Um feriado de Chevy Chase – parte IV

Ok, só agora lembrei que ainda tem que terminar essa saga, e deixar as coisas inacabadas, cof, não é comigo (inserir ironia).

Domingo – 02/01/11

Já sabendo que o trânsito para sair de Praia Grande seria monstro (fato confirmado no sábado, quando todo mundo resolveu ir embora mais cedo por causa da chuva), resolvemos que iríamos embora bem cedo. Como desgraça pouca é bobagem, o temporal que caiu de madrugada isolou todas as cidades da Baixada, alagando as principais ruas de acesso de Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá. Já vimos que o dia seria longo…

Lá para meio-dia, a água ainda não tinha baixado totalmente, então ficamos enrolando, jogando videogame e, aproveitamos que ainda estávamos na minha tia, e almoçamos.

Meio que batendo o desespero, acabamos indo embora às 16:30. Arriscamos ir direto para a rodoviária de Praia Grande, onde Lú e eu íamos ver como a coisa estava.

Numa cena que lembrava muito um apocalipse zumbi, várias pessoas amontoadas, estressadas, xingando e fedendo para cacete. Quando fui perguntar qual era o próximo ônibus para Sâo Paulo, surpresa, o vendedor disse que havia para 17:30. Smartão que eu sou, comprei duas na hora e fui lá me despedir da minha mãe, irmão e amigo que estavam de carro.

Óbvio que havíamos nos lascado. A fila de ônibus para acessar a rodoviária estava imensa e não era à toa. Havia um atraso de quase três horas em relação ao horário do bilhete. E, como o povo estava estressado, os ônibus nem entravam no recuo para embarque, com a galera subindo no meio da rua e, foda, sem os fiscais conferirem os bilhetes. Uma zona só.

O ápice foi quando um ônibus não entrou no recuo e a galera que esperava lá ficou possessa, indo bater no ônibus e xingar os fiscais, motorista, São Pedro, o papa e quem tivesse no caminho. Uma gorda, que estava revoltada e rodando a baiana com toda a educação recebida nas melhores estrebarias da Suíça, foi correndo para bater e xingar quem fosse da Breda, só que ela não percebeu que o asfalto com lama e limo estava bem molhada e escorregadio e… bem, já dá para imaginar a cena. Chorei de emoção.

Para colocar ordem na zona, a PM chegou e por pouco a porrada não come. Vendo a furada em que a gente tinha se metido, fui correndo no guichê, brigando e xingando meio mundo que furava a fila, ou reclamava que eu furava a fila, e peguei meu dinheiro de volta.

Na mesma hora, ligamos para o meu amigo falando numa boa:

– PelamordeDeustiraagentedaquiquetámaiorzonaeaborrachavaicantarlogologo.

Em meia hora, eles, que estavam presos em outro congestionamento, retornaram para nos salvar nos levar até a rodoviária de Santos, onde o caos podia estar mais organizado, com um povo mais civilizado.

Aí, amigos, entra parte dois desta história.

Meu irmão, vamos chamar de GPS humano, resolveu que ir pela rodovia Pedro Táxi Taques era bem mais rápido e que não pegaríamos tanto congestionamento. Meio ressabiado, mas sem muita moral, falei que era melhor encarar o caminho por Santos, já que ali sabíamos que pegaríamos congestionamento, mas saberíamos onde estávamos.

Fui voto vencido.

Pegamos o caminho oposto e seguimos em sentido a Pedro Taques. Detalhe que víamos como estava o caminho para a Padre Manoel da Nóbrega, onde havia uma fila quilométrica de ônibus, ou seja, se a gente ficasse na rodoviária, com certeza, chegaríamos em São Paulo na meia-noite. De terça.

E segue o caminho. A gente indo numa boa e, no sentido contrário, tudo parado. Uma placa avisando que Mongaguá estava a 10 km foi totalmente ignorada.

Passamos pelo acesso, totalmente paralisado, para a Imigrantes e chegamos a questionar se não era para entrar ali para pegar o caminho sugerido pelo GPS. Novamente, seguimos reto.

Mongaguá 5 Km.

Do outro lado, uma fila enorme que não andava e uma marginal que não era asfaltada e cheia de buraco e lama sendo desafiada por vans clandestinas e motoristas, metidos a esperto, sujando seus carros e ferrando com a suspensão.

Mongaguá 2 Km. Meu irmão GPS liga para minha tia.

Ao desligar e fazendo uma cara, digamos, engraçada. Ouvimos a explicação, vemos meu amigo/motorista dar uma suspirada do tipo “Se eu pudesse, matava mil” e entramos na primeira saída para tentar retornar. Voltamos pela marginal e chegamos ao trecho com lama e buracos. Meu amigo se recusa a seguir e voltamos. Sem saída, seguimos pela rodovia até o próximo retorno.

Bem-vindo a Mongaguá.

Muito trânsito e nada de carros andarem do outro lado.

Seguimos por dentro, onde pegaríamos a Presidente Kennedy, saindo rapidamente de Mongaguá. Apesar de até conseguir fugir do trânsito inicial, a coisa não durou muito e pegamos toda a lentidão indo pela avenida.

Ferrados, ferrados e meio. Resolvemos ir pela praia, onde o carro andava bem mais rápido, apesar do trânsito. Nisso, o GPS queria porque queria retornar e pegar o caminho inicial. Detalhe que meu outro irmão que estava de moto, e que havia ficado na minha tia, ficou de nos encontrar no meio do caminho.

Ele liga da primeira vez e pergunta onde estávamos. Respondemos que na Avenida da Praia.

“Que avenida da praia?”

Oras, na única que tem, a da praia.

“Mas qual?”

Só havia uma.

“Qual o nome?”

Poxa, a Avenida da Praia, acho que Castelo, só tem essa.

“Mas onde?”

Desligamos e seguimos caminho. Quando paramos para reabastecer, ele ligou de novo e falamos que estávamos no posto. Ele apareceu e disse que nos guiaria até a Pedro Taques. Quando dissemos que não iríamos por ali e, que sim, por Santos, ele seguiu seu caminho e foi embora, tal como Marvin resmungando da vida, do universo e tudo mais.

Como a Avenida Presidente Kennedy é grande para cacete, chegamos no trevo de Praia Grande, onde o caos do trânsito reinava. Para facilitar, os jênios agentes de trânsito fizeram uma puta zona, abrindo caminho para os ônibus, mas obrigando os carros a fazerem um desvio. Mas sem indicar para onde.

Quase voltamos para Mongaguá de novo. Entramos num monte de becos suspeitos e conseguimos retornar para o trevo. “Rapidamente” chegamos à Ponte Pênsil, nos livrando de todo aquele inferno.

Com todo mundo morrendo de fome, e já sem a mínima chance de pegar um ônibus que chegasse em São Paulo a tempo de pegar metrô (já eram 11 horas), decidimos parar num quiosque e comer alguma coisa. Bucho cheio, seguimos para o Guarujá, onde ainda levamos minha mãe e o GPS meu irmão no Perequê.

Nosso amigo, com toda a paciência que um dia Deus ou a Mega Sena irão recompensar, levou todos até o fim do mundo (fomos juntos para fazer companhia).

Depois, retornamos para Vicente de Carvalho, onde finalmente, uma da manhã, saímos do carro para esticar as pernas. Infelizmente, tínhamos que acordar 5 da manhã para retornar a São Paulo.

Segunda – 03/01/11

Embalando um dia no outro, para terminar essa série logo, acordamos (ou nem isso, já que não dormi direito) às 5 da manhã, correndo. Fomos para o ponto e, ao invés de seguir para a rodoviária de Guarujá, já que tínhamos tempo, resolvemos esperar o ônibus que seguiria direto para São Paulo.

Ele chegou às 6 em ponto e, por sorte, estava vazio. Quando fomos pagar a passagem para o motorista, ele falou que não vendia, para não ter risco das passagens terem se esgotado na agência de Vicente de Carvalho e causar uma espécie de overbooking.

Gelamos.

Dito e feito, chegando na Praça 14 Bis, não havia mais lugar no ônibus. Sem escolha, já que o próximo era apenas às 8 da manhã, seguimos para Santos.

Debaixo de chuva, andamos até a estação das barcas (uns 15 minutos) e atravessamos o estuário. Do outro lado, já em Santos, fomos até a rodoviária de Santos e, após ver os horários esgotados, arrumamos um salvador.

Num ônibus para lá de desconfortável, encaramos trânsito na serra e, finalmente, chegamos em São Paulo. Já atrasado para chegar ao trabalho.

Despedi-me do meu amor, que estava bem cansada, e segui para o trabalho.

Num saldo geral, o ano novo foi bem legal, já que não há coisa melhor do que estar com a família, os amigos e a pessoa que ama, mas te falar, meus queridos 6 leitores, que nunca mais encaro tamanho stress.

Pelo menos até o próximo feriado.

Um feriado de Chevy Chase – parte III

Sábado – 01/01/11

E estamos de volta!

Logo que deu meia-noite, nos primeiros minutos de 2011 calhou a desabar o mundo (aka chuva) em Praia Grande. Sem muito o que fazer além de se embebedar resolvemos montar o Wii e jogar.

Colocamos os jogos de dança, os quais arrebento (mentira, só sei mexer o controle direito). Meu primo, putinho porque não gosta, foi dormir. Depois de um tempo fomos também.

Lógico que meu priminho, uma criança cheia de energia para gastar, não ia deixar barato. E, em meio a roncos, pirralho te pisando e muito, mas muito calor, ninguém dormiu direito.

Na “manhã” seguinte, por volta do 12:30 quando todo mundo acordou, resolvemos jogar tudo que tinha direito, já que ainda chovia para cacete e não tinha muito o que fazer além de se embebedar e jogar.

Obviamente que, em todos os jogos que colocamos, eu perdi. Resolvemos ir até Mongaguá, Lu, Carlos e eu, visitar a família da Lú que estava lá. Claro que tinha muito trânsito, muita chuva e muito turista estressado. Pior, ainda fazia um friozinho chato.

Parte legal disso tudo, durante a visita, forams os comentários do Carlos e os meus enquanto a presidenta Dilma subia a rampa. Sério, as emissoras estão perdendo tempo com esses “humoristas” de hoje.

Visita feita, hora de voltar. Mais uma vez, muita chuva, trânsito e estresse. Turista na praia em dia de chuva é engraçado, fica que nem barata tonta, sem ter para onde ir e perdido. Foda que eles enchem o saco seja lá para que lado forem.

Como sou muito do “esperto”, resolvi comprar a passagem antecipada para voltar para SP. Por causa da chuva, muita gente resolveu retornar para SP. Logo, a rodoviária de Praia Grande parecia o inferno na terra de tanta gente feia e mal-educada reunida. Desisti e deixei para o dia seguinte. Erro fatal.

Com muita chuva e o tempo e turistas impedindo de sair para tomar ou fazer alguma coisa, decidimos voltar para minha tia.

Chegando lá, todo mundo já tinha jogado tudo que tinha direito. Resolvemos entrar na brincadeira e, claro, tomei outra surra no videogame. Ficamos nessa até umas duas da manhã. Quer dizer, ficaram, eu saí antes, pois já tinha sido eliminado em algum jogo que não lembro agora. Zoaram pouco, ainda mais que sou o dono da “bola”.

Fui dormir prometendo vingança

Um feriado de Chevy Chase – parte II

Sexta-feira, último dia de ano

Acordamos cedo para ir buscar meu óculos. O plano era fácil, pegar o óculos, comprar as bebidas (que tinha ficado sob minha responsabilidade) e vazar para Praia Grande.

Obviamente que nada aconteceu como o esperado. Minha mãe, que estava do outro lado do Guarujá, tinha que encontrar com a gente e estava cotando as cervejas de engradado. Como o cara da adega era um mercenário, fiz as contas e vi que compensava mais comprar tudo em lata mesmo. Para meu azar, a montagem do óculos atrasou e, meu amigo, tinha compromissos com a família dele.

Bem, logo que pegamos o óculos, ligamos para o nosso amigo, que nos encontrou no mercado. Com prenúncio da sorte virando, conseguimos comprar Brahma na promoção e os refrigerantes. Era só voltar para casa da sogra, encontrar minha mãe e rumar para Praia Grande, certo?

Errado.

Meu amigo tinha que levar a mãe dele para fazer compras. Era dia 31, então combinanos de nos encontrar no carnaval às 14 horas. Ele nos deixou na casa da minha sogra de novo e foi, com tudo no porta-malas, correr com as coisas dele.

Nisso, minha mãe tentando nos ligar, não atendia nossas ligações de volta. Como eu estava cansado, pois havia chegado tarde e acordado cedo, resolvi tirar um cochilo.

Acordei com minha mãe ligando, falando que estava a caminho da minha tia, pois ninguém a foi buscar no Terminal de ônibus, pois era lá que tínhamos combinado. Até agora não sei se minha mãe havia pirado, mas é fato que nunca falei em Terminal de ônibus.

Nisso, por volta de umas 15 horas, meu irmão liga dizendo que estava a caminho e que já tinha ligado para meu amigo combinando que ia com a gente. Ele estava do outro lado da cidade ainda.

Mais ou menos, lá para quase 17 horas, todo mundo chegou e partimos para PG. Como notaram, não falei em almoço, então resolvemos parar no McDonalds, da Ponta da Praia, para fazer um lanche. Fizemos umas barbeiragens, pois erramos a entrada do Drive Thru e para fazer o retorno era maior briga. Demos uma ré, na saída do estacionamento, parando todo mundo que tentava sair do Mc e estacionamos lá mesmo, parando para comer.

Depois de comer, finalmente, rumamos para Praia Grande. Chegando lá, obviamente, tudo parado. A nova missão da gente era comprar gelo, já que as bebidas nunca gelariam a tempo no horário que a gente chegasse. Depois de parar num posto e discutirmos o porque de não molhar o porta-malas do pobre Mégane, seguimos adiante, não antes sem errar outra entrada e dar maior volta numa quebrada que faria o Capão Redondo sentir orgulho, parando na fábrica de gelo e, depois, finalmente chegando ao nosso destino.

Ano novo com a família e amigos, melhor coisa do mundo (apesar das histórias contando o passado de mancada de cada um).

Mas e o dia seguinte, o que será que o destino e São Pedro reservariam para a gente?

Continua…

Um feriado de Chevy Chase – parte I

Bem, tudo começou na quinta, 30/12, quando me preparava para o Ano Novo em Praia Grande com a família. Me programei para sair do trabalho um pouco mais cedo e não pegar (tanto) trânsito. Obviamente apareceram várias emergências e só pude sair às 19 horas (o normal é às 18). Era o prenúncio das Férias Frustradas de Ano Novo.

Quinta-feira

Corri para o Jabaquara, chegando lá, parecia a fuga em massa de um apocalipse zumbi. Após descobrir que o ônibus disponível com horário mais em conta sairia a uma da manhã (sem contar o atraso de duas horas que já reinava no local) resolvi que a solução era ir para casa e passar o ano novo com o Bruce, Zoiudo, Michel J. e Buchecha.

Saindo da rodoviária, vi as vans clandestinas disputando os nobres moradores da Z.L. que queriam passar o ano novo a base de muita farofa, frango e Cristal de areia, praia e sol. Fui pesquisar e os modafocas cobravam 50 por cabeça. Sem ar condicionado, segurança e banho nos passageiros. Prometi que nunca mais pegava esses mercenários e tentei voltar para o metrô, no contra-fluxo, quase fui arrastado para o aeroporto.

Tentei dar a volta e acabei abordado por um taxista, perguntando para aonde eu ia, falei que para Santos (já que para Guarujá, seria complicado). Ele falou que por $60 me levava, mandei tomar no cu agradeci e disse que não. Quando me afastei, ele berrou me chamando e acabei voltando. Ele disse que fazia por $50. Novamente falei que não ia. Baixou para $40. Balancei. Aí abri a carteira e… disse que só tinha $35. Fechou.

As outras três senhoras, que iam para Santos e São Vicente, fecharam outro valor e ficaram fulas quando descobriram que pagariam $43 cada. Azar o delas.

Para sair do terminal foi outro parto. O motorista esqueceu de pegar o ticket do estacionamento e levou maior tempo para provar que o carro era dele e ter que pagar o valor devido. Para lascar, as mulheres ficaram com vontade de ir ao banheiro e demoraram maior cara dentro do Pão de Açúcar para esvaiar a bexiga.

Todos no carro e rumamos para o litoral. Num trânsito de fazer inveja a qualquer indiano ou chinês, ficamos alternando entre o acostamento (acho que ele tomou todas as multas possíveis) e a lentidão da pista. Como tinha acesso a internet, consegui ver o melhor caminho e convenci o taxista a ir pela Anchieta.

Aqui, notei que a galera que desce a serra é bem covarde, já que a Anchieta estava vazia e descemos numa boa, com certeza os motoristas de hoje, criados a ovomaltine e leite de pêra, tem medinho dos caminhões e curvas da estrada clássica que liga a capital ao litoral.

Outro detalhe interessante, era sobre as senhoras que nos acompanhava. Como eu não tinha ligação com nenhuma e também era o mais alto, fui no banco de passageiro na frente, enquanto elas ficava atrás. Uma delas trocava o R pelo L, igualzinho ao Cebolinha, a outra era mãe dela e dormiu a viagem inteira, e a outra era uma velha metida a jovem que recebia a ligação do “amado” de 5 em 5 minutos. A mala da viagem.

À parte de segurar o riso, junto com o motorista, toda vez que a Cebolinha falava, a velha enchia o saco. Até que falou que tínhamos que ir com ela até São Vicente e descobrirmos que o taxista não conhecia muito os caminhos das estradas de Santos.

Aí que a velha quase joga a gente no buraco negro do congestionamento da Imigrantes. Se eu não falo que era melhor fazer o retorno e ir por dentro de Santos, pela Nsa. Sra. de Fátima, acho que estaria lá até hoje.

Chegando em Santos – depois de umas 4 horas de viagem – fomos largar a mala em SV. Que queria porque queria que a deixássemos na Presidente Wilson. Despachamos no McDonalds do Centro e, por questões de logística, acabamos voltando pela própria Presidente. Quase fiquei com pena da doida metida a gostosa.

A ideia era deixarmos a Cebolinha e a mãe na Conselheiro, mas como ficaria complicado explicar para o taxista como voltar para SP via porto, decidimos que ele me deixaria na ponta da praia, na balsa, e as duas voltariam com ele até a Conselheiro, dali para SP era um pulo. Engraçado foi ele tirando foto do movimento da galera na praia, desconfio que ele chegou lá por acaso.

Finalmente cheguei na balsa, me despedi de meus companheiros de viagem e corri para a barquinha. Para variar, a perdi e, quando cheguei do outro lado em Guarujá, perdi o último ônibus que me levaria para casa da sogra. Ironicamente, chegou um que iria para a casa da minha mãe, que nunca aparece nesses casos. Resolvi esperar o que seguiria para Vic. de Carvalho.

Como era noturno, quando chegou após uns 40 minutos, demos um pequeno rolê pelo Centro de Guarujá, lotando o dito cujo e demorando uma eternidade em cada ponto.

Nem preciso dizer a minha felicidade quando finalmente cheguei ao meu destino e achava que tudo estava resolvido e era só preparar as coisas para a meia-noite…

continua… ;P

Se o médico disser: fique em casa! Obedeça

Agosto é conhecido como mês do cachorro louco, também é conhecido como mês de grandes zicas, tragédias e momentos na humanidade que fazem o planeta ter vergonha de si mesmo.

No meu caso, é sempre o mês em que me fodo, com o perdão da livre espontânea palavra de baixo calão. Se for no fim do mês então, é melhor nem sair de casa.

Pois é, como não sei obedecer aos sinais do destino e nem recomendações médicas, como a do senhor doutor me recomendando descanso e remedinhos que dão sono, pois desde terça-feira estou com uma virose que me fez verter água e colocar para fora, seja por cima ou por baixo, tudo que consumia, foi melhorar um pouco que resolvi dar uma saída.

Pior merda que fiz.

Para ir até ali (o famoso ali) e fazer uma fezinha na mega-sena e pagar umas contas, resolvi ir de carro. Claro que o carro não é meu, mas como já estava autorizado que eu podia pegar, fui lá de kadetão descer a ladeira e esticar um pouco a canela.

Eis que, na hora de entrar num beco para estacionar o dito cujo, uma anta de Brasília resolve sair, sem seta, mão ou a bunda, indicando que sairia da vaga. No reflexo, desviei dele e, por estar num beco, acertei um corsa. Parado.

Na hora pensei a famosa expressão que todo mundo pensa nessas horas: “MEERDA. ME FUDI”. Desci para ver o estrago e, no Kadett, uma lanterna para o reino dos céus das lanternas e um pára-choque avariado. Olho o corsa, que parece ser de 94, 95 ou 96 e vejo que, o motorista, que estava dentro, além de ter um beiço inchado por ter acertado o volante, perdeu uma lanterna, um pára-choque, um pára-lama, a grade central, o capô, além de ter que morrer com a pintura.

Depois, a burocracia de sempre: toca para a DP, fazer o BO, chá de cadeira, pago tudo (vou fazer extra na Augusta, só assim) e vamos para casa.

Espero o Vagner chegar, esperando a fúria em pessoa.

Ele chega, pergunta quem bateu o carro e… tranqüilo, pergunta se está tudo bem comigo, que bom que não aconteceu nada e, a lanterna, paga outra. Mais normal, fala que sou um cabaço, bem feito que vou pagar o prejuízo e me zoa.

Como sempre.

Lembro porque sou amigo desse cara.

Daqui a pouco irei descobrir o tamanho da trolha que terei que arcar. Já posso esperar algo com areia, limalha de ferro e que irá me ferrar, no mínimo, uns 6 meses.

Por causa do nervoso, botei todo o almoço e café da tarde para fora de novo. Meu estômago está uma porcaria e minha cabeça arde que é uma beleza.

Baladas, descidas constantes ao litoral, kart, barzinhos com cerveja, planos, entre outras coisas, serão adiadas mais uma vez.

Ah, se eu ouvisse o médico…

Impressões sobre uma semana no Rio de Janeiro

Para variar, não reli. Se houver algo gritante, entre em contato com o lojinha.

Não gosto de escrever sobre os fatos muito depois de ocorridos, mas, por conta do cansaço e da falta de equipamento para escrever, isso vem sendo uma prática cada vez mais comum.

É o caso da minha passagem pelo Rio de Janeiro.

Foi uma semana bem interessante, causando surpresa logo na chegada com a vista do estádio João Havelange (Engenhão) e a Vila Olímpica usada nos Jogos Pan-americanos (e agora no Para Pan-americanos). O Engenhão, apesar do apelido feio herdado do bairro Engenho de Dentro, realmente é imponente, mas a Vila… Parece o CDHU do Maluf.

Depois disso, e um rápido tour pelas Linhas Amarela, Vermelha e uma Laranja (criada para o Pan), chegamos ao Hotel Royalty Barra, na Praia da Barra da Tijuca. Mais tarde conhecido como hotel do “não”.

Como não tínhamos muito que fazer, a não ser contemplar a vista da sacada do hotel que dava para um mar sem fim com duas ilhotas e um quebra-mar, junto com Edgar (fotógrafo companheiro de toda essa semana), resolvemos explorar o bairro.

Logo de cara, descobrimos que ninguém toma outra cerveja a não ser Skol. Como não gostamos de discordar de ninguém, acompanhamos a comunidade local em seus costumes.

Perguntamos sobre baladas, festas, confraternizações, mas infelizmente, ao contrário de SP, as coisas no RJ só acontecem nos fins de semana. Ou nos morros, lugares que não iríamos por conta da distância.

Um fato curioso da cidade é que não existe meio termo: ou o povo é muito gente fina (fato confirmado da outra vez que estive lá) ou é arrogante ao extremo. Mesma coisa no trato que a imprensa vê a cidade, pois geralmente superestimam os fatos da cidade. Tanto positivamente quanto negativamente.

É uma cidade linda, que tem uma convivência instável entre suas favelas, prédios de alto padrão, classe média e turistas. Possui seus problemas, mas que cidade brasileira não os possui?

É gostoso andar pela beira da praia, curtindo o vento batendo no rosto e deixando as preocupações de lado. É muito bom tomar uma Skol, papeando com os amigos e fazendo novos, que do nada, viram seus conhecidos de infância.

É uma cidade linda e seu povo, apesar da fama, é muito show.

Petrópolis – Nesse embalo todo, junto com meu companheiro fotógrafo, acabamos designados para conhecer Petrópolis também.

Sabe Campos do Jordão, mas bem mais bonito e imponente?

É Petrópolis.

Apesar das quase duas horas de viagem. A cidade é bem interessante, cheia de construções coloniais e históricas. O caminho para chegar lá também é bem legal. Não sei se é porque já enjoei, mas achei que colocou a Anchieta no chinelo.

Na volta um fato curioso. Cansado, dormi a viagem inteira, quando chegamos no hotel o Edgar falou para todos que foi o único que não dormiu. Ele explicou que o motorista chegou a dar umas ‘pescadas’ no trânsito parado.

Já pensou se ele faz isso na serra? Melhor nem imaginar.

Para encerrar, durante o evento descobri algumas coisas importantes:

1) Levar cuecas extras, caso esqueça que está com uma nova e entrou na Jacuzzi;
2) Tentar de todas as formas ir ao Maracanã para assistir um Botafogo X São Paulo;
3) Levar dinheiro extra;
4) Não se arrepender das coisas que ‘não’ faz;
5) Ir ao RJ em um fim de semana e conhecer o Castelo;
6) Ir à Praia;
7) Ir na piscina do Hotel
8) Sempre beber fora;
9) Não usar a internet de um hotel carioca
10) Minas é o meu estado predileto agora e quero morar lá.

Um dia daqueles

Greve do metrô.

Trânsito infernal.

Rota alternativa, de trólebus, passando pelo A, B e D, só faltando o C para fechar a conta.

Atraso sem precedentes.

Mais trânsito infernal.

Pé na estrada, trânsito tranqüilo.

Um dia legal de trabalho em Campinas.

Volta para estrada.

Se perdem em São Paulo.

Acha a rota e, de novo, trânsito infernal.

Metrô funciona normalmente.

Ônibus também.

Chega em casa.

Banho.

Janta.

Boa Noite.

Será o Benedito (16)?

E para infernizar a vida do paulistano, junto com a chuva e o frio, o Papa Benedito 16 chegará hoje à tarde à cidade para falar que é contra o aborto, eutanásia, casamento homossexual, sexo com camisinha e antes do casamento e a torcida do Corinthians.

O trânsito vai ficar um inferno maior do que já é, não vai ter outro assunto para discutir e, até segunda-feira a TV não vai passar outra coisa. Aliás, quem gosta de F1, nem pense em assistir a transmissão, pois não saberá o final, por conta da Globo que cortará a corrida para passar a missa do Benedito.

A única coisa que poderia salvar seria uma folga na sexta, mas acharam por bom tom liberarem apenas o ponto facultativo, ou seja, apenas funcionários públicos poderão dedicar sua folga para rezar junto com o Papa.

Enquanto isso, ficarei lamentando os 500 km de congestionamento e o metrô lotado, por conta da missa do Benedito.

Oremos!

Dicas de Trânsito ou Sem tempo para escrever

Como tenho que colocar a casa em ordem, em vários aspectos, resolvi emendar a semana e dar uma folga para o blog.

Portanto, as seções Blogs que recomendo, Contos, Crônicas (tem uma no forno), Musas do Metrô (sim, vai voltar), Sobre…, ente outras que pulam para lá e para cá, só voltam semana que vem ou em edição extraordinária (que nunca entra).

Para não deixar sem postagem, vou colocando as bobagens que pululam em meu e-mail.

Arriverdérci

Dicas rápidas para não foder os outros motoristas que sabem dirigir no caótico trânsito brasileiro.

1. No semáforo, deixe a porra da primeira marcha engatada e quando o sinal abrir arranque. Não espere que o motorista de trás tenha que te lembrar.

2. Quando um outro motorista der pisca avisando que precisa entrar na pista que você está, deixe de ser filho da puta e deixe o cara passar. Certamente vai acontecer com você um dia.

3. Se você não sabe fazer baliza, tenha humildade para parar num estacionamento e não foda a vida de quem está com pressa. Ah! Se você não gosta do seu carro, problema seu. Isso não quer dizer que os outros motoristas acham legal que fiquem dando totó nos seus carros para estacionar.

4. Largue de ser cavalo e aprenda que se a merda da placa do radar diz 60Km/h, é 60 de verdade, e não é 20Km/h disfarçado, pôrra!!!!!

5. A vida anda muito corrida, por isso, se você gosta de passear pelo Centrão a 30Km/h, faça isso as 05h00 da manhã.

6. Que tal dar sinal de que vai entrar em alguma rua se você percebe que tem algum motorista esperando sua importante escolha?

7. Se o seu namorado vai te deixar na frente do shopping, deixem as preliminares para um local apropriado. Certamente não vai ser a última vez que você o vê, portanto, dê tchau e suma do carro!!!!

8. Essa é pra você, frustrado sexual que adora botar o rabo numa moto fazendo aquele puta barulho com o escapamento, seja lá qual for o modelo: Por que você não bota a orelha na merda do escapamento aberto e acelera? Todo mundo sabe que o barulho da sua moto é inversamente proporcional ao seu tato com as mulheres.

9. Nossa, um acidente!!! Qualé, nunca viu uma lanterna quebrada? Então você não precisa ficar olhando com cara de otário pra qualquer coisinha que acontece no trânsito e andando como se estivesse num cortejo fúnebre.

10. Especial para nossos amigos da Polícia Rodoviária: Se é dia, ou horário, de movimento intenso, que tal sair da frente da pôrra do seu postinho já que é só pra ficar embaçando? Que tal desligar a luzes da viatura se não tem nada acontecendo? Que tal cuidar de quem anda pelo acostamento ao invés de ficar revirando o carro dos outros pra achar uma ponta de baseado e dizer: Ahaaaaa!!!! Como que a gente se acerta agora?