Um feriado de Chevy Chase – parte I

Bem, tudo começou na quinta, 30/12, quando me preparava para o Ano Novo em Praia Grande com a família. Me programei para sair do trabalho um pouco mais cedo e não pegar (tanto) trânsito. Obviamente apareceram várias emergências e só pude sair às 19 horas (o normal é às 18). Era o prenúncio das Férias Frustradas de Ano Novo.

Quinta-feira

Corri para o Jabaquara, chegando lá, parecia a fuga em massa de um apocalipse zumbi. Após descobrir que o ônibus disponível com horário mais em conta sairia a uma da manhã (sem contar o atraso de duas horas que já reinava no local) resolvi que a solução era ir para casa e passar o ano novo com o Bruce, Zoiudo, Michel J. e Buchecha.

Saindo da rodoviária, vi as vans clandestinas disputando os nobres moradores da Z.L. que queriam passar o ano novo a base de muita farofa, frango e Cristal de areia, praia e sol. Fui pesquisar e os modafocas cobravam 50 por cabeça. Sem ar condicionado, segurança e banho nos passageiros. Prometi que nunca mais pegava esses mercenários e tentei voltar para o metrô, no contra-fluxo, quase fui arrastado para o aeroporto.

Tentei dar a volta e acabei abordado por um taxista, perguntando para aonde eu ia, falei que para Santos (já que para Guarujá, seria complicado). Ele falou que por $60 me levava, mandei tomar no cu agradeci e disse que não. Quando me afastei, ele berrou me chamando e acabei voltando. Ele disse que fazia por $50. Novamente falei que não ia. Baixou para $40. Balancei. Aí abri a carteira e… disse que só tinha $35. Fechou.

As outras três senhoras, que iam para Santos e São Vicente, fecharam outro valor e ficaram fulas quando descobriram que pagariam $43 cada. Azar o delas.

Para sair do terminal foi outro parto. O motorista esqueceu de pegar o ticket do estacionamento e levou maior tempo para provar que o carro era dele e ter que pagar o valor devido. Para lascar, as mulheres ficaram com vontade de ir ao banheiro e demoraram maior cara dentro do Pão de Açúcar para esvaiar a bexiga.

Todos no carro e rumamos para o litoral. Num trânsito de fazer inveja a qualquer indiano ou chinês, ficamos alternando entre o acostamento (acho que ele tomou todas as multas possíveis) e a lentidão da pista. Como tinha acesso a internet, consegui ver o melhor caminho e convenci o taxista a ir pela Anchieta.

Aqui, notei que a galera que desce a serra é bem covarde, já que a Anchieta estava vazia e descemos numa boa, com certeza os motoristas de hoje, criados a ovomaltine e leite de pêra, tem medinho dos caminhões e curvas da estrada clássica que liga a capital ao litoral.

Outro detalhe interessante, era sobre as senhoras que nos acompanhava. Como eu não tinha ligação com nenhuma e também era o mais alto, fui no banco de passageiro na frente, enquanto elas ficava atrás. Uma delas trocava o R pelo L, igualzinho ao Cebolinha, a outra era mãe dela e dormiu a viagem inteira, e a outra era uma velha metida a jovem que recebia a ligação do “amado” de 5 em 5 minutos. A mala da viagem.

À parte de segurar o riso, junto com o motorista, toda vez que a Cebolinha falava, a velha enchia o saco. Até que falou que tínhamos que ir com ela até São Vicente e descobrirmos que o taxista não conhecia muito os caminhos das estradas de Santos.

Aí que a velha quase joga a gente no buraco negro do congestionamento da Imigrantes. Se eu não falo que era melhor fazer o retorno e ir por dentro de Santos, pela Nsa. Sra. de Fátima, acho que estaria lá até hoje.

Chegando em Santos – depois de umas 4 horas de viagem – fomos largar a mala em SV. Que queria porque queria que a deixássemos na Presidente Wilson. Despachamos no McDonalds do Centro e, por questões de logística, acabamos voltando pela própria Presidente. Quase fiquei com pena da doida metida a gostosa.

A ideia era deixarmos a Cebolinha e a mãe na Conselheiro, mas como ficaria complicado explicar para o taxista como voltar para SP via porto, decidimos que ele me deixaria na ponta da praia, na balsa, e as duas voltariam com ele até a Conselheiro, dali para SP era um pulo. Engraçado foi ele tirando foto do movimento da galera na praia, desconfio que ele chegou lá por acaso.

Finalmente cheguei na balsa, me despedi de meus companheiros de viagem e corri para a barquinha. Para variar, a perdi e, quando cheguei do outro lado em Guarujá, perdi o último ônibus que me levaria para casa da sogra. Ironicamente, chegou um que iria para a casa da minha mãe, que nunca aparece nesses casos. Resolvi esperar o que seguiria para Vic. de Carvalho.

Como era noturno, quando chegou após uns 40 minutos, demos um pequeno rolê pelo Centro de Guarujá, lotando o dito cujo e demorando uma eternidade em cada ponto.

Nem preciso dizer a minha felicidade quando finalmente cheguei ao meu destino e achava que tudo estava resolvido e era só preparar as coisas para a meia-noite…

continua… ;P

6 thoughts on “Um feriado de Chevy Chase – parte I

  1. Tenso heim? Rs!

    Nem pensei em fazer viagem nesses dias. Desci para o litoral no dia 25, e voltei dia 31. Fiz para evitar pegar congestionamentos. Perdi alguns dias q poderia ficar a mais no Guarujá com família e de boa para evitar esses estresses. Paciência…

    Outros parentes também evitara descer para PG. Essa época, para curtir praia, é uma droga. Mar socado, tudo cheio… aff 😛

    Mas curti o post, hehe. Abs!

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