2013: Ano da Conquista

Sei que abandonei de vez isso aqui e ainda estou pensando se renovo ou não o domínio e se já não mato o blog de vez. Como só de pensar em fazer isso, já me dá um aperto no coração, acabo deixando para lá, mesmo que fique abandonado, mas com seu arquivo ainda vivo por aqui.

Metas

Mas, mudando de assunto, não sei se farei uma retrospectiva como tenho mania de fazer, como sempre deixo acumular uma porrada de coisas porque quero fazer uma primeiro e, depois, não faço nada, farei diferente desta vez, indo direto ao assunto que deu na telha de escrever.

Nos últimos dois anos, batizei cada ano de acordo com um fato marcante pessoal. Se 2011 foi o ano da união, ano passado foi o da mudança, para este 2013 que acabou de chegar, espero e vou perseguir como ano da Conquista.

Para isso, listei algumas coisas, por ordem de lembrança, que perseguirei este ano:

Pós-graduação (prioritário)

Chutar o Santander (2x, mas se for um logo de cara, tá beleza)

Inglês (é, de novo)

Voltar a guardar dinheiro

Previdência privada (não confundir com o anterior)

Comprar ou financiar um imóvel (segundo semestre ou só 2014)

Carro (o mais desnecessário e ao mesmo tempo o mais arriscado de ir num embalo que pode rolar de acordo com as adversidades)

Perder a barriga (risos).

Enfim, poucas coisas, mas com cada uma envolvendo certa complexidade que pode envolver perseverança, dinheiro e vontade, ou ambos. Inglês já começo agora em janeiro, a pós depende de uns detalhes, assim como chutar o Santander e ver se acerto com a Caixa, resto depende do sucesso desses.

Torçam por mim e ótimo 2013 para todos nós!

O ano de 2011

Se teve algo que fiz muito esse ano foi escrever no último dia do mês. Aliás, se teve algo que NÃO fiz muito em 2011 foi escrever.

Acho que 2011 foi o ano que, infelizmente, me afastou do jornalismo. Por mais que eu participe do Visitantes FC ou escreva, mal e porcamente, por aqui. Até emprego na área eu recusei.

Não há dúvida que meu grande momento de 2011 – aliás, da minha vida – foi meu casamento com Lucilene. Depois disso, só foi pagar a conta da brincadeira.

2011 ficará marcado também por perdas que me abalaram de alguma maneira, caso do meu tio – que nem tive coragem de escrever sobre – e do Alê Rocha, que apesar de não ser próximo pessoalmente, conversava todo dia no twitter e acompanhava sua luta diária na torcida para tudo dar certo.

Foi um ano engraçado no que se refere a lazer. Primeira vez em anos que não fui em nenhum dia ao cinema, não fui a nenhum show e não fui ver o São Paulo jogar. Só vi um jogo da Lusa e só. Aliás, foi melhor que fiz do que arriscar a ver um jogo do tricolor e não passar raiva.

No primeiro semestre arrisquei a fazer francês e fui obrigado a parar por falta de verba. Nisso, tenho francês, espanhol e inglês agora. Tudo no nível básico.

É, 2011, tirando meu casamento, foi chato. Não deu para fazer nada, seja por preguiça ou dureza. Para 2012, acredito que será diferente, ainda mais sendo o ano 30.

Mas isso é assunto para outro post.

Feliz Ano Novo aos 2 ou 3 leitores que sobraram.

Alê Rocha

Passei a manhã toda pensando se escreveria esse texto ou não neste blog relegado ao esquecimento pela minha pessoa. Levei em consideração que deu a vontade de escrever e – como ela anda rara – não podia desperdiçar, ainda mais falando do cara que era o Alê Rocha

Conheci o Alê no dia do evento de lançamento do livro dele. Quando ele chegou, de cadeira de rodas, até me assustei, preocupado se era para ele estar lá, mas no rápido bate-papo que tivemos, entendi o porquê daquele cara ser um exemplo de vida, de luta e de enfrentamento a algo que muitos – e muitos mesmo – só esperariam pelo dito destino selado.

Sempre rindo, simpático, atencioso com todos que estavam ali, enfim, em nada remetia ao cara que estava numa cadeira de rodas e lutando contra uma doença bem da filhadaputa e que ele brigava todo dia, sem temor algum.

Falei pouco com ele nos mensageiros instantâneos e muito no twitter, sendo que acompanhava seus textos desde 2006 ou 2007 e, só nesse período, fiquei sabendo da sua doença.

Não me alongando sobre o que era, sintomas, como prevenir (tem como?) etc, a hipertensão pulmonar, só posso dizer que o Alê brigou com tudo que tinha e mais um pouco para viver, principalmente quando viu que, para sobreviver, era necessário fazer o transplante de pulmão, algo para lá de arriscado, ainda mais quando se tem a triste notícia de que todo mundo que fez esse transplante não resistiu.

E o Alê não se abateu com as estatísticas, encarou a longa fila, descaso do poder público para receber os remédios, crises e, quando finalmente chegou a hora, do transplante, com todos os riscos envolvidos, mandou essa mensagem no twitter:

Nem parece mensagem de alguém que ia fazer uma operação de extremo risco e que poderia nem contar a história depois.

Infelizmente, após o transplante, aparentemente, correr bem, surgiram algumas complicações e, hoje de madrugada, o Alê não resistiu e finalmente descansou.

É estranho, terminando este texto, estar tomado pelo sentimento de tristeza por alguém que, aparentemente, não era íntimo, só trocando mensagens no twitter e lendo seus textos. Talvez seja algo novo, trazido por esta geração 2.0 onde as amizades reais andam de mãos dadas com as virtuais.

Enfim, deixo aqui como homenagem uma música de uma das bandas preferidas do Alê, postada pelo Rodrigo Borges, no twitter, e uma promessa de tentar reclamar menos (sei, difícil) e curtir a vida cada vez mais, como o Alê fazia…

Satisfações

E chegou mais um último dia do mês e estou aqui para prestar satisfação aos meus 3 ou 4 leitores (ou como uma leitora colocou a pouco, 5 ou 6 =D).

Prometo, e sério, prometo mesmo, até o fim da semana concluir a história daquele que foi o dia mais feliz da minha vida.

Após isso, também prometo, e não mais uma promessa vazia, voltar a me dedicar a esse espaço que, apesar de ter passado seu aniversário de 6 anos em branco, faz parte da minha história e, mesmo não sendo um blog de sucesso, tenho um enorme carinho por ele.

Fato que trabalho, casamento, twitter, preguiça, enfim, tudo isso, não nessa mesma ordem, tomam tempo. Talvez o mais féladaputa aí, seja a preguiça, mas juro que vou tentar resolver isso.

Enfim, meus 5 ou 6 leitores, não me abandonem. Ainda.

Ano XXIX

E já se foram 28 anos, entrando no ano 29 (sim, vou misturar cardinais com romanos e bagunçar tudo).

Antes de escrever este texto, resolvi dar uma olhada no que escrevi quando completei 28 anos. E quanta diferença.

Por incrível que pareça, praticamente cumpri a meta que queria naquele ano. Vi vários shows (mentira, só dois: Metallica e Bon Jovi), andei de kart (melhorando meu estilo de pilotagem, mas sempre me fodendo na pista), vi vários jogos do São Paulo in loco, infelizmente perdendo a semi da Libertadores, e, acho que o melhor e mais desejado de toda a minha vida, vi a Fórmula 1 no autódromo de Interlagos. E, tirando o show do Metallica, que eu vi com meu irmão caçula, fiz tudo isso com a minha companheira de toda a vida: Lucilene.

É engraçado, durante esse ano XXVIII, posso dizer que amadureci mais, não tenho ainda o emprego dos meus sonhos e nem o salário que gostaria – Mega Sena, vem ni mim – mas gosto do que faço e, se não era aquilo que eu desejava quando me formei lá no final de 2003, é algo que me dá prazer em fazer e ir me aprimorando, para sempre fazer melhor. Se já teve gente que falou que sou um jornalista fracassado, não ligo de ser, ainda mais depois que eu descobri o teto do salário dos jornalistas do jornal A Tribuna, o principal da região da Baixada Santista.

Aliás, chega a ser engraçado, minha profissão de formação virou um hobby, onde me divirto, e muito, escrevendo para o Baconfrito e participando dos podcasts e também escrevendo para o Visitantes FC.

Outra coisa legal nesses 12 meses que se passaram, foi o fato de finalmente focar em um objetivo concreto, deixando de lado a falta de foco. Era período que eu decidia mudar de área, fazer concurso público, estudar idiomas, fazer pós, enfim, uma porrada de coisas que, no final, só me fazia jogar dinheiro fora, não mirar em nada e não fazer nada direito. Apesar das dificuldades, decidimos, Lu e eu, focar em algo grande e que, com certeza, mudará nossas vidas para sempre.

Quanto aos meus amigos, foi um ano interessante, conheci, mais uma vez, muita gente legal, que espero que nunca perca contato, me livrei de pessoas que só traziam atraso de vida, principalmente as que tinham aquele discursinho “não gosto de gente medíocre”, sendo de marca e espécie maior. Também me reaproximei de amigos antigos e de longa data, mostrando que apesar do tempo e distância, continuamos os mesmos, rindo das mesmas besteiras e piadas do tempo de escola.

Por último, durante esse ano, tomei a decisão mais legal da minha vida, que foi oficializar a união com a Lu e casarmos na igreja. E a data está perto, praticamente daqui a duas semanas, logo, nem dá para celebrar e festejar tanto assim os meus 29 anos, já que terei coisa mais legal para comemorar.

Completar 29 anos é uma coisa estranha pelo fato de ser o último ano dos “20”, por mais que esteja na vida adulta desde os 18 anos, enquanto estamos nos “20” temos aquela sensação de adolescente ainda, de imaginar ter gás para balada e de que ainda podemos tudo, sem consequências. Apesar de não ser mais assim, é uma sensação legal. Mas, ano que vem, chegam os “30” e, nesse caso, não há mais como dizer “tenho meus 20 e poucos anos” e evitar a terrível sensação de “já sou trintão”.

Pura bobagem, eu sei, mas ainda acho que tenho a jovialidade e alegria dos meus 15 anos, e isso ninguém mudará.

Um feriado de Chevy Chase – parte IV

Ok, só agora lembrei que ainda tem que terminar essa saga, e deixar as coisas inacabadas, cof, não é comigo (inserir ironia).

Domingo – 02/01/11

Já sabendo que o trânsito para sair de Praia Grande seria monstro (fato confirmado no sábado, quando todo mundo resolveu ir embora mais cedo por causa da chuva), resolvemos que iríamos embora bem cedo. Como desgraça pouca é bobagem, o temporal que caiu de madrugada isolou todas as cidades da Baixada, alagando as principais ruas de acesso de Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá. Já vimos que o dia seria longo…

Lá para meio-dia, a água ainda não tinha baixado totalmente, então ficamos enrolando, jogando videogame e, aproveitamos que ainda estávamos na minha tia, e almoçamos.

Meio que batendo o desespero, acabamos indo embora às 16:30. Arriscamos ir direto para a rodoviária de Praia Grande, onde Lú e eu íamos ver como a coisa estava.

Numa cena que lembrava muito um apocalipse zumbi, várias pessoas amontoadas, estressadas, xingando e fedendo para cacete. Quando fui perguntar qual era o próximo ônibus para Sâo Paulo, surpresa, o vendedor disse que havia para 17:30. Smartão que eu sou, comprei duas na hora e fui lá me despedir da minha mãe, irmão e amigo que estavam de carro.

Óbvio que havíamos nos lascado. A fila de ônibus para acessar a rodoviária estava imensa e não era à toa. Havia um atraso de quase três horas em relação ao horário do bilhete. E, como o povo estava estressado, os ônibus nem entravam no recuo para embarque, com a galera subindo no meio da rua e, foda, sem os fiscais conferirem os bilhetes. Uma zona só.

O ápice foi quando um ônibus não entrou no recuo e a galera que esperava lá ficou possessa, indo bater no ônibus e xingar os fiscais, motorista, São Pedro, o papa e quem tivesse no caminho. Uma gorda, que estava revoltada e rodando a baiana com toda a educação recebida nas melhores estrebarias da Suíça, foi correndo para bater e xingar quem fosse da Breda, só que ela não percebeu que o asfalto com lama e limo estava bem molhada e escorregadio e… bem, já dá para imaginar a cena. Chorei de emoção.

Para colocar ordem na zona, a PM chegou e por pouco a porrada não come. Vendo a furada em que a gente tinha se metido, fui correndo no guichê, brigando e xingando meio mundo que furava a fila, ou reclamava que eu furava a fila, e peguei meu dinheiro de volta.

Na mesma hora, ligamos para o meu amigo falando numa boa:

– PelamordeDeustiraagentedaquiquetámaiorzonaeaborrachavaicantarlogologo.

Em meia hora, eles, que estavam presos em outro congestionamento, retornaram para nos salvar nos levar até a rodoviária de Santos, onde o caos podia estar mais organizado, com um povo mais civilizado.

Aí, amigos, entra parte dois desta história.

Meu irmão, vamos chamar de GPS humano, resolveu que ir pela rodovia Pedro Táxi Taques era bem mais rápido e que não pegaríamos tanto congestionamento. Meio ressabiado, mas sem muita moral, falei que era melhor encarar o caminho por Santos, já que ali sabíamos que pegaríamos congestionamento, mas saberíamos onde estávamos.

Fui voto vencido.

Pegamos o caminho oposto e seguimos em sentido a Pedro Taques. Detalhe que víamos como estava o caminho para a Padre Manoel da Nóbrega, onde havia uma fila quilométrica de ônibus, ou seja, se a gente ficasse na rodoviária, com certeza, chegaríamos em São Paulo na meia-noite. De terça.

E segue o caminho. A gente indo numa boa e, no sentido contrário, tudo parado. Uma placa avisando que Mongaguá estava a 10 km foi totalmente ignorada.

Passamos pelo acesso, totalmente paralisado, para a Imigrantes e chegamos a questionar se não era para entrar ali para pegar o caminho sugerido pelo GPS. Novamente, seguimos reto.

Mongaguá 5 Km.

Do outro lado, uma fila enorme que não andava e uma marginal que não era asfaltada e cheia de buraco e lama sendo desafiada por vans clandestinas e motoristas, metidos a esperto, sujando seus carros e ferrando com a suspensão.

Mongaguá 2 Km. Meu irmão GPS liga para minha tia.

Ao desligar e fazendo uma cara, digamos, engraçada. Ouvimos a explicação, vemos meu amigo/motorista dar uma suspirada do tipo “Se eu pudesse, matava mil” e entramos na primeira saída para tentar retornar. Voltamos pela marginal e chegamos ao trecho com lama e buracos. Meu amigo se recusa a seguir e voltamos. Sem saída, seguimos pela rodovia até o próximo retorno.

Bem-vindo a Mongaguá.

Muito trânsito e nada de carros andarem do outro lado.

Seguimos por dentro, onde pegaríamos a Presidente Kennedy, saindo rapidamente de Mongaguá. Apesar de até conseguir fugir do trânsito inicial, a coisa não durou muito e pegamos toda a lentidão indo pela avenida.

Ferrados, ferrados e meio. Resolvemos ir pela praia, onde o carro andava bem mais rápido, apesar do trânsito. Nisso, o GPS queria porque queria retornar e pegar o caminho inicial. Detalhe que meu outro irmão que estava de moto, e que havia ficado na minha tia, ficou de nos encontrar no meio do caminho.

Ele liga da primeira vez e pergunta onde estávamos. Respondemos que na Avenida da Praia.

“Que avenida da praia?”

Oras, na única que tem, a da praia.

“Mas qual?”

Só havia uma.

“Qual o nome?”

Poxa, a Avenida da Praia, acho que Castelo, só tem essa.

“Mas onde?”

Desligamos e seguimos caminho. Quando paramos para reabastecer, ele ligou de novo e falamos que estávamos no posto. Ele apareceu e disse que nos guiaria até a Pedro Taques. Quando dissemos que não iríamos por ali e, que sim, por Santos, ele seguiu seu caminho e foi embora, tal como Marvin resmungando da vida, do universo e tudo mais.

Como a Avenida Presidente Kennedy é grande para cacete, chegamos no trevo de Praia Grande, onde o caos do trânsito reinava. Para facilitar, os jênios agentes de trânsito fizeram uma puta zona, abrindo caminho para os ônibus, mas obrigando os carros a fazerem um desvio. Mas sem indicar para onde.

Quase voltamos para Mongaguá de novo. Entramos num monte de becos suspeitos e conseguimos retornar para o trevo. “Rapidamente” chegamos à Ponte Pênsil, nos livrando de todo aquele inferno.

Com todo mundo morrendo de fome, e já sem a mínima chance de pegar um ônibus que chegasse em São Paulo a tempo de pegar metrô (já eram 11 horas), decidimos parar num quiosque e comer alguma coisa. Bucho cheio, seguimos para o Guarujá, onde ainda levamos minha mãe e o GPS meu irmão no Perequê.

Nosso amigo, com toda a paciência que um dia Deus ou a Mega Sena irão recompensar, levou todos até o fim do mundo (fomos juntos para fazer companhia).

Depois, retornamos para Vicente de Carvalho, onde finalmente, uma da manhã, saímos do carro para esticar as pernas. Infelizmente, tínhamos que acordar 5 da manhã para retornar a São Paulo.

Segunda – 03/01/11

Embalando um dia no outro, para terminar essa série logo, acordamos (ou nem isso, já que não dormi direito) às 5 da manhã, correndo. Fomos para o ponto e, ao invés de seguir para a rodoviária de Guarujá, já que tínhamos tempo, resolvemos esperar o ônibus que seguiria direto para São Paulo.

Ele chegou às 6 em ponto e, por sorte, estava vazio. Quando fomos pagar a passagem para o motorista, ele falou que não vendia, para não ter risco das passagens terem se esgotado na agência de Vicente de Carvalho e causar uma espécie de overbooking.

Gelamos.

Dito e feito, chegando na Praça 14 Bis, não havia mais lugar no ônibus. Sem escolha, já que o próximo era apenas às 8 da manhã, seguimos para Santos.

Debaixo de chuva, andamos até a estação das barcas (uns 15 minutos) e atravessamos o estuário. Do outro lado, já em Santos, fomos até a rodoviária de Santos e, após ver os horários esgotados, arrumamos um salvador.

Num ônibus para lá de desconfortável, encaramos trânsito na serra e, finalmente, chegamos em São Paulo. Já atrasado para chegar ao trabalho.

Despedi-me do meu amor, que estava bem cansada, e segui para o trabalho.

Num saldo geral, o ano novo foi bem legal, já que não há coisa melhor do que estar com a família, os amigos e a pessoa que ama, mas te falar, meus queridos 6 leitores, que nunca mais encaro tamanho stress.

Pelo menos até o próximo feriado.

Um feriado de Chevy Chase – parte III

Sábado – 01/01/11

E estamos de volta!

Logo que deu meia-noite, nos primeiros minutos de 2011 calhou a desabar o mundo (aka chuva) em Praia Grande. Sem muito o que fazer além de se embebedar resolvemos montar o Wii e jogar.

Colocamos os jogos de dança, os quais arrebento (mentira, só sei mexer o controle direito). Meu primo, putinho porque não gosta, foi dormir. Depois de um tempo fomos também.

Lógico que meu priminho, uma criança cheia de energia para gastar, não ia deixar barato. E, em meio a roncos, pirralho te pisando e muito, mas muito calor, ninguém dormiu direito.

Na “manhã” seguinte, por volta do 12:30 quando todo mundo acordou, resolvemos jogar tudo que tinha direito, já que ainda chovia para cacete e não tinha muito o que fazer além de se embebedar e jogar.

Obviamente que, em todos os jogos que colocamos, eu perdi. Resolvemos ir até Mongaguá, Lu, Carlos e eu, visitar a família da Lú que estava lá. Claro que tinha muito trânsito, muita chuva e muito turista estressado. Pior, ainda fazia um friozinho chato.

Parte legal disso tudo, durante a visita, forams os comentários do Carlos e os meus enquanto a presidenta Dilma subia a rampa. Sério, as emissoras estão perdendo tempo com esses “humoristas” de hoje.

Visita feita, hora de voltar. Mais uma vez, muita chuva, trânsito e estresse. Turista na praia em dia de chuva é engraçado, fica que nem barata tonta, sem ter para onde ir e perdido. Foda que eles enchem o saco seja lá para que lado forem.

Como sou muito do “esperto”, resolvi comprar a passagem antecipada para voltar para SP. Por causa da chuva, muita gente resolveu retornar para SP. Logo, a rodoviária de Praia Grande parecia o inferno na terra de tanta gente feia e mal-educada reunida. Desisti e deixei para o dia seguinte. Erro fatal.

Com muita chuva e o tempo e turistas impedindo de sair para tomar ou fazer alguma coisa, decidimos voltar para minha tia.

Chegando lá, todo mundo já tinha jogado tudo que tinha direito. Resolvemos entrar na brincadeira e, claro, tomei outra surra no videogame. Ficamos nessa até umas duas da manhã. Quer dizer, ficaram, eu saí antes, pois já tinha sido eliminado em algum jogo que não lembro agora. Zoaram pouco, ainda mais que sou o dono da “bola”.

Fui dormir prometendo vingança

Um feriado de Chevy Chase – parte I

Bem, tudo começou na quinta, 30/12, quando me preparava para o Ano Novo em Praia Grande com a família. Me programei para sair do trabalho um pouco mais cedo e não pegar (tanto) trânsito. Obviamente apareceram várias emergências e só pude sair às 19 horas (o normal é às 18). Era o prenúncio das Férias Frustradas de Ano Novo.

Quinta-feira

Corri para o Jabaquara, chegando lá, parecia a fuga em massa de um apocalipse zumbi. Após descobrir que o ônibus disponível com horário mais em conta sairia a uma da manhã (sem contar o atraso de duas horas que já reinava no local) resolvi que a solução era ir para casa e passar o ano novo com o Bruce, Zoiudo, Michel J. e Buchecha.

Saindo da rodoviária, vi as vans clandestinas disputando os nobres moradores da Z.L. que queriam passar o ano novo a base de muita farofa, frango e Cristal de areia, praia e sol. Fui pesquisar e os modafocas cobravam 50 por cabeça. Sem ar condicionado, segurança e banho nos passageiros. Prometi que nunca mais pegava esses mercenários e tentei voltar para o metrô, no contra-fluxo, quase fui arrastado para o aeroporto.

Tentei dar a volta e acabei abordado por um taxista, perguntando para aonde eu ia, falei que para Santos (já que para Guarujá, seria complicado). Ele falou que por $60 me levava, mandei tomar no cu agradeci e disse que não. Quando me afastei, ele berrou me chamando e acabei voltando. Ele disse que fazia por $50. Novamente falei que não ia. Baixou para $40. Balancei. Aí abri a carteira e… disse que só tinha $35. Fechou.

As outras três senhoras, que iam para Santos e São Vicente, fecharam outro valor e ficaram fulas quando descobriram que pagariam $43 cada. Azar o delas.

Para sair do terminal foi outro parto. O motorista esqueceu de pegar o ticket do estacionamento e levou maior tempo para provar que o carro era dele e ter que pagar o valor devido. Para lascar, as mulheres ficaram com vontade de ir ao banheiro e demoraram maior cara dentro do Pão de Açúcar para esvaiar a bexiga.

Todos no carro e rumamos para o litoral. Num trânsito de fazer inveja a qualquer indiano ou chinês, ficamos alternando entre o acostamento (acho que ele tomou todas as multas possíveis) e a lentidão da pista. Como tinha acesso a internet, consegui ver o melhor caminho e convenci o taxista a ir pela Anchieta.

Aqui, notei que a galera que desce a serra é bem covarde, já que a Anchieta estava vazia e descemos numa boa, com certeza os motoristas de hoje, criados a ovomaltine e leite de pêra, tem medinho dos caminhões e curvas da estrada clássica que liga a capital ao litoral.

Outro detalhe interessante, era sobre as senhoras que nos acompanhava. Como eu não tinha ligação com nenhuma e também era o mais alto, fui no banco de passageiro na frente, enquanto elas ficava atrás. Uma delas trocava o R pelo L, igualzinho ao Cebolinha, a outra era mãe dela e dormiu a viagem inteira, e a outra era uma velha metida a jovem que recebia a ligação do “amado” de 5 em 5 minutos. A mala da viagem.

À parte de segurar o riso, junto com o motorista, toda vez que a Cebolinha falava, a velha enchia o saco. Até que falou que tínhamos que ir com ela até São Vicente e descobrirmos que o taxista não conhecia muito os caminhos das estradas de Santos.

Aí que a velha quase joga a gente no buraco negro do congestionamento da Imigrantes. Se eu não falo que era melhor fazer o retorno e ir por dentro de Santos, pela Nsa. Sra. de Fátima, acho que estaria lá até hoje.

Chegando em Santos – depois de umas 4 horas de viagem – fomos largar a mala em SV. Que queria porque queria que a deixássemos na Presidente Wilson. Despachamos no McDonalds do Centro e, por questões de logística, acabamos voltando pela própria Presidente. Quase fiquei com pena da doida metida a gostosa.

A ideia era deixarmos a Cebolinha e a mãe na Conselheiro, mas como ficaria complicado explicar para o taxista como voltar para SP via porto, decidimos que ele me deixaria na ponta da praia, na balsa, e as duas voltariam com ele até a Conselheiro, dali para SP era um pulo. Engraçado foi ele tirando foto do movimento da galera na praia, desconfio que ele chegou lá por acaso.

Finalmente cheguei na balsa, me despedi de meus companheiros de viagem e corri para a barquinha. Para variar, a perdi e, quando cheguei do outro lado em Guarujá, perdi o último ônibus que me levaria para casa da sogra. Ironicamente, chegou um que iria para a casa da minha mãe, que nunca aparece nesses casos. Resolvi esperar o que seguiria para Vic. de Carvalho.

Como era noturno, quando chegou após uns 40 minutos, demos um pequeno rolê pelo Centro de Guarujá, lotando o dito cujo e demorando uma eternidade em cada ponto.

Nem preciso dizer a minha felicidade quando finalmente cheguei ao meu destino e achava que tudo estava resolvido e era só preparar as coisas para a meia-noite…

continua… ;P

Bye bye 2010, Bienvenue 2011!

E o ano chegou ao fim, como chamei esse ciclo que se finda no começo do ano, Vinte e Dez se foi e, num saldo para lá de mais ou de menos, foi um ano bem interessante.

Do que escrevi no dia 07 de janeiro, consegui fazer várias coisas, como finalmente ver a Fórmula 1 ao vivo no autódromo, ir em vários shows (como Metallica e Bon Jovi, os melhores do ano) e também comprei o Wii. No trabalho, as coisas evoluíram bem e, se não era o emprego dos sonhos, tenho me divertido e me adaptado bem com na função a mim designada.

A parte chata do ano é que não consegui me manter no inglês, não consegui escrever com a frequência que queria por aqui e também não viajei (o mais longe que fui, foi para Ubatuba) e nem saí como gostaria. Assim como estudar qualquer outra coisa ou sair mais em momentos de lazer.

O melhor de 2010 foi conseguir fazer quase tudo que fiz de bom esse ano ao lado da Lulu (Luzinha, Lucilene, Lu, Amor da minha vida) a pessoa que me aturará até o fim dos dias.

Para esse ano que se avizinha, já começo a mil por hora, já que em abril casamos, finalmente, e provavelmente, só pagarei os gastos de tudo que tem a ver com isso durante 2011. O que não é nada, apesar de perder Ozzy – de novo – Rock in Rio, U2, SWU, Iron Maiden e outros shows que agora não me lembro. Também não irei tanto ao Morumbi quanto fui no primeiro semestre (e a culpa nem é tanto da atual situação do time) e nem vou ver a F1 novamente.

2011 é o início do #Projeto2015, afinal, estamos abdicando de quase 100% de lazer, para bancar faculdade e cursos, claro que não viveremos só de trabalho/estudo, mas se gastávamos muito com supérfluos, isso não vai acontecer tanto ano que vem.

Sinto que atingi aquele lance de que “fiquei velho” mesmo, afinal, acho que chegou o momento de parar de pensar só em bagunça e tentar seguir o cronograma para atingir todos os objetivos que são pensados para o nosso futuro, não mais “para o meu futuro”.

E, a partir deste sábado, com o início de 2011, começa a grande trajetória daquilo que acreditamos ser o grande desafio das nossas vidas e que precisará de muito foco, planejamento, responsabilidade e disciplina, mas muito mesmo. Coisa que nunca consegui ter, mas que ao lado daquela que sempre me dá força, sei que atingir.

Enfim, ótimo 2011 para todos os dois ou três leitores fiéis que acompanham o Lua e que tenham um ano formidável.

Vinte e oito!

E cheguei aos 28! Mais um ano se passou, mais um ano se foi.

Engraçado, apesar de não ter a euforia dos aniversários da infância, os quais aguardava com ansiedade por conta dos presentes que ganharia, ou a expectativa dos aniversários da adolescência – onde esperava para ver onde iria, como iria e com quem iria comemorar – sinto que os anos passam e continuo ainda o mesmo cara com sonhos e lenha para queimar.

Se eu vejo meus amigos que cresceram comigo ou estudei junto, todos com a mesma faixa etária, noto que a maioria já casou, têm filhos ou entrou de cabeça no chamado mundo de responsabilidades, ‘morrendo’ e vivendo pelo filho (o que acho certo), pela mulher (mais ou menos) ou pelo trabalho (discordo totalmente). Deixando a vida deles de lado e, de vez em nunca, tomando uma cerveja na própria casa, com hora para chegar e sair de casa. Sem antes de precisar de uma autorização expressa.

Não estou criticando, aliás, de alguns desses amigos, acho bacana, já que estão felizes assim, até mais do que na época que eram solteiros, vagabundos e desimpedidos. Só acho que para mim ainda está cedo e que não tolero ver aquela ‘tia’ chata ou até meu próprio pai cobrando o netinho, o casamento a noite de casais, ou qualquer coisa parecida.

28! Metade de 14, praticamente duas adolescências, ou seja, duas vezes mais juventude para aproveitar, curtir, sonhar…

Se meu período de 27 foi da reestruturação, me ajeitando do período que fiquei na roça, seguirei o plano que fiz no começo do ano, vivendo, experimentando sensações e fazendo coisas que se ficar adiando, talvez depois, não consiga. Ir mais a estádios, andar de kart, jogar futebol, viajar, ver a F1 ao vivo, ir em shows, enfim, tudo dentro daquilo que, quando mais novo, sempre falava que faria e adiava sempre por conta da alegação da falta de dinheiro.

Não tenho meu emprego dos sonhos, não ganho o salário que gostaria e nem sei o que fazer para o futuro.

Só sei que acabo de completar 28 anos e estou cada vez mais o Marcos Bonilha que todos conhecem. Alegre, amigo e divertido.

Apenas um ano mais velho.