Última “aventura” do ano

Incrível como tenho que terminar o ano numa epopéia!

Numa correria desenfreada, desencadeada ontem, por volta do meio dia, terminei (?) agora pouco a distribuição da última edição do ano da A Voz do Litoral.

Ontem, por falha de comunicação na gráfica onde imprimimos o jornal, descobrimos que a edição não havia sido impressa. Por conta de uma avalanche de problemas que fariam um Boeing cair, chegaram a conclusão que o jornal só ficaria pronto por volta das duas horas da manhã de hoje!

Brigamos, xingamos e, como desgraça pouca é bobagem, ainda recebemos como resposta que teríamos que ir buscar o dito-cujo em Osasco, cidade onde fica a gráfica, pois não poderiam fazer o translado para cá.

Aí bateu o desespero! Ter que ir para os confins de São Paulo, em pleno feriadão prolongado de fim de ano, onde todo mundo quer pular as sete ondinhas para ter sorte no resto do ano.

E ainda era pouco. O carro que a gente pega emprestado, do irmão do Ronnie, teria que ser devolvido às 17 horas de ontem, pois ele iria para Santos para passar a virada com a família da esposa. Ou seja, não poderia nos emprestar para, pelo menos, irmos buscar o jornal.

Sem lenço, documento, ou qualquer coisa que valha nos desesperamos correr atrás de alguém que pudesse emprestar, ou no nos acompanhar, para irmos buscar os benditos dos jornais.

Liga para um, liga para o outro e um amigo nosso, o Joselino (Josa), se prontifica a nos ajudar e ir, com seu carro, até a gráfica para recolher os jornais.

Daí surgiu outro problema: como chegar a Osasco?

Não conheço patavina de SP, sou de ir perguntando. Recorremos a outro amigo, que mora em Guarujá e trabalha em SP que nos ensinou o caminho.

Imigrantes – Bandeirantes – Marginal Pinheiros – Sobe Viaduto, sentido Castelo Branco e, pronto, – chegamos a Osasco.

Simples né! Mais para frente, descobriremos que não.

Depois de ligar para a gráfica e tentar, inutilmente, ver se conseguíamos buscar à noite ou início de madrugada, decidimos nos encontrar às 4 da manhã, na casa do Josa, para irmos para Sampa e enfrentar o menor tráfego possível.

Como moro nos confins de Guarujá, para facilitar (senão nem durmiria) fui dormir na casa da amiga-ex-que-me-deu-o-pé-na-bunda-no-dia-de-Natal. Mais para facilitar minha vida, do que qualquer outra coisa.

Como o trânsito estava infernal, cheguei na casa dela à meia-noite e ela não estava. Falei com a mãe dela (hiper gente boa) e fui dormir.

Acordei às 4, atrasado já, com um furdêncio na casa dela. A mãe dela passou mal e todas entraram em polvorosa, liguei para um táxi e, ao invés de aproveitar e ir junto, achei melhor não ir.

Me arrependi, pois o transporte público de Guarujá é excelência em desserviço à população. O ônibus só passou às cinco. Já fulo, cheguei lá e não encontrei o Ronnie, que me ligou avisando que estava na redação, pois tinha esquecido o endereço da gráfica.

O dia prometia e mal tinha começado.

Ainda bem que o Josa já estava acordado. Pegamos o carro fomos à redação, pegamos o Ronnie e tocamos para São Paulo. Com o dia amanhecendo.

Até chegarmos à Marginal Pinheiros, tudo corria bem. Estrada tranqüila e pouco fluxo. A gente se preocupou com outro lado. Caos total na descida para o Litoral.

Continuamos nossa saga. Claro que tínhamos que nos perder, senão não teria graça. Erramos a entrada para Osasco e o Joselino, que é meio inseguro, passou a perguntar como chegar a cada curva que virávamos. Claro que perdemos tempo.

Finalmente chegamos a Osasco. Depois de perguntar tanto, achamos a gráfica sem problemas, chegou até ser ironia com o nome dela, que se chama Ponto a Ponto.

Só havia um guardinha lá. Nos atendeu bem, desejou Feliz Ano Novo e fomos para estrada.

Para voltar não tivemos dificuldades, perguntamos uma vez e achamos o caminho depressa. A coisa começou a ficar feia quando chegamos perto do acesso a Imigrantes. Muito cheio e um monte de turistas descendo a Serra.

Com fome, paramos no Frango Assado, pedimos café (caro), salgado (muito caro) e um refri (caríssimo), o atendente que deveria ser mandado para me escolher, quase derruba o café em mim, com destreza escapei de tomar um banho.

Voltamos para Serra. Depois de trocentas horas nas filas intermináveis, e com buzinas e estouros de escapamentos de motos nos túneis. Chegamos finalmente a Guarujá.

Meio-dia. Ainda tinha a distribuição, correu sem problemas, mas como tinha que acontecer algo, um motoqueiro, em Vicente de Carvalho, destruiu a lanterna do pisca esquerda do carro. Dez reais a menos e pisca novo retomamos o batente.

Deixando alguns locais de lado, por conta de algumas bancas estarem fechadas, fizemos sem problemas e terminamos, mortos de fome e cansaço, por volta das 16:30. Mais de doze horas depois de começar.

Ainda bem que terminou bem e agradecemos o Joselino e o Vagner pela força. Espero que o ano que vem não tenha mais esses imprevistos. Mas se tiver, que a gente consiga superar, como superamos esse.

Agora só volto a escrever em 2007. Um Feliz 2007 a todos.

Beijos e abraços a todos.

Marcos Bonilha.

PS: Esqueci de colocar que, em 2007, quero visitar o RN, especialmente Natal, Mossoró e Rafael Fernandes.

PS2: Nem reli o texto, se tiver erros me avisem rs.

0 resposta para “Última “aventura” do ano”

  1. só queria dizer que fiquei cansada só de ler toda a sua saga. pelo menos terminou bem e foi assunto pro blog.
    não querendo fazer inveja, mas eu viajei sexta feira as 11 da manha pra uma praia MA-RA-VI-LHO-SA e só fiquei sóbria hoje na hora de vir embora
    Na virada, eu só conseguia cantar o hino nacional, e na minha embriaguez, eu via toda uma orquestra pra reger..
    Enfim, que 2007 venha melhor do que 2006 e pior do que 2008 🙂
    beijos!

  2. Realmente Guiga, mas ainda bem que não aconteceu nada de anormal no dia 31.
    C-love, eu juro que vou começar a escrever textos mais curtos, mas é que esse merecia uma edição especial.
    Quanto à praia, não agüento mais e também bebi demais, com os amigos Jack, Jonnie Verde, Cubano, russo e Brah. rsrs

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

15 − 9 =