12 anos e 2 anos!

Eis que abril está indo embora e, apesar do aperto para ajustar as finanças, posso dizer que foi um dos melhores meses dos últimos tempos, mesmo estando em férias praticamente caseiras.

Explico, neste mês completei, respectivamente 12 anos de união e 2 anos de casado com Lucilene e, ao contrário do que sempre ouvia, a TV prega e, algumas rodas de amigos comentava, foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida.

S2

Melhor foto!

Lu não é simplesmente só minha esposa. Ela é minha companheira, amiga, confidente, amante, enfim, tudo! Entramos em frias juntos, compartilhamos de momentos mágicos juntos e passamos por toda e qualquer situação, seja boa ou ruim, juntos.

Claro que há brigas, óbvio que de vez em quando nos desentendemos e, certeza, que há dias que um quer estrangular o outro, mas nada que não dure nada além de um sorriso, um pedido de desculpas e aquele momento mágico de reconciliação que fortalece ainda mais a relação.

Uma das coisas mais acertadas que fiz na minha vida, foi casar com a Lu e construir esse caminho juntos, caminho esse que, quem sabe em breve, possa ter a participação de mais uma ou duas ou três figurinhas, não é mesmo?

Algo que, por enquanto, ainda não está nos planos (calma galera!), mas já estamos planejando para providenciar assim que possível.

Enfim, só escrevi tudo isso para mostrar o quanto amo essa mulher e o quanto ela é importante para mim!

Te amo Lu!

História de sempre

E chegamos mais uma vez ao último dia de mais um mês e o blog largado, abandonado e parado aqui.

Jogado como se não tivesse mais nenhuma importância, com uma saga para terminar – que sabe-se lá quando vou terminar – e longe da época em que me dedicava a ele.

“Poxa Bonilha, depois que casou abandonou tudo?”

Não, o que acontece nesses últimos tempos, onde o blog está relegado a um pobre ostracismo é a dedicação a outras coisas. Desde um curso de idiomas que me consolida como rei dos modos básicos como a ajuda que dou ao meu amor, que está estudando e precisa de meu auxílio nos afazeres de casa. Um outro problema, este crônico e que, por enquanto, meio que se enraizou, é o PC lento, que me desestimula a ligá-lo, dirá escrever.

Pretendo voltar a me dedicar ao blog, pretendo renová-lo e pretendo deixar de fazer essas promessas.

Mas, por enquanto, fica mais essa promessa de tudo mudar no mês que vem.

O Dia mais Feliz da minha Vida – Durante

Dei meu braço à minha mãe e jurei que não choraria, mais para meu irmão não levar os R$10,00 apostados com meu outro irmão, do que para manter a pose austera.

Falhei miseravelmente.

Conforme os acordes da música foram se iniciando, e a música Tudo que se quer entrando em meus ouvidos, junto com a imagem daqueles que, certeza absoluta, ajudaram a escrever a história da minha vida, rapidamente comecei a sentir aquele nó na garganta, a me deixar invadir por aquele momento único, inesquecível e que levarei comigo por toda a minha vida.


Sério, acho que sou proibido de ouvir essa música de novo. É tocar para marejar os olhos

Parei de segurar e deixei a emoção tomar conta de mim. Olhei para o lado, minha mãe chorando também, com aquele orgulho de levar o filho até o altar, entregando seu menino – porque para ela, homem ele não, mas sempre será um menino – para sua futura nora. Não perdendo ele, mas sim, perdoem-me o clichê, ganhando mais uma filha.

As lágrimas escorriam no rosto como a beleza das cataratas do Iguaçu, vendo minha vózinha emocionada, vendo mais um neto se casando, lembrei de meu avô, que tanto faz falta, e chorei mais, sem parar, sem conter, sem segurar o líquido salgado da felicidade.

Ao chegar ao altar, o padre me cumprimentou e brincou com meu choro, pedindo para me acalmar.

Eu soluçava de tamanha emoção e, para conter, fiz até uma respiração ridícula profunda, para recuperar o controle das minhas emoções. Pior que meus olhos já começavam a arder, já que estava com lentes de contato.

Ao me virar, fui vendo cada um dos padrinhos que, por incrível que pareça, representam cada momento da minha vida. Casal por casal, foi chegando, me cumprimentando, rindo da minha cara por causa do choro, tirando sarro da minha cara por isso e, enfim, sendo o que cada um é e que não seria diferente naquele momento tão especial para mim.

E eles foram entrando na ordem:

Lúcio e Jacelma
Eughenio e Daniella
Paulo e Camila
Micheline e Luis
Diego e Amanda
Carlos e Thaís
Vagner e Paula
Beto e Gilmara
Osni e Mari
Eric e Gabi

Todos lindos e maravilhosos!

Aí, quando já estava mais calmo, a porta da igreja se fechou.

Comecei a me soltar um pouco mais ao ouvir meus padrinhos, atrás de mim, conversando enquanto a noiva não entrava.

Meus outros amigos, Alex e Andrea, que não ficaram no altar para me dar de presente as fotos mais lindas que alguém pode fazer, fotografavam e tentavam me acalmar, já que, pelo jeito, parecia que eu estava para ir à forca. Mas só que ao contrário.

Eis que as portas se abrem e minha cunhada começa a cantar a Melodia do Amor, com a voz que deve ser a mais próxima ou melhor que as dos anjos. Instantaneamente vejo os pajens, meus sobrinhos Nathan e Vitória à frente, e a mulher mais linda que já pisou na Terra adentrando a igreja junto com seu pai.

Maravilhosa!

Fantástica!

Linda!

Não há palavras para descrever como Lu estava linda.

Enquanto caminhavam em minha direção, meus olhos jorravam tanta água, eu soluçava tanto, que parecia que teria um treco. Não era possível que aquele momento tão lindo estava acontecendo, não era possível que nós estávamos tendo um sonho em vida real tão maravilhoso como aquele.

Eles chegaram até mim. Abracei meu sogro tão forte que pensei que o quebraria ao meio. Beijei a testa de Lu e disse que ela estava linda. Soluçando.

Nos viramos para o padre e a cerimônia se desenrolou como se não houvesse atraso algum. Sem cortes, sem punições pelos pequenos percalços que tivemos até ali.

Confesso que não lembro ao pé da letra as bonitas palavras que o padre disse. Mas lembro a essência. Foi bacana ele citar meu irmão, Rafael, que tanto lutou para que tivéssemos essa cerimônia maravilhosa.

Já mais calmo, quase esmagando a mão da Lu, quando nos ajoelhamos, foi a vez de fazer todo o salão rir, acabando com o vácuo da cueca boxer que tanto me incomodava.

Durante a benção das alianças, nosso sobrinho estava tão entretido, que nem percebeu quando o padre pediu os anéis dourados. Quando se tocou, fez um “Tá aqui!” tão divertido, que a risada foi geral.

Após assinarmos o livro, fomos cumprimentar todos, mais uma vez, caí num choro, que o lenço que Diego me deu durante a cerimônia, podia ser torcido numa boa. Lenço esse que está comigo até hoje e que guardarei de lembrança.

Com o fim da cerimônia, ao som de “O Tempo não pode apagar” cantado novamente pela Milena, saímos e fui vendo todos ali. Amigos do Perequê, amigos do futebol, amigos jornalistas, amigos da escola, amigos do CAMPG, amigos parentes, parentes (=P), todos aqueles que ajudaram a construir meu caráter e que, de uma forma ou de outra, fazem parte da minha vida. Infelizmente, não foram todos que puderam comparecer, por motivos diversos, mas estavam lá de alguma forma ou de outra.

Ao sair, desta vez sem chorar, infelizmente não foi possível cumprimentar a todos na saída da igreja. Já que havia outro casamento para começar e, como já citado, o nosso atrasou tudo. Saímos com o carro e paramos na esquina da igreja, para ir falando com todo mundo. Depois, o Alex fez mais fotos e rumamos para a festa.

Assunto para conclusão desta história.

O Dia mais Feliz da minha Vida – Antes

Eu sei que o blog está abandonado e que os poucos e valentes três ou quatro leitores esperaram, acho que já sem muitas esperanças, por um texto após o dia 16 de abril.

Sei que as desculpas de computador ruim que desanima a escrever, falta de tempo (ainda mais que estava de férias), procrastinação e, claro, a pura e simples preguiça não são motivos para adiar e… bem, passar mais de um mês e não falar sobre aquele que foi o dia mais feliz (e choroso) da minha vida.

A espera acabou, o dia 16 de abril de 2011 foi aquela data que mostrou que a minha família, todos os meus amigos de coração e até a “sorte” que me acompanha são as coisas mais importantes que tenho na minha vida, complementando com aquela metade que Platão, desde os tempos antigos enchendo o saco em banquetes, diz que procuramos pela vida. E eu me juntei a ela.

Acordando

Não vou comentar sobre a noite anterior ao dia 16, quando dois dos meus melhores amigos, mais o meu irmão, resolveram que eu tinha que ter uma despedida de solteiro – nem que fosse para sair à noite, sozinho, pela última vez – foi divertida, embora tenha faltado as stripers, mas o final, com direito a motos com pneu furado, a busca por uma borracharia no meio da madrugada e a outra moto pifando por falta de gasolina (depois funcionando por milagre) é melhor deixar para lá.

Acordei, na casa da minha sogra, no meio do caos que o dia reservava. Após o café, encasquetaram que eu tinha que fazer as unhas. Fugi, mas mesmo depois de fazer a barba, não tive escolha e fui para o facão do alicate, controlada pela minha amada Lucilene.

Tudo estava indo bem, até alguém perguntar a hora e após o “11:30”, um pedaço do meu dedo ficar no alicate, com um jorro de sangue batendo no teto. Sem condições psicológicas para controlar um alicate, inclusive com um tratado de Haia proibindo tal manejo no Guarujá, Lu encaminhou a missão à minha cunhadinha, que terminou o serviço.

Era hora de correr. Graças ao Carlos, amigo que não tenho como dimensionar a importância na minha vida, fom…

Peraí, tem sim:

“Ultimamente eu venho imaginando o quão especial será a sensação de ver amigos tão únicos para mim finalmente se casando, certamente será algo que por mais que escondam, irá emocionar. Sinto-me muito feliz em acompanhar meu grande amigo assumir seu grande amor, e a minha única amiga de verdade realizar esse grande feito que é celebrar a união com quem ama. Digo sem qualquer cerimônia que vocês, mais do que grandes amigos, são dois grandes exemplos de vida para mim. Ver a força com que enfrentam seus problemas e buscam seus objetivos é motivador, 😉 Felicidades meus amigos.”

É, não tem, quando li isso chorei que nem criança.

Corremos com várias coisinhas, que para variar, sempre aparecem nesses momentos para atrasar, ou para dar mais emoção ao acontecimento. Foi compra de decoração de última hora, aluguel de roupa em cima da hora, detalhes do salão/restaurante… Enfim, um rolo da porra para resolver. Se não fosse o Carlos, não sei como faríamos para correr com isso tudo.

Após o almoço que não tínhamos como comer por causa do nervosismo e adrenalina, deixamos Lu no salão e, faltando umas três horas e meia para a cerimônia, fomos comprar lentes de contato, já que não estava a fim de casar com cara de nerd bobão. Só bobão bastava.

Dei muita sorte nesse quesito, se a médica e vendedora me empurrassem lentes de vidro moído, teria comprado, graças aos céus, não foi o caso.

Voltamos para a casa da sogra e lá encontramos com meu irmão, onde tínhamos pouco mais de duas horas para ir ao Perequê, nos arrumar e voltar ao Centro de Guarujá. Desespero batendo já.

Baixou um piloto de fuga em Daniel e fizemos Conceiçãozinha-Perequê em meia hora. Chegando lá, consegui me arrumar em tempo recorde e, faltando meia hora para o início da cerimônia, entramos – minha mãe, Rafael, Daniel de motorista e eu – no Celtinha e, de novo com o espírito de algum piloto irresponsável (acho que era o Villeneuve, o pai), Daniel voou com o Celtinha pelas ruas de Guarujá.

Cinco horas!

Pressão

Convidados e padrinhos ainda chegando, mal cumprimentei algumas pessoas e a coordenadora da igreja – ou seja lá o que ela faz – já foi me agarrando e colocando no início da fila com a minha mãe.

Estavam faltando dois casais de padrinhos e uma madrinha, minha cunhada que ia cantar durante a cerimônia, os pajens e, coisa de louco, as alianças. A doida da igreja começou a colocar terror e falar que o padre ia cortar parte da cerimônia e que celebrássemos com as alianças de outras pessoas. Terrorismo total.

Chega um casal.

Para ganhar tempo, fui me fazendo de desentendido e perguntando para a outra moça da igreja o que tinha que fazer e como se comportar. Essa, pacientemente, ia me explicando tudo, pela quinta ou sexta vez. A outra estava faltando pouco para fazer a gente entrar debaixo de pontapés. Dados por ela mesma.

Chega uma madrinha.

Logo em seguida, chega o casal que faltava.

Tentei negociar, falando para esperar mais 5 minutos, pacientemente com a melhor educação dada pelas melhores estrebarias da Suíça (valeu Maskate), ela berrou que já estávamos 365 dias atrasados.

Sem ter como argumentar mais, chamei meu irmão para substituir meu sobrinho que já estava substituindo outra pessoa.

Ah sim, esse não veio e perdi o bolão que ainda não paguei.

Como um jogador cheio de vontade, para marcar o gol salvador do time de coração, meu irmão ajeitou o terno, fez o sinal da cruz, deu uma corridinha e…

Chegaram meus sobrinhos e pajens.

Como técnico que muda de ideia, ora porque o time fez um gol, ora porque aquele zagueiro essencial ao esquema foi expulso, meu irmão voltou e perfilamos na fila.

Infelizmente, não foi possível enrolar mais ainda para dar tempo de entrar com minha cunhada cantando – pois estava passando o som – senão a doida arrancava a cabeça de todo mundo da fila e ia usar como enfeites para o casamento seguinte.

Era o início da cerimônia…

Lu Bonilha

A primeira mulher que gostei, fora a minha mãe, foi a professora do prézinho, acho que era Marisa o nome dela, sim, Marisa. Pode-se dizer que, com 3, 4 ou 5 anos, nossa paixão é invariavelmente a professora que nos passa as atividades lúdicas e nos diverte. Afinal, aquelas chatinhas, as tais meninas, só serviam para encher o saco, chorar e torrar nossa paciência. Nunca que casaria com elas, só com aquela professora linda e maravilhosa que me dava atenção e cuidava de mim quando a mãe não estava por perto.

Acho que o fato de descobrir que a professora era casada, já perto de se despedir da escolinha (e depois de São José dos Campos), e ainda que ela tinha filho e, pior, que eu havia apanhado dele uma vez, pode ser considerado o primeiro fora que tomei na vida. “Como assim casada? E aquela visita e aquele abraço gostoso que ela me deu nas férias, indo me visitar em casa? E o presente que ela levou em casa quando fiquei doente e me contou uma história?

É amigos, frustrações são inesquecíveis, principalmente a primeira.

Logo, um dos meus melhores amigos na época, que também era meu primo, resolvemos disputar nossa prima, que era uns, sei lá, 20 anos mais velha. Nós, pirralhos bem resolvidos de 6 que éramos e conscientes de que o outro não era digno daquela linda loira de cabelos encaracolados a la anos 80 (e eram os anos 80) travamos uma terrível guerra para ver quem ficava com ela, quem dormia na casa dela, e quem se escondia embaixo da cama, enquanto ela se trocava e era descoberto, na casa dela.

Foi uma guerra ingrata, apesar de perdemos para um yuppie com cara de nerd e jeito bobo na época, e culparmos um ao outro por tal descalabro. Rompemos relações diplomáticas e só voltamos a nos falar na semana seguinte. Uma eternidade para os padrões infantis da época, sem internet e telefone.

Minha família foi embora de São José dos Campos e, após uma breve estada em Santos e São Vicente, fomos para Santo André.

Lá, na primeira ou segunda série, me apaixonei por uma menina de outra sala, chamada Michelle. Era linda! Olhos e cabelos castanhos, jeito angelical, enfim, linda! Era tão besta, que eu a acompanhava de longe e esperava ela entrar em casa para seguir o meu caminho. Um dia reparei que ela não ia mais à escola e nunca mais a vi ou tive notícia.

Por algum motivo que eu não sei bem, não lembro de grandes amores na terceira ou quarta série. Havia meninas bonitas, legais, mas nada que fizesse “tocar o sino”. Só queria saber de farra, futebol e brincar. Que é o que interessa nessa idade.

Eis que vamos embora de Santo André e aportamos em Guarujá. Essa linda cidade maravilhosa que tanto amo e curto. (Rá!)

À parte do deslumbre de morar em um lugar com praia (já havia morado, mas nem tinha noção da coisa), durante as férias, não fiz nada de novo, só praia, praia e praia.

Quando começou o ano letivo, logo no primeiro dia, vi aquela que, talvez, tenha mais me tirado o sono na vida. Pelo menos até 2001.

Resumão porque esse texto já tá gigante e histórinhas de amor que não dão certo, só tem graça quando você é pequeno. Me apaixonei por essa menina e fiquei cozinhando durante toda minha vida nesse colégio. Mesmo quando desisti, e quis o destino que ela caísse na minha sala DUAS vezes, quando a encontrei novamente, dessa vez trabalhando no local que ela frequentava, aí amigos, fiquei de quatro.

É fato que até as tartarugas que não existem no Tortuga sabiam da história. Um amigo chegou a falar que “desistiu dela”, sem conhecer, de tanto que era o meu lenga-lenga no assunto. Fato que meio que fui feito de gato e sapato, ouvindo coisas de ex e atuais e sendo o “amigo gay”, da história. Reconheço que a culpa foi toda minha, já que nesses CINCO fucking anos, nunca cheguei nela e disse o que sentia. Enfim, cabaço total, segundo o jargão popular.

Mais uma vez entro naquele limbo de não morrer de amores por ninguém. Saía, dava uns beijos, não comia ninguém, mas me divertia muito com os amigos que até hoje mantenho contato do colegial. Foram dois anos que até tinha algum interesse em alguém, mas por algo que dava errado, ou porque não era para ser, logo voltava à bagunça.

Quando entrei na faculdade de jornalismo, logo visualizei aquelas mentiras contadas nos filmes americanos, achando que finalmente perderia a dita virgindade e que a vida só seria festas, sexo, bebida, sexo, mulheres, sexo, bagunça, sexo, enfim, sexo!

Muita frustração ao notar que tinha que estudar que nem um FDP e que a galera, tirando um ou outro, era uma continuação do ensino médio, só que com pessoas mais chatas e sem espírito de farra.

Nesse ano, cheguei a gostar de uma loirinha, onde revivi a disputa com um amigo, vizinho de bairro. Ele ganhou, digamos assim, mas quando fomos visitá-la em SP, os dois tomaram no toba e ficaram a ver navios preteridos por um Morcego (apelido do cara, sente o drama). Algumas meninas chegaram a mostrar interesse em minha pessoa, durante essa fase, mas eu era otário e abria mão porque alguns amigos gostavam de tal garota. Resultado, a mina ficava fula porque não queria ficar com o mané, e ficava fula em dobro porque o mané que ela queria falava para ficar com o outro mané.

Fui burro para carai nessa época.

No segundo ano da faculdade, comecei o ano bem, indo para um memorável carnaval em Cananeia e com esperanças das grandes putarias prometidas para mim pelos American Pies da vida.

Óbvio que isso não ocorreu.

Em 11 de abril de 2001, dia de prova de Filosofia, e aniversário de uma amiga, eis que ela aparece na faculdade. Já tínhamos nos “visto”, assim, entre aspas, porque fiz uma piada idiota com ela, tirando os óculos e falando que “ninguém ficava comigo, que ficar? Tenho olhos verdes” (se tiver errado, ela aparece e corrige), óbvio que não vi muito bem a beleza que estava diante dos meus olhos verdes.

Bem, no dia 11 de abril, ela apareceu, para esperar a amiga que fazia aniversário naquele dia. Como eu saí mais cedo por causa da prova, começamos a conversar. Conhecendo as pestes de amigos que tinha, levei ela para fora da faculdade e comecei a falar, mas tipo, falar muito.

Um adendo, uma das observações da minha tenra e grande infância e adolescência, era o fato de perder mulheres por falar demais. E, sim, no sentido literal da palavra.

Voltando, quando finalmente tomei coragem, após umas 12 horas (ou 18, não lembro) de conversa, a beijei.

Não preciso dizer que amigos viram e fizeram uma bagunça nada, comigo e ela não sabendo onde enfiar a cara e todo mundo me zoando, dizendo que eu tinha deixado de ser BV. É, minha fama na faculdade, nesse assunto, não era das melhores.

Após esse beijo, saímos mais vezes, outros beijos aconteceram e, em 5 de maio de 2001, a pedi em namoro.

Mesmo com várias brigas, várias noites de sono perdidas (sim, foi com ela que perdi mais noites de sono na vida, aliás, ainda perco de vez em quando), amanhã, 9 de abril de 2011, dois dias antes de completarmos 10 anos juntos, nos casaremos no civil e ela carregará meu nome. A coisa mais preciosa que tenho nessa vida.

Amanhã, Lucilene, também conhecida como Luzinha, Lu, Lulu, Luca, Luluzinha, Luci, amor da minha vida e a mulher mais incrível que já conheci, terá meu oficialmente meu nome:

Lucilene Batista da Silva Bonilha.

Te amo Lu, e obrigado por me fazer o homem mais feliz do mundo nos últimos 10 anos. E espero que faça por toda eternidade.

Para ser igual tem que ser diferente

Por Daniella Velloso

É incrível como homens e mulheres são diferentes. Até aí nenhuma novidade. O que me espanta, é como as pessoas lutam contra isso.

Você é daqueles que acha que é possível mudar a natureza de alguém? Eu não.

Para as mulheres, casamento é prova de amor. Para os homens, é conveniência ou pura conseqüência de um relacionamento duradouro.

Tipo “É, já enrolei o quanto deu, agora não cola mais…”.

Para as mulheres, datas especiais são datas onde algo especial aconteceu.

Difícil? Qual o problema dos homens em relação às datas?

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Ausência por rinite alérgica

Calma povo, ainda não decidi acabar com o Lua.

Também não ganhei na loteria, nem arrumei uma viúva rica e, muito menos, me deixaram uma herança polpuda.

Simplesmente tive uma crise brava de rinite alérgica, onde todo meu aparelho respiratório entrou em colapso e, somado ao estresse do trabalho, não tive condições de fazer mais nada.

Ainda estou me recuperando, vou ver se termino de escrever um texto sobre o casamento que ocorreu no fim de semana e ainda tem o bolão que rola a partir de amanhã.

Portanto, não entrem em desespero (apesar de ninguém ter sentido falta mesmo).

Para saber mais sobre Rinite Alérgica entrem nesse link (eu entrei).