Só dormi!

Depois de um fim de semana a “la celular”, onde só recarreguei as baterias, chegando a dormir 16 horas seguidas, esse blog, vai tentar tomar seu caminho.
Não liguem se as atualizações derem uma rareada, mas agora vai ser difícil tendo em vista outras tarefas que preciso conciliar.

Quanto ao fim de semana, recomendo 4 filmes, ou melhor, filmaços.

Pela ordem: Pequena Miss Sunshine, 007 Casino Royale, Flyboys e Xeque-Mate. Vale a pena dedicar o fim de semana à essas películas.

Gostaria de esmiúça-los, principalmente o Miss Sunshine, mas vai ficar para outra oportunidade. Só digo que a cena de tortura do filme do Bond me dá arrepios até agora.

Para encerrar: “O Ministério da Vadiagem adverte: Dormir 16 horas seguidas intercaladas por mais 12 fazem mal à saúde, corpo e auto-estima”.

Mais um 30 de Março de outono

E completei 25 anos. Um número considerado redondo (nunca entendi bem esse negócio de números redondos, não é tudo número?), significativo e com várias interpretações.

Quem casa e chega (ou agüenta) a 25 anos de casado comemora Bodas de Prata, quase um milagre e o símbolo do relacionamento duradouro.

25 também é um quarto de 100 (não diga). Ou seja, completei um quarto de século. Parece muito e importante.

Não sei, pela primeira vez estou me sentindo influenciado pelo aniversário. Influenciado de uma forma que ainda estou assimilando a situação. Talvez a coincidência de, finalmente, ter que me virar sozinho, tendo que me acostumar a não depender de mamãe para as coisas e tendo responsabilidades que antes não tinha, tenha surtido esse efeito também.

Efeito esse que senti dia desses, quando, sozinho em casa, caiu a ficha que saí de casa e estou construindo minha própria vida.

Estranho isso.

Deixar a infância da professora do prézinho, primeira paixão. Esquecer os amigos que já foram e não voltam mais. Largar de lado as brincadeiras de pique, mana-mula, o futebol na rua com os amigos. A cumplicidade dos irmãos de esconder as travessuras e as coisas que aprontava na escola para não apanhar em casa, e morrer com uma grana boa nisso.

Entrar para a faculdade e ver que a vida está mudando para valer e conhecer pessoas maravilhosas que influenciarão na sua vida até o fim dela.

Descobrir o primeiro amor verdadeiro e vivenciar juntos todos os planos futuros, que se apagam como a chama após se intensificar. Com o perdão da citação, Vinícius.

Ver que seus amigos estão crescendo, casando, tendo filhos, se separando e você continua na sua toada.

Planejar várias coisas e, algum tempo depois, ver que tudo veio abaixo e, com a mesma força de vontade, planejar tudo de novo.

Encarar as tristezas, como o pai que foi embora e não quis mais saber de nada, e conviver com elas, porque certas feridas não saram, apenas cicatrizam.

Enfim, olhar o futuro, correr atrás dos sonhos, dos amores e aproveitar o máximo que a vida oferece, esperando que, assim como passou o seu primeiro quarto de século, viva, pelo menos, mais meio século.