Um feriado de Chevy Chase – parte IV

Ok, só agora lembrei que ainda tem que terminar essa saga, e deixar as coisas inacabadas, cof, não é comigo (inserir ironia).

Domingo – 02/01/11

Já sabendo que o trânsito para sair de Praia Grande seria monstro (fato confirmado no sábado, quando todo mundo resolveu ir embora mais cedo por causa da chuva), resolvemos que iríamos embora bem cedo. Como desgraça pouca é bobagem, o temporal que caiu de madrugada isolou todas as cidades da Baixada, alagando as principais ruas de acesso de Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá. Já vimos que o dia seria longo…

Lá para meio-dia, a água ainda não tinha baixado totalmente, então ficamos enrolando, jogando videogame e, aproveitamos que ainda estávamos na minha tia, e almoçamos.

Meio que batendo o desespero, acabamos indo embora às 16:30. Arriscamos ir direto para a rodoviária de Praia Grande, onde Lú e eu íamos ver como a coisa estava.

Numa cena que lembrava muito um apocalipse zumbi, várias pessoas amontoadas, estressadas, xingando e fedendo para cacete. Quando fui perguntar qual era o próximo ônibus para Sâo Paulo, surpresa, o vendedor disse que havia para 17:30. Smartão que eu sou, comprei duas na hora e fui lá me despedir da minha mãe, irmão e amigo que estavam de carro.

Óbvio que havíamos nos lascado. A fila de ônibus para acessar a rodoviária estava imensa e não era à toa. Havia um atraso de quase três horas em relação ao horário do bilhete. E, como o povo estava estressado, os ônibus nem entravam no recuo para embarque, com a galera subindo no meio da rua e, foda, sem os fiscais conferirem os bilhetes. Uma zona só.

O ápice foi quando um ônibus não entrou no recuo e a galera que esperava lá ficou possessa, indo bater no ônibus e xingar os fiscais, motorista, São Pedro, o papa e quem tivesse no caminho. Uma gorda, que estava revoltada e rodando a baiana com toda a educação recebida nas melhores estrebarias da Suíça, foi correndo para bater e xingar quem fosse da Breda, só que ela não percebeu que o asfalto com lama e limo estava bem molhada e escorregadio e… bem, já dá para imaginar a cena. Chorei de emoção.

Para colocar ordem na zona, a PM chegou e por pouco a porrada não come. Vendo a furada em que a gente tinha se metido, fui correndo no guichê, brigando e xingando meio mundo que furava a fila, ou reclamava que eu furava a fila, e peguei meu dinheiro de volta.

Na mesma hora, ligamos para o meu amigo falando numa boa:

– PelamordeDeustiraagentedaquiquetámaiorzonaeaborrachavaicantarlogologo.

Em meia hora, eles, que estavam presos em outro congestionamento, retornaram para nos salvar nos levar até a rodoviária de Santos, onde o caos podia estar mais organizado, com um povo mais civilizado.

Aí, amigos, entra parte dois desta história.

Meu irmão, vamos chamar de GPS humano, resolveu que ir pela rodovia Pedro Táxi Taques era bem mais rápido e que não pegaríamos tanto congestionamento. Meio ressabiado, mas sem muita moral, falei que era melhor encarar o caminho por Santos, já que ali sabíamos que pegaríamos congestionamento, mas saberíamos onde estávamos.

Fui voto vencido.

Pegamos o caminho oposto e seguimos em sentido a Pedro Taques. Detalhe que víamos como estava o caminho para a Padre Manoel da Nóbrega, onde havia uma fila quilométrica de ônibus, ou seja, se a gente ficasse na rodoviária, com certeza, chegaríamos em São Paulo na meia-noite. De terça.

E segue o caminho. A gente indo numa boa e, no sentido contrário, tudo parado. Uma placa avisando que Mongaguá estava a 10 km foi totalmente ignorada.

Passamos pelo acesso, totalmente paralisado, para a Imigrantes e chegamos a questionar se não era para entrar ali para pegar o caminho sugerido pelo GPS. Novamente, seguimos reto.

Mongaguá 5 Km.

Do outro lado, uma fila enorme que não andava e uma marginal que não era asfaltada e cheia de buraco e lama sendo desafiada por vans clandestinas e motoristas, metidos a esperto, sujando seus carros e ferrando com a suspensão.

Mongaguá 2 Km. Meu irmão GPS liga para minha tia.

Ao desligar e fazendo uma cara, digamos, engraçada. Ouvimos a explicação, vemos meu amigo/motorista dar uma suspirada do tipo “Se eu pudesse, matava mil” e entramos na primeira saída para tentar retornar. Voltamos pela marginal e chegamos ao trecho com lama e buracos. Meu amigo se recusa a seguir e voltamos. Sem saída, seguimos pela rodovia até o próximo retorno.

Bem-vindo a Mongaguá.

Muito trânsito e nada de carros andarem do outro lado.

Seguimos por dentro, onde pegaríamos a Presidente Kennedy, saindo rapidamente de Mongaguá. Apesar de até conseguir fugir do trânsito inicial, a coisa não durou muito e pegamos toda a lentidão indo pela avenida.

Ferrados, ferrados e meio. Resolvemos ir pela praia, onde o carro andava bem mais rápido, apesar do trânsito. Nisso, o GPS queria porque queria retornar e pegar o caminho inicial. Detalhe que meu outro irmão que estava de moto, e que havia ficado na minha tia, ficou de nos encontrar no meio do caminho.

Ele liga da primeira vez e pergunta onde estávamos. Respondemos que na Avenida da Praia.

“Que avenida da praia?”

Oras, na única que tem, a da praia.

“Mas qual?”

Só havia uma.

“Qual o nome?”

Poxa, a Avenida da Praia, acho que Castelo, só tem essa.

“Mas onde?”

Desligamos e seguimos caminho. Quando paramos para reabastecer, ele ligou de novo e falamos que estávamos no posto. Ele apareceu e disse que nos guiaria até a Pedro Taques. Quando dissemos que não iríamos por ali e, que sim, por Santos, ele seguiu seu caminho e foi embora, tal como Marvin resmungando da vida, do universo e tudo mais.

Como a Avenida Presidente Kennedy é grande para cacete, chegamos no trevo de Praia Grande, onde o caos do trânsito reinava. Para facilitar, os jênios agentes de trânsito fizeram uma puta zona, abrindo caminho para os ônibus, mas obrigando os carros a fazerem um desvio. Mas sem indicar para onde.

Quase voltamos para Mongaguá de novo. Entramos num monte de becos suspeitos e conseguimos retornar para o trevo. “Rapidamente” chegamos à Ponte Pênsil, nos livrando de todo aquele inferno.

Com todo mundo morrendo de fome, e já sem a mínima chance de pegar um ônibus que chegasse em São Paulo a tempo de pegar metrô (já eram 11 horas), decidimos parar num quiosque e comer alguma coisa. Bucho cheio, seguimos para o Guarujá, onde ainda levamos minha mãe e o GPS meu irmão no Perequê.

Nosso amigo, com toda a paciência que um dia Deus ou a Mega Sena irão recompensar, levou todos até o fim do mundo (fomos juntos para fazer companhia).

Depois, retornamos para Vicente de Carvalho, onde finalmente, uma da manhã, saímos do carro para esticar as pernas. Infelizmente, tínhamos que acordar 5 da manhã para retornar a São Paulo.

Segunda – 03/01/11

Embalando um dia no outro, para terminar essa série logo, acordamos (ou nem isso, já que não dormi direito) às 5 da manhã, correndo. Fomos para o ponto e, ao invés de seguir para a rodoviária de Guarujá, já que tínhamos tempo, resolvemos esperar o ônibus que seguiria direto para São Paulo.

Ele chegou às 6 em ponto e, por sorte, estava vazio. Quando fomos pagar a passagem para o motorista, ele falou que não vendia, para não ter risco das passagens terem se esgotado na agência de Vicente de Carvalho e causar uma espécie de overbooking.

Gelamos.

Dito e feito, chegando na Praça 14 Bis, não havia mais lugar no ônibus. Sem escolha, já que o próximo era apenas às 8 da manhã, seguimos para Santos.

Debaixo de chuva, andamos até a estação das barcas (uns 15 minutos) e atravessamos o estuário. Do outro lado, já em Santos, fomos até a rodoviária de Santos e, após ver os horários esgotados, arrumamos um salvador.

Num ônibus para lá de desconfortável, encaramos trânsito na serra e, finalmente, chegamos em São Paulo. Já atrasado para chegar ao trabalho.

Despedi-me do meu amor, que estava bem cansada, e segui para o trabalho.

Num saldo geral, o ano novo foi bem legal, já que não há coisa melhor do que estar com a família, os amigos e a pessoa que ama, mas te falar, meus queridos 6 leitores, que nunca mais encaro tamanho stress.

Pelo menos até o próximo feriado.

Um feriado de Chevy Chase – parte III

Sábado – 01/01/11

E estamos de volta!

Logo que deu meia-noite, nos primeiros minutos de 2011 calhou a desabar o mundo (aka chuva) em Praia Grande. Sem muito o que fazer além de se embebedar resolvemos montar o Wii e jogar.

Colocamos os jogos de dança, os quais arrebento (mentira, só sei mexer o controle direito). Meu primo, putinho porque não gosta, foi dormir. Depois de um tempo fomos também.

Lógico que meu priminho, uma criança cheia de energia para gastar, não ia deixar barato. E, em meio a roncos, pirralho te pisando e muito, mas muito calor, ninguém dormiu direito.

Na “manhã” seguinte, por volta do 12:30 quando todo mundo acordou, resolvemos jogar tudo que tinha direito, já que ainda chovia para cacete e não tinha muito o que fazer além de se embebedar e jogar.

Obviamente que, em todos os jogos que colocamos, eu perdi. Resolvemos ir até Mongaguá, Lu, Carlos e eu, visitar a família da Lú que estava lá. Claro que tinha muito trânsito, muita chuva e muito turista estressado. Pior, ainda fazia um friozinho chato.

Parte legal disso tudo, durante a visita, forams os comentários do Carlos e os meus enquanto a presidenta Dilma subia a rampa. Sério, as emissoras estão perdendo tempo com esses “humoristas” de hoje.

Visita feita, hora de voltar. Mais uma vez, muita chuva, trânsito e estresse. Turista na praia em dia de chuva é engraçado, fica que nem barata tonta, sem ter para onde ir e perdido. Foda que eles enchem o saco seja lá para que lado forem.

Como sou muito do “esperto”, resolvi comprar a passagem antecipada para voltar para SP. Por causa da chuva, muita gente resolveu retornar para SP. Logo, a rodoviária de Praia Grande parecia o inferno na terra de tanta gente feia e mal-educada reunida. Desisti e deixei para o dia seguinte. Erro fatal.

Com muita chuva e o tempo e turistas impedindo de sair para tomar ou fazer alguma coisa, decidimos voltar para minha tia.

Chegando lá, todo mundo já tinha jogado tudo que tinha direito. Resolvemos entrar na brincadeira e, claro, tomei outra surra no videogame. Ficamos nessa até umas duas da manhã. Quer dizer, ficaram, eu saí antes, pois já tinha sido eliminado em algum jogo que não lembro agora. Zoaram pouco, ainda mais que sou o dono da “bola”.

Fui dormir prometendo vingança

Um feriado de Chevy Chase – parte II

Sexta-feira, último dia de ano

Acordamos cedo para ir buscar meu óculos. O plano era fácil, pegar o óculos, comprar as bebidas (que tinha ficado sob minha responsabilidade) e vazar para Praia Grande.

Obviamente que nada aconteceu como o esperado. Minha mãe, que estava do outro lado do Guarujá, tinha que encontrar com a gente e estava cotando as cervejas de engradado. Como o cara da adega era um mercenário, fiz as contas e vi que compensava mais comprar tudo em lata mesmo. Para meu azar, a montagem do óculos atrasou e, meu amigo, tinha compromissos com a família dele.

Bem, logo que pegamos o óculos, ligamos para o nosso amigo, que nos encontrou no mercado. Com prenúncio da sorte virando, conseguimos comprar Brahma na promoção e os refrigerantes. Era só voltar para casa da sogra, encontrar minha mãe e rumar para Praia Grande, certo?

Errado.

Meu amigo tinha que levar a mãe dele para fazer compras. Era dia 31, então combinanos de nos encontrar no carnaval às 14 horas. Ele nos deixou na casa da minha sogra de novo e foi, com tudo no porta-malas, correr com as coisas dele.

Nisso, minha mãe tentando nos ligar, não atendia nossas ligações de volta. Como eu estava cansado, pois havia chegado tarde e acordado cedo, resolvi tirar um cochilo.

Acordei com minha mãe ligando, falando que estava a caminho da minha tia, pois ninguém a foi buscar no Terminal de ônibus, pois era lá que tínhamos combinado. Até agora não sei se minha mãe havia pirado, mas é fato que nunca falei em Terminal de ônibus.

Nisso, por volta de umas 15 horas, meu irmão liga dizendo que estava a caminho e que já tinha ligado para meu amigo combinando que ia com a gente. Ele estava do outro lado da cidade ainda.

Mais ou menos, lá para quase 17 horas, todo mundo chegou e partimos para PG. Como notaram, não falei em almoço, então resolvemos parar no McDonalds, da Ponta da Praia, para fazer um lanche. Fizemos umas barbeiragens, pois erramos a entrada do Drive Thru e para fazer o retorno era maior briga. Demos uma ré, na saída do estacionamento, parando todo mundo que tentava sair do Mc e estacionamos lá mesmo, parando para comer.

Depois de comer, finalmente, rumamos para Praia Grande. Chegando lá, obviamente, tudo parado. A nova missão da gente era comprar gelo, já que as bebidas nunca gelariam a tempo no horário que a gente chegasse. Depois de parar num posto e discutirmos o porque de não molhar o porta-malas do pobre Mégane, seguimos adiante, não antes sem errar outra entrada e dar maior volta numa quebrada que faria o Capão Redondo sentir orgulho, parando na fábrica de gelo e, depois, finalmente chegando ao nosso destino.

Ano novo com a família e amigos, melhor coisa do mundo (apesar das histórias contando o passado de mancada de cada um).

Mas e o dia seguinte, o que será que o destino e São Pedro reservariam para a gente?

Continua…

Um feriado de Chevy Chase – parte I

Bem, tudo começou na quinta, 30/12, quando me preparava para o Ano Novo em Praia Grande com a família. Me programei para sair do trabalho um pouco mais cedo e não pegar (tanto) trânsito. Obviamente apareceram várias emergências e só pude sair às 19 horas (o normal é às 18). Era o prenúncio das Férias Frustradas de Ano Novo.

Quinta-feira

Corri para o Jabaquara, chegando lá, parecia a fuga em massa de um apocalipse zumbi. Após descobrir que o ônibus disponível com horário mais em conta sairia a uma da manhã (sem contar o atraso de duas horas que já reinava no local) resolvi que a solução era ir para casa e passar o ano novo com o Bruce, Zoiudo, Michel J. e Buchecha.

Saindo da rodoviária, vi as vans clandestinas disputando os nobres moradores da Z.L. que queriam passar o ano novo a base de muita farofa, frango e Cristal de areia, praia e sol. Fui pesquisar e os modafocas cobravam 50 por cabeça. Sem ar condicionado, segurança e banho nos passageiros. Prometi que nunca mais pegava esses mercenários e tentei voltar para o metrô, no contra-fluxo, quase fui arrastado para o aeroporto.

Tentei dar a volta e acabei abordado por um taxista, perguntando para aonde eu ia, falei que para Santos (já que para Guarujá, seria complicado). Ele falou que por $60 me levava, mandei tomar no cu agradeci e disse que não. Quando me afastei, ele berrou me chamando e acabei voltando. Ele disse que fazia por $50. Novamente falei que não ia. Baixou para $40. Balancei. Aí abri a carteira e… disse que só tinha $35. Fechou.

As outras três senhoras, que iam para Santos e São Vicente, fecharam outro valor e ficaram fulas quando descobriram que pagariam $43 cada. Azar o delas.

Para sair do terminal foi outro parto. O motorista esqueceu de pegar o ticket do estacionamento e levou maior tempo para provar que o carro era dele e ter que pagar o valor devido. Para lascar, as mulheres ficaram com vontade de ir ao banheiro e demoraram maior cara dentro do Pão de Açúcar para esvaiar a bexiga.

Todos no carro e rumamos para o litoral. Num trânsito de fazer inveja a qualquer indiano ou chinês, ficamos alternando entre o acostamento (acho que ele tomou todas as multas possíveis) e a lentidão da pista. Como tinha acesso a internet, consegui ver o melhor caminho e convenci o taxista a ir pela Anchieta.

Aqui, notei que a galera que desce a serra é bem covarde, já que a Anchieta estava vazia e descemos numa boa, com certeza os motoristas de hoje, criados a ovomaltine e leite de pêra, tem medinho dos caminhões e curvas da estrada clássica que liga a capital ao litoral.

Outro detalhe interessante, era sobre as senhoras que nos acompanhava. Como eu não tinha ligação com nenhuma e também era o mais alto, fui no banco de passageiro na frente, enquanto elas ficava atrás. Uma delas trocava o R pelo L, igualzinho ao Cebolinha, a outra era mãe dela e dormiu a viagem inteira, e a outra era uma velha metida a jovem que recebia a ligação do “amado” de 5 em 5 minutos. A mala da viagem.

À parte de segurar o riso, junto com o motorista, toda vez que a Cebolinha falava, a velha enchia o saco. Até que falou que tínhamos que ir com ela até São Vicente e descobrirmos que o taxista não conhecia muito os caminhos das estradas de Santos.

Aí que a velha quase joga a gente no buraco negro do congestionamento da Imigrantes. Se eu não falo que era melhor fazer o retorno e ir por dentro de Santos, pela Nsa. Sra. de Fátima, acho que estaria lá até hoje.

Chegando em Santos – depois de umas 4 horas de viagem – fomos largar a mala em SV. Que queria porque queria que a deixássemos na Presidente Wilson. Despachamos no McDonalds do Centro e, por questões de logística, acabamos voltando pela própria Presidente. Quase fiquei com pena da doida metida a gostosa.

A ideia era deixarmos a Cebolinha e a mãe na Conselheiro, mas como ficaria complicado explicar para o taxista como voltar para SP via porto, decidimos que ele me deixaria na ponta da praia, na balsa, e as duas voltariam com ele até a Conselheiro, dali para SP era um pulo. Engraçado foi ele tirando foto do movimento da galera na praia, desconfio que ele chegou lá por acaso.

Finalmente cheguei na balsa, me despedi de meus companheiros de viagem e corri para a barquinha. Para variar, a perdi e, quando cheguei do outro lado em Guarujá, perdi o último ônibus que me levaria para casa da sogra. Ironicamente, chegou um que iria para a casa da minha mãe, que nunca aparece nesses casos. Resolvi esperar o que seguiria para Vic. de Carvalho.

Como era noturno, quando chegou após uns 40 minutos, demos um pequeno rolê pelo Centro de Guarujá, lotando o dito cujo e demorando uma eternidade em cada ponto.

Nem preciso dizer a minha felicidade quando finalmente cheguei ao meu destino e achava que tudo estava resolvido e era só preparar as coisas para a meia-noite…

continua… ;P

Aventuras e desventuras em Brasília

Brasília

Definitivamente, Brasília é melhor que Recife.

Sei que meus amigos nordestinos vão ficar meio putos comigo, mas é verdade.

Hoje, para minha sorte e espantando a zica que dizem que me ronda, finalmente consegui conhecer uma cidade e, para minha felicidade, com sol, tempo bom e com tudo funcionando.

Cidade planejada e foto sem mostrar nada

O único porém é a secura da cidade. Aqui é muito seco e rapidinho a garganta seca, os lábios racham e o nariz irrita. Nada que água e idas constantes no banheiro não resolvam.

Mas vamos ao que interessa: falar sobre a capital do país.

Continue reading

Minha primeira vez voando e como perder 100 reais

Rio de Janeiro

Hello povo!

E cá estou eu novamente na terra dos Cariocas. Povo simpático, alegre, hospitaleiro e muito legal, que sofre com a violência e também com um certo exagero da mídia.

Antes de falar sobre a minha primeira vez voando, uma leve introdução de como perder 100 reais em 10 minutos.

Primeiro, acorde cedo, aproximadamente às 9:30.

Depois, se arrume e saia de casa às 11:30 para chegar ao aeroporto 12:30.

Infelizmente, esqueça o fator trânsito e acabe chegando às 13:10.

Pronto. O check-in era apenas até às 13:00. Como seu vôo sai às 13:30 e ninguém vai deixar você embarca, remarque para o seguinte e gaste a simbólica quantia de R$100,00!!!

Como, teoricamente, a culpa é minha por ter perdido o vôo, essa grana já era, pois a empresa não irá me reembolsar.

A TAM agradece sua escolha pelo vôo!

Ódio mortal até agora.

Bem, quanto ao vôo, jurava que estava meio nervoso, mas depois desse estouro anal em meu bolso, fiquei muito puto e até esqueci que aviões caem e, geralmente, todo mundo se fode lasca.

Até a hora do embarque.

Quando vi o dito cujo taxiando e chegando perto do portão 3, com a voz simpática de curso de inglês dizendo “passageiros do vôo 3934, das 14:30, com destino ao Rio de Janeiro, dirijam-se ao portão 3” começou a me dar calafrios.

Lembrei da música-tema do filme do Tubarão

 

Para distrair, dei uma de turista japonês (aliás tinha um monte lá) e comecei a fotografar tudo. Quando entrei no corredor que dava acesso ao avião, parei com a palhaçada e guardei o celular.

Continue reading

Saindo para ver The Dark Knight

São 18:50 e a pessoa que você espera não chega para a sessão das 19:00.

18:55 e ela chega. Corremos para o cinema atropelando meio shopping.

18:59 e a fiadamãe ainda pede pipoca.

19:01, comprada a pipoca e a atendente ainda tenta embolsar um real deste que vos escreve.

19:05 e entramos no cinema, já com o trailer rolando e uma galera procurando lugar.

19:06, encontramos ‘um’ lugar, ao lado da escada e me prontifico a ver o filme dali.

Por volta de 21:30, praticamente me mijando, satisfeito de ver o melhor filme dos últimos tempos (daqui a pouco tem resenha) e com as costas, pescoço e pernas destruídos.

21:33 Levanto e sinto a calça desgrudar do chão. Passo a mão e contesto um chiclete grudado na calça. De tutti-fruti.

22:00 A acompanhante pára de rir.

22:01 Depois de pagar a conta do Mc (blergh) contesto que nunca mais a chamarei para sair.

22:50 Chego em casa e vejo que o estado da calça está bem deplorável. Imagino que muita gente riu de mim.

23:10 O SP perde, não faço nenhum ponto no bolão e resolvo ir dormir. Boa noite.

Mundo Bizarro

Você está trabalhando normalmente, sem muitas coisas na cabeça.

Tem que fazer a clipagem para vários clientes, pesquisar notícias e tudo mais.

Logo, olha no site da Folha, jornal dito sério e influência em todo o país, isso e depois isso.

Agora, você consegue trabalhar normalmente o resto do dia?

Ps: Capitão Dan me lembrou um amigo distante que está trabalhando no Nordeste com coisas parecidas. Seria influência?

Saldo do Fim de Semana

Um porre na sexta-feira, depois de uma balada animal. As chaves de casa desaparecidas. Mochila idem.

No sábado, um aniversário de 15 anos, regado a muita Dolly e churrasco. Mesmo assim, toda hora uma garrafa de Antártica, Brahma ou Skol aparecia na minha mão (porra, tenho cara de cachaceiro). Como não estava bebendo, virei garçom dos amigos.

Aliás, nunca vi uma festa de 15 anos com mais homens do que mulheres, com funk, forró e… funk. Falei que faltava valsa e me perguntaram o que era isso.

Como ninguém é de ferro, domingo seria dia de descansar e relaxar para curar o desgaste dos outros dias. Era para a família visitar cedo, se não tivesse se perdido em São Paulo, indo desde a Vila Curuçá passando pelo Parque Ecológico do Tietê e conhecendo a incrível Funilândia (nem eu faço idéia de onde é isso).

Depois de 5 horas rodando pela cidade, chegaram em casa, famintos, e me xingando. Como não havia nada em casa (para variar) comemos na casa do Tio que prepara a comida para gente.

Lá, mais surpresas: descobri que carne de cabrito cozido no leite de coco é uma delícia. Ainda mais com um pouco de molho picante. Incrível foi ver a aceitação das visitas, que são frescas por natureza.

E assim, tranqüilamente, transcorreu meu fim de semana, sendo obrigado a voltar com eles, para não se perderem novamente na noite paulistana.

Agora é descobrir onde foram parar minhas chaves e minha mochila.

Manhã agitada

“Atenção! Devido a uma falha do sistema de tráfego na região da Estação Armênia, da Linha 1 – Azul, os trens da Linha 3 – Vermelha estão operando com maior tempo de parada nas estações e velocidade reduzida”.

Quando ouço o aviso acima, é batata que vou me atrasar. Mesmo raciocinando que as linhas não têm nada a ver entre si para uma lascar com a outra, já me acostumei que, se um trem lá dos cafundós de Pirituba pifar, pode apostar que o restante de São Paulo vai parar junto. Questão de solidariedade.

Mas voltando ao meu início de manhã, relaxei e me conformei com a situação. Interessante que o trem veio normal e, até a estação do Tatuapé, estava tudo dentro do cotidiano. Até que começou a ir lento, lento, lento e parando. Entre o Tatuapé e o Pedro II foram quase 45 minutos. Para quem é de fora e não conhece a Linha 666 – Red Hell, para fazer esse trajeto costuma-se demorar 10 minutos.

Mesmo achando um absurdo tanta demora, quando saía da estação e se encaminhava para a Sé (onde 85% das pessoas descem) vem a mensagem apocalíptica:

“Atenção! Devido a uma falha no equipamento de linha na região da Estação os trens estão operando com a velocidade reduzida e com maior tempo de parada”.

Quando ouvi isso quase pedi para abrir a porta dentro do túnel mesmo para voltar para casa. Quem conhece São Paulo sabe que, se a Sé estiver com problemas, no mínimo você chega na hora do almoço no trabalho.

Como não tinha para onde correr, o jeito foi descer e encarar o caos. A multidão que havia para descer as escadas e embarcar no Metrô com destino ao Jabaquara era suficiente para lotar o Morumbi, Pacaembu e o Parque Antártica (a Fazendinha dá para lotar com um vagão só dos trens).

Sem ter como avisar que iria me atrasar, pois lá embaixo o celular não funciona, o jeito foi esperar a massa andar.

Pela primeira vez, em seis meses de São Paulo, senti falta de Guarujá. O povo estava, literalmente, se matando no empurra-empurra para entrar nas composições.

Como não sou besta, fui para a borda da plataforma, onde a confusão era menor. Por ser alto conseguia ver o que acontecia no restante da estação. Briga, empurra-empura, gritaria, enfim, um ótimo começo de manhã para milhares de trabalhadores.

Por causa da bagunça, toda vez que chegava um trem o povo espremia quem estava na frente que logo empurrava de volta para trás, o que causava “ondas” que “batiam” na escada (derrubando uns mais distraídos) e era refletida nas outras partes da estação.

Como disse, estava na borda e acompanhava todos os acontecimentos e as discussões até que numa dessas “ondas” fui espremido contra as barras de proteção da plataforma, onde me amassaram e esmagaram até não poder mais. Empurrei de volta e, quando ia voltar tudo de novo, um trem chegou na estação, abriu a porta e fui “arremessado” lá para dentro.

Sem chances de se mexer, só fui sentir alívio quando chegou a estação Paraíso, pois desceu metade do vagão e o trem apenas ficou lotado.

Depois dessa viagem emocionante, perto da estação onde desço, uma velhinha virou para mim e perguntou:

-Qual a próxima estação?

-Santa Cruz.

-Sério. O senhor pode dar o sinal para eu descer?

-Hã?

-Se o senhor pode dar o sinal para eu descer?

O trem parou abriu a porta e saí em disparada dando risada.

Depois de uma manhã assim, nada mais me surpreende nessa cidade.

Ps: Cheguei às 09:30 no trabalho.

Pps: Esqueça o que falei do Guarujá.