Quero dizer…

Por Lucilene Silva

Quero dizer que te admiro como homem;

Quero dizer que não tenho vergonha de você;

Quero dizer que amo seu jeito espontâneo de fazer amizade;

Quero dizer que adoro o jeito que você me olha;

Quero dizer que adoro quando você me ama;

Quero dizer que gosto quando cuida de mim;

Quero dizer que fico com raiva quando briga comigo;

Quero dizer que detesto brigar com você;

Quero dizer que odeio quando me ignora;

Quero dizer que fico magoada quando me faz chorar;

Quero dizer que adoro quando me faz surpresa;

Quero dizer que amo quando me faz rir;

Quero dizer que gosto de jogar videogame com você;

Quero dizer que gosto de dançar com você;

Quero dizer que gosto do seu ronco, pelo fato de saber que você está do meu lado;

Quero dizer que adoro seu cheiro;

Quero dizer que quanto mais eu te conheço, mais TE AMO!

Enquanto isso, em um trem lotado

Relato do amigo jornalista Aparecido Francisco no retorno do trabalho para casa, em um trem confortável e com pessoas de boa índole, educação e bom papo.

A caminho de casa, após mais um dia de trabalho, sento-me no banco do trem, junto à janela, na estação da Luz. A composição, que tem como destino a estação Guainazes, na Zona Leste, aguarda estacionada.

Pessoas esbaforidas correm para entrar nos vagões e disputam cada lugar vago, como se defendessem suas próprias vidas. É a lei da selva. Vale empurrar, furar fila, tomar a frente das pessoas. Tudo para garantir um lugar para ir sentado, pelos próximos 30 minutos, tempo que dura o percurso.

Metro_lotado

Perplexo, do banco onde estou, observo as pessoas se acotovelando, empurrando, se jogando sobre os bancos vagos, até que três adolescentes (um rapaz e duas moças) se sentam próximo a mim. Dois sentam-se em um banco na vertical, a frente do meu, e uma das moças senta-se ao meu lado.

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Síndrome da Segunda-Feira

Por Leandro Garcia

Talvez você não conheça por este nome, talvez você conheça como Síndrome do Boa Noite do Fantástico, etc., mas duvido que você nunca tenha sentido isso, ou sente.

Você já se perguntou, Por que suas segundas-feiras costumam ser longas e chatas (não estou falando do seu companheiro de trabalho que é alto e foi apelidado de segunda-feira)? Ou por que é o dia típico para você se atrasar ou por que você sente vontade de chutar tudo e ir vender côco na praia?

Te respondo, você está mal-empregado.

Não é mal-empregado apenas no sentido financeiro, mas no sentido psicológico.

Você pode ter um excelente salário, viajar pela empresa, trabalhar perto de sua casa, benefícios, pode ter diversos outros itens que a sociedade julga ser requisitos ideais para avaliar se você está bem empregado, mas, mesmo com tudo isso, você, ao acordar no domingo, sofre ao pensar que amanhã é segunda.

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Entendendo a crise financeira mundial

“Isso é uma forma didática de explicar a crise americana.”

É assim:

-O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

-Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

-O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

-Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

-Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F de lá, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).

-Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

-Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência.

E toda a cadeia sifu, incluindo todos que estão lendo este texto.

Acho que muita gente deve ter recebido e lido esta mensagem, mas achei interessante e resolvi publicar.

Como não tinha o autor, não tem como dar o crédito, se aparecer o dito cujo, darei o devido crédito ao texto.

Cadê o Gerente?

Por Daniella Velloso

Na sua opinião, o quanto a atuação desse profissional influencia o grau de sucesso dos projetos que ele gerencia?

Gerenciar o desempenho individual e coletivo de colaboradores é uma atividade indispensável para a competitividade de qualquer empresa. Alinhar as atividades diárias de pessoas e grupos com o cronograma e expectativa do cliente é uma premissa.

A maior interação entre gestores e colaboradores eleva a produtividade e qualidade e ponto.

O gerente encabeça uma equipe, ele dá a direção do projeto e dita o ritmo do mesmo. É ele quem deve gerenciar as crises e ultrapassá-las com uma boa estratégia. Olhar o todo, enquanto cada profissional foca em sua responsabilidade.

Além da visão do negócio, do senso estratégico e de planejamento, ele tem que ser um líder nato.

Motivos diversos que o fazem ganhar mais – bem mais – que os membros de sua equipe. Sempre que apresentava uma resposta de atuação, dividia os créditos do sucesso, mas assumia as responsabilidades do fracasso. Isso não é valoroso, é obrigação.

“Cara, te pagam mais para isso! Te exigem mais qualificações para que você possa suprir/dirigir um time!”

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Para ser igual tem que ser diferente

Por Daniella Velloso

É incrível como homens e mulheres são diferentes. Até aí nenhuma novidade. O que me espanta, é como as pessoas lutam contra isso.

Você é daqueles que acha que é possível mudar a natureza de alguém? Eu não.

Para as mulheres, casamento é prova de amor. Para os homens, é conveniência ou pura conseqüência de um relacionamento duradouro.

Tipo “É, já enrolei o quanto deu, agora não cola mais…”.

Para as mulheres, datas especiais são datas onde algo especial aconteceu.

Difícil? Qual o problema dos homens em relação às datas?

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Encontro no aeroporto

Por Nara Abdallah

No caminho para São Paulo, dentro daquele avião frio, muitas questões e poucas respostas.

A angústia, que já era companheira freqüente daqueles últimos dias, resolveu se hospedar de vez. Era como se tudo que eu tivesse imaginado, não estivesse mais em minhas mãos, e de fato não estava. A sensação de não ter o que fazer naquele momento confortou-me. Simplesmente tinha que ficar ali, esperando e acreditando em tudo que senti e pensei e, ao mesmo tempo, tentava me manter distante.

Essas duas sensações ambíguas tomaram conta do meu corpo no caminho para casa. O trajeto era curto, aproximadamente 45 minutos de vôo.

Desci do avião e caminhei até a esteira das malas, o tempo demorava a passar. Na hora que efetivamente sai tentei não pensar em nada, mas foi em vão, deixei o corpo ficar como queria.

Avistei você, vindo em minha direção, com uma expressão que refletia aquela semana inteira que passamos, sem sentido, o seu olhar estava parado, nervoso e ansioso.

E eu? Confusa, tensa, um pouco distante, mas feliz de te ver ali, é como se sua presença validasse o que eu sentia.

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Novidade para o 2º turno do Bolão

por Prisila Mion

O primeiro turno do Brasileirão chegou ao fim e, segundo minhas contas, após intercalar várias rodadas entre o primeiro e o segundo lugar do Bolão, o Rafael venceu e levou o livro da coleção do Clube dos Treze do seu time do coração, o Corinthians (bléh!).

Com o nosso Lombardi (Frank), que de rodada em rodada anuncia os resultados do Bolão, confirmando a sua vitória, Rafael levou um livro com a gloriosa (?) história de seu time. Os paulistas conquistados, os brasileiros, o torneio de verão Mundial, a Libertadores… ah desculpe, este último o livro vai ficar devendo. Brincadeiras a parte, o premio é bacana e acredito que qualquer um que levar ficará satisfeito. Aproveito para acrescentar que, seguindo o lema do esporte que o importante é competir, tudo bem se vier a confirmação de que fiquei em segundo no Bolão, exceto pelo fato de torcer profundamente para o lazarento do ABC cair para terceira divisão, pois tenho comigo que o seu gol marcado no final do segundo tempo tenha levado minha vitória para o espaço.

Agora o negócio é pensar no segundo turno que, aliás, tem uma novidade que promete animar ainda mais o Bolão, principalmente para aqueles que estão com a pontuação mais baixa ou pretendem entrar na disputa agora. Além da camisa oficial do time que o grande vencedor ganhará, aquele que acumular maior número de pontos no segundo turno levará um livro do seu time. Assim, todos possuem chances de ganhar, já que somente a pontuação do segundo turno está valendo na disputa pelo segundo livro.

O importante agora é não esquecer de nenhuma rodada do campeonato e caprichar em cada palpite. Não sei se os resultados do primeiro turno servem de bússola para guiar os palpites dos jogos dessa segunda etapa do brasileiro, pois se tem uma coisa que aprendi com o meu pai é que cada jogo é uma história, mas no ponto que o campeonato está já é possível ter uma idéia mais clara de palpite do que no primeiro turno, principalmente pela classificação. Prestando atenção é possível garantir alguns pontinhos certeiros, como por exemplo, apostar na vitória do invicto Palmeiras dentro de casa…

Prisila é palmeirense fanática, vive no interiOR numa cidadezinha chamada Mococa, gosta da vida pacata e adora Patos.

Final da Libertadores

por Franklin Duarte

Esses dias ouvi um corintiano dizer que todo mundo nasce torcedor do Curíntia. Uns nascem torcendo contra e outros, a favor.

Ou seja, o futebol gravita em torno do timinho. Aliás, vai ver até que o futebol foi inventado para esse fim. Torcer contra ou a favor do timinho.

Para entender esse narcisismo, egocêntrico e megalomaníaco, parafraseemos Nelson Rodrigues: O corintiano é pretensioso até no câncer. Até o câncer do corintiano deve ser maior, mais devastador, mais fatal do que o de qualquer torcedor de outro time (lembrando que nesta visão só existem 2, o que é e o que não é Curíntia).

Assim, ninguém é mais fiel, mais raçudo, mais sofredor e até mais odiado do que eles. Se algum outro time quiser usar esses termos, terão que pagar direitos autorais ao timinho, já que, provavelmente eles patentearam esses e outros atributos.

Sendo assim, um corintiano nasce desprovido de qualquer indício da capacidade de uma análise imparcial do outro time (aquele que não é Curíntia, mas q subdivide-se em diversas facções, coisa só permitida para que se possa realizar campeonatos que não tenham somente 2 times: Curíntia x resto do mundo, aproveitando o fato que os anti-corintianos se diferem entre si como bambis, porcos, peixes, pó-de-arroz, etc, mas todos não passamos de anti-timinho na nossa essência, óbvio!).

A análise terá sempre a marginal como parâmetro: “tão raçudo quanto um corintiano!”, por exemplo.

Haja vista, na mídia de massa que sempre foi o centro da mediocridade, todos esses clichês são aplicados à exaustão. Todos os estereótipos que estão à mão são lançados, já que eles ajudam, e muito, a preguiçosa análise dos meios de comunicação.

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Devaneios (2)

Se o texto anterior já era um sonho/devaneio/utopia, etc, esse então é o quê?

Do mesmo Blog do Juca.

Ps: Hoje só tem futebol, (in) felizmente.

Corinthians, Bicampeão Mundial de Clubes 2011

Por ROBERTO VIEIRA

Este título nós dedicamos ao Professor Nelsinho.

Dedicamos ao time de 2007 que caiu para a segunda divisão do Brasileirão.

Sem eles, nada disso seria possível.

Vencer o Boca em La Bombonera. Vencer o Milan em Yokohama.

Impossível.

Quando Allan Kardec marcou aquele gol espírita no Pacaembu. Uma bola que tocou no zagueiro e enganou Felipe.

Quando o Grêmio nos goleou no Olímpico, eu confesso, quase desisti.

Quando o Goiás venceu o Internacional com um gol contra aos 47’ do segundo tempo, chorei.

Guardei minha camisa no guarda-roupa. Agüentei calado as gozações dos palmeirenses nos sinais de trânsito.

Quis aprender a jogar peteca.

Durante um bom tempo não queria nem ouvir falar em futebol.

Durante uns 30 dias. Até começar o paulistão.

Então veio aquele comichão. Aquela febre. E tudo recomeçou.

Foi cada jogo de perder a cabeça. Pensei que a gente ia cair para a Série A-2.

Mas não caímos.

E de repente, começamos a ganhar. Porque na verdade o futebol brasileiro não tem nenhum supertime. Nem mesmo o São Paulo. São Paulo que começou a perder e mandou Muricy Ramalho embora.

Sorte nossa que o Muricy veio pra cá.

A rapaziada era boa. A sorte voltou a nos ajudar.

Não vale a pena lembrar tudo que passamos. A história já registrou tudo em DVD.

‘As Batalhas do Parque São Jorge’.

Parque São Jorge que foi implodido ontem para dar lugar ao estádio da Copa de 2014.

Ficar no meu clube de coração foi a melhor escolha possível. Graças a Deus prolonguei meu contrato em 2007, mesmo com todo mundo me chamando de louco.

Mas não é hoje, com a Copa Toyota nas mãos, não é hoje que devemos esquecer o passado.

Obrigado Professor Nelsinho.

Nelsinho que esteve conosco em tantos momentos difíceis.

Este título também é seu.

Lulinha