Meu Aniversário Surpresa (ou como prefiro chamar: Aniversário Bico)

Marcos, Eu, Daniel e D. Lúcia no niver bico.

Marcos, Eu, Daniel e D. Lúcia no niver bico.

No domingo dia 05/05 aconteceu uma das maiores surpresas ou golpe que esse Bonilha já levou e /ou viveu até o momento. Tudo começou com um plano da minha noiva Cristina, com a ajuda da família e dos amigos, começou a organizar tudo por volta de Janeiro. Enquanto ela armava tudo, o tempo ia passando.  E eu sem saber de nada, para variar.

Eu e a Cristina, responsável pela festa.

Eu e a Cristina, responsável pela festa.

Eis que numa sexta-feira, jantando com os colegas de trabalho da Cris, recebemos um convite para um aniversário infantil no mesmo dia do meu aniversário, 05/05. Num primeiro momento não topei ir pois estava com a ideia de comemorar em casa, afinal com a grana curta não dava para pensar em festa. Fui convencido com o argumento de que era uma ótima opção de comemorar o meu niver sem gastar.

Chega o grande dia e eu, sem saber de nada, com um embrulho do Ben 10 onde tinha um avião de plástico daqueles que se você apertar mais ele desmonta em trocentos pedaços na mão chego com a Cris no buffet onde seria o tal do aniversário infantil. Detalhe: Na porta do buffet tinha um monte de bexigas nas cores branca, vermelha e preta e eu sou corinthiano, mas beleza. Ao entrar  no buffet, eis a surpresa: todos os meus amigos e familiares reunidos fazendo uma festa danada e eu com aquela cara misto de surpresa, pânico e alegria. Quase voltei para a porta do buffet, mas dei de cara com o meu pai e acabei voltando para dentro do buffet. Por fim fiquei indo de um lado para o outro cumprimentando os amigos e familiares presentes escutando vários: Você é uma besta mesmo, por não ter percebido nada, entre outros palavrões piores rsrs.

Mas valeu cada momento e essa festa foi um daqueles momentos que irão estar para sempre gravados na memória e será história para contar no futuro de como eu fui para um aniversário infantil que na verdade era o meu aniversário infantil.

Abraços e até o próximo post.

 

 

 

 

 

 

 

12 anos e 2 anos!

Eis que abril está indo embora e, apesar do aperto para ajustar as finanças, posso dizer que foi um dos melhores meses dos últimos tempos, mesmo estando em férias praticamente caseiras.

Explico, neste mês completei, respectivamente 12 anos de união e 2 anos de casado com Lucilene e, ao contrário do que sempre ouvia, a TV prega e, algumas rodas de amigos comentava, foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida.

S2

Melhor foto!

Lu não é simplesmente só minha esposa. Ela é minha companheira, amiga, confidente, amante, enfim, tudo! Entramos em frias juntos, compartilhamos de momentos mágicos juntos e passamos por toda e qualquer situação, seja boa ou ruim, juntos.

Claro que há brigas, óbvio que de vez em quando nos desentendemos e, certeza, que há dias que um quer estrangular o outro, mas nada que não dure nada além de um sorriso, um pedido de desculpas e aquele momento mágico de reconciliação que fortalece ainda mais a relação.

Uma das coisas mais acertadas que fiz na minha vida, foi casar com a Lu e construir esse caminho juntos, caminho esse que, quem sabe em breve, possa ter a participação de mais uma ou duas ou três figurinhas, não é mesmo?

Algo que, por enquanto, ainda não está nos planos (calma galera!), mas já estamos planejando para providenciar assim que possível.

Enfim, só escrevi tudo isso para mostrar o quanto amo essa mulher e o quanto ela é importante para mim!

Te amo Lu!

Mais um aniversário e daí?

Esse aniversário foi “estranho”, talvez por não estar tão na vibe de comemorar os 31 anos ou, sei lá, talvez esteja certa aquela definição para lá de besta de que “depois dos 30, não se comemora, só lamenta”.

Como acho essa última meio forçada, fico com a primeira opção.

Chato desperdiçar a chance de comemorar o aniversário num sábado (ano passado foi ducaralho), mas, realmente, não estava lá com muito clima de fazer qualquer coisa ontem.

Alguns meses de idade

Já fui lindo.

Aquela coisa de ver que certas coisas não deram certo, notar que viver de renda com uma mansão, um carrão e a mulher gostosa aos 30 não deram muito certo, com exceção da mulher, que a cada dia que passa está melhor do que nunca.

Enfim, negócio é trabalhar cada vez mais, continuar jogando na loteria (proj. Cido), estudar e ir tocando o futuro, com mais pé no chão e menos sonhos, já que apesar de sonhar ser muito bom, chega a atrapalhar na hora de fazer as coisas com a cabeça.

E vamos ver como será esse ano XXXI…

Feliz Ano Novo in Sampa

É isso mesmo, mandei o texto da Mega Sena antes do “Feliz Ano Novo”, afinal, são fatos que aconteceram no ano passado e não tenho culpa de não ter tido tempo para escrever no dia 31, aliás, não ter tido tempo quase o ano inteiro.

Chega de “nariz de cera”. Tirando uma ou outra exceção, as comemorações de Ano Novo das quais eu participo, sempre são animadas e com gente legal, bacana e que, se pudesse, viveria sempre (well, na real eu vivo com uma e com alguns já vivi bastante tempo. =P). Nos últimos, sei lá, 15 para 17 anos (nem faço ideia das contas) passamos nossos réveillons (tá certo esse plural) na praia. Não precisamente na praia, mas em alguma cidade com praia perto. Talvez, desses 15 ou 17, tenha passado uns 70% na praia de fato.

Divaguei.


Fugimos disso!

Foram festas em Guarujá, São Vicente, Santos, Praia Grande e Mongaguá, sempre ali com a família ou amigos por perto. Mas sempre com a gente tendo que se matar para correr com a logística da coisa, ora tendo que ver uma carona, ora tendo que ver o horário dos ônibus, ora tendo que chorar para sair mais cedo para não pegar (muito) trânsito. Muitas vezes fracassando miseravelmente.

Esse ano, por conta do feriado ser um fim de semana comum maledeto (2012, para compensar, terá quatro dias para Natal e quatro para o Ano Novo), depois de muito especular, quase decidindo ir para Mongaguá, resolvemos ficar por aqui por Sampa, passando o primeiro ano novo em nossa própria casa. Própria não, mas vocês entenderam.

Nisso, tentando ver para onde iríamos, descartando a Avenida Paulista por conta da péssima qualidade de shows escolhidos, qual não foi nossa surpresa ao receber a ligação de minha mãe falando que subiria com meu irmão caçula e um dos nossos melhores amigos para passar a virada com a gente. Aí foi correr para comprar as coisas para fazer a ceia e as bebidas.


Disso também. E sem correr risco de pagar peitinho no G1

Apesar de tristes, pela família da Lu estar longe e ela querendo estar lá com eles, e meu irmão do meio não ter vindo, foi uma das melhores viradas de ano que já passamos. Mesmo com chuva e trancados num apartamento que mal cabem duas pessoas, nos divertimos enchendo a lata de cerveja, batidas de sakê e sidra, além de uma ceia para ninguém botar defeito e, novamente, o Wii como carro-chefe para muitas risadas.

Ah sim, além do lance da Mega Sena.

Mesmo no domingo, ainda chovendo bagarai (grandes merdas, no litoral também choveu e os fogos devem ter sido fraquinhos…) ainda fizemos algumas coisas, apesar da preguiça e do corpinho de quase 30 estar no modo “recarga”.

Não sei se passaremos mais algum ano novo aqui no Santa Cecília no futuro, acho difícil, mas do jeito que foi, coloca fácil como um dos mais legais da minha vida.

Se bem que, como disse, estando com amigos e a família que amamos, quase todas essas festas são as melhores da vida.

Feliz Ano Novo, turma!

Textinho do mês

Se tem uma coisa que a galera não pode reclamar, é da periodicidade deste blog, afinal, todo fim de mês tem um texto-nada-a-ver quentinho por aqui.

Como sempre tenho ideias legais que vou deixando para depois, preferi fazer um resumão do que foi este maravilhoso mês de outubro, só que ao contrário.

Enfim, brincadeiras à parte, outubro foi legal, afinal, completei 6 meses oficialmente casado e, após uma brincadeira, descobri que estava completando bodas de plumas e paêtes.

Nem deu para comemorar ou fazer algo do tipo, já estamos nos preparando para fevereiro, quando conheceremos a cidade do pós-sal, ou algo do tipo.

Já estou pesquisando sobre as mudanças que farei nessa bodega, que seguindo a tendência colaborativa da web, será escrito a várias mãos, mas ficando tudo em casa. Como vou mudar layout, autores e até o domínio, então vão aproveitando esses textos sem propósito e objtivo algum.

Enfim, é isso, ando mais caseiro, estudando voltar a praticar alguma coisa que faça meu corpo se mexer (RIP futebol), tuitando como sempre e planejando várias coisas para este espaço. Já que, por enquanto, não dá para planejar cursos ou algo do tipo até o meio do ano que vem.

Ok, já chega, é isso. Se gostaram, comentem, senão, leiam e viajem na maionese também.

O Dia mais Feliz da minha Vida – Durante

Dei meu braço à minha mãe e jurei que não choraria, mais para meu irmão não levar os R$10,00 apostados com meu outro irmão, do que para manter a pose austera.

Falhei miseravelmente.

Conforme os acordes da música foram se iniciando, e a música Tudo que se quer entrando em meus ouvidos, junto com a imagem daqueles que, certeza absoluta, ajudaram a escrever a história da minha vida, rapidamente comecei a sentir aquele nó na garganta, a me deixar invadir por aquele momento único, inesquecível e que levarei comigo por toda a minha vida.


Sério, acho que sou proibido de ouvir essa música de novo. É tocar para marejar os olhos

Parei de segurar e deixei a emoção tomar conta de mim. Olhei para o lado, minha mãe chorando também, com aquele orgulho de levar o filho até o altar, entregando seu menino – porque para ela, homem ele não, mas sempre será um menino – para sua futura nora. Não perdendo ele, mas sim, perdoem-me o clichê, ganhando mais uma filha.

As lágrimas escorriam no rosto como a beleza das cataratas do Iguaçu, vendo minha vózinha emocionada, vendo mais um neto se casando, lembrei de meu avô, que tanto faz falta, e chorei mais, sem parar, sem conter, sem segurar o líquido salgado da felicidade.

Ao chegar ao altar, o padre me cumprimentou e brincou com meu choro, pedindo para me acalmar.

Eu soluçava de tamanha emoção e, para conter, fiz até uma respiração ridícula profunda, para recuperar o controle das minhas emoções. Pior que meus olhos já começavam a arder, já que estava com lentes de contato.

Ao me virar, fui vendo cada um dos padrinhos que, por incrível que pareça, representam cada momento da minha vida. Casal por casal, foi chegando, me cumprimentando, rindo da minha cara por causa do choro, tirando sarro da minha cara por isso e, enfim, sendo o que cada um é e que não seria diferente naquele momento tão especial para mim.

E eles foram entrando na ordem:

Lúcio e Jacelma
Eughenio e Daniella
Paulo e Camila
Micheline e Luis
Diego e Amanda
Carlos e Thaís
Vagner e Paula
Beto e Gilmara
Osni e Mari
Eric e Gabi

Todos lindos e maravilhosos!

Aí, quando já estava mais calmo, a porta da igreja se fechou.

Comecei a me soltar um pouco mais ao ouvir meus padrinhos, atrás de mim, conversando enquanto a noiva não entrava.

Meus outros amigos, Alex e Andrea, que não ficaram no altar para me dar de presente as fotos mais lindas que alguém pode fazer, fotografavam e tentavam me acalmar, já que, pelo jeito, parecia que eu estava para ir à forca. Mas só que ao contrário.

Eis que as portas se abrem e minha cunhada começa a cantar a Melodia do Amor, com a voz que deve ser a mais próxima ou melhor que as dos anjos. Instantaneamente vejo os pajens, meus sobrinhos Nathan e Vitória à frente, e a mulher mais linda que já pisou na Terra adentrando a igreja junto com seu pai.

Maravilhosa!

Fantástica!

Linda!

Não há palavras para descrever como Lu estava linda.

Enquanto caminhavam em minha direção, meus olhos jorravam tanta água, eu soluçava tanto, que parecia que teria um treco. Não era possível que aquele momento tão lindo estava acontecendo, não era possível que nós estávamos tendo um sonho em vida real tão maravilhoso como aquele.

Eles chegaram até mim. Abracei meu sogro tão forte que pensei que o quebraria ao meio. Beijei a testa de Lu e disse que ela estava linda. Soluçando.

Nos viramos para o padre e a cerimônia se desenrolou como se não houvesse atraso algum. Sem cortes, sem punições pelos pequenos percalços que tivemos até ali.

Confesso que não lembro ao pé da letra as bonitas palavras que o padre disse. Mas lembro a essência. Foi bacana ele citar meu irmão, Rafael, que tanto lutou para que tivéssemos essa cerimônia maravilhosa.

Já mais calmo, quase esmagando a mão da Lu, quando nos ajoelhamos, foi a vez de fazer todo o salão rir, acabando com o vácuo da cueca boxer que tanto me incomodava.

Durante a benção das alianças, nosso sobrinho estava tão entretido, que nem percebeu quando o padre pediu os anéis dourados. Quando se tocou, fez um “Tá aqui!” tão divertido, que a risada foi geral.

Após assinarmos o livro, fomos cumprimentar todos, mais uma vez, caí num choro, que o lenço que Diego me deu durante a cerimônia, podia ser torcido numa boa. Lenço esse que está comigo até hoje e que guardarei de lembrança.

Com o fim da cerimônia, ao som de “O Tempo não pode apagar” cantado novamente pela Milena, saímos e fui vendo todos ali. Amigos do Perequê, amigos do futebol, amigos jornalistas, amigos da escola, amigos do CAMPG, amigos parentes, parentes (=P), todos aqueles que ajudaram a construir meu caráter e que, de uma forma ou de outra, fazem parte da minha vida. Infelizmente, não foram todos que puderam comparecer, por motivos diversos, mas estavam lá de alguma forma ou de outra.

Ao sair, desta vez sem chorar, infelizmente não foi possível cumprimentar a todos na saída da igreja. Já que havia outro casamento para começar e, como já citado, o nosso atrasou tudo. Saímos com o carro e paramos na esquina da igreja, para ir falando com todo mundo. Depois, o Alex fez mais fotos e rumamos para a festa.

Assunto para conclusão desta história.

O Dia mais Feliz da minha Vida – Antes

Eu sei que o blog está abandonado e que os poucos e valentes três ou quatro leitores esperaram, acho que já sem muitas esperanças, por um texto após o dia 16 de abril.

Sei que as desculpas de computador ruim que desanima a escrever, falta de tempo (ainda mais que estava de férias), procrastinação e, claro, a pura e simples preguiça não são motivos para adiar e… bem, passar mais de um mês e não falar sobre aquele que foi o dia mais feliz (e choroso) da minha vida.

A espera acabou, o dia 16 de abril de 2011 foi aquela data que mostrou que a minha família, todos os meus amigos de coração e até a “sorte” que me acompanha são as coisas mais importantes que tenho na minha vida, complementando com aquela metade que Platão, desde os tempos antigos enchendo o saco em banquetes, diz que procuramos pela vida. E eu me juntei a ela.

Acordando

Não vou comentar sobre a noite anterior ao dia 16, quando dois dos meus melhores amigos, mais o meu irmão, resolveram que eu tinha que ter uma despedida de solteiro – nem que fosse para sair à noite, sozinho, pela última vez – foi divertida, embora tenha faltado as stripers, mas o final, com direito a motos com pneu furado, a busca por uma borracharia no meio da madrugada e a outra moto pifando por falta de gasolina (depois funcionando por milagre) é melhor deixar para lá.

Acordei, na casa da minha sogra, no meio do caos que o dia reservava. Após o café, encasquetaram que eu tinha que fazer as unhas. Fugi, mas mesmo depois de fazer a barba, não tive escolha e fui para o facão do alicate, controlada pela minha amada Lucilene.

Tudo estava indo bem, até alguém perguntar a hora e após o “11:30”, um pedaço do meu dedo ficar no alicate, com um jorro de sangue batendo no teto. Sem condições psicológicas para controlar um alicate, inclusive com um tratado de Haia proibindo tal manejo no Guarujá, Lu encaminhou a missão à minha cunhadinha, que terminou o serviço.

Era hora de correr. Graças ao Carlos, amigo que não tenho como dimensionar a importância na minha vida, fom…

Peraí, tem sim:

“Ultimamente eu venho imaginando o quão especial será a sensação de ver amigos tão únicos para mim finalmente se casando, certamente será algo que por mais que escondam, irá emocionar. Sinto-me muito feliz em acompanhar meu grande amigo assumir seu grande amor, e a minha única amiga de verdade realizar esse grande feito que é celebrar a união com quem ama. Digo sem qualquer cerimônia que vocês, mais do que grandes amigos, são dois grandes exemplos de vida para mim. Ver a força com que enfrentam seus problemas e buscam seus objetivos é motivador, 😉 Felicidades meus amigos.”

É, não tem, quando li isso chorei que nem criança.

Corremos com várias coisinhas, que para variar, sempre aparecem nesses momentos para atrasar, ou para dar mais emoção ao acontecimento. Foi compra de decoração de última hora, aluguel de roupa em cima da hora, detalhes do salão/restaurante… Enfim, um rolo da porra para resolver. Se não fosse o Carlos, não sei como faríamos para correr com isso tudo.

Após o almoço que não tínhamos como comer por causa do nervosismo e adrenalina, deixamos Lu no salão e, faltando umas três horas e meia para a cerimônia, fomos comprar lentes de contato, já que não estava a fim de casar com cara de nerd bobão. Só bobão bastava.

Dei muita sorte nesse quesito, se a médica e vendedora me empurrassem lentes de vidro moído, teria comprado, graças aos céus, não foi o caso.

Voltamos para a casa da sogra e lá encontramos com meu irmão, onde tínhamos pouco mais de duas horas para ir ao Perequê, nos arrumar e voltar ao Centro de Guarujá. Desespero batendo já.

Baixou um piloto de fuga em Daniel e fizemos Conceiçãozinha-Perequê em meia hora. Chegando lá, consegui me arrumar em tempo recorde e, faltando meia hora para o início da cerimônia, entramos – minha mãe, Rafael, Daniel de motorista e eu – no Celtinha e, de novo com o espírito de algum piloto irresponsável (acho que era o Villeneuve, o pai), Daniel voou com o Celtinha pelas ruas de Guarujá.

Cinco horas!

Pressão

Convidados e padrinhos ainda chegando, mal cumprimentei algumas pessoas e a coordenadora da igreja – ou seja lá o que ela faz – já foi me agarrando e colocando no início da fila com a minha mãe.

Estavam faltando dois casais de padrinhos e uma madrinha, minha cunhada que ia cantar durante a cerimônia, os pajens e, coisa de louco, as alianças. A doida da igreja começou a colocar terror e falar que o padre ia cortar parte da cerimônia e que celebrássemos com as alianças de outras pessoas. Terrorismo total.

Chega um casal.

Para ganhar tempo, fui me fazendo de desentendido e perguntando para a outra moça da igreja o que tinha que fazer e como se comportar. Essa, pacientemente, ia me explicando tudo, pela quinta ou sexta vez. A outra estava faltando pouco para fazer a gente entrar debaixo de pontapés. Dados por ela mesma.

Chega uma madrinha.

Logo em seguida, chega o casal que faltava.

Tentei negociar, falando para esperar mais 5 minutos, pacientemente com a melhor educação dada pelas melhores estrebarias da Suíça (valeu Maskate), ela berrou que já estávamos 365 dias atrasados.

Sem ter como argumentar mais, chamei meu irmão para substituir meu sobrinho que já estava substituindo outra pessoa.

Ah sim, esse não veio e perdi o bolão que ainda não paguei.

Como um jogador cheio de vontade, para marcar o gol salvador do time de coração, meu irmão ajeitou o terno, fez o sinal da cruz, deu uma corridinha e…

Chegaram meus sobrinhos e pajens.

Como técnico que muda de ideia, ora porque o time fez um gol, ora porque aquele zagueiro essencial ao esquema foi expulso, meu irmão voltou e perfilamos na fila.

Infelizmente, não foi possível enrolar mais ainda para dar tempo de entrar com minha cunhada cantando – pois estava passando o som – senão a doida arrancava a cabeça de todo mundo da fila e ia usar como enfeites para o casamento seguinte.

Era o início da cerimônia…

Ano XXIX

E já se foram 28 anos, entrando no ano 29 (sim, vou misturar cardinais com romanos e bagunçar tudo).

Antes de escrever este texto, resolvi dar uma olhada no que escrevi quando completei 28 anos. E quanta diferença.

Por incrível que pareça, praticamente cumpri a meta que queria naquele ano. Vi vários shows (mentira, só dois: Metallica e Bon Jovi), andei de kart (melhorando meu estilo de pilotagem, mas sempre me fodendo na pista), vi vários jogos do São Paulo in loco, infelizmente perdendo a semi da Libertadores, e, acho que o melhor e mais desejado de toda a minha vida, vi a Fórmula 1 no autódromo de Interlagos. E, tirando o show do Metallica, que eu vi com meu irmão caçula, fiz tudo isso com a minha companheira de toda a vida: Lucilene.

É engraçado, durante esse ano XXVIII, posso dizer que amadureci mais, não tenho ainda o emprego dos meus sonhos e nem o salário que gostaria – Mega Sena, vem ni mim – mas gosto do que faço e, se não era aquilo que eu desejava quando me formei lá no final de 2003, é algo que me dá prazer em fazer e ir me aprimorando, para sempre fazer melhor. Se já teve gente que falou que sou um jornalista fracassado, não ligo de ser, ainda mais depois que eu descobri o teto do salário dos jornalistas do jornal A Tribuna, o principal da região da Baixada Santista.

Aliás, chega a ser engraçado, minha profissão de formação virou um hobby, onde me divirto, e muito, escrevendo para o Baconfrito e participando dos podcasts e também escrevendo para o Visitantes FC.

Outra coisa legal nesses 12 meses que se passaram, foi o fato de finalmente focar em um objetivo concreto, deixando de lado a falta de foco. Era período que eu decidia mudar de área, fazer concurso público, estudar idiomas, fazer pós, enfim, uma porrada de coisas que, no final, só me fazia jogar dinheiro fora, não mirar em nada e não fazer nada direito. Apesar das dificuldades, decidimos, Lu e eu, focar em algo grande e que, com certeza, mudará nossas vidas para sempre.

Quanto aos meus amigos, foi um ano interessante, conheci, mais uma vez, muita gente legal, que espero que nunca perca contato, me livrei de pessoas que só traziam atraso de vida, principalmente as que tinham aquele discursinho “não gosto de gente medíocre”, sendo de marca e espécie maior. Também me reaproximei de amigos antigos e de longa data, mostrando que apesar do tempo e distância, continuamos os mesmos, rindo das mesmas besteiras e piadas do tempo de escola.

Por último, durante esse ano, tomei a decisão mais legal da minha vida, que foi oficializar a união com a Lu e casarmos na igreja. E a data está perto, praticamente daqui a duas semanas, logo, nem dá para celebrar e festejar tanto assim os meus 29 anos, já que terei coisa mais legal para comemorar.

Completar 29 anos é uma coisa estranha pelo fato de ser o último ano dos “20”, por mais que esteja na vida adulta desde os 18 anos, enquanto estamos nos “20” temos aquela sensação de adolescente ainda, de imaginar ter gás para balada e de que ainda podemos tudo, sem consequências. Apesar de não ser mais assim, é uma sensação legal. Mas, ano que vem, chegam os “30” e, nesse caso, não há mais como dizer “tenho meus 20 e poucos anos” e evitar a terrível sensação de “já sou trintão”.

Pura bobagem, eu sei, mas ainda acho que tenho a jovialidade e alegria dos meus 15 anos, e isso ninguém mudará.

Procrastino

E chegou o fim de semana e milhares de coisas a se fazer.

Como dizem que quando colocamos no papel (ou no blog, dá na mesma) você acaba ganhando mais ânimo para executar todas as tarefas, segue minha lista do que preciso fazer neste fim de semana, por ordem de lembrança:

1) Acordar cedo, de preferência 9 horas;

2) Limpar o aquário;

3) Ir no Sesc renovar o exame médico e…;

4) Nadar um pouco;

5) Ir para o futebol na Rua Rocha;

6) Fazer três gols no Théo (aka @F_Lobo);

7) Levar Lulu (aka amor-da-minha-vida) para jantar num restaurante japonês;

8) Fazer, no mínimo, dois textos para o Bacon Frito (a meta é quatro);

9) Fazer, no mínimo, dois textos para o @VisitantesFC (a meta também é quatro);

10) Fazer as lições de casa do curso e estudar um pouco mais;

11) Jogar Super Mario Galaxy e tentar dar mais valor ao meu Wii;

12) Assistir alguns episódios de Avatar (o desenho que o Shyalaman estragou, não o filme do Cameron);

13) Tentar ver uns filmes que ainda não vi (Toy Story 3, A Origem, Homem de Ferro 2, Como Treinar o seu Dragão, entre outros montes);

14 Aproveitar o dia com a Luzinha.

Que eu lembrei foi só isso, quantos por cento será que consigo fazer?

Façam suas apostas

Dia dos Pais, Ubatuba e Projeto Tamar

E aí que decidi deixar um pouquinho esse negócio que chamamos de orgulho de lado e fomos, Luzinha – que o pai está no nordeste – e eu, para Ubatuba, passar o Dia dos Pais em companhia dos meus irmãos com o velho.

Segunda vez que ia para Ubatuba, e não lembrava de como tinha sido a primeira. E olha que havia ido já na época de lembrar das coisas, mas isso não vem ao caso.


Família reunida: Daniel, Rafael, Lú e eu

Segundo a Wikipédia, se estiver correta, Ubatuba é a última cidade do litoral de SP, fazendo divisa com Paraty, já no Estado do Rio de Janeiro. Em tupi, seu nome significa “abundância de cana silvestre” (epa!), “bosque de cana silvestre” (opa!) ou, ainda, “muitas canoas”, que é o mais aceito pela galera (por que será, né).

Resumindo, bem a cara do meu pai ir para um lugar que é conhecido pelo excesso de cana (piada interna =P).

Enfim, fomos na sexta à noite, encarando 4 horas de viagem de ônibus. Já tive a época de gostar muito de viajar assim, mas obviamente, Luzinha e eu, capotamos ao som do Ipod, só acordando em Caraguá porque o modafoca do motorista não tinha nada de melhor para fazer e resolveu acordar todo mundo para falar que tínhamos 10 minutos de parada. Orra, se estávamos a aproximadamente 1 hora do destino final e a maior parte já havia passado, toca o bonde, já tá no embalo mesmo.


Sim, interagi com a fauna local.

Enfim, chegamos ao nosso destino final e, mesmo à noite, Ubatuba me pareceu uma cidade daquelas paradas no tempo, onde a população curte ver a vida passar devagar, sem desespero, pressa ou preocupações com a vida mundana.

Invejei isso um pouco.

Meu pai nos pegou na rodoviária , onde achávamos que ainda teríamos mais um trecho a fazer com bicicleta, tamanho o número de magrelas encostadas no terminal. Mas, para nossa sorte, tocamos de Eco mesmo.


O tempo não passa…

No caminho tivemos contato com a minha “madrasta” que é até legal, mas que possui uma voz que irrita o mais calmo dos seres humanos, mas acostumamos, ou tentamos. Legal foi ver alguns pontos da cidade, sem nada, ninguém, apenas a escuridão e o barulho do mar nas praias.

Até que fomos surpreendidos novamente. O nome do lugar onde meu pai está vivendo é Perequê também. Isso que chamamos de memória afetiva e saudade.

Comemos e capotamos na cama, com o intuito de acordar cedo no sábado e aproveitar bem o dia, o que obviamente não aconteceu, já que o cansaço, como sempre ocorre, bateu forte. Só foi o tempo de comer algo e já ir buscar meus irmãos que, para variar, se atrasaram porque pegaram um ônibus dos mais requenguelas possíveis. Enquanto não chegavam, achei uma lan house onde tentei usufruir da rede local para mandar umas mensagens. Só computadores modernos com monitores de tubos e, aparentemente, Itautecs.

Lotado! Não deu para usar nada.

Enfim, os irmãos chegaram e fomos atrás de coisas para comprar para o almoço. Como acharam a gente com cara de turista, enfiaram a faca no preço do peixe e acabamos optando pelo bom e velho churrasco mesmo.

Honrando as tradições da cidade e o apelido de Ubachuva, uma garoa começou a cair e ficamos a tarde jogando Wii ou dormindo. À noite, já com o tempo estabilizado – sem chuva – decidimos sair, com um pouco de protestos da tia madrasta.

Bem, como toda cidade litorânea que vive disso, os jovens e povo da orla da praia lembravam os galerosos citados pelo Jornal Maskate, que se locomovem por meio de magrelas para cima e para baixo. À parte disso, respeito cidades que o principal meio de transporte é a bicicleta, dá um ar de nostalgia à coisa, apesar de Ubatuba ser enorme e a galera ser obrigada a depender de transporte público dos mais safados que existem, tipo ônibus a cada dois dias.

A noite de Ubatuba é bem interessante, não teve aquele ar guarujaense onde meia-noite todo mundo some, só sobrando aquela galera atormentada pelo Satã à procura de altas confusões. Todos os barzinhos tinham seu charme e havia um estilo para cada um: funkeiros, surfistas, turistas, pizza, para gente sossegada, o que imaginar tinha lá.


Luzinha encantada com o pequeno nativo da região

Acabamos indo para um bar de espetinhos com música ao vivo. Não saciei minha vontade de Chopp Escuro da Brahma, mas me acabei na Serra Malte. Noite agradável em família.

Projeto Tamar

Já domingo, acordamos bem cedo e fomos para um passeio para lá de interessante e especial. Fomos conhecer o Projeto Tamar de Ubatuba.

Confesso que não fiquei tão empolgado de sair para ver tartarugas, mas quando entrei no local – que cobra R$7,00 para gente de fora e é gratuito para os moradores da cidade – fiquei impressionado com o que vi.


Sério, isso é muito legal.

No meu Flickr há fotos e mais fotos do passeio e curti ver o que fazem por esses animais fantásticos que são as tartarugas. Os monitores do projeto são bem atenciosos e as informações disponíveis ao público, tanto em português, quanto inglês, são bem ricas em detalhes, mostrando tudo sobre o hábito, alimentação, predadores, perigos e o que mais você pode imaginar das tartarugas. Só senti a falta da Tartaruga gigante, mas pelo que explicaram, nem poderia ter lá por causa da falta de estrutura para abrigar por conta do tamanho dela.

Há também um Museu do Caiçara, com histórias e objetos para lá de interessantes.


História das melhores no museu.

Enfim, encerramos na lojinha do lugar, que achei demasiadamente caro, e no Café, onde tomamos um espresso e enchemos o caco de Tortuguitas.

Segue abaixo um resuminho do que é o Projeto, retirado do site do Tamar:

“O Projeto Tamar-ICMBio foi criado em 1980, pelo antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal-IBDF, que mais tarde se transformou no Ibama-Instituto Brasileiro de Meio Ambiente. Hoje, é reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha e serve de modelo para outros países, sobretudo porque envolve as comunidades costeiras diretamente no seu trabalho sócio-ambiental.


Luzinha ao lado da maior tartaruga dos mares brasileiros.

Pesquisa, conservação e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção, é a principal missão do Tamar, que protege cerca de 1.100km de praias, através de 23 bases mantidas em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso desses animais, no litoral e ilhas oceânicas, em nove Estados brasileiros.


Duas espécies em uma, Pente e Cabeçuda

O nome Tamar foi criado a partir da combinação das sílabas iniciais das palavras tartaruga marinha, abreviação que se tornou necessária, na prática, por conta do espaço restrito para as inscrições nas pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas marcadas para diversos estudos.”

Bem legal, né.

Quando saímos do Tamar, resolvemos dar umas voltas pelas praias de Ubatuba, no caminho deu um certo desespero porque achamos que perdemos as fotos, recuperadas dias depois, como não tiramos mais nenhuma, acabamos dependentes da câmera da mulher do meu pai, que fotografou o final do passeio no farol, onde vimos várias tartarugas em alto mar. Apaixonante e para lá de legal ver isso ao vivo.

Voltamos para casa do meu pai, arrumamos as coisas e fomos embora, com a promessa certeira de voltar logo, talvez em um desses feriados prolongados. Chato foi o motorista tagarelando a viagem inteira. Principalmente que fomos obrigados a fazer uma baldeação em São José dos Campos, por causa da nossa amiga que conhece tudo.


Eu me comparando com o tamanho das tartarugas marinhas brasileiras.

Tirando isso, foi um passeio bem legal. Ubatuba me deu a vontade de morar lá, quando já estiver despreocupado da vida e com vontade de ver o tempo passar mais devagar, curtindo as pequenas coisas da vida ao lado de Luzinha, ouvindo o barulho do mar e vendo as danças das tartarugas.

Mais fotos no meu Flickr.