Entenda o resultado do referendo na Venezuela

Sei que hoje é terça-feira de carnaval e muita gente não deve nem estar aí para a hora do Brasil, mas, para alegrar e fazer você menos alienado, acesse esse link do Blod do Emir, da Agência Carta Maior, e entenda o motivo da vitória no Referendo da Venezuela, de Hugo Chávez.

Confesso que não gosto dele, qualquer chefe-de-estado (tem hífem essa joça?) que despreza o continuísmo não tem meu respeito, mas ele consultou o povo e eles deram o aval para continuar sua ‘Revolução Bolivariana’.

Se fosse 20 anos atrás, ia pela força, mas Chavito usa das ferramentas democráticas – e do petróleo – para fazer que acha que é melhor para o povo da Venezuela.

Melhor assim.

Leia, reflitam e comentem.

Por favor, se vier com pensamento alienado a la DEM, PMDB, odeio Lula, juventude alienada, etc. não vou nem olhar os comentários e mando direto para a lixeira.

Todos os Jornais do Estado de São Paulo

Olhando pela internet achei o site Jornais de Hoje, onde encontrei uma lista com jornais de todo Estado de São Paulo, pelo menos aqueles que têm link.

Resolvi, então, compartilhar com todos, já que é praticamente um achado uma página assim. Principalmente pelo nome de alguns jornais.

O meu preferido é o Berro do Coronel, que ia fazer um baita sucesso em cidades litorâneas.

Confesso que não testei todos os links, mas acredito que todos funcionem.

Qualquer coisa errada, ou um novo jornal para acrescentar à lista, avisem que arrumo aí embaixo.

Futuramente colocarei o link na barra lateral, assim ninguém vai precisar ficar procurando no arquivo do Lua.

Aproveitem!

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Bonilha na TV, Youtube e Internet

Ah sim, quase me esqueço.

Na sexta-feira participei do Programa E-Farsas, da Just TV, com o pessoal do Ato ou Efeito, site que escrevo sobre animação, cinema e o que mais vier na telha.

Apesar do calor no estúdio e da chuva que caiu em SP, achei divertido e bacana, espero que da próxima vez que me convidarem, possa falar mais.

O programa já está na rede e sou o terceiro – da esquerda para direita – que fala (pouco).

Ignorem o Théo, ele é mal humorado assim mesmo. hehe

Depois digam o que acharam nos comentários.

Lembrete: Coloquem para carregar a partir dos 25 minutos, mais ou menos na metade do vídeo, assim vocês não gastam banda, não perdem tempo com a entrevista anterior e ainda ganham alguns minutos.

Segue aí.

Pilotos cantando em despedida de canal inglês da F1

Sei que a Fórmula 1 já acabou, o Hamilton levou e os brasileiros, adeptos de teorias conspiratórias para justificar as derrotas – vide Copa de 98 –, acham que o Glock abriu as pernas para o inglês da Mclaren faturar o título.

Bobagem que nem vale a pena comentar.

Mas, depois dessa decisão histórica, o que achei mais bacana foi esse clipe da ITV, emissora britânica que transmitia a F1 para o Reino Unido. Como a ITV perdeu os direitos de exibição da principal categoria do automobilismo mundial para a BBC, fez esse vídeo especial retratando o que foi a categoria durante os 11 anos que cobriu a F1.

Divertido, alto astral e emocionante.

A música é Welcome to the Black Parade, do My Chemical Romance e, apesar de ser emo, é bem legal.

Curtam aí.

Fico imaginando a Globo fazendo algo parecido, com Ivete Sangalo, Jota Quest, Exaltasamba ou Latino. Ou todos juntos.

Medo.

Entendendo a crise financeira mundial

“Isso é uma forma didática de explicar a crise americana.”

É assim:

-O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

-Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

-O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

-Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

-Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F de lá, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).

-Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

-Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência.

E toda a cadeia sifu, incluindo todos que estão lendo este texto.

Acho que muita gente deve ter recebido e lido esta mensagem, mas achei interessante e resolvi publicar.

Como não tinha o autor, não tem como dar o crédito, se aparecer o dito cujo, darei o devido crédito ao texto.

Entendendo a crise mundial

Um artigo publicado no jornal alemão Der Spiegel, intitulado “Estados Unidos da América: o país onde o fracasso é recompensado” e traduzido e republicado no Uol, mostra exatamente o que penso sobre essa atual crise que, infelizmente, estamos tendo que pagar o pato.

O artigo é grande (europeu gosta de ler) mas vale a pena ler linha por linha e entender porque uma hora o mundo ia para o vinagre e americano é um povo deveras, filhodaputa.
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Para quem ainda acredita na Veja

Sou daqueles que, se tivesse oportunidade, leria todas as revistas possíveis, assim como já tive e li de tudo, na época em que era jornaleiro em Guarujá.

Claro, que as principais revistas eram as semanais e, no início, eram Veja e Isto É, para depois de um tempo, entrar a Época.

Nunca fui fã da Isto É, com exceção de uma matéria ou outra. A Época, por ser da Globo, já nasceu me deixando com um pé atrás.

Já a Veja, bem, adorava a revista.

Até meados de 2000 – coincidentemente meu primeiro ano de faculdade de jornalismo – minha referência de revista semanal informativa era a Veja.

Até que o tempo foi passando, comecei a olhar as reportagens com outros olhos e transformar meus julgamentos quanto à criação do titio Civita.

Hoje, para se ter uma idéia, tento acompanhar quase todas as revistas. Na real, nenhuma é 100% confiável.

Mas a pior de todas é justamente a Veja.

Mesmo não tendo mais a oportunidade de ler tudo que podia e queria, a única que acompanhei sempre foi a Veja e fico desolado em saber que uma revista que marcou a história do país está na situação que está.

Não vou ficar enrolando muito, vou direto ao ponto. Se quiser saber como uma revista de nome, prestígio e credibilidade mundial joga tudo no lixo, confira aqui.

O jornalista e economista Luís Nassif (que confesso não ser muito fã, até ver todo esse levantamento da revista) destrinchou assunto por assunto, até mostrar, no final, como a Veja se transformou em um manual de anti-jornalismo.

Leitura obrigatória.

Sobre o BlogCamp

Com certo atraso, é verdade, mas não podia deixar de comentar sobre o BlogCamp, realizado no último fim de semana aqui em São Paulo.

O evento foi formidável. De altíssimo nível. Os debates, organizados no estilo dos famosos BarCamps em que as palestras são feitas pelos próprios participantes sem nada agendado, foram bem distribuídos e disputados pelas dependências do prédio do Gafanhoto.

Infelizmente não pude comparecer aos debates do domingo, por ter que descer para o Litoral.

Lamentável, como disse o Edney, do Interney, o fato de ainda não estarmos preparados para um evento com tanta anarquia assim, tanto que no segundo dia foram adotados um pouco de controle e ordem para organizar a entrada e saída do prédio.

Dominado pelos debates sobre a monetização dos blogs e também por possíveis processos e ameaças que os blogs venham sofrer, o que me prendeu mais a atenção foi o debate sobre o papel dos blogs como veículo de comunicação, entrando na pauta sua importância como ferramenta educacional para despertar o senso crítico e o fato de atrair a comunidade das lans, que usam em sua maioria Orkut e Messenger, para a blogosfera. A polêmica do Estadão também foi bem discutida dentro do evento.

Sobre a monetização, todos foram unânimes em concordar que primeiro é preciso conquistar leitores, para depois começar a ganhar dinheiro com isso. Também chegaram a comum acordo que é necessário uma certa dedicação para deixar o blog atrativo, explorando o potencial de ferramentas como feeds, XML, trackbacks, entre outras coisas, que podem fazer o blogueiro desistir de postar conteúdo, depois de fuçar em tudo isso.

O mais importante é que conheci gente legal, curiosa e que também está desbravando nesse meio que ainda está crescendo. Gente como Cardoso, Jeff, Rodrigo Milhouse, Doni, Lady Bug, Sidney. Ian, Vitor, Cazé (ele mesmo, em pessoa), Cobra, Manoel, Luli , entre outros que, infelizmente, não me recordo o nome.

Tomara que não demore muito para ter o próximo evento, pois vale a pena prestigiar.