12 anos e 2 anos!

Eis que abril está indo embora e, apesar do aperto para ajustar as finanças, posso dizer que foi um dos melhores meses dos últimos tempos, mesmo estando em férias praticamente caseiras.

Explico, neste mês completei, respectivamente 12 anos de união e 2 anos de casado com Lucilene e, ao contrário do que sempre ouvia, a TV prega e, algumas rodas de amigos comentava, foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida.

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Melhor foto!

Lu não é simplesmente só minha esposa. Ela é minha companheira, amiga, confidente, amante, enfim, tudo! Entramos em frias juntos, compartilhamos de momentos mágicos juntos e passamos por toda e qualquer situação, seja boa ou ruim, juntos.

Claro que há brigas, óbvio que de vez em quando nos desentendemos e, certeza, que há dias que um quer estrangular o outro, mas nada que não dure nada além de um sorriso, um pedido de desculpas e aquele momento mágico de reconciliação que fortalece ainda mais a relação.

Uma das coisas mais acertadas que fiz na minha vida, foi casar com a Lu e construir esse caminho juntos, caminho esse que, quem sabe em breve, possa ter a participação de mais uma ou duas ou três figurinhas, não é mesmo?

Algo que, por enquanto, ainda não está nos planos (calma galera!), mas já estamos planejando para providenciar assim que possível.

Enfim, só escrevi tudo isso para mostrar o quanto amo essa mulher e o quanto ela é importante para mim!

Te amo Lu!

Aí que…

Aí que você tem daquelas semanas pé no saco, onde quase tudo dá errado.

Aí que você dá duas caminhadas à toa, uma na terça e outra hoje, porque é burro e não tem senso de direção, se perdendo por nada.

Aí que você tem que aguentar o humor bipolar de uma pessoa que é quase, literalmente, o demônio encarnado, de tão chata e pé no saco que é.

Aí que com trânsito, ar seco, calor, ar poluído, sensação de areia nos olhos, rinite ameaçando atacar e tudo mais, ainda tem o Kassab para atrapalha ainda mais sua vida.

Aí que, mesmo assim, você não vê a hora de chegar em casa, colocar o som no alto, abrir uma cerveja gelada e relaxar.

Aí que, tendo que executar as tarefas de casa, lavar a louça, varrer o chão, limpar o aquário e a casa do hamster, mesmo assim, você faz com gosto e sem reclamar.

Aí que, aquela pessoa que transforma seu dia cheio de cinza numa noite colorida, chega da faculdade meio amoada, mas cheia de vontade de te ver, e tudo aquilo que foi dito acima desaparece num passe de mágica.

Aí que após as melhores conversas da noite, os melhores momentos e a melhor companhia, os dois vão dormir.

Aí que começa tudo de novo!

Sim, essa bodega tá praticamente mensal.

Lu Bonilha

A primeira mulher que gostei, fora a minha mãe, foi a professora do prézinho, acho que era Marisa o nome dela, sim, Marisa. Pode-se dizer que, com 3, 4 ou 5 anos, nossa paixão é invariavelmente a professora que nos passa as atividades lúdicas e nos diverte. Afinal, aquelas chatinhas, as tais meninas, só serviam para encher o saco, chorar e torrar nossa paciência. Nunca que casaria com elas, só com aquela professora linda e maravilhosa que me dava atenção e cuidava de mim quando a mãe não estava por perto.

Acho que o fato de descobrir que a professora era casada, já perto de se despedir da escolinha (e depois de São José dos Campos), e ainda que ela tinha filho e, pior, que eu havia apanhado dele uma vez, pode ser considerado o primeiro fora que tomei na vida. “Como assim casada? E aquela visita e aquele abraço gostoso que ela me deu nas férias, indo me visitar em casa? E o presente que ela levou em casa quando fiquei doente e me contou uma história?

É amigos, frustrações são inesquecíveis, principalmente a primeira.

Logo, um dos meus melhores amigos na época, que também era meu primo, resolvemos disputar nossa prima, que era uns, sei lá, 20 anos mais velha. Nós, pirralhos bem resolvidos de 6 que éramos e conscientes de que o outro não era digno daquela linda loira de cabelos encaracolados a la anos 80 (e eram os anos 80) travamos uma terrível guerra para ver quem ficava com ela, quem dormia na casa dela, e quem se escondia embaixo da cama, enquanto ela se trocava e era descoberto, na casa dela.

Foi uma guerra ingrata, apesar de perdemos para um yuppie com cara de nerd e jeito bobo na época, e culparmos um ao outro por tal descalabro. Rompemos relações diplomáticas e só voltamos a nos falar na semana seguinte. Uma eternidade para os padrões infantis da época, sem internet e telefone.

Minha família foi embora de São José dos Campos e, após uma breve estada em Santos e São Vicente, fomos para Santo André.

Lá, na primeira ou segunda série, me apaixonei por uma menina de outra sala, chamada Michelle. Era linda! Olhos e cabelos castanhos, jeito angelical, enfim, linda! Era tão besta, que eu a acompanhava de longe e esperava ela entrar em casa para seguir o meu caminho. Um dia reparei que ela não ia mais à escola e nunca mais a vi ou tive notícia.

Por algum motivo que eu não sei bem, não lembro de grandes amores na terceira ou quarta série. Havia meninas bonitas, legais, mas nada que fizesse “tocar o sino”. Só queria saber de farra, futebol e brincar. Que é o que interessa nessa idade.

Eis que vamos embora de Santo André e aportamos em Guarujá. Essa linda cidade maravilhosa que tanto amo e curto. (Rá!)

À parte do deslumbre de morar em um lugar com praia (já havia morado, mas nem tinha noção da coisa), durante as férias, não fiz nada de novo, só praia, praia e praia.

Quando começou o ano letivo, logo no primeiro dia, vi aquela que, talvez, tenha mais me tirado o sono na vida. Pelo menos até 2001.

Resumão porque esse texto já tá gigante e histórinhas de amor que não dão certo, só tem graça quando você é pequeno. Me apaixonei por essa menina e fiquei cozinhando durante toda minha vida nesse colégio. Mesmo quando desisti, e quis o destino que ela caísse na minha sala DUAS vezes, quando a encontrei novamente, dessa vez trabalhando no local que ela frequentava, aí amigos, fiquei de quatro.

É fato que até as tartarugas que não existem no Tortuga sabiam da história. Um amigo chegou a falar que “desistiu dela”, sem conhecer, de tanto que era o meu lenga-lenga no assunto. Fato que meio que fui feito de gato e sapato, ouvindo coisas de ex e atuais e sendo o “amigo gay”, da história. Reconheço que a culpa foi toda minha, já que nesses CINCO fucking anos, nunca cheguei nela e disse o que sentia. Enfim, cabaço total, segundo o jargão popular.

Mais uma vez entro naquele limbo de não morrer de amores por ninguém. Saía, dava uns beijos, não comia ninguém, mas me divertia muito com os amigos que até hoje mantenho contato do colegial. Foram dois anos que até tinha algum interesse em alguém, mas por algo que dava errado, ou porque não era para ser, logo voltava à bagunça.

Quando entrei na faculdade de jornalismo, logo visualizei aquelas mentiras contadas nos filmes americanos, achando que finalmente perderia a dita virgindade e que a vida só seria festas, sexo, bebida, sexo, mulheres, sexo, bagunça, sexo, enfim, sexo!

Muita frustração ao notar que tinha que estudar que nem um FDP e que a galera, tirando um ou outro, era uma continuação do ensino médio, só que com pessoas mais chatas e sem espírito de farra.

Nesse ano, cheguei a gostar de uma loirinha, onde revivi a disputa com um amigo, vizinho de bairro. Ele ganhou, digamos assim, mas quando fomos visitá-la em SP, os dois tomaram no toba e ficaram a ver navios preteridos por um Morcego (apelido do cara, sente o drama). Algumas meninas chegaram a mostrar interesse em minha pessoa, durante essa fase, mas eu era otário e abria mão porque alguns amigos gostavam de tal garota. Resultado, a mina ficava fula porque não queria ficar com o mané, e ficava fula em dobro porque o mané que ela queria falava para ficar com o outro mané.

Fui burro para carai nessa época.

No segundo ano da faculdade, comecei o ano bem, indo para um memorável carnaval em Cananeia e com esperanças das grandes putarias prometidas para mim pelos American Pies da vida.

Óbvio que isso não ocorreu.

Em 11 de abril de 2001, dia de prova de Filosofia, e aniversário de uma amiga, eis que ela aparece na faculdade. Já tínhamos nos “visto”, assim, entre aspas, porque fiz uma piada idiota com ela, tirando os óculos e falando que “ninguém ficava comigo, que ficar? Tenho olhos verdes” (se tiver errado, ela aparece e corrige), óbvio que não vi muito bem a beleza que estava diante dos meus olhos verdes.

Bem, no dia 11 de abril, ela apareceu, para esperar a amiga que fazia aniversário naquele dia. Como eu saí mais cedo por causa da prova, começamos a conversar. Conhecendo as pestes de amigos que tinha, levei ela para fora da faculdade e comecei a falar, mas tipo, falar muito.

Um adendo, uma das observações da minha tenra e grande infância e adolescência, era o fato de perder mulheres por falar demais. E, sim, no sentido literal da palavra.

Voltando, quando finalmente tomei coragem, após umas 12 horas (ou 18, não lembro) de conversa, a beijei.

Não preciso dizer que amigos viram e fizeram uma bagunça nada, comigo e ela não sabendo onde enfiar a cara e todo mundo me zoando, dizendo que eu tinha deixado de ser BV. É, minha fama na faculdade, nesse assunto, não era das melhores.

Após esse beijo, saímos mais vezes, outros beijos aconteceram e, em 5 de maio de 2001, a pedi em namoro.

Mesmo com várias brigas, várias noites de sono perdidas (sim, foi com ela que perdi mais noites de sono na vida, aliás, ainda perco de vez em quando), amanhã, 9 de abril de 2011, dois dias antes de completarmos 10 anos juntos, nos casaremos no civil e ela carregará meu nome. A coisa mais preciosa que tenho nessa vida.

Amanhã, Lucilene, também conhecida como Luzinha, Lu, Lulu, Luca, Luluzinha, Luci, amor da minha vida e a mulher mais incrível que já conheci, terá meu oficialmente meu nome:

Lucilene Batista da Silva Bonilha.

Te amo Lu, e obrigado por me fazer o homem mais feliz do mundo nos últimos 10 anos. E espero que faça por toda eternidade.

Para ser igual tem que ser diferente

Por Daniella Velloso

É incrível como homens e mulheres são diferentes. Até aí nenhuma novidade. O que me espanta, é como as pessoas lutam contra isso.

Você é daqueles que acha que é possível mudar a natureza de alguém? Eu não.

Para as mulheres, casamento é prova de amor. Para os homens, é conveniência ou pura conseqüência de um relacionamento duradouro.

Tipo “É, já enrolei o quanto deu, agora não cola mais…”.

Para as mulheres, datas especiais são datas onde algo especial aconteceu.

Difícil? Qual o problema dos homens em relação às datas?

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Encontro no aeroporto

Por Nara Abdallah

No caminho para São Paulo, dentro daquele avião frio, muitas questões e poucas respostas.

A angústia, que já era companheira freqüente daqueles últimos dias, resolveu se hospedar de vez. Era como se tudo que eu tivesse imaginado, não estivesse mais em minhas mãos, e de fato não estava. A sensação de não ter o que fazer naquele momento confortou-me. Simplesmente tinha que ficar ali, esperando e acreditando em tudo que senti e pensei e, ao mesmo tempo, tentava me manter distante.

Essas duas sensações ambíguas tomaram conta do meu corpo no caminho para casa. O trajeto era curto, aproximadamente 45 minutos de vôo.

Desci do avião e caminhei até a esteira das malas, o tempo demorava a passar. Na hora que efetivamente sai tentei não pensar em nada, mas foi em vão, deixei o corpo ficar como queria.

Avistei você, vindo em minha direção, com uma expressão que refletia aquela semana inteira que passamos, sem sentido, o seu olhar estava parado, nervoso e ansioso.

E eu? Confusa, tensa, um pouco distante, mas feliz de te ver ali, é como se sua presença validasse o que eu sentia.

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Poup Pourri

Olá,

Eu sei que falei: “nem pensar…”
Mas agora me arrependo, roendo as unhas
Estou com o coração na mão, pois fui sincero
Como não se pode ser

Quem tem amor na vida,
Tem sorte
Quem na fraqueza sabe
Ser bem mais forte
Ninguém sabe dizer onde a
Felicidade está

Afinal, um erro assim tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E, quando acaba a bebedeira,
Ele consegue nos achar

Tão perto, não importa o quanto distante
Não poderia ser muito mais [distante] do coração.
Eternamente confiando no que nós somos
E nada mais importa.

Nunca me abri deste jeito,
A vida é nossa, nós vivemos da nossa maneira.
Todas estas palavras eu não digo simplesmente [por dizer]

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