Bonilha na Folha de São Paulo

Eis que no fim de mais uma jornada de trabalho, já saindo do trabalho, o amigo @mesaquadrada_mq (aka @Mau10) diz que minha fama de pé-frio chegou ao jornal Folha de São Paulo.

Como assim Bial?

Ele me manda esse link (só para assinantes) e me surpreendo com uma análise do colunista de opinião Marcos Augusto Gonçalves sobre a cobertura da Copa via TV, Twitter e Facebook, citando um tweet meu sobre um comentário do comentarista (redundância a gente vê por aqui) da Rádio Bandeirantes sobre a Espanha ser o Botafogo de castanholas, durante o jogo da seleção Espanhola contra os Suíços, no qual os amarelões favoritos sucumbiram aos precisos e educados (maioria do time fala mais de 5 idiomas) helvéticos.

Como a matéria online não pode ser vista por todos, lembrei que o restrito no site também sai na versão impressa, resolvi correr atrás do jornal e, após passar em uma banca e não encontrar o exemplar, corri em outra e encontrei o jornal.

Segue abaixo, o Bonilhão aqui finalmente reconhecido pelo seu talento de falar bobagem, num caderno de Esportes, em época de Copa, rachando a página com Malouda, Han Solo e a Princesa Leia. Sim, nem eu entendi, mas o que interessa é que saí na Folha!


Clique para ampliar, coluna da direita.

Será que agora sou relevante? =P

Melhor show de todos os tempos – Metallica

Sábado, 30 de janeiro de 2010, saímos, meu irmão e eu, com destino ao estádio Cícero Pompeu de Toledo, vulgo maior do mundo, vulgo Morumbi.

Não fomos ver mais um show do São Paulo Futebol Clube, mais uma apresentação de gala de Rogério Ceni e companhia no Tricolor mais lindo do planeta.

Com o perdão do exagero dos superlativos e elogios, fomos ver Kirk Hammett arrebentar em riffs clássicos e arrepiantes, Lars Ulrich destruindo sua bateria, Robert Trujillo com uma competência respeitável no baixo e um carisma impressionante e, claro, James Hetfield com aquele vozeirão característico e também mandando bem na guitarra. Sim, fomos ver o Metallica.


Foto: Leonardo Soares/AE

Depois de dois anos do show do Iron Maiden – o melhor de todos os tempos até então – e uma fracassada tentativa de tentar ver o AC/DC, finalmente conseguia voltar a ver um mega show de rock, e de uma das minhas bandas preferidas. Apesar da ausência do irmão do meio, e do primo quase irmão. Daniel, apesar de ser o que tenho menor afinidade, já que é o caçula da família, foi uma ótima companhia.

Logo que chegamos ao Morumbi, o clima com todo aquele povo, devidamente trajado de preto, se encaminhando para o show, foi tomando conta de nós. Por coincidência, estava com a mesma camisa preta do show do Iron. Ao contrário da outra vez, que nos perdemos e tudo dava errado, nos encaminhamos até a arquibancada azul e rapidinho nos instalamos entre vários alucinados que estavam curtindo o show do Sepultura, mas, claro, aguardavam ansiosamente Lars e sua turma. Uns, mais exaltados, vaiavam Derek, Andreas e companhia. Ainda mais depois que Andreas provocou o estádio exaltando seu fanatismo pelo tricolor mais lindo do mundo. Óbvio que receberia vaia, mas como já esperava, deu risada e encerrou o show com Roots.


Daniel e eu, sim as fotos estão mal tiradas

Para quem acompanha o tempo e o noticiário, sabe que São Paulo está há mais de 40 dias sob intensos temporais, como os deuses do rock estavam ali, junto com os quase 70 mil apaixonados pelo som, o tempo resolveu dar um tempo, com o céu mais estrelado que eu já vi nessa cidade e uma lua cheia que também queria ver os grandes clássicos do heavy metal sendo entoados, ali naquela região sul da cidade.

Enquanto o show não começava, nós da arquibancada fazíamos um show à parte, com “Holas”, “incentivos” para a turma da pista e solidariedade com o outro para tirar fotos e filmagens. Pena que meu irmão e o cara que estava próximo a gente não saibam bater fotos com celulares, todas em que apareço estão tremidas.

Enfim, quando os refletores se apagaram, a galera começou a se empolgar, mas ainda rolava os testes de som. Minutos depois o palco se apagou, e começou a passar as cenas de “O Bom, o Feio e o Malvado” com a trilha de “The Ecstasy of Gold”, de Ennio Morricone. Era a senha para o público vir abaixo!

Logo, começaram os acordes de “Creeping Death” e James, Lars, Kirk e Trujillo começaram a fazer daquele dia 30 de janeiro a melhor noite da última semana. Logo após, Lars pergunta se “Estamos Prontos?” Óbvio que estamos e, mal deu tempo de respirar e já emendaram “For Whom The Bell Tolls”, as duas do disco “Ride the Lightning”.

Mantendo a pauleira pura e sem deixar a galera pegar ar, molhar o bico na cerveja ou parar de suar, resolveram ir além da história e voltar às origens, tocando “The Four Horsemen”, do “Kill ‘Em All” e depois “Harvester of Sorrow”, do “…And Justice For All”.

Provavelmente, por ver a galera ofegante, tocaram uma mais ‘baladinha’, “Fade To Black”. Era a primeira vez que sentia aquela emoção estranha, nunca havia visto um estádio, com quase 70 mil pessoas, cantando, em inglês, uma música de heavy metal. Foda!

Como não podiam deixar de divulgar o fodástico álbum novo, “Death Magnetic”, emendaram três sem tirar, “That Was Just Your Life”, “The End of The Line” e “The Day That Never Comes”.


Galera alucinada

Após as quatro, James pergunta para a galera se já temos o álbum e se gostamos do disco. Óbvio que sim James, toca Raul logo, vamos voltar ao show. Antes, ele agradece aos amigos do Sepultura, nossos amigos, como ele diz, e dedica a próxima música a Andreas e companhia.

Estádio vem abaixo novamente com “Sad But True”.

Mais uma vez, toca uma nova, a pauleira “Broken, Beat & Scarred” e os caras somem do palco. Tudo fica escuro. A galera tem um palpite. Começam explosões no palco, a pirotecnia e os fogos já anunciam que vem aí “One”. Outra vez sinto a inédita emoção ao ver tudo aquilo cantando em uníssono um dos maiores clássicos dos Caras. Foda, Foda!

Mal dá se recuperar de “One” e já emendam outro clássico, “Master of Puppets”. Mais uma vez sinto aquela sensação boa de estar compartilhando com alguém aquele momento, de fortalecer ainda mais a amizade com meu irmão, de novo sinto a falta dos outros dois, o irmão do meio e o primo quase irmão, e valorizo ainda mais o fato de Dani estar ali e feliz da vida.

Tocam “Blackened”, também do “… And Justice…” e, novamente, saem do palco. Galera na expectativa, um banquinho aparece no palco. “Putaquepariu, é Nothing Else Matters!”, grito para meu irmão. Ele questiona “Será?”. E aparece James com um violão entoando os acordes da minha música predileta. Naquele momento, senti as lágrimas virem enquanto cantava, segurei bem, afinal estava num show de metal e pegaria muito mal chorar no meio de um monte de marmanjo, então olho ao lado e vejo uns dois, três, quatro cabeludos abraçados, cantando e com brilho nos olhos. Quase, mas segurei, naquele momento Nada Mais Importava.

Mais uma pausa e o telão focaliza James “Caralho, é Enter Sandman agora”. O telão focaliza a paleta de James, que a vira, com todo o público já matando a charada. Começa o riff mais famoso da banda, e, mais uma vez, o estádio inteirinho cantando junto com a banda. Foda, Foda, Foda!!!

Eles saem do palco e a galera aguarda o retorno, pois sabem que ainda não é o fim, Kirk retorna e começa um solo animal, é o momento dele, do guitarrista, ele e o público com as almas interligadas em apenas um som. Ele termina e os outros retornam, James anuncia que tocará um cover que os influenciou, para minha surpresa e satisfação, eles tocam “Stone Cold Crazy”, do Queen. Melhor show de todos os tempos.


Fim do show

Emendam “Motorbreath”, também do segundo disco e encerram com outro clássico, também comum nos encerramentos do show. A galera já entoava as três palavras, quando James pediu para ligar os refletores, pois passamos a noite vendo os feiosos e que era a vez deles verem a gente. Searchiiiiiiiiing ‘Seek and Destroy’, encerra mais uma noite histórica. Mais um show fantástico e mais uma ocasião para dizer que minha família é foda.

Valeu, Lars, James, Kirk e Trujillo, até a próxima.

Aguardemos o próximo. Espero que em breve.

Ps: Depois coloco algumas fotos e edito o que falta.

Aqui tem algumas.

2x Red Label

Campinas

Galera, estou meio aéreo e alegre.

Como não dormi na noite passada, já podem fazer noção do estado que estou.

Detalhe que fui destruído por uma campineira mineira que não teve dó na hora de passar exercícios. Caí feito patinho achando que ela era solteira, sendo que namorava, coisa que ela só disse depois de me esmigalhar os ossos com a carga pesada de atividades.

Depois, junto com o pessoal que contratou o evento, duas garrafas de Red Label foram devidamente secadas. Um saiu tortinho, eu e o outro lamentamos seu estado e resolvemos ir, cada um, para o seu quarto.

Não comentarei bolão, não farei extra, nem mais nada.

Vou dormir e que cada um seja feliz.

E pensar que ainda tem mais três eventos – no RJ, PE e DF – para cobrir.

Isso ainda vai me destruir.

Pedala Robinho(a)!

Às mulheres que freqüentam esse espaço, juro que tentei me solidarizar com a moça, mas não resisti e caí na gargalhada. Lembrei das pedaladas do Robinho na final do Brasileiro de 2002 para cima do Rogério.

Como modelo, ela é obrigada a andar de salto com estilo e elegância, dar uma dessas é pedir para ser aloprada.

Agora, na boa, os apresentadores foram muito FDP tirando sarro. Acho que ri mais com eles do que com o fato em si.

Vi no novo blog do Flávio Gomes

Agora me agüentem

Meu amigo Marcel, jornalista sofredor como eu, estava passeando pelo bairro da Casa Verde, na região Norte de São Paulo, quando se deparou com a seguinte placa:

Pois é, geralmente as pessoas são homenageadas virando nome de rua depois que morrem, como ainda estou vivo, só posso ter feito algum bem enorme para a humanidade. 

Como não fui convidado para a solenidade de batismo, acredito que eles tenham perdido meu endereço ou não saibam qu estou em Sampa, o que facilitaria, e muito a homenagem.

Enfim, vejam novamente, para ver que não estou mentindo.

É, ser famoso é outra coisa. 🙂

Créditos das Fotos: Marcel Seco