Melhor show de todos os tempos – Metallica

Sábado, 30 de janeiro de 2010, saímos, meu irmão e eu, com destino ao estádio Cícero Pompeu de Toledo, vulgo maior do mundo, vulgo Morumbi.

Não fomos ver mais um show do São Paulo Futebol Clube, mais uma apresentação de gala de Rogério Ceni e companhia no Tricolor mais lindo do planeta.

Com o perdão do exagero dos superlativos e elogios, fomos ver Kirk Hammett arrebentar em riffs clássicos e arrepiantes, Lars Ulrich destruindo sua bateria, Robert Trujillo com uma competência respeitável no baixo e um carisma impressionante e, claro, James Hetfield com aquele vozeirão característico e também mandando bem na guitarra. Sim, fomos ver o Metallica.


Foto: Leonardo Soares/AE

Depois de dois anos do show do Iron Maiden – o melhor de todos os tempos até então – e uma fracassada tentativa de tentar ver o AC/DC, finalmente conseguia voltar a ver um mega show de rock, e de uma das minhas bandas preferidas. Apesar da ausência do irmão do meio, e do primo quase irmão. Daniel, apesar de ser o que tenho menor afinidade, já que é o caçula da família, foi uma ótima companhia.

Logo que chegamos ao Morumbi, o clima com todo aquele povo, devidamente trajado de preto, se encaminhando para o show, foi tomando conta de nós. Por coincidência, estava com a mesma camisa preta do show do Iron. Ao contrário da outra vez, que nos perdemos e tudo dava errado, nos encaminhamos até a arquibancada azul e rapidinho nos instalamos entre vários alucinados que estavam curtindo o show do Sepultura, mas, claro, aguardavam ansiosamente Lars e sua turma. Uns, mais exaltados, vaiavam Derek, Andreas e companhia. Ainda mais depois que Andreas provocou o estádio exaltando seu fanatismo pelo tricolor mais lindo do mundo. Óbvio que receberia vaia, mas como já esperava, deu risada e encerrou o show com Roots.


Daniel e eu, sim as fotos estão mal tiradas

Para quem acompanha o tempo e o noticiário, sabe que São Paulo está há mais de 40 dias sob intensos temporais, como os deuses do rock estavam ali, junto com os quase 70 mil apaixonados pelo som, o tempo resolveu dar um tempo, com o céu mais estrelado que eu já vi nessa cidade e uma lua cheia que também queria ver os grandes clássicos do heavy metal sendo entoados, ali naquela região sul da cidade.

Enquanto o show não começava, nós da arquibancada fazíamos um show à parte, com “Holas”, “incentivos” para a turma da pista e solidariedade com o outro para tirar fotos e filmagens. Pena que meu irmão e o cara que estava próximo a gente não saibam bater fotos com celulares, todas em que apareço estão tremidas.

Enfim, quando os refletores se apagaram, a galera começou a se empolgar, mas ainda rolava os testes de som. Minutos depois o palco se apagou, e começou a passar as cenas de “O Bom, o Feio e o Malvado” com a trilha de “The Ecstasy of Gold”, de Ennio Morricone. Era a senha para o público vir abaixo!

Logo, começaram os acordes de “Creeping Death” e James, Lars, Kirk e Trujillo começaram a fazer daquele dia 30 de janeiro a melhor noite da última semana. Logo após, Lars pergunta se “Estamos Prontos?” Óbvio que estamos e, mal deu tempo de respirar e já emendaram “For Whom The Bell Tolls”, as duas do disco “Ride the Lightning”.

Mantendo a pauleira pura e sem deixar a galera pegar ar, molhar o bico na cerveja ou parar de suar, resolveram ir além da história e voltar às origens, tocando “The Four Horsemen”, do “Kill ‘Em All” e depois “Harvester of Sorrow”, do “…And Justice For All”.

Provavelmente, por ver a galera ofegante, tocaram uma mais ‘baladinha’, “Fade To Black”. Era a primeira vez que sentia aquela emoção estranha, nunca havia visto um estádio, com quase 70 mil pessoas, cantando, em inglês, uma música de heavy metal. Foda!

Como não podiam deixar de divulgar o fodástico álbum novo, “Death Magnetic”, emendaram três sem tirar, “That Was Just Your Life”, “The End of The Line” e “The Day That Never Comes”.


Galera alucinada

Após as quatro, James pergunta para a galera se já temos o álbum e se gostamos do disco. Óbvio que sim James, toca Raul logo, vamos voltar ao show. Antes, ele agradece aos amigos do Sepultura, nossos amigos, como ele diz, e dedica a próxima música a Andreas e companhia.

Estádio vem abaixo novamente com “Sad But True”.

Mais uma vez, toca uma nova, a pauleira “Broken, Beat & Scarred” e os caras somem do palco. Tudo fica escuro. A galera tem um palpite. Começam explosões no palco, a pirotecnia e os fogos já anunciam que vem aí “One”. Outra vez sinto a inédita emoção ao ver tudo aquilo cantando em uníssono um dos maiores clássicos dos Caras. Foda, Foda!

Mal dá se recuperar de “One” e já emendam outro clássico, “Master of Puppets”. Mais uma vez sinto aquela sensação boa de estar compartilhando com alguém aquele momento, de fortalecer ainda mais a amizade com meu irmão, de novo sinto a falta dos outros dois, o irmão do meio e o primo quase irmão, e valorizo ainda mais o fato de Dani estar ali e feliz da vida.

Tocam “Blackened”, também do “… And Justice…” e, novamente, saem do palco. Galera na expectativa, um banquinho aparece no palco. “Putaquepariu, é Nothing Else Matters!”, grito para meu irmão. Ele questiona “Será?”. E aparece James com um violão entoando os acordes da minha música predileta. Naquele momento, senti as lágrimas virem enquanto cantava, segurei bem, afinal estava num show de metal e pegaria muito mal chorar no meio de um monte de marmanjo, então olho ao lado e vejo uns dois, três, quatro cabeludos abraçados, cantando e com brilho nos olhos. Quase, mas segurei, naquele momento Nada Mais Importava.

Mais uma pausa e o telão focaliza James “Caralho, é Enter Sandman agora”. O telão focaliza a paleta de James, que a vira, com todo o público já matando a charada. Começa o riff mais famoso da banda, e, mais uma vez, o estádio inteirinho cantando junto com a banda. Foda, Foda, Foda!!!

Eles saem do palco e a galera aguarda o retorno, pois sabem que ainda não é o fim, Kirk retorna e começa um solo animal, é o momento dele, do guitarrista, ele e o público com as almas interligadas em apenas um som. Ele termina e os outros retornam, James anuncia que tocará um cover que os influenciou, para minha surpresa e satisfação, eles tocam “Stone Cold Crazy”, do Queen. Melhor show de todos os tempos.


Fim do show

Emendam “Motorbreath”, também do segundo disco e encerram com outro clássico, também comum nos encerramentos do show. A galera já entoava as três palavras, quando James pediu para ligar os refletores, pois passamos a noite vendo os feiosos e que era a vez deles verem a gente. Searchiiiiiiiiing ‘Seek and Destroy’, encerra mais uma noite histórica. Mais um show fantástico e mais uma ocasião para dizer que minha família é foda.

Valeu, Lars, James, Kirk e Trujillo, até a próxima.

Aguardemos o próximo. Espero que em breve.

Ps: Depois coloco algumas fotos e edito o que falta.

Aqui tem algumas.

Fim de semana em São Paulo (Blogcamp-SP, Passeio no Centro e Aniversário na ZL)

Fim de semana chocho esse.

Aliás, virou mania de São Pedro de mandar chuva no sábado. Nada contra, mas poderia continuar nos dias seguintes. O céu azul lá fora está dando muita raiva, principalmente por ser segunda-feira.

Enfim, era para ser um bom fim de semana, principalmente por conta do Blogcamp-SP, maior encontro de blogueiros do Brasil, mas, como o bonitão aqui, infelizmente, teve que trabalhar off-line no dia da inscrição durante 12 horas (as únicas no ano até agora) perdi a chance de me inscrever.

Até pensei em ir na cara e na coragem para tentar entrar, mas, por sorte (ou azar) resolvi olhar o site do evento e vi que haveriam seguranças com ordens para liberar a entrada somente dos inscritos. Alegou-se que o motivo era por conta do roubo do projetor, que ocorreu no ano passado, mas estava meio na cara que era para barrar quem não estivesse inscrito.

Infelizmente, são as regras do jogo.

Acabei acompanhando o evento pelo streaming do Blogblogs e, pelos comentários, o evento bombou no sábado, despertando minha tristeza (e inveja) de não ter participado.

Depois de milhares de ligações, acabei descolando um aniversário da irmã de um amigo meu na Zona Leste, aliás, bem Leste. Coisa simples, das que mais adoro. Poucas pessoas, muita cerveja, comida e bate-papo, principalmente pelo tempo que não falava com todos.

A diversão está sempre nas coisas simples.

Domingo, meio de ressaca, acordei tarde. Resolvi dar uma olhada e ver quais as discussões rolavam no Blogcamp. Reparei que muitos diziam que o evento estava vazio e outros não iriam. Depois vi que o Milhouse havia mandado uma mensagem para ir ao evento, pois apesar de vazio, estava legal.

O tempo que levei para me arrumar foi o suficiente para ligar para o amigo, perguntando como estava o evento, e ele dizer que já tinha ido embora, pois às 16 horas já não havia mais nada para se discutir e que tudo tinha acabado.

Fica a dica para inscrições para cada dia de evento. Mais gente poderia aproveitar e desfrutar das informações do encontro.

Para não perder a viagem, resolvi dar uma volta pelo Centro, num frio de rachar espinha. Dei uma volta pela São João, andei pela Ipiranga, parei na República e comprei uns DVDs (genéricos, claro), cortei a Praça, subi pelo Largo do Arouche (esqueci os encontros que rolavam lá e levei umas 5 cantadas, nenhuma correspondidas, óbvio), corri dali até a São João e voltei, já de noite, ao Largo Santa Cecília.

Ainda passei pelo mercado, para comprar a ‘janta’ (salsicha, pão e coca). Preparei tudo, entrei embaixo das cobertas e fiquei aproveitando o DVD do Sabbath, os filmes do Telecine (Simpsons, Todo Mundo em Pânico 3 e Estrada para Perdição) ainda deu tempo de ver o fim do filme Xeque-Mate, na Record.

Depois disso tudo, o jeito foi dormir e colocar esse fim de semana na lista dos esquecíveis.

Emocionante

São Paulo

Simplesmente emocionante a despedida do #96 hoje em Interlagos.

Assim como foi emocionante a reunião de todos aqueles malucos, de várias partes do Brasil e classes sociais diferentes, mas com uma paixão em comum.

O Automobilismo!

Com mais calma escreverei um texto sobre tudo o que rolou no templo do automobilismo.

Vá comemorar, hoje é Dia da Pizza

Pois é, há dias para comemorar e celebrar tudo quanto é coisa, principalmente num país onde vereadores, deputados, senadores e outros párias ganham bem para criar vários dias em comemoração a algo estúpido ou para criar cargos para os cumpádis de partido ou puxa-sacos oficiais.

Apesar da coincidência com o dia de hoje, o assunto não é esse.

Hoje é o Dia Internacional da Pizza.

Caso você seja de São Paulo, saia e vá para alguma das 5 mil pizzarias, padarias, restaurantes ou qualquer buraco que sirva essa deliciosa iguaria. Os pizzaiolos paulistanos dizem que aproximadamente são consumidas 1 milhão de pizzas na cidade.

Então aproveite e comemore.

A minha favorita é meia napolitana com meia calabresa (da promoção), das livres de escolha há várias, mas atualmente há uma de escarola com bacon que vende perto de casa e uma de atum com borda de catupiry que vende na ZL que são tops.

E a sua, qual é?

Sampa

Sampa

São Paulo, ex-terra-da-garoa. Cidade que não dorme, de gente que não pára.

São Paulo, lugar dos sonhos, da prosperidade, da história. Engrenagem que move o país.

São Paulo, ponto de partida para buscar o que se quer. Cidade das oportunidades.

São Paulo do Copan, da Estação da Luz, do Prédio do Banespa (Edifício Altino Arantes).

São Paulo do Museu do Ipiranga, do Obelisco, do MASP, do Parque do Ibirapuera.

São Paulo da Avenida Paulista, do Teatro Municipal, da Ponte Estaiada, dos Bandeirantes.

São Paulo… minha cidade.

Texto. Marcos Bonilha
Ilustração. Rafael Tatu

Um ano.

Quase passa despercebido, mas há exatamente um ano tomei a decisão que mudou radicalmente a minha vida (clichê básico).

No dia 1º de fevereiro de 2007 – depois de uma inédita parceria bem sucedida no mundo bilionário das comunicações, que só deu errado porque deu certo – desiludido com o mercado jornalístico litorâneo e de saco cheio de falsas promessas que nunca davam em nada, resolvi me mudar de mala e cuia para São Paulo.

É engraçado ver, depois de 12 meses, como o tempo voa e também como aconteceram tantas coisas nesse período.

Durante essas 52 semanas conheci várias pessoas interessantes, fazendo novas amizades, (que sei que serão eternas) conheci novos amores, (que foram embora como as folhas do outono), firmei um compromisso sério (que por enquanto está indo às mil maravilhas) e estou me satisfazendo profissionalmente (coisa difícil de se ver em um ano de trabalho).

Triste só o fato de ainda não conhecer a cidade como gostaria, de não conhecer pessoas que sei que estão perto, mas a agenda impede de, pessoalmente, encontrar e dar boas risadas e, para encerrar, algumas outras coisas que não vem ao caso agora, mas, se não lembro, não devem ser lá muito importantes.

Muita gente diz até hoje que fui louco de ter tomado essa decisão, afinal, seria funcionário público, teria estabilidade garantida e trabalharia em horário fixo com um bom salário (até parece). Sim, fui louco, mas estou feliz.

Não me arrependo nenhum pouquinho de ter mandado Guarujá para a PQP. Só visito a cidade ainda porque meus familiares vivem lá. É uma cidade doente e, pelo jeito, não terá cura tão cedo. Só lamento pela minha família e os amigos que possuo lá.

Para as pessoas que fizeram desse ano de liberdade uma experiência fantástica, meu muito obrigado, em especial para o velho Vagner, que, apesar do gênio mano de ser, me acolheu em sua casa e ajudou muito com a malandragem da vida.

Pois é, já que abri o texto com um clichê, encerro com outro: Que venha mais um ano, de preferência, melhor que este que passou.

Há 15 anos um garoto acordava de madrugada

Sei que prometi não escrever mais nada sobre futebol.

Mas hoje, 12 de dezembro de 2007, é uma data histórica e especial.

Há 15 anos, um garoto de 11 anos, acordava de madrugada sob os protestos da mãe para ver seu time tentar o segundo título mundial. Coisa que só o Santos da época de Pelé havia conseguido.

Lembro dos fogos, da rua escura e dos burburinhos dos vizinhos, esmagadoramente santistas, vibrando com os gols do Milan.

No final, com o gol espírita do Muller (deve ser por isso que ele virou evangélico) gritei, vibrei, corri pela casa e levei um tapa por ter acordado todo mundo.

Chorei muito com a emoção de ver a vibração do falecido Mestre Telê e do time por ter conquistado o mundo pela segunda vez seguida.

Para quem vê hoje, todos os times sul-americanos enfrentam os europeus no mundial com medo e na retranca. Tanto que o Sampa, no terceiro título, e o Internacional, no ano passado, ganharam assim, no português claro: na cagada.

Vendo o vídeo, notem como o jogo era corrido e lá e cá. Se quiser mais referências, cliquem nos vídeos laterais e vejam o jogo do Sampa com o Barça. Futebol bonito e cheio de alternativas entre os time.

O São Paulo montado pelo Telê era um time ferrado e fodástico. Infelizmente, duvido que há equipes atuando assim atualmente. Uma pena, mas vivemos a era da retranca.

Mesmo quem não é são-paulino, curtam o vídeo. Até o Galvão era diferente.

Para cair no clichê, parece que foi ontem, mas já foram 15 anos desde aquela época em que eu não me preocupava com tantas coisas.

Confiram o vídeo com os melhores momentos da partida.