O dia em que quase morri com um copo d´água

Ah, aquele velho e bom post do último dia do mês.

Aliás, mês esse que passei por uns perrengues na última semana que posso dizer, sem medo, que quase bati as botas. Pior, de forma estúpida em uma delas.

Terça da semana passada e, como sempre faço todo dia, cheguei no trabalho, fui ao banheiro e, na volta, beber uma água. Com a copa vazia, eis que, virando o squeeze de uma vez, sei lá como, engasgo com o líquido inodoro e insípido. No susto, dou uma puxada de ar que complica ainda mais minha situação, puxando uns 100 litros de água. Na hora, expelo toda a água e começo a tossir sem parar. E bem alto, botando terror na Polimport.

Vital, mas pode ser mortal. Pelo menos para quem é meio burro. =P

Só que um mero detalhe, coisinha à toa, piora a situação: não conseguia puxar o ar.

Não sei como descrever, mas ali percebi como que um afogado deve se sentir. Pois tentava, desesperado, puxar o ar, levar para os pulmões a coisa mais básica para a sobrevivência e não conseguia. Só um chiado que não resolvia nada. Desesperado, noto minha mão mudando de cor e o suor frio.

Quando vou correr para o corredor (se é para cair, que caia com o povo olhando para chamar ajuda logo), dois colegas de trabalho aparecem, perguntando se está tudo bem. Sei lá porque, recupero o fôlego, o coração acelerado volta ao normal e as gotas de suor escorrem pelo rosto.

Mesmo com água ainda na garganta, tava tudo voltando ao normal.

Falo para os colegas que, agora, estava tudo bem e agradeço a preocupação. Vou para minha sala e todo mundo me olha com surpresa, perguntando se era eu o responsável pelo “escândalo” de a pouco. Com minha colega de baia falando que estava todo molhado de suor.

Falo o que aconteceu e, até semana passada, era o assunto da empresa, o cara que quase morreu bebendo água. Digno do famoso Darwin Awards.

A outra quase-morte conto depois.

Desanimado com o Jornalismo

Ah, o desânimo…

Como notaram por aqui, faz tempo que não escrevo algo a la bate-papo. Aliás, até no twitter, onde falava para caramba, dei uma diminuída nas bobagens que escrevo.

Ironicamente, achei essa imagem no R7 e é justamente do tipo de jornalista que queria ser, de guerra.

Quem me conhece, sabe o quanto gosto de escrever e falar bobagem, mas o ato de escrever tem sido uma espécie de martírio, já que me lembra que não seguirei com o sonho de ser jornalista, coisa para a qual estudei e me preparei nos últimos 12 anos.

E nem é por conta de ter fracassado na profissão ou ser ruim demais, é o desapontamento com o jornalismo mesmo, que vai dos rumos que a profissão tomou, em todos os níveis, passando pela remuneração e o pouco tempo que acaba sendo reservado à família, caso queira ganhar razoavelmente… razoável.

Não, não escreverei mais sobre isso agora, estou adiando o derradeiro texto, pois no fundo sei que quando escrever, estarei rompendo de vez com isso. Pode falar o que for, mas ainda me considero um Jornalista. É o que está escrito naquele diploma que levei quatro anos para conquistar e que foi orgulho de minha mãe, família e amigos.

Só sei que está chegando a hora de, finalmente, romper com a profissão e me considerar outra coisa, seja lá o que for.

Infelizmente, por mais que esteja gostando do que ando fazendo, isso me dá um desânimo…

Agora vai, até passar!

São Paulo, 07 de julho de 2010.

Neste dia dei a largada daquilo que acho que já prometi várias vezes, mas não cumpri, que é finalmente me preparar, prestar e passar em algum concurso público.

Sinceramente, cansei de não ter estabilidade, ficar até tarde e não ter reconhecimento, depender da vontade alheia/política para ter aumento e, mesmo me matando, saber que não terei uma aposentadoria decente no futuro.

Confesso que o dia não foi lá muito produtivo, afinal, gastei a noite só para ler o edital. Estudar que é bom, necas. Mas, ao contrário das outras vezes, inclusive na época em que fiz um curso para tentar ser PF, acredito mais em mim e, espero, conseguirei superar a minha maior inimiga, que é a preguiça. Nem o cansaço e algumas outras distrações são piores do que ela.

Ainda preciso de algum norte que, aliás, se alguém com experiência nisso puder ajudar, já agradeço, mas o que interessa, que é começar, já comecei.

Como acredito que preciso de um prazo, me dei dois anos para já estar empregado em algum lugar e, para cumprir esse prazo, de terça à sexta, à noite, e sábado, quase o dia inteiro, deixarei de lado, com algumas exceções, a vida como a conheço atualmente. Com folga nos domingos (e alguns feriados) para descansar, que ninguém é de ferro.

Enfim, torçam por mim e, caso vejam eu fraquejar, me cobrem essa promessa.

Síndrome da Segunda-Feira

Por Leandro Garcia

Talvez você não conheça por este nome, talvez você conheça como Síndrome do Boa Noite do Fantástico, etc., mas duvido que você nunca tenha sentido isso, ou sente.

Você já se perguntou, Por que suas segundas-feiras costumam ser longas e chatas (não estou falando do seu companheiro de trabalho que é alto e foi apelidado de segunda-feira)? Ou por que é o dia típico para você se atrasar ou por que você sente vontade de chutar tudo e ir vender côco na praia?

Te respondo, você está mal-empregado.

Não é mal-empregado apenas no sentido financeiro, mas no sentido psicológico.

Você pode ter um excelente salário, viajar pela empresa, trabalhar perto de sua casa, benefícios, pode ter diversos outros itens que a sociedade julga ser requisitos ideais para avaliar se você está bem empregado, mas, mesmo com tudo isso, você, ao acordar no domingo, sofre ao pensar que amanhã é segunda.

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Fui demitido, e agora?

Pois é pessoal.

Ontem estava com um post bem bacana na cabeça, sobre o fim de semana futebolístico, em que fui, finalmente, assistir a um jogo do poderoso Juventus na Rua Javari (infelizmente 0x0 contra o fraco Atlético Sorocaba) e depois fui jogar futebol com uma galera do Twitter.

Enfim, a idéia era essa, falar sobre o dia, torcedores do Juventus, o fato dos juventinos terem um time grande para simpatizar (no caso do Corinthians, pequeno mesmo, segundo os próprios) e não o contrário. Contar sobre os pernas de pau que compareceram a uma quadra alugada, com direito a churrasco, para desfilar sua brancura e barrigas nerds no society e meu ótimo desempenho como armador, com passes precisos e assistências milimétricas.

Mas não deu, ontem, logo cedo, fui chamado à sala de minha chefe e a dita cuja me comunicou que não faço mais partes dos planos da empresa, pois estão com contenção de custos, não dá para ficar com todo mundo, wiskas sachê e aquele blá-blá-blá todo.

Quando ela terminou, perguntou se estava tudo bem, se eu queria um copo d’água, se ia chorar (sério!) ou que fosse.

Os outros dois chefes, quando foram falar comigo, fizeram as mesmas perguntas (menos a das lágrimas) e eu disse que estava tudo ok, normal.

A questão da minha demissão não deve ser debatida aqui, mas o texto da Dani, uns dois posts abaixo, explica bem o que vem ocorrendo no local onde trabalhava.

O que não entendo é porque todo mundo acha que o fato de ser demitido é o fim do mundo.

Eu acho que era a pessoa mais normal e tranqüila do mundo ontem no escritório, mas, o excesso de preocupação – se eu estava bem, se iria me matar, quebrar tudo, etc. Isso realmente me incomodou.

Será que as pessoas acham que o simples fato de ser demitido é o fim do mundo?

Para mim, simplesmente é o recomeço, hora de mudar e se fortalecer. Pensar o que estava errado e trabalhar esse erro, enfim, nada que seja comparado a um pé na bunda sentimental (o que para mim também tem o mesmo efeito da demissão), perda de alguém querido, ou uma final de campeonato com gol contra aos 49 do segundo tempo.

As pessoas precisam repensar essa situação, senão, o mundo que já anda chato para cacete, vai ter mais um motivo para o povo continuar em estado de paranóia coletiva e mais estressados.

Aí, para alguém sair matando a torto e direito em escolas, jogar aviões em prédio, explodir hotéis e embaixadas, vai ser um pulo.

E tudo porque foi demitido, ora pois.

Agora, se souberem de alguém que precisa de um jornalista, me avisem. 🙂

Cadê o Gerente?

Por Daniella Velloso

Na sua opinião, o quanto a atuação desse profissional influencia o grau de sucesso dos projetos que ele gerencia?

Gerenciar o desempenho individual e coletivo de colaboradores é uma atividade indispensável para a competitividade de qualquer empresa. Alinhar as atividades diárias de pessoas e grupos com o cronograma e expectativa do cliente é uma premissa.

A maior interação entre gestores e colaboradores eleva a produtividade e qualidade e ponto.

O gerente encabeça uma equipe, ele dá a direção do projeto e dita o ritmo do mesmo. É ele quem deve gerenciar as crises e ultrapassá-las com uma boa estratégia. Olhar o todo, enquanto cada profissional foca em sua responsabilidade.

Além da visão do negócio, do senso estratégico e de planejamento, ele tem que ser um líder nato.

Motivos diversos que o fazem ganhar mais – bem mais – que os membros de sua equipe. Sempre que apresentava uma resposta de atuação, dividia os créditos do sucesso, mas assumia as responsabilidades do fracasso. Isso não é valoroso, é obrigação.

“Cara, te pagam mais para isso! Te exigem mais qualificações para que você possa suprir/dirigir um time!”

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Diálogos que valem a pena ser publicados

Diálogo na empresa, ocorrido na última quinta-feira.

– O jeito do Marcos lembra o do doutor House.
– Como é?
– O médico daquele seriado.
– Eu sei quem é o médico, não sou burro, mas como não consigo ver a série, não sei como é esse ‘jeito do médico’, por isso ainda estou pensando se isso é bom ou ruim antes de te xingar…
– Ah, ele parece também um pouco o Ned, de Pushing Daisies.
– Quem?
– Um seriado que passa na Warner, às quintas.
– Na boa, vocês deveriam fazer mais sexo e viver mais a vida, ao invés de ficar na frente da televisão perdendo tempo procurando pessoas parecidas com as que aparecem nas suas vidas medíocres.
– Nada a ver com o Ned, é o House completo. Só faltou mancar.
– …

Em tempo, como as duas séries passam na quinta, resolvi fazer um esforço e assisti-las naquele mesmo dia.

Achei que não tenho nada a ver com ninguém, apesar de ter achado House do caralho.

Ah, chegou às minhas mãos a primeira temporada de Dexter, se eu ficar com vontade de eliminar algumas pessoas, relevem, é culpa da série.

Voando para BSB com Dirceu e Palocci

Brasília

E estou no lugar com o maior índice de roubos do país, quiçá, do mundo.

Capital federal, Brasília, Distrito Federal e, sabe-se lá porquê, BSB para as companhias aéreas.

Para variar, a chegada no aeroporto de Congonhas foi meio conturbada, mas se maiores traumas, só o fato da simpática atendente me avisar que não havia nenhum lugar na fileira 11 (saída de emergência com espaço para as pernas e poltronas reclináveis) e me mandar para a poltrona 24A, na última janela e sem direito a reclinar o banco.

Num daqueles pensamentos soltos, pensei:

– Quem foi o FDP que pegou meus lugares?

Divaguei. Despachei a mala e – novidade – o alto-falante do aeroporto avisou que era a última chamada para o vôo 3708 da TAM com destino à Brasília.

O check-in da TAM é o mais longe dos portões de embarque, mas como já havia feito o meu, liguei o foda-se e fui calmamente até o portão 4.

Vi a fila de longe e aguardei a dita andar, foi quando vi Antonio Palocci, aquele do caseiro, na fila.

Nem estranhei, afinal, o avião ia para Brasília e, salvo engano, ele ainda é deputado federal, mas, quando apareceu o José Dirceu pensei.

– Se não fosse comigo dentro, essa porra podia se estatelar para o chão.

Nesse mesmo tempo, o celular tocou com minha mãe perguntando se cheguei na hora e falei que sim, além de informá-la sobre minhas companhias de vôo.

– Nossa, esse tava bom para cair.
– É, mas estou dentro mãe.
– Hum…Então tá.

Imaginei que era um conformismo meio falso, como se eu fosse um sacrifício menor para um bem maior da nação.

Desliguei e embarcamos, quando entrei no avião, descobri quem havia ‘roubado’ meus lugares preferidos. Palocci, Dirceu e oranges, estavam lá, todos pimpões na fileira 11, enquanto eu ia lá para o 24.

Engraçado todo mundo falando com eles, como se fossem celebridades. Tinha era que dar um couro neles e jogar lá do alto, mas, enfim, povo trouxa.

De resto, o vôo transcorreu tranqüilo, como o céu estava limpo deu para ver todo o mosaico de culturas do Centro-oeste, bem bonito mesmo.

A TAM não teve putaria com barrinhas de cereais servindo comida de verdade e, mesmo com a viagem durando 1:40h, colocou alguma distração para o povo, com vídeos (sem áudio, mas o que vale é a intenção) canais de áudio e, o melhor, jornais para a galera.Como sou meio viciado nisso, peguei Estadão, Folha, Diário de SP e Lance, só não pegando a Gazeta Mercantil e o Valor.

Claro que, ao desembarcar, descobri como essa cidade é seca, mas como fiz um estágio forçado de um mês em SP, acabei me adaptando rápido.

Ainda deu tempo de ver o Dirceu, com aquela cara de mafioso, e o Palocci, com cara de ingênuo que te enrola fácil, indo embora. Sério, o Zé dá medo.

Gostei da cidade, com cara de lugar civilizado e com ruas e avenidas que lembram as highways americanas. O lago Paranuá é muito show e a paisagem arrebenta.

Por enquanto, dá de dez em Recife.

O Hotel é simpático, mas já tive que trocar de quarto por conta de uma mega-infiltração no banheiro, quase tomando um segundo banho, gelaaaaaaaaaaaado, em seguida.

Enfim, acho que há uma grande chance de aproveitar a estadia na capital.

Desde que não chova na quinta-feira.

Como está tarde, amanhã transfiro as fotos e atualizo tudo por aqui.

Boa noite (dia).

Indo embora de Recife, finalmente

Recife

Pois é, terminou minha estadia na Cidade do Frevo.

E querem saber? Não gostei!

O único dia que, teoricamente, teria alguma folga, choveu desgraça. No dia seguinte, sol.

Ou seja, a cidade não gostou de mim.

Normal, também não gostei dela.

As praias são vazias e, praticamente, ninguém mergulha, provavelmente com medo dos tubarões. A cidade inteira fede a esgoto e, por conta do excesso de propaganda e outdoor, há uma sensação de sujeira permanente.

Casa da Cultura, uma das poucas coisas que valeram a pena

Os nativos não são ruins, mas para arrancar uma informação é uma briga só, além de serem meio folgados e demorados com atendimentos ao público.

– O Extra é seguindo por essa rua?
– É sim.
– …
– E como faço para chegar até ele?
– É só seguir essa rua.
– Então tá.

Claro que não era só seguir a rua, tinha mais uns quatro quarteirões, além de dobrar ali e aqui. Ainda bem que não fui dependente das informações, senão me lascava.

De bom, só o Museu do Trem e a Casa da Cultura, onde só comprei um pedaço de pano.

Museu do trem, locomotiva da década de algum ano

Lembranças de “Estive em Recife e lembrei de você”, bonequinhos, areias em vidro, etc. são as mesmas em qualquer praia, só muda o nome dela.

Gostei das mulheres recifenses, não chegam aos pés das mineiras, mas são simpáticas, bonitas e muitos gostosas com corpões de dar inveja à muita paulista que se acha a tal. Só há uma enorme desigualdade de rostos, com algumas muito lindas e outras bem prejudicadas, mas isso é o de menos.

Enfim, minha estadia aqui não foi como esperava e, só volto aqui a trabalho novamente, pois não há nada muito diferente do que via em Guarujá, por exemplo. Se for para gastar energia, festa ou lazer no nordeste, tento a sorte em outra capital. Ou vou para outro país, que é mais certeza, pois parece que são todas iguais.

Bonito, mas choveu no dia de folga

Incrível que consegui ficar com saudades de São Paulo.

Amanhã encaro mais três horas de martírio no Itapemirim de asas e volto para a terra da garoa chuva apocalíptica.

Haja barrinha de cereais.

Comparando Gol e TAM

Recife

Pois é galera, depois de quase vir no ano passado, este ano não teve escapatória e cá estou na Praia da Boa Viagem, em Recife.

E pensar que, em 2007, dava um braço para essa viagem, mesmo a trabalho.

Agora, que estou aqui, dava um braço, uma perna e um baço para voltar no tempo e ir para BH.

Realmente, nunca estamos satisfeitos com nada na vida, mas é assim que funciona.

Desta vez, não me atrasei e cheguei na hora no aeroporto, o vôo foi tranqüilo e nenhum Learjet passou perto do Gol vôo 1798. Só uns aprendizes de demônio ficaram chutando a poltrona e não me deixaram dormir, além de descobrir que a Gol é uma empresa aérea terrível.

Quando fui para o RJ, de TAM, mesmo em uma viagem curta na ponte aérea, serviram pizza, bebida e ainda passaram um filme com a mensagem do presidente da empresa.

Nada de outro mundo.

Mas, na Gol, em uma viagem de três horas, só deram as fatídicas barrinhas de cereal, bebida e não passaram nada, absolutamente nada, para distrair durante a viagem.

Três horas sem nada para ver e não conseguindo dormir porque umas pestes não deixam, é dose.

E não querendo ser preconceituoso, mas já sendo, a viagem também mostrou como pobre é uma merda em qualquer lugar.

Povo barulhento, falando alto, interditando o banheiro, desobedecendo qualquer ordem de alerta, aviso ou orientação dos comissários e comandante de bordo, enfim, praticamente um Itapemirim ou São Geraldo, mas de asas.

Resumindo, já estou aqui e está tudo bem, a zica ficou por conta de um chuveiro vazando às duas horas da manhã, em casa, com alguém pelado tentando arrumar, levando choque com ele desligado e tomando uma ducha fria acidental.

Não vou entrar em detalhes, só digo que fui dormir perto das três da manhã e que o chuveiro está funcionando, pelo menos espero que esteja quando voltar.