Ela, eu e o Bon Jovi

Pensei: “Oras, por que não tentar? O máximo que vai acontecer é a galera ficar me zoando por causa das frases que vou colocar e dar risada com isso”.

Assim resolvi participar da promoção @SubZeroRocks para ganhar um par de ingressos para o show do Bon Jovi no Morumbi.

Sim, show do Bon Jovi no Morumbi, sou fã do som dos caras, assim como do Iron Maiden, Metallica, Scorpions, Engenheiros, U2, AC/DC, Wando, Ira e Magal. Como sou meio zicado com qualquer coisa, já meio que acreditava que só renderia risadas por conta de algumas frases infames.

Mas, ás 16:30 de quarta-feira, dia 6, o twitter oficial da cerveja Sub Zero (que me rendeu chacota por ter levado umas latinhas num churrasco) me anunciou como vencedor com a frase “Só a @subzerorocks te dá a #ultimachance de ver o Bon Jovi ainda hoje em SP sem morrer na mão do cambista com cerveja quente.”

Nem preciso falar que foi uma das maiores alegrias do ano até agora. Na hora falei com a Luzinha e combinamos de se encontrar, no que seria o primeiro grande show de rock da vida dela.

Às 18:30 saí voando do meu local de trabalho, peguei o trem e um trânsito dos infernos e cheguei no local para retirada dos ingressos. Às 20 horas. Novamente, por causa do trânsito, me atrasei e, enquanto Lulu me xingava, e muito, no celular, eu me preocupava em chegar no Morumbi a qualquer custo.

Cheguei, às 21:30, já com o show rolando e Luzinha querendo minha cabeça (ou saco) numa bandeja. Corri até onde ela estava e levei até o portão de entrada. Idiota, como sou, não vi que tinha que entrar pelo outro lado por causa das grades de metal, voltamos tudo de novo, entramos, corremos e, enquanto isso rolando “You Give Love a Bad Name”.

Mostra ingresso, revista, mostra ingresso de novo, entra, corre de um lado, cadê entrada, chegamos!

Mesmo já tendo ido a outros grandes shows, a sensação de se misturar à massa é indescritível, vi que Lu sentia a mesma coisa, pois estava na cara que nem se lembrava do perrengue que tivemos para chegar lá. E era a primeira vez que ela tinha essa sensação.

“Born To Be My Baby” tocava naquela hora, e o brilho nos olhos de Lu só mostrava que aquele lugar, entre as mais de 65 mil pessoas, era só nosso.

A abracei forte, e curtimos, juntinhos, como se fosse num baile de escola, as três horas de show, que nem deu para sentir passar direito. A sensação de estar com a mulher mais linda da escola, enquanto dançava com ela, era a mais forte possível, embalada pelas românticas “When We Were Beautiful”, “Bad Medicine” (com “Pretty Woman”, de Roy Orbison, e “Shout”, de Isley Brothers), “Lay Your Hands On Me”, “Always”, “I’ll Be There For You” e “Someday I’ll Be Saturday Night”.

Também pulamos muito com “It’s My Life”, “Have A Nice Day”, “Keep The Faith” e, principalmente, “Livin On A Prayer”.

A cereja do bolo foi o encerramento com “Bed of Roses”, embora eu esperasse “Never Say Goodbye”, mas o fato de estar ali, com a mulher da minha vida, ouvindo um rock n’ roll com um cara que embalou a adolescência de muita gente, sonhando com o momento do beijo, do abraço e de sair junto com a princesa da festa, já mostrava que ali, naquele momento, no meio de 65 mil pessoas, nós éramos o casal mais feliz do mundo.

Não sei quando iremos novamente a outro show de tamanha magnitude, mas espero que não demore muito, pois, apesar de musicalmente falando, não ter sido um dos melhores shows que já vi ao vivo, foi o melhor show da minha vida.

Ps: Aqui, no Baconfrito, você pode ver o que eu achei, musicalmente falando, do show do Bon Jovi.

Melhor show de todos os tempos – Metallica

Sábado, 30 de janeiro de 2010, saímos, meu irmão e eu, com destino ao estádio Cícero Pompeu de Toledo, vulgo maior do mundo, vulgo Morumbi.

Não fomos ver mais um show do São Paulo Futebol Clube, mais uma apresentação de gala de Rogério Ceni e companhia no Tricolor mais lindo do planeta.

Com o perdão do exagero dos superlativos e elogios, fomos ver Kirk Hammett arrebentar em riffs clássicos e arrepiantes, Lars Ulrich destruindo sua bateria, Robert Trujillo com uma competência respeitável no baixo e um carisma impressionante e, claro, James Hetfield com aquele vozeirão característico e também mandando bem na guitarra. Sim, fomos ver o Metallica.


Foto: Leonardo Soares/AE

Depois de dois anos do show do Iron Maiden – o melhor de todos os tempos até então – e uma fracassada tentativa de tentar ver o AC/DC, finalmente conseguia voltar a ver um mega show de rock, e de uma das minhas bandas preferidas. Apesar da ausência do irmão do meio, e do primo quase irmão. Daniel, apesar de ser o que tenho menor afinidade, já que é o caçula da família, foi uma ótima companhia.

Logo que chegamos ao Morumbi, o clima com todo aquele povo, devidamente trajado de preto, se encaminhando para o show, foi tomando conta de nós. Por coincidência, estava com a mesma camisa preta do show do Iron. Ao contrário da outra vez, que nos perdemos e tudo dava errado, nos encaminhamos até a arquibancada azul e rapidinho nos instalamos entre vários alucinados que estavam curtindo o show do Sepultura, mas, claro, aguardavam ansiosamente Lars e sua turma. Uns, mais exaltados, vaiavam Derek, Andreas e companhia. Ainda mais depois que Andreas provocou o estádio exaltando seu fanatismo pelo tricolor mais lindo do mundo. Óbvio que receberia vaia, mas como já esperava, deu risada e encerrou o show com Roots.


Daniel e eu, sim as fotos estão mal tiradas

Para quem acompanha o tempo e o noticiário, sabe que São Paulo está há mais de 40 dias sob intensos temporais, como os deuses do rock estavam ali, junto com os quase 70 mil apaixonados pelo som, o tempo resolveu dar um tempo, com o céu mais estrelado que eu já vi nessa cidade e uma lua cheia que também queria ver os grandes clássicos do heavy metal sendo entoados, ali naquela região sul da cidade.

Enquanto o show não começava, nós da arquibancada fazíamos um show à parte, com “Holas”, “incentivos” para a turma da pista e solidariedade com o outro para tirar fotos e filmagens. Pena que meu irmão e o cara que estava próximo a gente não saibam bater fotos com celulares, todas em que apareço estão tremidas.

Enfim, quando os refletores se apagaram, a galera começou a se empolgar, mas ainda rolava os testes de som. Minutos depois o palco se apagou, e começou a passar as cenas de “O Bom, o Feio e o Malvado” com a trilha de “The Ecstasy of Gold”, de Ennio Morricone. Era a senha para o público vir abaixo!

Logo, começaram os acordes de “Creeping Death” e James, Lars, Kirk e Trujillo começaram a fazer daquele dia 30 de janeiro a melhor noite da última semana. Logo após, Lars pergunta se “Estamos Prontos?” Óbvio que estamos e, mal deu tempo de respirar e já emendaram “For Whom The Bell Tolls”, as duas do disco “Ride the Lightning”.

Mantendo a pauleira pura e sem deixar a galera pegar ar, molhar o bico na cerveja ou parar de suar, resolveram ir além da história e voltar às origens, tocando “The Four Horsemen”, do “Kill ‘Em All” e depois “Harvester of Sorrow”, do “…And Justice For All”.

Provavelmente, por ver a galera ofegante, tocaram uma mais ‘baladinha’, “Fade To Black”. Era a primeira vez que sentia aquela emoção estranha, nunca havia visto um estádio, com quase 70 mil pessoas, cantando, em inglês, uma música de heavy metal. Foda!

Como não podiam deixar de divulgar o fodástico álbum novo, “Death Magnetic”, emendaram três sem tirar, “That Was Just Your Life”, “The End of The Line” e “The Day That Never Comes”.


Galera alucinada

Após as quatro, James pergunta para a galera se já temos o álbum e se gostamos do disco. Óbvio que sim James, toca Raul logo, vamos voltar ao show. Antes, ele agradece aos amigos do Sepultura, nossos amigos, como ele diz, e dedica a próxima música a Andreas e companhia.

Estádio vem abaixo novamente com “Sad But True”.

Mais uma vez, toca uma nova, a pauleira “Broken, Beat & Scarred” e os caras somem do palco. Tudo fica escuro. A galera tem um palpite. Começam explosões no palco, a pirotecnia e os fogos já anunciam que vem aí “One”. Outra vez sinto a inédita emoção ao ver tudo aquilo cantando em uníssono um dos maiores clássicos dos Caras. Foda, Foda!

Mal dá se recuperar de “One” e já emendam outro clássico, “Master of Puppets”. Mais uma vez sinto aquela sensação boa de estar compartilhando com alguém aquele momento, de fortalecer ainda mais a amizade com meu irmão, de novo sinto a falta dos outros dois, o irmão do meio e o primo quase irmão, e valorizo ainda mais o fato de Dani estar ali e feliz da vida.

Tocam “Blackened”, também do “… And Justice…” e, novamente, saem do palco. Galera na expectativa, um banquinho aparece no palco. “Putaquepariu, é Nothing Else Matters!”, grito para meu irmão. Ele questiona “Será?”. E aparece James com um violão entoando os acordes da minha música predileta. Naquele momento, senti as lágrimas virem enquanto cantava, segurei bem, afinal estava num show de metal e pegaria muito mal chorar no meio de um monte de marmanjo, então olho ao lado e vejo uns dois, três, quatro cabeludos abraçados, cantando e com brilho nos olhos. Quase, mas segurei, naquele momento Nada Mais Importava.

Mais uma pausa e o telão focaliza James “Caralho, é Enter Sandman agora”. O telão focaliza a paleta de James, que a vira, com todo o público já matando a charada. Começa o riff mais famoso da banda, e, mais uma vez, o estádio inteirinho cantando junto com a banda. Foda, Foda, Foda!!!

Eles saem do palco e a galera aguarda o retorno, pois sabem que ainda não é o fim, Kirk retorna e começa um solo animal, é o momento dele, do guitarrista, ele e o público com as almas interligadas em apenas um som. Ele termina e os outros retornam, James anuncia que tocará um cover que os influenciou, para minha surpresa e satisfação, eles tocam “Stone Cold Crazy”, do Queen. Melhor show de todos os tempos.


Fim do show

Emendam “Motorbreath”, também do segundo disco e encerram com outro clássico, também comum nos encerramentos do show. A galera já entoava as três palavras, quando James pediu para ligar os refletores, pois passamos a noite vendo os feiosos e que era a vez deles verem a gente. Searchiiiiiiiiing ‘Seek and Destroy’, encerra mais uma noite histórica. Mais um show fantástico e mais uma ocasião para dizer que minha família é foda.

Valeu, Lars, James, Kirk e Trujillo, até a próxima.

Aguardemos o próximo. Espero que em breve.

Ps: Depois coloco algumas fotos e edito o que falta.

Aqui tem algumas.

Você assistiria Rod Stewart? De graça com certeza

Ando meio desanimado com o blog e minha incompetência de tentar fazer algumas melhorias e não conseguir, como entendo pouco de linguagem CSS, HTML e programações em gerais, o dito cujo fica com essa cara verde doente e eu sem vontade de escrever ou atualizar essa bodega.

Prometo que vou tentar resolver isso o mais rápido possível.

Mas, já que estou aqui, falar sobre o fim de semana estranho que passei, principalmente que, finalmente, alguém se lembrou de mim para dar ou doar alguma coisa.

(Não, ingressos para o jogo do Curíntia não contam, apesar de ser um bom programa humorístico).

Enfim, voltando de um trampo externo estafante na maravilhosa Marginal Pinheiros em horário de pico na sexta-feira, o celular toca, praticamente me despertando do quase sono.

Do outro lado da linha, minha prima pergunta se não quero ir a um show de rock que iria ter no fim de semana.

Do Ozzy???????

Não, do Rod Stewart hoje. Tenho quatro convites.

-Alô?

-Posso te ligar mais tarde.

-Tudo bem, mas vê logo que o show é às 10 horas da noite.

Desligo e fico pensando, será que vale a pena?

Lembro que de graça até ônibus errado e corro para casa me arrumar. Com argumentos extremamente egoístas, convenço a companhia a ir junto.

Hora combinada no metrô, encontro minha prima, que fica muito fula em me ver acompanhado, e minha tia.

“Caceta, família de velha doida metida à jovem”, pensei.

Mal sabia que estaria errado no meu pensamento.

Todo mundo segue para o chiqueirão.

Estádio esse que, exato um mês atrás, vi o melhor show de todos os tempos.

Toca para arquibancada e sentamos no concreto duro e gelado do Palestra.

Óbvio que, por conta do horário, perdemos o show de abertura de Nando Reis. Olho ao redor e só vejo tiozinhos e vôzinhos.

Aí que vi que quem estava no lugar certo era minha tia e não eu.

O velho, meio alegre, entra e começa o show.

Músicas do tempo que se escrevia foda farmácia com PH. Minha tia, e um monte de tiozinhos, dançavam empolgados, com aqueles passinhos hilários.

Um frio de rachar e as duas mulheres ao meu lado me olhando com cara de ódio, por motivos diferentes. O vento que soprava ali, parecia que estava só rodando na área do estádio.

Reconheço umas duas músicas e chego até a cantar, mas não me mexo de onde estou, tamanho o gelo que estava.

Fim do show e a terceira idade que estava ali sai feliz. Alguns com filhos, que, pela cara, provavelmente foram obrigados a vir.

Lembro que não gastei nada e, como não tinha nada para fazer na sexta, até que foi um programa legal.

O show lembrou muito um baile de formatura/casamento/debutantes, mas deu para dar risada.

Não pagaria para ver, mas de graça…

Como foi o melhor show da minha vida – Iron Maiden em SP


O que aconteceu nesse fim de semana, nos dias 01 e 02 de março, é daquelas coisas que vou carregar até o fim da vida. Coisas para se contar aos netos, amigos, almoços de domingo com a família, enfim, lembranças que ficarão marcadas eternamente.

A começar pelos envolvidos, meus dois irmãos mais novos, um primo que é quase irmão, uma cidade que ninguém conhece e um show de rock da melhor banda de heavy metal do planeta.

Para não deixar o texto imenso, vou pular a parte do sábado que envolve frescuras para comer em algum lugar, balada regada à tequila, caminhas extensas, passeio de trólebus (que foi destruído no final), se perder do grupo no Centro e mandar todo mundo se foder, chegar primeiro em casa e ser xingado pela turma, após horas depois.

Esse é o resumão do sábado.

Fotos do Uol.

No domingo, com todo mundo acordando tarde por causa da balada (e da pequena caminhada) do dia anterior, o jeito foi se arrumar rapidinho, ver o primeiro tempo de um jogo chocho por natureza e zarpar para o show do Iron Maiden no Chiqueirão.

Logo no metrô, começamos a observar o pessoal se encaminhando para o show, todos devidamente trajados com camisas da banda, como se fosse um uniforme único.

Destoando de todos, apenas eu estava fora da moda, usando uma camisa vermelha sem graça.

Como todo mundo estava com fome, resolvemos passar no shopping West Plaza, que fica a caminho do Palestra, para forrar o bucho. Aproveitei e comprei uma camisa preta, sem estampa mesmo, para ir ao show e me livrar da vermelhinha sem graça.

Após uma refeição extremamente saudável no Habib’s, corremos para o show.

Chegando lá, uma briga para achar o local de entrada, após dar uma mega volta no quarteirão e se perder no drive thru do McDonald’s (sem comentários), achamos a pequena fila e a expectativa aumentou.

Como sempre, o caçula sempre ficava para trás, enquanto o do meio distribuía patadas para todos os lados, mesmo assim, ao entrar no estádio, a ficha caiu ao ver aqueles milhares de alucinados: estávamos no show dos Caras.

Depois de muito empurra-empurra, encontramos um lugar e lá ficamos esperando, espremidos, no meio daquele povo de metaleiro do Brasil inteiro. O show de abertura com a filha de Steve Harris já havia terminado, tendo durado apenas meia hora. Ainda faltavam 20 minutos.

Faltando uns 10 minutos, o calor desgraçado que fazia foi quebrado por uma chuva forte que, segundo o filósofo J Rafael, vulgo irmão do meio, era a prova que Deus é metaleiro.

Se o filósofo estava certo eu não sei, mas que meu óculos embaçou, uma suvaqueira ferrada subiu e que foi uma chuva lava alma mesmo, isso não têm discussão.

De repente tudo se apagou, todos ficaram na expectativa e os dois telões do estádio começaram a passar imagens do Ed Force One desembarcando nos aeroportos do início da turnê, em seguida, Winston Churchill clamava seu tradicional discurso, enquanto imagens da invasão nazista na Europa era mostrada.

Era o início de Aces High, o Iron Maiden entrava em cena e a platéia, a plenos pulmões, vinha abaixo no Chiquirão.

Emendar, sem respirar, 2 Minutes to Midnight e Revelations mostrava que as expectativas e ansiedade sobre esse show estavam mais que superadas, era um sonho na vida real.

Nesse momento, depois do êxtase do início do show, percebi que havia perdido o caçula e o primo. Rafa continuava ali, firme e forte.

Após um papo com a galera, Bruce voltou com tudo com The Trooper, a caráter, como um soldado inglês. A multidão cantava a plenos pulmões junto com o vocalista da Donzela de Ferro.

Logo meu irmão caçula apareceu e, os três juntos, pela primeira vez, curtiam um momento em família inesquecível.

Enquanto falava do saudosismo e da relação do Brasil com a banda, desde o Rock in Rio I, Bruce, discordou do título da música seguinte. Meio que adivinhei que seria Wasted Years (Anos desperdiçados), quando um dos riffs que mais curto começou, abracei meus dois irmãos bem forte e me emocionei de estar ali com eles, sem brigar e fortalecendo esse laço que nunca foi lá muito forte e, que ali e espero que daqui para frente, seja inquebrável.

Eis que meu primo aparece, depois de ter sido carregado por quase todo o estádio, nem deu para perguntar onde ele estava, a voz de Vincent Price anunciava, com o coro de mais de 40 mil pessoas, que The Number of the Beast vinha aí.

Acho que de tanto gritar “Six, Six, Six” devo ter perdido uns pontos no céu.

Durante The Rime of the Ancient Mariner (baseado no poema de Samuel Taylor Coleridge) foram 13 minutos de som a la filme de terror e suspense, encerrando com Powerslave essa seqüência.

Após Heaven Can Wait, veio mais uma seqüência matadora, com a galera gritando a plenos pulmões Run to the Hills e, em seguida, o ponto alto da noite, onde após meu primo perguntar se cantariam aquela música, veio a introdução característica de Fear of the Dark. Quando o telão mostrou toda aquela multidão acendendo isqueiros, câmeras e celulares e, em uníssono, cantando a introdução da clássica música que, na teoria, nada tinha a ver com o show, lembrei da minha adolescência e do Rock in Rio III, onde me perguntava se veria isso ao vivo um dia. Engoli um seco de emoção mais uma vez.

Para encerrar essa série inesquecível, veio a música que batiza o grupo, Iron Maiden, junto com o boneco Eddie “Terminator” para terminar essa parte e se retirar.

Bruce se despede e todos ficam ansiosos, esperando por mais.

Confesso que já estava deveras cansado, mas se os caras tocassem a noite inteira, acho que só sairia dali carregado. O vocalista retorna e, após um bate-papo rápido com a galera, confirma que irá voltar em um ano, com explosões, fogos e luzes para “torturar-nos” um pouco mais.

Com Moonchild, The Clairvoyant e uma versão totalmente diferente e espetacular do que já ouvi de Hallowed be thy Name, Bruce Dickinson, Steve Harris, Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers e Nicko McBrain se despediram do palco do Palestra Itália.

Mesmo aguardando um segundo bis, as luzes se acenderam e estava decretado o encerramento do melhor show da minha vida.

Agora é esperar até o ano que vem e ver se eles cumprem a promessa de retornar logo, e assistir, de preferência, junto com esses que me acompanham desde que me entendo por gente.

Mesmo com a lerdeza de um e com as patadas do outro.

Valeu irmãos!

Para quem perdeu, vai uma palhinha do que acabei de falar.

Fotos do Uol.

Ana Carolina no Guarujá

Antes que me esqueça, nesse fim de semana começo minha caminhada pelos shows do ano. Está certo que começo com o show da Ana Carolina, onde vai ter concorrência dupla, mas o som da mulher (?) é do baralho e vale a pena.

Mesmo assim, estou mais na ansiedade e expectativa do dia 02 de março.

Parece que não chega.

Como se arrebentar no Kart – parte II

A sensação de pilotar aquele bichinho era incrível. A velocidade e a força ‘g’ que ele exercia no corpo era incrível. Mais ou menos parecida com aquela sensação ao andar de montanha-russa, com a diferença que você controla o carrinho.

Logo na terceira curva, rodei.

O carrinho era arisco. Quando achava que estava controlando o dito cujo, rodava. A pista era muito show. Com duas retas fantásticas que terminavam em curvas que davam para fazer com pé embaixo. O que faria eu me arrepender um pouco mais tarde.

Me classifiquei em último (óbvio), mas por erro dos caras que alinham o grid, saí na frente dos irmãos Ruiz e de mais um corredor, que não lembro o nome.

Uma pausa.

Antes da corrida, o Caio me perguntou se eu conhecia o que significava as bandeiras, falei de todas que conhecia. Quando falei da amarela, ele explicou para não se preocupar, pois essa só aparecia em caso de pancada feia. O que era meio difícil. Foi um erro de previsão dele.

Uma outra brincadeira que faziam, era a explicação para as placas de publicidade no final do retão principal. Eles diziam que quem acertasse a primeira placa ganhava ouro, a segunda prata e a terceira bronze. Isso porque para tal façanha era preciso atravessar a curva, passar pela grama, depois pela brita, para só aí, acertar os pneus e as ditas cujas.

Guardei bem esses ensinamentos.

Volta para a largada.

Claro que os mais experientes foram embora, mas tentei brigar com os que estavam do meu lado. Infelizmente, no mesmo ponto que rodei de cara na classificação, me custou todas as posições, mas segurei e continuei a caçada.

Ao completar a primeira volta, colei no Aguiar e, após passar a curva das placas, passei ele bonito, mas, por empolgação rodei logo em seguida, indo parar na grama.

Tentando alcançar ele, afundei o pé, o que me custou o primeiro acidente dolorido. Ao sair da segunda curva atrás da torre, perdi o controle, voei pelo gramado e acertei os pneus.

A partir daí sabia que correria sozinho e que não deveria atrapalhar os líderes. Por conta do susto anterior, fiz a terceira volta na manha e controlando bem o carro. Por sinal, a melhor das minhas voltas.

Isso me motivou a querer voar, ao passar o retão consegui fazer a curva das placas com o pé embaixo. Mas ao tentar endireitar o kart, passei por cima das zebras (exatamente onde está o kart no canto inferior direito), perdi a frente e, a mais ou menos 75 km/h atravessei a curva, ganhei mais velocidade na grama e me arregacei nos pneus, levantando poeira, espalhando pneus para tudo quanto é lado e… apagando momentaneamente.

Tudo no dia 5 de maio

Não sei o que o pessoal achou de interessante no dia 5 de maio, mas que acho uma sacanagem tanta coisa junta no mesmo dia, isso eu acho.

Veja bem, amanhã terá Virada Cultural aqui em São Paulo, tem Campeonato Paulista de Automobilismo, em Interlagos, dois casamentos para ir na Baixada e o aniversário de meu irmão à noite.

Ou seja, os eventos paulistanos ficarão para uma próxima oportunidade. O que é uma pena.

O pior é que vou ter que me desdobrar para ir aos eventos do pé da serra.

Vamos ver o que vai dar.

Até Segunda

Como é chato ser duro

Hoje tem show do Aerosmith no Morumbi.

No fim do ano passado, durante minha curta carreira de empresário da comunicação, decidi que iria ao show do pai da Liv Tyler, do Roger Waters, entre outros.

Não fui em nenhum até o momento e espero que quem vá curta bastante por mim.

Mas não precisa me contar nada depois.