Um feriado de Chevy Chase – parte II

Sexta-feira, último dia de ano

Acordamos cedo para ir buscar meu óculos. O plano era fácil, pegar o óculos, comprar as bebidas (que tinha ficado sob minha responsabilidade) e vazar para Praia Grande.

Obviamente que nada aconteceu como o esperado. Minha mãe, que estava do outro lado do Guarujá, tinha que encontrar com a gente e estava cotando as cervejas de engradado. Como o cara da adega era um mercenário, fiz as contas e vi que compensava mais comprar tudo em lata mesmo. Para meu azar, a montagem do óculos atrasou e, meu amigo, tinha compromissos com a família dele.

Bem, logo que pegamos o óculos, ligamos para o nosso amigo, que nos encontrou no mercado. Com prenúncio da sorte virando, conseguimos comprar Brahma na promoção e os refrigerantes. Era só voltar para casa da sogra, encontrar minha mãe e rumar para Praia Grande, certo?

Errado.

Meu amigo tinha que levar a mãe dele para fazer compras. Era dia 31, então combinanos de nos encontrar no carnaval às 14 horas. Ele nos deixou na casa da minha sogra de novo e foi, com tudo no porta-malas, correr com as coisas dele.

Nisso, minha mãe tentando nos ligar, não atendia nossas ligações de volta. Como eu estava cansado, pois havia chegado tarde e acordado cedo, resolvi tirar um cochilo.

Acordei com minha mãe ligando, falando que estava a caminho da minha tia, pois ninguém a foi buscar no Terminal de ônibus, pois era lá que tínhamos combinado. Até agora não sei se minha mãe havia pirado, mas é fato que nunca falei em Terminal de ônibus.

Nisso, por volta de umas 15 horas, meu irmão liga dizendo que estava a caminho e que já tinha ligado para meu amigo combinando que ia com a gente. Ele estava do outro lado da cidade ainda.

Mais ou menos, lá para quase 17 horas, todo mundo chegou e partimos para PG. Como notaram, não falei em almoço, então resolvemos parar no McDonalds, da Ponta da Praia, para fazer um lanche. Fizemos umas barbeiragens, pois erramos a entrada do Drive Thru e para fazer o retorno era maior briga. Demos uma ré, na saída do estacionamento, parando todo mundo que tentava sair do Mc e estacionamos lá mesmo, parando para comer.

Depois de comer, finalmente, rumamos para Praia Grande. Chegando lá, obviamente, tudo parado. A nova missão da gente era comprar gelo, já que as bebidas nunca gelariam a tempo no horário que a gente chegasse. Depois de parar num posto e discutirmos o porque de não molhar o porta-malas do pobre Mégane, seguimos adiante, não antes sem errar outra entrada e dar maior volta numa quebrada que faria o Capão Redondo sentir orgulho, parando na fábrica de gelo e, depois, finalmente chegando ao nosso destino.

Ano novo com a família e amigos, melhor coisa do mundo (apesar das histórias contando o passado de mancada de cada um).

Mas e o dia seguinte, o que será que o destino e São Pedro reservariam para a gente?

Continua…

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