Desanimado com o Jornalismo

Ah, o desânimo…

Como notaram por aqui, faz tempo que não escrevo algo a la bate-papo. Aliás, até no twitter, onde falava para caramba, dei uma diminuída nas bobagens que escrevo.

Ironicamente, achei essa imagem no R7 e é justamente do tipo de jornalista que queria ser, de guerra.

Quem me conhece, sabe o quanto gosto de escrever e falar bobagem, mas o ato de escrever tem sido uma espécie de martírio, já que me lembra que não seguirei com o sonho de ser jornalista, coisa para a qual estudei e me preparei nos últimos 12 anos.

E nem é por conta de ter fracassado na profissão ou ser ruim demais, é o desapontamento com o jornalismo mesmo, que vai dos rumos que a profissão tomou, em todos os níveis, passando pela remuneração e o pouco tempo que acaba sendo reservado à família, caso queira ganhar razoavelmente… razoável.

Não, não escreverei mais sobre isso agora, estou adiando o derradeiro texto, pois no fundo sei que quando escrever, estarei rompendo de vez com isso. Pode falar o que for, mas ainda me considero um Jornalista. É o que está escrito naquele diploma que levei quatro anos para conquistar e que foi orgulho de minha mãe, família e amigos.

Só sei que está chegando a hora de, finalmente, romper com a profissão e me considerar outra coisa, seja lá o que for.

Infelizmente, por mais que esteja gostando do que ando fazendo, isso me dá um desânimo…

Orgulho dessa família!

Uma pausa na saga das Férias do Nordeste para falar sobre um fato que me emociona até agora.

Eis que no sábado passado, meu irmão caçula Daniel Junio Bonilha se formou bacharel em Relações Internacionais.

Maior festão no Clube de Regatas Vasco da Gama (de Santos) em que, para variar, toda a família e os amigos mais próximos, bem como suas respectivas namoradas e esposas estiveram presentes.

Rafael, Daniel, Eu e Paulo, um dos amigos-irmãos.

Mais do que outra formatura, festa, cachaça e cerveja à vontade, foi o significado desta cerimônia, pois com a colação de grau de meu irmãozinho mais novo fechamos um ciclo em que os três – Daniel, Rafael e eu – estão formados e tomando os rumos da vida.

“Mas Marcos, tudo isso para falar que vocês três tem ensino superior? Qualquer mané se forma nas Uninoves da vida”.

Isso é verdade, não subestimando quem se forma nas Uninoves da vida. Lembrando que tem muito Zé Buceta, que não manja merda nenhuma, saindo da USP e grandes profissionais saindo das UNIP´s da vida.

Orgulho!

O que quero dizer com a formatura do Daniel é que quem nos conhece, sabe das dificuldades que enfrentamos para alcançarmos esse objetivo. Só quem convive com a gente, tem noção do que foi conseguir (e manter) a bolsa para terminar o curso de jornalismo. Só quem viu, tem ideia do que foi o tombo de perder a bolsa de Engenharia, se levantar, e se formar na FATEC. Só quem ouviu, sabe o que foi o sacrifício trabalhar, estudar e se matar para manter altas notas em Relações Internacionais. É, foi foda.

Crescemos no Perequê, um dos bairros mais pobres de Guarujá, tivemos problemas com distâncias para estudar, fazer trabalhos e se deslocar para ver palestras e seminários. Muitas vezes dormimos em casas de amigos, porque para nós era um martírio depender de transporte público morando tão longe.

Felicidade estampada na cara! E foi assim nas três festas!

Para tirar xerox, comprar livros, pagar viagens, gasolina e passagens, tivemos que ralar muito, já que, mesmo no caso da bolsa e da faculdade sendo gratuita, era difícil conciliar tudo ganhando uma miséria, ou até mesmo nada. Mas sempre tinha um ajudando o outro.

Se conseguimos chegar até onde chegamos foi graças a esse esforço, os amigos, família e, principalmente, nossa mãe, Dona Lúcia Donizeti Rodrigues, que sempre nos apoiou, deu força, incentivou e, principalmente, nos abraçou e nos levantou quando achávamos que não ia dar ou que aquilo não era para gente. Talvez por isso, nas três festas, ela se emocionou e chorou na hora das valsas e colações.

Fim de festa e o copo na mão.

Enfim, batalhamos e conseguimos. Os três filhos, irmãos e, principalmente, amigos, formados e dando orgulho para todos aqueles que confiaram na gente.

Principalmente para Dona Lúcia.

3 para 28

Quem diria, essa pequena saga falando um pouco sobre minha vida até que está rendendo. Pena que comecei com um dia de atraso e o mesmo fará falta no que gostaria de colocar.

Como a escassez de fotos também está atrapalhando um pouco, o jeito é se virar com o que tem. A 3 dias de completar 28 anos, destaco hoje meu lado profissional e os 4 anos de faculdade de jornalismo.


Faltou o Vagner aí

Ah, o jornalismo…

Bem, nada de lamúrias, senão to ferrado nesse campo.

Sobre a faculdade, apesar de viver 4 anos com as mesmas pessoas, não foi aquela coisa maravilhosa e inesquecível como foi a época de ensino fundamental e médio. Talvez porque ali a gente já tivesse que encarar o mundo com seriedade, pensando no mercado de trabalho, responsabilidades, futuro, etc. E também porque, como toda faculdade, tivesse um ou dois caga-regra que estragavam sua aula e enchia o saco o tempo todo.


Entrevista com o Chico

Mesmo assim, ali fiz dois amigos para todo sempre e amigos que, vez por outra, a gente tenta se encontrar para tomar cerveja. Pena que fique só na tentativa.

Quanto à profissão, nada de mais, entrei numa fase engraçada, não exerço para ganhar dinheiro, mas como hobby, como aqui e aqui. Situação estranha, mas adaptável e me sinto feliz assim. Acaba saindo como uma válvula de escape.

Faltam duas, nem faço ideia do que colocar, amanhã defino o 2.