem acontecendo ao longo da história no Brasil.

Os negros estão desprovidos de proteção, principalmente porque os agentes operadores da “ordem”, ou agentes “operários da violência” – como afirma a professora de estudos Latinos-Americanos, Martha K. Hunggins –, levam para o exercício de suas funções os estereótipos e representações negativas que matam por guiar os gestos e apertar os gatilhos.

Marcos Serafim, é em primeiro lugar, Militante Negro, depois Educador Social, Jornalista, Pós-graduando da Fesp-SP. É ainda um enxerido, intrometido, furão de compromissos e algo mais no curso de Formação Cidadã da Escola de Governo – IPESG

Será o Benedito (16)?

E para infernizar a vida do paulistano, junto com a chuva e o frio, o Papa Benedito 16 chegará hoje à tarde à cidade para falar que é contra o aborto, eutanásia, casamento homossexual, sexo com camisinha e antes do casamento e a torcida do Corinthians.

O trânsito vai ficar um inferno maior do que já é, não vai ter outro assunto para discutir e, até segunda-feira a TV não vai passar outra coisa. Aliás, quem gosta de F1, nem pense em assistir a transmissão, pois não saberá o final, por conta da Globo que cortará a corrida para passar a missa do Benedito.

A única coisa que poderia salvar seria uma folga na sexta, mas acharam por bom tom liberarem apenas o ponto facultativo, ou seja, apenas funcionários públicos poderão dedicar sua folga para rezar junto com o Papa.

Enquanto isso, ficarei lamentando os 500 km de congestionamento e o metrô lotado, por conta da missa do Benedito.

Oremos!

Manifesto de um alto!

Já vi todo o tipo de reclamações contra o espaço reservado para idosos, deficientes, gays e, por incrível que pareça, gordinhos!

Pois é, até os gordos estão conquistando espaço na sociedade como minorias. Mas e os altos?

Hoje peguei um ônibus e quando fui me sentar, minhas pernas simplesmente não cabiam no espaço diminuto do banco. Até de ladinho ficou complicado, além de ser humilhante. Sem alternativa, saí e dei o lugar para outra pessoa, com anatomia mais adaptável.

Isso não é de hoje, em Guarujá meus joelhos pedem clemência toda vez que subo em algum ônibus ou vou a algum lugar mal projetado.

Outro problema é referente à compra de vestuário. Por que é tão difícil achar uma calça 44? Praticamente impossível comprar tênis ou sapatos também 44?

Não sei o que esse povo pensa, mas sou alto (1,86) e, apesar de alguns amigos não acharem, me acho normal.

Agora me diz, qual o problema em fazer roupas e calçados para pessoas de estatura um pouco maior? Qual o prejuízo de aumentar alguns centímetros o espaço destinado às pernas, cabeça e braços em lugares públicos?

Vou ver se monto uma Ong em defesa das pessoas com mais de 1,75, pois se até a turma do Jô conquistou seu espaço, porque não os altos?

Quem sabe o Oscar “mão santa” Shimidt não vira garoto-propaganda.