Saco rasgado

Tentando limpar minha caixa de e-mails, eis que surge mais uma mensagem obra prima-literária que acho que merece publicação. Como já pedi autorização para o dono do texto, Paulo Beto, o segue na íntegra para o deleite dos leitores desse humilde blog.
Ps: Não temos fotos do dito saco rasgado ou costurado.
Pps: Andar de moto, realmente, é perigoso.
Ppps: Isso ocorreu há uns 3 ou 4 anos.

Estava atrasado para trabalhar pois havia passado no Banco do Brasil para tirar dinheiro para meu querido pai (agora sou administrador de sua vida, pois só fazia merda!!!).

Trafegava de moto pela avenida Senador Dantas quando um outro veículo, que vinha no sentido inverso, resolve atravessar a rua. Pensei que o idiota estava vendo minha moto com o farol ligado, mas não deu trela e prosseguiu.

Colidi de frente com seu Fiat Uno, sendo jogado como se fosse a Dayane dos Santos. Se estivesse nesse esporte, nunca teria conseguido fazer o duplo twist carpado com tamanha perfeição com que fiz.

Um cara muito gente boa chamado Beto (com um apelido desse, só podia ser gente boa) me socorreu e disse que caí praticamente em pé, sendo quase classificado para os jogos de Atenas. Se vissem como ficou a moto e o carro, no mínimo, pensariam que teria quebrado um braço ou uma perna. Isso no mínimo.

Mas saí andando meio atordoado e sentei na calçada chorando. Não de dor, pois só havia pequenas escoriações no braço e nas costas, mas de desespero de ver minha moto destruída (Nota do Lua: É sempre assim, a moto em primeiro lugar) e eu estar vivo.

Assim que os Bombeiros chegaram, olhei a minha calça e reparei que estava suja de sangue, bem próximo ao meu saco. Tentei ver o estrago, mas o Beto e uns caras na rua não deixaram eu ver meu saco literalmente furado.

Já dentro do carro do Resgate, os bombeiros engraçadinhos que só eles, começaram a tirar sarro de minha cara, perguntando como eu iria fazer para brincar no carnaval. Me deram dicas, falando para usar a criatividade. Folgadinhos que só, pediram pra ver se minha língua era grande, para ver se daria conta do recado.

Chegando no Pronto Socorro as brincadeiras continuaram e todo mundo ficou tirando sarro do rapaz do saco rasgado.

Quando falei pra minha Chefe dos pontos que levei no dito saco, todo mundo da empresa começou a tirar sarro de mim, via NEXTEL.

Agora todos sabem que nunca mais ficarei de saco cheio.

Só rindo para não chorar.

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