Férias no Nordeste – Até mais, e obrigado pelos camarões

Enquanto os novos integrantes não estreiam, vamos para a parte final das “Férias no Nordeste”.

Acordamos de madrugada e rumamos para o “ponto”, onde o “Pinga” (de pinga-pinga) já nos esperava para rumarmos para Natal.

O Pinga (sem aspas, vai assim mesmo) é um ônibus intermunicipal a la Itapemirim que sai de Areia Branca e vai para Natal diariamente. São seis horas de viagem, o que já seria cansativo em um ônibus preparado para esse porte, o que não é o caso do Pinga.

Quase isso...

Esse ônibus é o que batizei de “meldeos, é hoje que me fodo”, pois o dito-cujo é de assustar. Bancos com estofamento rasgado, luzes do teto queimadas ou faltando, painel do motorista com falta de botões e instrumentos quebrados, lataria amassada, enfim, negócio era bravo. Para se ter uma ideia, inocente, perguntei do cinto de segurança e o motorista deu risada.

Não podia ficar pior.

Mas ficou.

Apesar de ser seis horas de viagem, o povão que o ônibus pega em cada esquina (daí o apelido “pinga”, pois ele pinga em tudo quanto é canto) viaja em pé. Pior ainda, mandando um foda-se para quem tá sentado, seja lendo, ouvindo música ou dormindo. É mochila batendo na cara, bunda roçando para lá e para cá (e não são bundas roçáveis), corre-corre de crianças. Um inferno.

Tenham medo, muito medo dele.

Uma hora, um FDP que não tirava a mochila de jeito nenhum, ficou batendo com a bolsa na minha cara. Empurrei uma, duas, até que se tocou e foi colocar a mochila na cara da minha “sograsta”, que quase joga ele longe.

Outra hora, uma vadia que deveria estar com carrapato onde estava sentada, resolveu se apoiar no meu banco e ficar conversando com as amigas do banco ao lado. Já puto e quando ia mandar ela à merda, Lu sugeriu que levantasse o banco. Puxei a alavanca e quase ela se estatela no chão.

“Nem para pedir por favor para levantar o banco!”, berrou.

Sério, fiquei sem ação para resposta e comecei a rir junto com a Lu, pois EU que tinha que pedir “por favor” para a bonitona que se apoiava com o rabo na minha cabeça. Saiu xingando e continuamos rindo.

Após seis horas de viagem, Fabrício nos encontrou no meio do caminho e descemos daquela jabiraca ambulante. Só lamentei não ter tirado fotos de dia do amarelão e do painel crítico.

Natal

Preparar, apontar...

Poderia quebrar o post aqui e fazer outro texto, mas como fizemos o que batizei de “Fast Tour” em Natal, vamos até o fim.

Como tínhamos comido uma coxinha de uma parada de estrada que deveria equivaler a uma refeição de dez dias, ocasionando uma azia que não dava mais fome, seguimos para um lugar chamado Barreira do Inferno. Juro que imaginava outra coisa quando chegamos lá, mas era bem legal.

Cadê o Marcos Pontes?

A tal da Barreira é uma Base da Força Aérea estratégica para lançamento de foguetes, pesquisas aeroespaciais, entre outras coisas. Obviamente não fomos para o Centro, mas para um posto turístico com alguns modelos de foguetes, mísseis e um avião Xavante em exposição.

Pá-pum-clic-fotos e rumamos para o maior cajueiro do mundo.

Cajueiro visto de cima.

Estranho ir visitar uma árvore x-men (na real, x-tree) só porque possui uma falha genética e cresce descontroladamente sem parar. Mas, justamente por isso, e pelo fascínio do tal cajueiro ser o único no mundo que tem esse “problema” que torna a visita interessante. Ainda mais quando você descobre que os cajus que ele produz (2,5 toneladas por ano, que os visitantes podem levar para casa) não passam tal falha para frente. Mas já imaginou se isso fosse hereditário? Cajueiro gigante seria praga no país.

Quatro reais, toma um suquinho de caju de degustação, tira fotos, dá um rolê pela árvore, tira fotos, pergunta do moleque que a Regina Casé entrevistou há trocentos anos atrás, tira fotos, descobre que o moleque “fugiu” para São Roque-SP (provavelmente de saco cheio de ouvir e falar de caju), tira fotos, dá uma panorâmica do cajueiro, mais fotos e vamos para a feirinha de artesanato do lugar.

Cajueiro visto de baixo.

Compramos uma porrada de coisas que nem lembro mais o que eram, junto com alguns chaveiros, tomamos água de coco e comemos mais tapioca (viciei), depois vazamos para Parnamirim, almoçar.

Após o almoço (imprimir as passagens e fazer o check-in online, pois já estava batendo o desespero por não achar local para fazer isso) descansamos um pouco.

Naquela parte escura tem um mar.

Quando acordamos, deram a ideia de ir para um shopping ou conhecer uma outra parte da cidade. Com tempo, fomos para uma Feira de Artesanato na Praia dos Artistas. Compramos mais umas tranqueiras, camisas e chaveiros pela metade do preço da feira do cajueiro e fiquei puto. O lugar é legal, mas como já falei em algum lugar que não lembro o link, cidade de praia é tudo igual. Tem a praia, evento a ver com o local e feira de artesanato. Mais nada. Pode ser em Guarujá, Ubatuba, Recife, Natal, Miami… É tudo a mesma merda.

Igual a qualquer feira de qualquer praia que você conhece.

Voltamos para Parnamirim, terminamos de arrumar as malas, comemos tapioca pela última vez e fomos dormir para acordar de madrugada, de novo.

Logo cedo, acordamos, nos arrumamos e Fabrício, Sogrão e Sograsta nos levaram até o aeroporto. Nos despedimos, entramos no avião e voltamos para São Paulo.

Enfim, apesar do final abrupto, gostamos de Areia Branca. Não dá para falar muito de Natal, porque mal ficamos lá. Mas no geral, foram dez dias divertidos. Demos risadas, conhecemos novos amigos, novas culturas, culinária diferente e, o melhor de tudo, fizemos tudo isso junto.

Despedida do avião em SP, já que em Natal estava tudo escuro.

Já estamos pensando em nossa próxima viagem. Não sei quando o Nordeste entrará novamente na lista. Nem sabemos se poderemos ir mais longe, já que os planos desse ano envolvem muita coisa, mas o que interessa é que, um dia, visitaremos Areia Branca de novo.

Férias no Nordeste – Areia Branca, a Terra do Sal

Areia Branca é uma cidade para lá de interessante do Rio Grande do Norte. Localizada a 330 km da capital Natal, no interior do estado, e com uma população aproximada de 26 mil pessoas, a cidade faz parte da chamada “Costa Branca”, sendo o único lugar do mundo onde o sertão encontra o mar, na Ponta do Mel. Ah sim, a dita cuja é uma ilha.

Quando o fotógrafo é feliz...

É uma das maiores produtoras de sal do Brasil, tendo o apelido de Terra do Sal, também tem no turismo uma forte renda de economia, principalmente por causa de seu carnaval, que atrai milhares de turistas do nordeste.

E esse foi um dos motivos que fui parar lá.

Antes de ir, meu sogro alertou que fazia 7 meses que não chovia lá, alguns falaram que era exagero, outros confirmaram, outros disseram que era perto de 4 ou 5 meses. Seja como for, era muito tempo sem cair água do céu. Até brinquei no twitter que, se eu chegasse lá e chovesse, aí daria razão aos sarristas que falam que eu atraio chuva.

Praça central da cidade com Nsa Sra dos Navegantes

Foram 5 dias seguidos de chuva, sem contar o dia de Natal, logo que chegamos. Para que não pensem que o Morgan Freeman mandou o dilúvio direto, foram 5 dias calorentos, intercalados com um sol ardido que, do nada, mudava para uma baita chuva. Até frio chegou a fazer.

Obviamente, culparam a mim.

Chupa Gaviões!

Poderes sobremeteorológicos à parte, foi uma estada bem legal lá. A cidade é sossegada e, por conta do carnaval, estava bem movimentada, sem aqueles riscos de cidade grande. Conhecemos as maravilhosas praias do Meio, Upanema (a principal), Ponta do Mel e Baixa Grande. No último dia, saímos da cidade e fomos para Tibau, divisa com o Ceará, onde ficamos na praia do… Ceará. Lá ficava sendo levado pela maré, intercalando Rio Grande do Norte e Ceará, no meu primeiro mergulho interestadual da história. A água das praias é quentinha e o cenário paradisíaco.

Deputado sendo "homenageado".

Esqueci de contar que quando a chuva parou de vez, na primeira noite que saímos para ver os shows das bandas, a cidade simplesmente apagou e tudo ficou na escuridão. Além de arauto das águas do céu, levei às trevas para o norte de RN. De raiva e birra, seguimos mesmo assim para o local dos shows. Mesmo na escuridão, tudo transcorreu normalmente, sem nenhum problema com polícia ou confusão. A energia voltou perto de irmos embora.

Barco passando lentamente pelo Rio Mossoró

Do carnaval de rua, curti o bloco dos seis, em que seis malucos saem todo ano com alguma fantasia bizarra e tocando algo ainda mais bizarro pela cidade (marchinha? Forró? Axé?). Só não saíram quando o pai de um deles ou um deles, sei lá, morreu. Tem também o bloco “A Soma dá mais de 300”, vulgo Soma, que é o mais esperado pela cidade, mas que achei uma bosta, já que não tinha som e nem nada. E tem também o desfile das escolas de samba, que nem vou comentar. Mas é melhor que de SP.

Haja sal a gosto.

Outro lugar curioso que fomos visitar (conhecemos todos os botecos da cidade também, mas não vou me alongar) foi a salina. Imaginem esse saquinho de sal Cisne (que nem é feito lá) do tamanho de um morro gigante? Pois é. Interessante que, por ser feriado, não tinha ninguém na fábrica ou na área que o sal fica “secando”. O vigia que estava lá simplesmente falou “que não podia entrar”, mas que era para entrarmos, “pois ele não viu nada”. Se quiséssemos, poderíamos levar uma pedra de sal de lembrança. Hilário.

É interessante ver que aquele negócio que está ali, a céu aberto, em cima do barro e tudo mais, vai para o seu prato. Claro que é refinado, mas é curioso. Uma coisa que descobrimos, e não curtimos muito, foi que o sal “corta”. Como é um cristal, se não souber pegar e esfregar demais nas mãos, ele corta. E, olha, dói para cacete.

O centro urbano é interessante, pois os bairros são pertos uns dos outros. Distante mesmo, só as praias e as salinas. A comida é boa demais e ainda não acostumei a ficar sem cuscuz, creme de milho, tapioca, pasteizinhos, suco de graviola/cajá-manga/caju e água de coco no café da manhã. Também não me acostumei a ficar sem peixe, camarão, baião de dois, um parente de marisco que esqueci o nome e tudo mais no almoço.

Balsa de travessia entre Areia Branca/Grossos.

Problema foi quando acabou o carnaval, já que a cidade voltou a ser o centro da tranquilidade, não acontecendo nada lá. Se os mais jovens quiserem diversão, que se desloquem pela BR até Mossoró. Ou, no que vi muito lá, saiam de casa para estudar e só voltem no carnaval para visitar os pais e sumir na quarta-feira de cinzas.

Vista da Ponta do Mel

Outro fato interessante é o total desrespeito às leis de trânsito e física, já que eles conseguem colocar mais de duas pessoas em cima de uma moto, ocupando o mesmo espaço. Dentro da cidade, coisas como capacete, setas para virar, respeito ao pedestre, entre outras coisas, não existe.

No último dia, como citado, fomos para a praia do Ceará, onde me esbaldei mergulhando e comendo bem, apesar do rango servido não ser lá grande coisa. Quando chegamos, arrumamos a mala e nos preparamos para acordar de madrugada e conhecer o “Pinga”, ônibus que sai uma vez por dia, às 5 da manhã, com destino à capital, Natal.

Para se inspirar...

Mas esse capítulo do “Pinga” e do último dia em RN, em Natal, deixamos para depois…

Férias no Nordeste – Infinita Highway

Se tem uma coisa que gosto quando viajo é de estrada. Avião, por mais que “nossa, que chique! Viajando de avião… Foi para onde? Ah, Ribeirão Preto? Tá podendo…” você não vê merda nenhuma, pelo contrário. Mas todos te olham com respeito, porque foi de avião.

Estrada não. Indo de carro, você conhece um pouco mais do lugar que você está conhecendo, dos caminhos, do que o Brasil esconde. Enfim, aproveita a viagem por outro ângulo.

Mas, do mesmo jeito que gosto, tenho um cagaço ferrado, já que a quantidade de retardados dirigindo por aí é proporcionalmente igual ao número de veículos circulando por aí. Some-se a isso rodovia de mão dupla, direção irresponsável e caminhões gigantescos com caminhoneiros psicóticos e temos um certo grau de pavor considerável.

Saindo de Parnamirim/Natal, pegamos a BR-101 para sair da cidade e, rapidinho, entramos na BR-304 onde tudo aquilo que vemos em filmes, quando retratam o sertão nordestino, foi visto. Tudo e mais um pouco.

Nos 300 e lá vai porrada de quilômetros de viagem, nos surpreendemos com a estrada, que estava bem asfaltada e sem buracos. O maior problema no caminho é, sem dúvida, ser mão dupla, ainda mais que o trecho é cheio de relevos e curvas. Os caminhoneiros não aliviam em nada e, pior, até dificultam as ultrapassagens. Se são mais de dois gigantões juntos, a empreitada para ultrapassagem fica praticamente impossível, a não ser que você queira virar parte de um amontoado de ferragens retorcidas.

A paisagem do sertão é composta de caatinga, cerrado e até Mata Atlântica. O que vi de cactos… Aliás, é foda notar as áreas gigantescas que você não tem ideia onde termina e que, para alegria de poucos e tristeza de muitos, possui um único dono. Só queria saber como e porquê alguém é dono de lugares maiores que cidades, mas aí é entrar em outro assunto chato. E de chato já basta eu.

Como vocês me conhecem, obviamente que a viagem não teve sol, mas também não choveu (só em Assu (ou Açu, nem eles sabem), mas aí já era quase no fim do caminho). Era curioso notar os rios e açudes, que eram atravessados pelas pontes, totalmente secos. O nosso guia (que já citei e falei que é amigão do sogrão) explicava cada pedacinho misterioso por onde a gente passava.

As igrejinhas, cidades que talvez não façam ideia da loucura que é SP, as casinhas iguais que dão de cara para a rodovia, as paradas… Olhava tudo aquilo me questionando como seria viver num lugar daquele, como seria a vida do morador de Angicos, Riacho do Prato, Dois Irmãos, Barra da Cruz, entre outras cidadezinhas que são cortadas pela 304.

A tristeza ficava por conta das várias cruzes e santuários que repousam na beira de estrada. Aquilo para mim tem vários significados, seja para lembrar do ente querido que se foi naquele ponto, como para alertar que aquela curva cheia cruzes é perigosa, bem como servir de alerta para relaxar um pouco o pé do acelerador. Apesar das várias cruzes que vimos durante o caminho, felizmente não vimos nenhum acidente. Na Mogi-Bertioga, por exemplo, toda vez que descia para o Guarujá, via alguma merda por ali.

Além da vegetação, cidades, paradas, homenagens e dos caminhoneiros pirados, também era legal ver algumas formações para lá de estranhas na estrada, como uma montanha que o nosso guia jura que é um vulcão adormecido, como algumas pedras empilhadas de tal maneira, que não dá para acreditar que aquilo é coisa da natureza, mas que alguém foi lá e arrumou daquele jeito.

Outra coisa para lá de interessante eram os canos de água e linhas de transmissão margeando a rodovia, bem à mostra. Imagino que aquilo é meio arriscado, afinal, caso algum FDP queira ferrar com uma cidade inteira, ou um acidente feio acertar aquilo, as cidadezinhas estão lascadas. Quando estávamos na BR-110, quase em Areia Branca, chamou a atenção os poços de petróleo em terra seca. Os “cavalinhos”, como o nosso guia chamou os negócios que bombeiam o petróleo, dá um ar meio texano à região. É engraçado, pois imaginava aquele treco gigantesco, mas é menor do que imaginava.

Enfim, apesar do medo dos caminhoneiros, do povo margeando a estrada – bem como jegues, vacas e bodes – e das seis horas de viagem, (pois paramos em algumas cidades para conhecer umas parentes da Lu) achei bem legal encarar uma estrada nesse estilo. Falta a vontade do governo federal para duplicar aquilo, já que espaço não falta, mas dá para dizer que vale a pena optar por este tipo de viagem. Embora o povo de lá não tenha outra opção para ir à capital.

Ah sim e o mais importante, não tem pedágios.

Férias no Nordeste – Prólogo da Chuva

Antes de falar da minha primeira viagem em várias coisas, uma rápida explicação.

Quando casei, muita gente (no caso, meus 4 ou 5 leitores fiéis) ficaram esperando meu post sobre o dia mais feliz da minha vida. Infelizmente, por preguiça ou coisa que o valha, os desapontei e levei alguns meses para falar sobre o assunto, fazendo a galera perder o interesse.

Bem, tentando ser um pouco mais rápido e jogando a preguiça para escanteio, aqui está o post sobre minha primeira viagem para o nordeste sem ser a trabalho, a sós com a Luzinha e, obviamente, depois de casados.

Uma das coisas marcantes dessa viagem é que era a primeira vez que Luzinha voava, como provavelmente ela irá contar essa parte, só registrarei que, apesar de ter voado poucas vezes, (umas 6) nunca que o detector de metais apitou para mim. Lu, logo na primeira, já teve que ficar descalça e responder umas perguntinhas para o pessoal da segurança. Culpa do salto ou sou casado com uma terrorista infiltrada da Al Qaeda? Na dúvida, vou procurar o telefone daqueles caras do SEAL.

Enfim, vamos voar. Apesar de achar que Lu ficaria com medo, até que ela curtiu, ao contrário de minha pessoa, que até hoje não sabe se o avião quicou na água do Santos Dummont. A única coisa pitoresca do voo foi uma moça, que havia trocado de lugar com uma criança, para essa ficar do lado da mãe, que começou a ficar meio mal e revelou para a Lu que quando ficava assim, vomitava e tinha diarreia. Detalhe que a dita era gata e claro que imaginar uma mulher bonita tendo esse colapso ao mesmo tempo não é lá algo muito interessante.

Chegando ao aeroporto de Parnamirim, com o “fuso” ao nosso favor (o voo tem três horas de duração, mas como o nordeste não segue o horário de verão, ganhamos uma hora), fomos recebidos por uma linda e calorosa chuva. O que para os que me conhecem, não é nenhuma novidade.

Além da água que caía do céu, estava lá o sogrão, a mulher dele e o amigo dele, que seria nosso, digamos, motorista particular em grande parte da viagem. Chegando ao bairro do Aeroporto (que é curioso, pois o nome das ruas começa com Aeroporto de ) rapidamente tomamos um banho e fomos logo dormir, para descansar da viagem e da correria que havia sido o dia para viajar.

No dia seguinte – que ora nublava, ora chovia, apesar de abafado – ficamos na casa do amigo do Sogrão, já que havia sido combinado que iríamos na sexta para Areia Branca. Como o tempo estava um porre, ficamos por lá mesmo e comemos um churrasco assado numa churrasqueira em forma de porco. Bem pitoresco. Infelizmente esqueci de tirar foto da dita. Lá também nos foi mostrado um Peba, uma espécie de Tatu lá do nordeste, que o dono da casa tem de “estimação”. Quer dizer, guarda para futuros banquetes. Também tinha a Nina, a poodle da neta do cara que era um sarro.

À noite, resolvemos sair pelas redondezas, indo jantar num Espetinho, antes, resolveram fazer a limpa no coqueiro. Aliás, durante o tempo que fiquei no nordeste, praticamente troquei a água normal pela de coco, tamanha a abundância do dito cujo lá. Sinto abstinência, já.

No dia seguinte, logo de madrugada, saímos para enfrentar a estrada, não antes sem um bom banho gelado, já que chuveiro elétrico lá é artigo excêntrico, mas que para a gente – especialmente pelos meus dons pluviométricos – faz falta.

Mais para frente explico…

Dia dos Pais, Ubatuba e Projeto Tamar

E aí que decidi deixar um pouquinho esse negócio que chamamos de orgulho de lado e fomos, Luzinha – que o pai está no nordeste – e eu, para Ubatuba, passar o Dia dos Pais em companhia dos meus irmãos com o velho.

Segunda vez que ia para Ubatuba, e não lembrava de como tinha sido a primeira. E olha que havia ido já na época de lembrar das coisas, mas isso não vem ao caso.


Família reunida: Daniel, Rafael, Lú e eu

Segundo a Wikipédia, se estiver correta, Ubatuba é a última cidade do litoral de SP, fazendo divisa com Paraty, já no Estado do Rio de Janeiro. Em tupi, seu nome significa “abundância de cana silvestre” (epa!), “bosque de cana silvestre” (opa!) ou, ainda, “muitas canoas”, que é o mais aceito pela galera (por que será, né).

Resumindo, bem a cara do meu pai ir para um lugar que é conhecido pelo excesso de cana (piada interna =P).

Enfim, fomos na sexta à noite, encarando 4 horas de viagem de ônibus. Já tive a época de gostar muito de viajar assim, mas obviamente, Luzinha e eu, capotamos ao som do Ipod, só acordando em Caraguá porque o modafoca do motorista não tinha nada de melhor para fazer e resolveu acordar todo mundo para falar que tínhamos 10 minutos de parada. Orra, se estávamos a aproximadamente 1 hora do destino final e a maior parte já havia passado, toca o bonde, já tá no embalo mesmo.


Sim, interagi com a fauna local.

Enfim, chegamos ao nosso destino final e, mesmo à noite, Ubatuba me pareceu uma cidade daquelas paradas no tempo, onde a população curte ver a vida passar devagar, sem desespero, pressa ou preocupações com a vida mundana.

Invejei isso um pouco.

Meu pai nos pegou na rodoviária , onde achávamos que ainda teríamos mais um trecho a fazer com bicicleta, tamanho o número de magrelas encostadas no terminal. Mas, para nossa sorte, tocamos de Eco mesmo.


O tempo não passa…

No caminho tivemos contato com a minha “madrasta” que é até legal, mas que possui uma voz que irrita o mais calmo dos seres humanos, mas acostumamos, ou tentamos. Legal foi ver alguns pontos da cidade, sem nada, ninguém, apenas a escuridão e o barulho do mar nas praias.

Até que fomos surpreendidos novamente. O nome do lugar onde meu pai está vivendo é Perequê também. Isso que chamamos de memória afetiva e saudade.

Comemos e capotamos na cama, com o intuito de acordar cedo no sábado e aproveitar bem o dia, o que obviamente não aconteceu, já que o cansaço, como sempre ocorre, bateu forte. Só foi o tempo de comer algo e já ir buscar meus irmãos que, para variar, se atrasaram porque pegaram um ônibus dos mais requenguelas possíveis. Enquanto não chegavam, achei uma lan house onde tentei usufruir da rede local para mandar umas mensagens. Só computadores modernos com monitores de tubos e, aparentemente, Itautecs.

Lotado! Não deu para usar nada.

Enfim, os irmãos chegaram e fomos atrás de coisas para comprar para o almoço. Como acharam a gente com cara de turista, enfiaram a faca no preço do peixe e acabamos optando pelo bom e velho churrasco mesmo.

Honrando as tradições da cidade e o apelido de Ubachuva, uma garoa começou a cair e ficamos a tarde jogando Wii ou dormindo. À noite, já com o tempo estabilizado – sem chuva – decidimos sair, com um pouco de protestos da tia madrasta.

Bem, como toda cidade litorânea que vive disso, os jovens e povo da orla da praia lembravam os galerosos citados pelo Jornal Maskate, que se locomovem por meio de magrelas para cima e para baixo. À parte disso, respeito cidades que o principal meio de transporte é a bicicleta, dá um ar de nostalgia à coisa, apesar de Ubatuba ser enorme e a galera ser obrigada a depender de transporte público dos mais safados que existem, tipo ônibus a cada dois dias.

A noite de Ubatuba é bem interessante, não teve aquele ar guarujaense onde meia-noite todo mundo some, só sobrando aquela galera atormentada pelo Satã à procura de altas confusões. Todos os barzinhos tinham seu charme e havia um estilo para cada um: funkeiros, surfistas, turistas, pizza, para gente sossegada, o que imaginar tinha lá.


Luzinha encantada com o pequeno nativo da região

Acabamos indo para um bar de espetinhos com música ao vivo. Não saciei minha vontade de Chopp Escuro da Brahma, mas me acabei na Serra Malte. Noite agradável em família.

Projeto Tamar

Já domingo, acordamos bem cedo e fomos para um passeio para lá de interessante e especial. Fomos conhecer o Projeto Tamar de Ubatuba.

Confesso que não fiquei tão empolgado de sair para ver tartarugas, mas quando entrei no local – que cobra R$7,00 para gente de fora e é gratuito para os moradores da cidade – fiquei impressionado com o que vi.


Sério, isso é muito legal.

No meu Flickr há fotos e mais fotos do passeio e curti ver o que fazem por esses animais fantásticos que são as tartarugas. Os monitores do projeto são bem atenciosos e as informações disponíveis ao público, tanto em português, quanto inglês, são bem ricas em detalhes, mostrando tudo sobre o hábito, alimentação, predadores, perigos e o que mais você pode imaginar das tartarugas. Só senti a falta da Tartaruga gigante, mas pelo que explicaram, nem poderia ter lá por causa da falta de estrutura para abrigar por conta do tamanho dela.

Há também um Museu do Caiçara, com histórias e objetos para lá de interessantes.


História das melhores no museu.

Enfim, encerramos na lojinha do lugar, que achei demasiadamente caro, e no Café, onde tomamos um espresso e enchemos o caco de Tortuguitas.

Segue abaixo um resuminho do que é o Projeto, retirado do site do Tamar:

“O Projeto Tamar-ICMBio foi criado em 1980, pelo antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal-IBDF, que mais tarde se transformou no Ibama-Instituto Brasileiro de Meio Ambiente. Hoje, é reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha e serve de modelo para outros países, sobretudo porque envolve as comunidades costeiras diretamente no seu trabalho sócio-ambiental.


Luzinha ao lado da maior tartaruga dos mares brasileiros.

Pesquisa, conservação e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção, é a principal missão do Tamar, que protege cerca de 1.100km de praias, através de 23 bases mantidas em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso desses animais, no litoral e ilhas oceânicas, em nove Estados brasileiros.


Duas espécies em uma, Pente e Cabeçuda

O nome Tamar foi criado a partir da combinação das sílabas iniciais das palavras tartaruga marinha, abreviação que se tornou necessária, na prática, por conta do espaço restrito para as inscrições nas pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas marcadas para diversos estudos.”

Bem legal, né.

Quando saímos do Tamar, resolvemos dar umas voltas pelas praias de Ubatuba, no caminho deu um certo desespero porque achamos que perdemos as fotos, recuperadas dias depois, como não tiramos mais nenhuma, acabamos dependentes da câmera da mulher do meu pai, que fotografou o final do passeio no farol, onde vimos várias tartarugas em alto mar. Apaixonante e para lá de legal ver isso ao vivo.

Voltamos para casa do meu pai, arrumamos as coisas e fomos embora, com a promessa certeira de voltar logo, talvez em um desses feriados prolongados. Chato foi o motorista tagarelando a viagem inteira. Principalmente que fomos obrigados a fazer uma baldeação em São José dos Campos, por causa da nossa amiga que conhece tudo.


Eu me comparando com o tamanho das tartarugas marinhas brasileiras.

Tirando isso, foi um passeio bem legal. Ubatuba me deu a vontade de morar lá, quando já estiver despreocupado da vida e com vontade de ver o tempo passar mais devagar, curtindo as pequenas coisas da vida ao lado de Luzinha, ouvindo o barulho do mar e vendo as danças das tartarugas.

Mais fotos no meu Flickr.

Aventuras e desventuras em Brasília

Brasília

Definitivamente, Brasília é melhor que Recife.

Sei que meus amigos nordestinos vão ficar meio putos comigo, mas é verdade.

Hoje, para minha sorte e espantando a zica que dizem que me ronda, finalmente consegui conhecer uma cidade e, para minha felicidade, com sol, tempo bom e com tudo funcionando.

Cidade planejada e foto sem mostrar nada

O único porém é a secura da cidade. Aqui é muito seco e rapidinho a garganta seca, os lábios racham e o nariz irrita. Nada que água e idas constantes no banheiro não resolvam.

Mas vamos ao que interessa: falar sobre a capital do país.

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Voando para BSB com Dirceu e Palocci

Brasília

E estou no lugar com o maior índice de roubos do país, quiçá, do mundo.

Capital federal, Brasília, Distrito Federal e, sabe-se lá porquê, BSB para as companhias aéreas.

Para variar, a chegada no aeroporto de Congonhas foi meio conturbada, mas se maiores traumas, só o fato da simpática atendente me avisar que não havia nenhum lugar na fileira 11 (saída de emergência com espaço para as pernas e poltronas reclináveis) e me mandar para a poltrona 24A, na última janela e sem direito a reclinar o banco.

Num daqueles pensamentos soltos, pensei:

– Quem foi o FDP que pegou meus lugares?

Divaguei. Despachei a mala e – novidade – o alto-falante do aeroporto avisou que era a última chamada para o vôo 3708 da TAM com destino à Brasília.

O check-in da TAM é o mais longe dos portões de embarque, mas como já havia feito o meu, liguei o foda-se e fui calmamente até o portão 4.

Vi a fila de longe e aguardei a dita andar, foi quando vi Antonio Palocci, aquele do caseiro, na fila.

Nem estranhei, afinal, o avião ia para Brasília e, salvo engano, ele ainda é deputado federal, mas, quando apareceu o José Dirceu pensei.

– Se não fosse comigo dentro, essa porra podia se estatelar para o chão.

Nesse mesmo tempo, o celular tocou com minha mãe perguntando se cheguei na hora e falei que sim, além de informá-la sobre minhas companhias de vôo.

– Nossa, esse tava bom para cair.
– É, mas estou dentro mãe.
– Hum…Então tá.

Imaginei que era um conformismo meio falso, como se eu fosse um sacrifício menor para um bem maior da nação.

Desliguei e embarcamos, quando entrei no avião, descobri quem havia ‘roubado’ meus lugares preferidos. Palocci, Dirceu e oranges, estavam lá, todos pimpões na fileira 11, enquanto eu ia lá para o 24.

Engraçado todo mundo falando com eles, como se fossem celebridades. Tinha era que dar um couro neles e jogar lá do alto, mas, enfim, povo trouxa.

De resto, o vôo transcorreu tranqüilo, como o céu estava limpo deu para ver todo o mosaico de culturas do Centro-oeste, bem bonito mesmo.

A TAM não teve putaria com barrinhas de cereais servindo comida de verdade e, mesmo com a viagem durando 1:40h, colocou alguma distração para o povo, com vídeos (sem áudio, mas o que vale é a intenção) canais de áudio e, o melhor, jornais para a galera.Como sou meio viciado nisso, peguei Estadão, Folha, Diário de SP e Lance, só não pegando a Gazeta Mercantil e o Valor.

Claro que, ao desembarcar, descobri como essa cidade é seca, mas como fiz um estágio forçado de um mês em SP, acabei me adaptando rápido.

Ainda deu tempo de ver o Dirceu, com aquela cara de mafioso, e o Palocci, com cara de ingênuo que te enrola fácil, indo embora. Sério, o Zé dá medo.

Gostei da cidade, com cara de lugar civilizado e com ruas e avenidas que lembram as highways americanas. O lago Paranuá é muito show e a paisagem arrebenta.

Por enquanto, dá de dez em Recife.

O Hotel é simpático, mas já tive que trocar de quarto por conta de uma mega-infiltração no banheiro, quase tomando um segundo banho, gelaaaaaaaaaaaado, em seguida.

Enfim, acho que há uma grande chance de aproveitar a estadia na capital.

Desde que não chova na quinta-feira.

Como está tarde, amanhã transfiro as fotos e atualizo tudo por aqui.

Boa noite (dia).

Indo embora de Recife, finalmente

Recife

Pois é, terminou minha estadia na Cidade do Frevo.

E querem saber? Não gostei!

O único dia que, teoricamente, teria alguma folga, choveu desgraça. No dia seguinte, sol.

Ou seja, a cidade não gostou de mim.

Normal, também não gostei dela.

As praias são vazias e, praticamente, ninguém mergulha, provavelmente com medo dos tubarões. A cidade inteira fede a esgoto e, por conta do excesso de propaganda e outdoor, há uma sensação de sujeira permanente.

Casa da Cultura, uma das poucas coisas que valeram a pena

Os nativos não são ruins, mas para arrancar uma informação é uma briga só, além de serem meio folgados e demorados com atendimentos ao público.

– O Extra é seguindo por essa rua?
– É sim.
– …
– E como faço para chegar até ele?
– É só seguir essa rua.
– Então tá.

Claro que não era só seguir a rua, tinha mais uns quatro quarteirões, além de dobrar ali e aqui. Ainda bem que não fui dependente das informações, senão me lascava.

De bom, só o Museu do Trem e a Casa da Cultura, onde só comprei um pedaço de pano.

Museu do trem, locomotiva da década de algum ano

Lembranças de “Estive em Recife e lembrei de você”, bonequinhos, areias em vidro, etc. são as mesmas em qualquer praia, só muda o nome dela.

Gostei das mulheres recifenses, não chegam aos pés das mineiras, mas são simpáticas, bonitas e muitos gostosas com corpões de dar inveja à muita paulista que se acha a tal. Só há uma enorme desigualdade de rostos, com algumas muito lindas e outras bem prejudicadas, mas isso é o de menos.

Enfim, minha estadia aqui não foi como esperava e, só volto aqui a trabalho novamente, pois não há nada muito diferente do que via em Guarujá, por exemplo. Se for para gastar energia, festa ou lazer no nordeste, tento a sorte em outra capital. Ou vou para outro país, que é mais certeza, pois parece que são todas iguais.

Bonito, mas choveu no dia de folga

Incrível que consegui ficar com saudades de São Paulo.

Amanhã encaro mais três horas de martírio no Itapemirim de asas e volto para a terra da garoa chuva apocalíptica.

Haja barrinha de cereais.

Comparando Gol e TAM

Recife

Pois é galera, depois de quase vir no ano passado, este ano não teve escapatória e cá estou na Praia da Boa Viagem, em Recife.

E pensar que, em 2007, dava um braço para essa viagem, mesmo a trabalho.

Agora, que estou aqui, dava um braço, uma perna e um baço para voltar no tempo e ir para BH.

Realmente, nunca estamos satisfeitos com nada na vida, mas é assim que funciona.

Desta vez, não me atrasei e cheguei na hora no aeroporto, o vôo foi tranqüilo e nenhum Learjet passou perto do Gol vôo 1798. Só uns aprendizes de demônio ficaram chutando a poltrona e não me deixaram dormir, além de descobrir que a Gol é uma empresa aérea terrível.

Quando fui para o RJ, de TAM, mesmo em uma viagem curta na ponte aérea, serviram pizza, bebida e ainda passaram um filme com a mensagem do presidente da empresa.

Nada de outro mundo.

Mas, na Gol, em uma viagem de três horas, só deram as fatídicas barrinhas de cereal, bebida e não passaram nada, absolutamente nada, para distrair durante a viagem.

Três horas sem nada para ver e não conseguindo dormir porque umas pestes não deixam, é dose.

E não querendo ser preconceituoso, mas já sendo, a viagem também mostrou como pobre é uma merda em qualquer lugar.

Povo barulhento, falando alto, interditando o banheiro, desobedecendo qualquer ordem de alerta, aviso ou orientação dos comissários e comandante de bordo, enfim, praticamente um Itapemirim ou São Geraldo, mas de asas.

Resumindo, já estou aqui e está tudo bem, a zica ficou por conta de um chuveiro vazando às duas horas da manhã, em casa, com alguém pelado tentando arrumar, levando choque com ele desligado e tomando uma ducha fria acidental.

Não vou entrar em detalhes, só digo que fui dormir perto das três da manhã e que o chuveiro está funcionando, pelo menos espero que esteja quando voltar.

Minha primeira vez voando e como perder 100 reais

Rio de Janeiro

Hello povo!

E cá estou eu novamente na terra dos Cariocas. Povo simpático, alegre, hospitaleiro e muito legal, que sofre com a violência e também com um certo exagero da mídia.

Antes de falar sobre a minha primeira vez voando, uma leve introdução de como perder 100 reais em 10 minutos.

Primeiro, acorde cedo, aproximadamente às 9:30.

Depois, se arrume e saia de casa às 11:30 para chegar ao aeroporto 12:30.

Infelizmente, esqueça o fator trânsito e acabe chegando às 13:10.

Pronto. O check-in era apenas até às 13:00. Como seu vôo sai às 13:30 e ninguém vai deixar você embarca, remarque para o seguinte e gaste a simbólica quantia de R$100,00!!!

Como, teoricamente, a culpa é minha por ter perdido o vôo, essa grana já era, pois a empresa não irá me reembolsar.

A TAM agradece sua escolha pelo vôo!

Ódio mortal até agora.

Bem, quanto ao vôo, jurava que estava meio nervoso, mas depois desse estouro anal em meu bolso, fiquei muito puto e até esqueci que aviões caem e, geralmente, todo mundo se fode lasca.

Até a hora do embarque.

Quando vi o dito cujo taxiando e chegando perto do portão 3, com a voz simpática de curso de inglês dizendo “passageiros do vôo 3934, das 14:30, com destino ao Rio de Janeiro, dirijam-se ao portão 3” começou a me dar calafrios.

Lembrei da música-tema do filme do Tubarão

 

Para distrair, dei uma de turista japonês (aliás tinha um monte lá) e comecei a fotografar tudo. Quando entrei no corredor que dava acesso ao avião, parei com a palhaçada e guardei o celular.

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